Butea superba (kwao krua vermelho)
O único ensaio publicado perdeu todo o grupo placebo em três semanas, e o único estudo contra o sildenafil achou o remédio misturado no lote "natural".

Matériel expérimental. Lisez avant d’utiliser quoi que ce soit d’ici.
Rien sur cette page n’est une recommandation médicale, une prescription ou un plan de traitement. C’est une traduction organisée de protocoles qui circulent dans des communautés de recherche et, quand cela existe, de ce que des essais publiés ont testé. Les deux choses sont marquées différemment — et ne sont pas équivalentes.
La plupart des composés ici n’ont pas d’approbation de la FDA pour un usage humain. Plusieurs sont vendus avec l’étiquette « usage exclusivement en recherche », ce qui signifie qu’ils n’ont passé aucun contrôle de pureté, de stérilité ou de dosage pour une consommation par des personnes. Une dose décrite par la communauté n’est pas une dose validée : c’est ce que quelqu’un a rapporté avoir fait.
Parlez avec un professionnel de santé habilité avant d’envisager l’un de ces composés. Si vous en utilisez déjà un et ressentez quelque chose d’imprévu, consultez — n’attendez pas le prochain examen de routine.
Résumé
A Butea superba é uma trepadeira tailandesa cuja raiz tuberosa é vendida como estimulante sexual masculino. O PubMed tem 34 artigos com o nome da planta; só um é ensaio clínico, e o ClinicalTrials.gov não tem nenhum registro. Nesse ensaio de 2003, 39 homens foram sorteados, mas os 14 do grupo placebo abandonaram o estudo e só 17 do grupo da planta terminaram: sobrou uma comparação de antes e depois, sem controle. Em 2010, um estudo mexicano viu a planta empatar com o sildenafil e depois descobriu que o primeiro lote tinha um inibidor de fosfodiesterase-5 misturado; o lote limpo não teve efeito. Nenhum estudo testou a planta contra a ADMA nem junto com o extrato de pinheiro.
Pourquoi cette page existe
A Butea superba aparece descrita em vídeos curtos sobre saúde masculina que vi publicados na internet, como uma "raiz de mil anos", tailandesa, que "desativa" o bloqueio que a ADMA faria sobre "a enzima que fabrica ereção". A promessa vem em dupla: a raiz e o extrato de casca de pinheiro-marítimo francês atacariam esse bloqueio "por lados opostos". Duas fontes são citadas: um estudo da "Universidade de Bonn, 2003", em que a combinação "dobra a produção de óxido nítrico", e um artigo da Frontiers in Endocrinology de 2023 com "cinco ensaios" e "92,5% de recuperação em três meses". O vídeo fecha comparando o custo com o de uma caixa de remédio para disfunção erétil e dizendo que isso "ficou fora" dos consultórios porque eles "prescrevem o que a indústria financia".
Esta página nasce de um único vídeo. A profundidade vem da literatura, e a literatura é curta: quase tudo o que existe sobre a planta é de laboratório e de rato. Por isso o texto é mais curto que os outros desta série, e diz isso. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site.
A planta pertence à família das leguminosas. Na Tailândia, é chamada de kwao krua vermelho, para distinguir de duas outras raízes vendidas com o mesmo nome popular: a branca (Pueraria mirifica, rica em compostos parecidos com o estrogênio) e a preta. Dois artigos do PubMed tratam só de diferenciar essas três por DNA, o que já diz algo sobre o risco de trocar uma pela outra no mercado. O uso tradicional como tônico masculino é documentado: o ensaio de 2003 cita um folheto tailandês de 1931 como registro dele. Não localizei fonte para os "mil anos".
Este site trata de assunto vizinho também em Extrato de casca de pinheiro-marítimo (procianidinas) e Óleo de semente de abóbora (Cucurbita pepo) e beta-sitosterol.
