ATP oral (ATP dissódico, PEAK ATP)
O "+147% de força" é a diferença entre os ganhos de 11 e 10 homens num estudo pago em parte pela fabricante e questionado por discrepâncias; tomado por boca, o ATP não aparece no sangue.

Matériel expérimental. Lisez avant d’utiliser quoi que ce soit d’ici.
Rien sur cette page n’est une recommandation médicale, une prescription ou un plan de traitement. C’est une traduction organisée de protocoles qui circulent dans des communautés de recherche et, quand cela existe, de ce que des essais publiés ont testé. Les deux choses sont marquées différemment — et ne sont pas équivalentes.
La plupart des composés ici n’ont pas d’approbation de la FDA pour un usage humain. Plusieurs sont vendus avec l’étiquette « usage exclusivement en recherche », ce qui signifie qu’ils n’ont passé aucun contrôle de pureté, de stérilité ou de dosage pour une consommation par des personnes. Une dose décrite par la communauté n’est pas une dose validée : c’est ce que quelqu’un a rapporté avoir fait.
Parlez avec un professionnel de santé habilité avant d’envisager l’un de ces composés. Si vous en utilisez déjà un et ressentez quelque chose d’imprévu, consultez — n’attendez pas le prochain examen de routine.
Résumé
O ATP dissódico vendido como PEAK ATP é a molécula de energia das células, em cápsula. Tomado por boca, mesmo protegido contra o ácido do estômago ou posto direto no intestino, não aumentou o ATP no sangue em estudos de Maastricht; só subiu o ácido úrico. O estudo de Tampa de 2013, com 21 homens, achou força total +55,3 kg contra +22,4 kg; o "147%" é a diferença entre esses ganhos. A fabricante pagou parte do estudo, e dois pesquisadores publicaram em 2017 dúvidas sobre o placebo e a homogeneidade dos dados. Outros ensaios, menores, acharam efeito pequeno ou nenhum.
Pourquoi cette page existe
O ATP dissódico aparece descrito em vídeos curtos sobre saúde masculina que vi publicados na internet, como "a molécula escondida" que aumenta a força em "exato 147%", dobra a espessura muscular e a massa magra, aumenta o fluxo de sangue no músculo "em até 54%" e "supera a creatina". Os vídeos citam um ensaio de 12 semanas da Universidade de Tampa, de 2013, com 400 mg por dia, 30 minutos antes do treino e em jejum. Dizem que o ATP "comum morre no estômago" e que só a forma em sal de sódio funciona; que ele age "pelo lado de fora", em receptores da parede dos vasos; que alarga as artérias em 7 dias; que recupera "na metade do tempo"; e que o mesmo fluxo "resolve o problema lá embaixo". Um dos vídeos acerta um ponto que os outros escondem: o ATP do sangue "não subiu nada", e os próprios autores não sabem explicar o mecanismo.
Levantei as alegações de 4 vídeos curtos, separei as 19 verificáveis e li o texto completo do estudo de 2013, da carta de 2017 que o questionou, da resposta do autor, do estudo de fluxo de sangue de 2014 e da meta-análise de 2024. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site.
O nome comercial aparece porque é o produto testado em quase todos os estudos. A fabricante e as empresas ligadas a ela são nomeadas porque financiaram estudos ou empregam coautores. Este site não linka loja nem fornecedor.
Ce que c'est
- Identidade. ATP é adenosina-5'-trifosfato, a molécula que as células usam para guardar e gastar energia. O suplemento é o sal dissódico do ATP. Nos estudos de efeito, o produto é quase sempre o mesmo, de uma empresa americana de Missoula, em Montana.
- Dentro da célula, o ATP é muito mais concentrado que fora dela. Segundo o estudo de Rathmacher e colegas (2012), a concentração dentro da célula é de 1 a 10 mM, e fora, de 10 a 100 nM. O ATP de fora da célula funciona como sinal: liga-se a receptores chamados purinérgicos e pode aumentar o fluxo de sangue.