O mecanismo proposto não é a ADMA
A ADMA (dimetilarginina assimétrica) existe e faz o que o vídeo diz em parte: segundo a revisão de Bode-Böger e colegas (2007), é um inibidor natural da enzima que produz óxido nítrico, e a relação entre arginina e ADMA ajuda a explicar por que a arginina às vezes funciona e às vezes não. O que não existe é a ligação com a Butea. A busca por Butea e ADMA no PubMed devolve zero artigos.
O mecanismo que os próprios pesquisadores tailandeses propõem é outro. Segundo o ensaio de 2003, a raiz contém flavonoides que, num trabalho de 2000 publicado numa revista da Universidade Chulalongkorn, inibiram a enzima fosfodiesterase do AMP cíclico; os autores sugerem que isso relaxaria o músculo liso do corpo cavernoso. Esse artigo de 2000 não está no PubMed e eu não o li. Em ratos, extratos da raiz aumentaram a pressão dentro do corpo cavernoso, em animais idosos (Tocharus 2006) e diabéticos (Tocharus 2012), e potencializaram o relaxamento produzido por AMPc e GMPc em tecido isolado. É uma via parecida com a dos remédios de disfunção erétil, não um "desbloqueio" da ADMA.
E há uma terceira via, hormonal, que ninguém promete nos vídeos. A raiz tem atividade parecida com a de androgênio em ratas (Malaivijitnond 2009), atividade estrogênica e antiestrogênica em células de levedura com receptores humanos (Cherdshewasart 2010), e reduziu o LH de ratos castrados (Malaivijitnond 2010). Em ratos intactos tratados por 90 dias, as doses altas baixaram a testosterona (Cherdshewasart 2008).
Combien de preuves existent, vraiment
Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.
| Base | Requête | Résultat |
|---|---|---|
| PubMed | "Butea superba" | 34 artigos |
| PubMed | ("Butea superba") AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type] OR Clinical Trial[Publication Type]) | 1 artigo |
| PubMed | ("Butea superba") AND (humans[MeSH Terms]) | 10 artigos |
| PubMed | ("Butea superba") AND (erectile OR erection OR sexual) | 12 artigos |
| PubMed | ("Butea superba") AND (testosterone OR androgen*) | 8 artigos |
| PubMed | (Butea) AND (ADMA OR "asymmetric dimethylarginine" OR dimethylarginine) | 0 article |
| PubMed | (Butea) AND (pycnogenol OR "pine bark") | 0 article |
| PubMed | (Butea) AND ("nitric oxide") | 3 artigos |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: Butea | 0 estudos registrados |
Lecture honnête de ces chiffres
- Um ensaio em 34 artigos. O único marcado como ensaio clínico é o de 2003. Os outros são química da raiz, testes em células, estudos em ratos e camundongos, métodos de identificação por DNA e um relato de caso.
- Os 10 artigos com o descritor "humanos" não são 10 estudos em pessoas. O descritor entra também em teste com células humanas e em revisão. Estudos com gente, de fato, são três: o ensaio de 2003, o estudo mexicano de 2010 e o relato de caso de 2012.
- Os 3 artigos de Butea e óxido nítrico não medem óxido nítrico em gente. Dois são de outra espécie do gênero (Butea monosperma) e o terceiro é um teste antioxidante de 2024 com a B. superba, em tubo de ensaio.
- Zero com ADMA, zero com o extrato de pinheiro, zero registros de ensaio. O mecanismo e a combinação do vídeo não foram testados, nem em rato.
- Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho.