- Quem pesquisa. A maior parte dos estudos de efeito saiu de uma rede pequena: a Universidade de Tampa, uma empresa de Iowa (Metabolic Technologies), uma consultoria de Milwaukee (Increnovo) e a própria fabricante. Os estudos de absorção, que deram negativos, são da Universidade de Maastricht.
O mecanismo: o ATP não chega ao sangue, e o "mecanismo" é hipótese
A pergunta que decide tudo é se o ATP tomado por boca chega ao corpo. O grupo de Maastricht testou duas vezes.
- Dose única de 5.000 mg (Arts 2012): 8 voluntários, em cápsulas que só abrem no intestino ou por sonda posta direto no duodeno, para fugir do ácido do estômago. O ATP do sangue não subiu em nenhuma das formas. Subiu o ácido úrico, o produto final da quebra do ATP, em cerca de 50%.
- 28 dias com 250, 1.250 ou 5.000 mg por dia (Coolen 2011): 32 voluntários. O ATP do sangue e do plasma não mudou. Só o ácido úrico subiu, com a dose maior. Os autores escrevem que "questionam seriamente" a eficácia do ATP oral mesmo em doses menores que essas.
- Antes deles, em 2004: 150 ou 225 mg em cápsula entérica por 14 dias também não mudaram o ATP do sangue (Jordan 2004).
O estudo de Tampa de 2013 não mediu ATP no sangue. Ele discute os estudos acima e diz que os mecanismos "ainda estão sob investigação". O estudo de fluxo de sangue de 2014, do mesmo grupo, propõe que o ATP aja pela sinalização no vaso, mas termina dizendo que "o mecanismo exato pelo qual o ATP aumenta o fluxo de sangue na recuperação pós-exercício permanece desconhecido" (Jäger 2014). A ideia de receptores purinérgicos na parede do vaso é real para o ATP que já está fora da célula; que o ATP engolido chegue lá não foi demonstrado.
Combien de preuves existent, vraiment
Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.
| Base | Requête | Résultat |
|---|---|---|
| PubMed | (ATP[Title] OR "adenosine triphosphate"[Title] OR "adenosine-5'-triphosphate"[Title] OR "adenosine 5'-triphosphate"[Title]) AND (oral[Title] OR supplementation[Title]) AND (exercise[Title/Abstract] OR strength[Title/Abstract] OR performance[Title/Abstract] OR bioavailable[Title/Abstract] OR "blood flow"[Title/Abstract]) | 23 artigos |
| PubMed | (ATP[Title] OR "adenosine triphosphate"[Title] OR "adenosine-5'-triphosphate"[Title] OR "adenosine 5'-triphosphate"[Title]) AND (oral[Title] OR supplementation[Title]) AND (exercise[Title/Abstract] OR strength[Title/Abstract] OR performance[Title/Abstract] OR bioavailable[Title/Abstract] OR "blood flow"[Title/Abstract]) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type]) | 7 artigos |
| PubMed | "Peak ATP" | 24 artigos |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: adenosine triphosphate | 83 estudos registrados |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: "Peak ATP" OR "ATP disodium" OR "adenosine 5'-triphosphate disodium" | 4 estudos registrados |
Lecture honnête de ces chiffres
- A literatura de ATP oral no exercício é pequena. Restrita a título com ATP oral ou suplementação, são 23 artigos, e só 7 marcados como ensaio randomizado ou meta-análise. "ATP" sozinho pega canais de potássio, transportadores de remédio e higiene bucal.
- Três dos 4 registros com o produto no ClinicalTrials.gov são de empresas. Dois têm como patrocinador a Metabolic Technologies, e o terceiro, uma empresa de formulação de suplementos; o quarto é de uma universidade da Flórida, sobre cognição.
- Os 83 registros de "adenosine triphosphate" incluem uso médico na veia, como em exames do coração. Registro não é resultado.
- Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho.
Les études qui soutiennent les allégations
Segundo o PubMed, estes são os trabalhos clínicos concretos por trás do que se diz sobre o ATP oral. Leia o que cada um mediu, em quantas pessoas, e quem pagou.
| Étude | N | Contexte | Ce qui a été rapporté | Réserve |
|---|---|---|---|---|
| Wilson et al., 2013 Nutr Metab (Lond) 10(1):57 · PMID 24330670 | 21 (11 ATP, 10 placebo) | Homens treinados, Universidade de Tampa; 400 mg/dia por 12 semanas com treino periodizado | Força total +55,3 contra +22,4 kg; massa magra +4,0 contra +2,1 kg; quadríceps +9,4% (4,9 mm) contra +4,9% (2,5 mm); nenhum evento adverso | Financiado em parte pela fabricante, que forneceu produto e placebo; três autores empregados de empresa que negocia com ela; um consultor dela; não mediu ATP no sangue |
| Gentles e Phillips, 2017 (carta) Nutr Metab (Lond) 14:42 · PMID 28680453 | — | Carta sobre o estudo acima e os outros dois artigos do mesmo registro | Protocolos de placebo diferentes do registro; grupo placebo com tamanhos diferentes entre artigos; homogeneidade "extraordinária" dos dados | O autor respondeu que não há discrepância (Wilson 2017) |
| Jäger et al., 2014 J Int Soc Sports Nutr 11:28 · PMID 25006331 | 12 humanos e ratos | Piloto: 400 mg/dia por 12 semanas; fluxo de sangue no braço por ultrassom | Fluxo e dilatação da artéria maiores nas semanas 1, 8 e 12 | Sem grupo placebo nos humanos; financiado pela fabricante; dois autores consultores dela |
| Arts et al., 2012 J Int Soc Sports Nutr 9(1):16 · PMID 22510240 | 8 | 5.000 mg em cápsula entérica ou sonda no duodeno, contra placebo | ATP no sangue não subiu; ácido úrico cerca de +50% | Grupo de Maastricht, sem vínculo declarado com a fabricante |
| Coolen et al., 2011 Br J Nutr 105(3):357-66 · PMID 21129239 | 32 | 0, 250, 1.250 ou 5.000 mg/dia por 28 dias | ATP no sangue igual; só o ácido úrico subiu, com 5.000 mg; fígado e rim normais | Mesmo grupo |
| Jordan et al., 2004 Med Sci Sports Exerc 36(6):983-90 · PMID 15179168 | 27 | Homens; 150 ou 225 mg/dia por 14 dias, contra placebo | Sem efeito entre grupos em força, potência ou ATP no sangue; melhoras só dentro do grupo de 225 mg | Dose menor que 400 mg |
| Rathmacher et al., 2012 J Int Soc Sports Nutr 9(1):48 · PMID 23046855 | 16 | Homens e mulheres; 400 mg/dia por 15 dias, cruzado | Pico de torque alto, potência e trabalho iguais; pico de torque baixo melhor numa série | Primeiro autor com e-mail da empresa de Iowa |
| Purpura et al., 2017 J Am Coll Nutr 36(3):177-183 · PMID 28080323 | 42 | Homens; 400 mg/dia por 2 semanas; sprints repetidos | Potência no teste de Wingate +18,3% e +16,3% nos últimos sprints em relação ao início; ATP e metabólitos medidos não caíram após o exercício | Autores da consultoria, da empresa de Iowa e de Tampa |
| Freitas et al., 2019 J Strength Cond Res 33(12):3345-3352 · PMID 29045315 | 11 | Homens; 400 mg dose única, cruzado; agachamento até a falha | Carga total 4.967,4 contra 3.995,7 kg; lactato igual | Brasileiro; financiamento não informado no resumo |
| dos Santos Nunes de Moura et al., 2021 Front Sports Act Living 3:780459 · PMID 34957398 | 20 | Homens; 100, 200 ou 400 mg dose única, cruzado | Com 400 mg, +13% de repetições na primeira série; total de repetições e carga sem significância | Financiado pela fabricante; um autor empregado dela; dois consultores pagos |
| Fambrini et al., 2024 J Am Nutr Assoc 43(5):412-420 · PMID 38193939 | 18 | Homens treinados; 400 mg do produto, dose única, cruzado | Força sem melhora; queda de força mais lenta na extensão de joelho | Brasileiro |
| González-Marenco et al., 2024 (meta-análise) Sports (Basel) 12(3):82 · PMID 38535745 | 121 (5 ECRs) | ATP oral em homens treinados | Força máxima +8,13 kg (IC 3,36–12,90; heterogeneidade de 66%); repetições e potência sem diferença | Inclui o estudo de 2013 e dois estudos com autores ligados ao produto; sem financiamento externo |
Doses utilisées dans des études humaines publiées
Ceci n'est pas une recommandation de dose : c'est le relevé de ce qui a été administré dans des études publiées, avec la finalité de chacune. Hors du contexte de l'étude, ces chiffres ne se transfèrent pas.