Os estudos que existem
Segundo o PubMed, estes são os trabalhos concretos com pessoas e os principais em animais. Leia o que cada um mediu, e em quantos.
| Étude | N | Contexte | Ce qui a été rapporté | Réserve |
|---|---|---|---|---|
| Cherdshewasart e Nimsakul, 2003 Asian J Androl 5(3):243-6 · PMID 12937809 | 39 sorteados; 17 analisados | Homens tailandeses de 30 a 70 anos com disfunção erétil havia 6 meses ou mais; pó cru da raiz em cápsula de 250 mg ou amido, 3 meses | Melhora em 4 das 5 perguntas do IIEF-5 contra o início (P < 0,05 e P < 0,01); 82,4% (14 de 17) com melhora "regular a excelente" no diário sexual; testosterona de 2,75 para 3,06, sem mudança significativa | Os 14 do placebo abandonaram até a 3ª semana e 8 do grupo da planta saíram entre a 2ª e a 4ª; a análise é de antes e depois, sem controle |
| Cortés-González et al., 2010 BJU Int 105(2):225-8 · PMID 19624593 | 32 | Homens com disfunção erétil orgânica, no México; produto com 100 mg de Butea contra 50 mg de sildenafil, aberto; depois, fase duplo-cega com outro lote ou amido | Na fase aberta, 84% responderam à Butea e 81% ao sildenafil; na fase duplo-cega, com outro lote, nenhum efeito | O fornecedor confirmou que o primeiro lote provavelmente tinha um inibidor de fosfodiesterase-5 misturado |
| Chaiyasit et al., 2012 Indian J Endocrinol Metab 16(3):485-6 · PMID 22629537 | 1 | Homem tailandês de 35 anos que tomava cápsulas locais da planta havia poucas semanas, para queda de cabelo | Aumento do desejo sexual e di-hidrotestosterona de 1.512 pg/mL (referência 250–990); uma semana após parar, normal | Relato de caso; FSH e LH não foram medidos |
| Tocharus et al., 2006 Phytother Res 20(6):484-9 · PMID 16619349 | ratos | Ratos idosos; extrato etanólico; pressão intracavernosa sob estímulo elétrico | Pressão de 45,3 para 100,9 mmHg com 1 mg/kg; curva em sino | Animal |
| Cherdshewasart et al., 2008 Maturitas 60(2):131-7 · PMID 18554827 | ratos | Pó da raiz, 0 a 200 mg/kg/dia por 90 dias | Testosterona caiu de forma dependente da dose com 150 e 200 mg/kg; fosfatase alcalina e AST subiram com 150 mg/kg; alterações no sangue com 200 mg/kg | Animal; mesmo grupo do ensaio de 2003 |
| Malaivijitnond et al., 2010 Braz J Med Biol Res 43(9):843-52 · PMID 20721473 | ratos, 10 por grupo | Ratos intactos e castrados; 10 a 250 mg/kg/dia por 30 dias | Em ratos intactos, sem mudança de testosterona, LH ou FSH; em castrados, LH caiu com 50 e 250 mg/kg | Animal |
Doses usadas em estudos publicados
Isto não é recomendação de dose: é o registro do que foi administrado em estudos publicados, com a finalidade de cada um. Fora do contexto do estudo, esses números não se transferem. Só duas linhas são de gente, e nenhuma delas tem grupo de comparação que tenha chegado ao fim.
| Étude | Dose | Durée | Finalité de l'étude |
|---|---|---|---|
| Cherdshewasart e Nimsakul, 2003 | 2 cápsulas de 250 mg/dia por 4 dias, depois 4 cápsulas (1.000 mg/dia) de pó cru da raiz | 3 meses | Disfunção erétil, IIEF-5 e exames de sangue |
| Cortés-González et al., 2010 | 100 mg do produto com Butea; o esquema não está no resumo | Não informado no resumo | Comparação com sildenafil 50 mg |
| Cherdshewasart et al., 2008 (ratos) | 10 a 200 mg/kg/dia de pó da raiz | 90 dias | Testosterona, LH e toxicidade |
| Pongpanparadon et al., 2002 (ratos) | 2 a 1.000 mg/kg/dia de pó da raiz | 9 semanas | Micronúcleos e efeito na reprodução |
O ensaio de 2003 não tem grupo placebo no fim
O resumo no PubMed descreve um "ensaio randomizado duplo-cego de 3 meses". O texto completo, que está aberto no site da revista, conta o resto. Foram sorteados 39 homens: 25 para a planta e 14 para cápsulas de amido. Nenhum dos 14 do placebo voltou para preencher o questionário a partir da 3ª semana. Do grupo da planta, 8 saíram entre a 2ª e a 4ª semana, segundo os autores por morarem longe de Bangkok. Os resultados são dos 17 que ficaram, comparados com eles mesmos no início, por teste t pareado.