| Étude | Dose | Durée | Finalité de l'étude |
|---|---|---|---|
| Wilson et al., 2013 | 400 mg/dia, 30 min antes do treino; em dias sem treino, em jejum antes do café | 12 semaines | Força, massa magra e espessura muscular |
| Jordan et al., 2004 | 150 ou 225 mg/dia, cápsula entérica | 14 jours | Força, potência e ATP no sangue |
| Rathmacher et al., 2012 | 400 mg/dia em 2 doses | 15 jours | Torque e fadiga |
| Purpura et al., 2017 | 400 mg/dia | 2 semaines | Sprints repetidos |
| Freitas et al., 2019; Fambrini et al., 2024 | 400 mg, 30 min antes | Dose única | Desempenho no treino de força |
| dos Santos Nunes de Moura et al., 2021 | 100, 200 ou 400 mg | Dose única | Dose mínima eficaz |
| Coolen et al., 2011 | 250, 1.250 ou 5.000 mg/dia | 28 jours | Absorção e segurança |
| Arts et al., 2012 | 5.000 mg, dose única | Dose única | Absorção |
O "147%" e o "96%" são diferenças entre ganhos, não o quanto a força e o músculo cresceram
O estudo de 2013 publica estes números: os 11 homens do grupo ATP ganharam 55,3 kg na soma das cargas de força; os 10 do placebo, 22,4 kg. Fazendo a conta, que é minha, a diferença entre os dois ganhos (32,9 kg) é cerca de 147% do ganho do placebo. É daí que sai o "147%". A força dessas pessoas não aumentou 147%: o ganho do grupo ATP foi cerca de 2,5 vezes o do placebo.
O mesmo vale para o músculo. O quadríceps cresceu 9,4% (4,9 mm) com ATP e 4,9% (2,5 mm) com placebo. A diferença entre os ganhos é cerca de 96% do ganho do placebo, e é esse o "96%" que circula. "Dobrou a espessura muscular" quer dizer que o ganho foi o dobro, não que o músculo dobrou. Na massa magra, os ganhos foram 4,0 e 2,1 kg.
Esses resultados são grandes para um suplemento que não aparece no sangue, e foram questionados. Em 2017, Gentles e Phillips mostraram que o estudo de 2013 é um de três artigos tirados do mesmo registro, com um único grupo placebo; que o protocolo do placebo descrito em cada artigo é diferente do registrado; que o tamanho do grupo placebo muda de artigo para artigo sem explicação; e que as médias e desvios-padrão de idade e força dos três artigos são quase idênticos. O autor principal respondeu na mesma revista que não há discrepância, só "mal-entendido" (Wilson 2017). O registro do estudo no ClinicalTrials.gov, NCT01508338, tem como patrocinador a empresa de Iowa e informa 44 participantes. Não tenho como arbitrar a disputa; registro que ela existe e que o vídeo não a menciona.
Das 19 alegações conferidas, os números de força existem, mas não dizem o que o vídeo diz
Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa seis rótulos: confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.
| O que se diz | O que os estudos mostram | Verdict |
|---|---|---|
| Ensaio de 12 semanas, Universidade de Tampa, 2013, homens treinados, 400 mg/dia contra placebo, revisado por pares | Wilson 2013, Nutr Metab, 21 homens analisados | Confirmado |
| Publicado no JISSN | O estudo de 2013 saiu na Nutrition & Metabolism; no JISSN saiu o piloto de fluxo de sangue de 2014 | Parcialmente |
| Força "+147%" sobre o placebo | Ganho de 55,3 contra 22,4 kg; o 147% é a diferença entre os ganhos (conta minha); estudo financiado em parte pela fabricante e questionado em 2017 | Parcialmente |
| "Massa magra dobrou" | Ganho de 4,0 contra 2,1 kg de massa magra | Parcialmente |
| Espessura muscular "+96%"; "dobrou a espessura muscular" | Quadríceps +9,4% contra +4,9%; o 96% é a diferença entre os ganhos | Parcialmente |
| Fluxo de sangue no músculo "até +54%" | O estudo de fluxo de 2014 não tinha placebo nos humanos; não achei o 54% no texto que li | Número não encontrado na fonte citada |
| Mediram o ATP do plasma no estudo e ele "não subiu nada"; os autores admitem não saber o mecanismo | O estudo de Tampa não mediu; quem mediu foram Maastricht (2011, 2012) e Jordan (2004), e não houve aumento; o mecanismo é declarado "sob investigação" | Parcialmente |
| A hipótese mais forte é "sinalização no intestino", aumentando o fluxo pós-treino | Os autores de 2014 dizem que o mecanismo "permanece desconhecido"; Maastricht viu ácido úrico subir, sinal de que o ATP é quebrado no intestino | Parcialmente |
| "Nenhum efeito colateral relatado"; "sem sobrecarregar os rins" | Nenhum evento adverso em 12 semanas (Wilson 2013); fígado e rim normais com até 5.000 mg/dia por 28 dias, mas ácido úrico mais alto (Coolen 2011) | Confirmado (nos estudos curtos) |
| "Ativa via mTOR" e acelera a síntese proteica | Nenhum estudo humano localizado mediu mTOR ou síntese de proteína com ATP oral | Sem estudo em humanos |
| "Supera a creatina"; o "composto real é patenteado" e escondido por monopólios | Nenhum estudo localizado comparou ATP oral com creatina; não verifiquei patente | Não sustentado |
| O "ATP comum morre no estômago"; tem de ser o "estabilizado em sal de sódio" | Nem cápsula que só abre no intestino nem sonda no duodeno fizeram o ATP chegar ao sangue (Arts 2012); nenhum estudo comparou formas de sal | Não sustentado |
| 400 mg, 30 min antes do treino e em jejum | É o protocolo do estudo de 2013 (30 min antes do treino; em jejum nos dias sem treino) | Confirmado (como dose de estudo) |
| Age "pelo lado de fora", em receptores da parede dos vasos; o vaso "dilata na hora" | O ATP de fora da célula age em receptores purinérgicos (Rathmacher 2012; Jäger 2014); que o ATP engolido chegue lá não foi demonstrado | Parcialmente |
| O sangue extra "varre o lactato" e você "ignora a fadiga" | Sinais de menos fadiga em estudos pequenos e quase todos ligados à fabricante (Purpura 2017; Rathmacher 2012; Fambrini 2024); lactato igual ao placebo (Freitas 2019) | Parcialmente |
| "Em exatos 7 dias, o diâmetro das artérias vai aumentar" | O piloto de 2014 viu dilatação na semana 1, em 12 homens, sem grupo placebo | Parcialmente |
| Recuperação "na metade do tempo"; "de 8 para 12 repetições" do dia 16 ao 25; dor muscular "despenca" no dia 30 | Nenhuma fonte citada e nenhum estudo localizado com esses números | Não sustentado |
| O mesmo fluxo "resolve o seu problema lá embaixo" | Nenhum estudo localizado de ATP oral em ereção | Sem estudo em humanos |
| A diferença entre o 147% e o placebo "foi a dose exata e o horário certo" | Nenhum estudo comparou horários; num estudo de dose, 100 mg e 200 mg não melhoraram o desempenho e 400 mg melhoraram só a primeira série (dos Santos 2021) | Não sustentado |
Placar: 3 confirmadas, 9 parcialmente, 4 não sustentadas, 2 sem estudo em humanos e 1 com número não encontrado na fonte citada.
Segurança, efeitos adversos e quem não deve usar sem médico
- Nos estudos curtos, sem evento adverso relatado. O estudo de 12 semanas não teve evento adverso nem mudança em exames de sangue (Wilson 2013).
- O sinal que aparece é o ácido úrico. Com 5.000 mg por dia por 28 dias, ou numa dose única de 5.000 mg, o ácido úrico do sangue subiu (Coolen 2011; Arts 2012). Com 400 mg por 12 semanas, não mudou (Wilson 2013). Quem tem gota ou ácido úrico alto deve falar com o médico antes; isso é inferência minha a partir desses dados.
- Toxicidade em animais: em ratos, 90 dias com até 2.000 mg por kg por dia não mostraram efeito adverso (Jäger 2020). O estudo é de autores da consultoria e da empresa de Iowa ligadas ao produto.
- Não há estudo de uso longo em humanos além de 12 semanas.
- Ereção: não há estudo. Quem tem disfunção erétil deve procurar avaliação médica, porque ela pode ser sinal de doença do coração e dos vasos (ver a página l-citrulina).
- Interações: NÃO VERIFIQUEI bases de interação. Não há bula.
Statut réglementaire
- Brasil, suplemento alimentar: o ATP não consta do Anexo I da IN 28/2018, na versão consolidada até a IN 470, de 16 de setembro de 2026. A lista autoriza a adenosina, outra molécula, com máximo de 1,2 mg por dia para maiores de 19 anos (Anexo IV) e com a advertência obrigatória "Este produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes e crianças" (Anexo VI).
- Estados Unidos e União Europeia: NÃO VERIFIQUEI.
- WADA: o ATP não aparece na Lista Proibida de 2026.
| Principe actif | Schéma recherché | Enregistrements actifs | Classe thérapeutique déclarée | Produits |
|---|---|---|---|---|
| trifosfato de adenosina | trifosfato | 5 | outros antianêmicos | um único produto, com trifosfato de uridina, não de adenosina |
| adenosina | adenosina | 28 | ação no miocárdio (18); vitaminas associadas a outros fármacos (10) | adenosina injetável e um polivitamínico; nenhum com ATP |
Registro não transforma um pó vendido como suplemento em medicamento, e a ausência de registro também não o transforma em suplemento autorizado.
Ce que ce relevé n'a pas fait
- Li o texto completo de Wilson 2013, Gentles 2017, Wilson 2017, Jäger 2014 e da meta-análise de 2024; dos demais, os resumos.
- Não achei o "+54%" de fluxo no texto do estudo de 2014; não li as figuras.
- Não verifiquei o financiamento de Purpura 2017, Freitas 2019 e Rathmacher 2012, nem a patente do ingrediente.
- Não posso arbitrar a disputa de 2017 sobre os dados do estudo de 2013; descrevi as duas posições como foram publicadas.
- Não verifiquei a situação nos EUA e na UE, nem bases de interação.
Références
- Wilson JM, Joy JM, Lowery RP, et al. Effects of oral adenosine-5'-triphosphate supplementation on athletic performance, skeletal muscle hypertrophy and recovery in resistance-trained men. Nutr Metab (Lond). 2013;10(1):57. PMID 24330670 — o estudo de Tampa: +55,3 contra +22,4 kg; financiado em parte pela fabricante.
- Gentles JA, Phillips SM. Discrepancies in publications related to HMB-FA and ATP supplementation. Nutr Metab (Lond). 2017;14:42. PMID 28680453 — as discrepâncias apontadas no estudo de 2013 e nos artigos irmãos.
- Wilson JM. Response to discrepancies in publications related to HMB-FA and ATP supplementation. Nutr Metab (Lond). 2017;14:74. PMID 29209404 — a resposta do autor.
- Lowery RP, Joy JM, Rathmacher JA, et al. Interaction of Beta-Hydroxy-Beta-Methylbutyrate Free Acid and Adenosine Triphosphate on Muscle Mass, Strength, and Power in Resistance Trained Individuals. J Strength Cond Res. 2016;30(7):1843-54. PMID 24714541 — outro artigo do mesmo registro.
- Jäger R, Roberts MD, Lowery RP, et al. Oral adenosine-5'-triphosphate (ATP) administration increases blood flow following exercise in animals and humans. J Int Soc Sports Nutr. 2014;11:28. PMID 25006331 — piloto de fluxo de sangue sem placebo nos humanos; financiado pela fabricante.
- Arts IC, Coolen EJ, Bours MJ, et al. Adenosine 5'-triphosphate (ATP) supplements are not orally bioavailable: a randomized, placebo-controlled cross-over trial in healthy humans. J Int Soc Sports Nutr. 2012;9(1):16. PMID 22510240 — o ATP oral não chega ao sangue, nem pulando o estômago.
- Coolen EJ, Arts IC, Bekers O, et al. Oral bioavailability of ATP after prolonged administration. Br J Nutr. 2011;105(3):357-66. PMID 21129239 — 28 dias sem aumento de ATP no sangue; ácido úrico sobe com 5.000 mg.
- Jordan AN, Jurca R, Abraham EH, et al. Effects of oral ATP supplementation on anaerobic power and muscular strength. Med Sci Sports Exerc. 2004;36(6):983-90. PMID 15179168 — sem efeito entre grupos com 150 e 225 mg.
- Rathmacher JA, Fuller JC Jr, Baier SM, et al. Adenosine-5'-triphosphate (ATP) supplementation improves low peak muscle torque and torque fatigue during repeated high intensity exercise sets. J Int Soc Sports Nutr. 2012;9(1):48. PMID 23046855 — efeito em fadiga; concentrações de ATP dentro e fora da célula.
- Purpura M, Rathmacher JA, Sharp MH, et al. Oral Adenosine-5'-triphosphate (ATP) Administration Increases Postexercise ATP Levels, Muscle Excitability, and Athletic Performance Following a Repeated Sprint Bout. J Am Coll Nutr. 2017;36(3):177-183. PMID 28080323 — potência em sprints repetidos.
- Freitas MC, Cholewa JM, Gerosa-Neto J, et al. A Single Dose of Oral ATP Supplementation Improves Performance and Physiological Response During Lower Body Resistance Exercise in Recreational Resistance-Trained Males. J Strength Cond Res. 2019;33(12):3345-3352. PMID 29045315 — mais carga total; lactato igual.
- Dos Santos Nunes de Moura HP, Jäger R, Purpura M, et al. Dose Response of Acute ATP Supplementation on Strength Training Performance. Front Sports Act Living. 2021;3:780459. PMID 34957398 — curva de dose; financiado pela fabricante.
- Fambrini DL, Campos Neto EL, Ferreira Dos Santos C. Acute Effect of Oral Adenosine Triphosphate (ATP) Supplementation on Muscular Performance in Trained Adults. J Am Nutr Assoc. 2024;43(5):412-420. PMID 38193939 — dose única sem melhora de força.
- González-Marenco R, Estrada-Sánchez IA, Medina-Escobedo M, et al. The Effect of Oral Adenosine Triphosphate (ATP) Supplementation on Anaerobic Exercise in Healthy Resistance-Trained Individuals: A Systematic Review and Meta-Analysis. Sports (Basel). 2024;12(3):82. PMID 38535745 — +8,13 kg de força máxima em 5 ECRs; repetições e potência iguais.
- Jäger R, Purpura M, Fuller JC Jr. Subchronic (90-Day) repeated dose toxicity study of disodium adenosine-5'-triphosphate in rats. Regul Toxicol Pharmacol. 2020;116:104760. PMID 32771599 — toxicidade em ratos; autores ligados ao produto.
- Registro NCT01508338 no ClinicalTrials.gov — o registro do estudo de 2013: HMB, ATP e HMB com ATP, patrocinado pela empresa de Iowa, 44 participantes.
- Lista Proibida da WADA de 2026 (cópia mantida pela Universidade do Esporte de Colônia) — ATP não aparece.
- E-utilities de PubMed (esearch) — la base de tous les décomptes d'articles de cette page.
- API publique de ClinicalTrials.gov, version 2 — la base de tous les décomptes d'études et de phase 3 de cette page.