Os autores leem a perda total do placebo como sinal de que o amido era "totalmente inútil" e de que, portanto, a melhora com a planta "deve" ser farmacológica, não psicológica. A leitura alternativa é mais simples: sem grupo de comparação no fim, não há como separar o efeito da planta do efeito de entrar num estudo, da regressão à média e da seleção de quem ficou. Os 82,4% são 14 homens.
Dois números do mesmo artigo contradizem a promessa hormonal que costuma acompanhar a planta. A testosterona média foi de 2,75 para 3,06, sem diferença significativa. E nenhum exame de sangue mudou nos 17 que terminaram.
O lote que empatou com o remédio tinha um remédio dentro
O estudo mexicano de 2010 é o único que pôs a Butea contra um tratamento de referência. Na fase aberta, com 32 homens com disfunção erétil de causa orgânica, 84% responderam ao produto com Butea e 81% ao sildenafil, e 12 homens (38%) tiveram pontuação melhor depois da Butea, contra 7 (22%) depois do sildenafil. Os autores chamaram o resultado de "surpreendente". Na fase seguinte, duplo-cega, com outro lote do mesmo produto, a Butea não teve efeito nenhum.
A conclusão publicada é que o primeiro lote "muito provavelmente" estava misturado com um inibidor de fosfodiesterase-5, a classe do sildenafil, e que o próprio fornecedor, uma empresa de produtos naturais, confirmou isso depois de analisar o lote. É o achado que mais pesa nesta página: o único resultado favorável comparável a um remédio veio de um produto adulterado.
Das 9 alegações, 1 se confirma: a de que a ADMA inibe a enzima do óxido nítrico
Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa seis rótulos: confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.
| O que se diz | O que os estudos mostram | Verdict |
|---|---|---|
| A ADMA bloqueia "a enzima que fabrica ereção" | A ADMA é um inibidor natural da enzima que produz óxido nítrico (Bode-Böger 2007); a enzima é uma das peças da ereção, não "a" enzima | Confirmado (com simplificação) |
| A Butea "desativa" o bloqueio da ADMA | PubMed: 0 artigos com Butea e ADMA; o mecanismo proposto pelos pesquisadores é inibição de fosfodiesterase, visto em laboratório e em rato | Não sustentado |
| Butea e extrato de pinheiro atacam o mesmo bloqueio "por lados opostos" | PubMed: 0 artigos com as duas; nenhum estudo testou a combinação, nem em animal | Sem estudo em humanos |
| Universidade de Bonn, 2003: a combinação "dobra a produção de óxido nítrico" | Não localizei esse estudo no PubMed nem em busca na web; a busca combinada devolve zero | Número não encontrado na fonte citada |
| Frontiers in Endocrinology, 2023: "cinco ensaios", 92,5% de recuperação em três meses | A meta-análise dessa revista em 2023 (Tian 2023) reúne 3 estudos e 184 pacientes, de arginina com extrato de pinheiro, sem Butea; o 92,5% é de um estudo de 2003 com 40 homens, arginina e pinheiro, sem controle (ver a página pinheiro-maritimo-picnogenol) | Número não encontrado na fonte citada |
| "Raiz de mil anos" | O uso tradicional é registrado; o ensaio de 2003 cita um folheto tailandês de 1931. Não achei fonte para "mil anos" | Número não encontrado na fonte citada |
| A raiz trata a disfunção erétil (implícito na comparação com o remédio) | Um ensaio que perdeu o placebo (17 homens analisados contra eles mesmos) e um estudo em que o lote eficaz estava adulterado e o lote limpo não fez nada | Não sustentado |
| É alternativa ao remédio de farmácia | No único confronto direto, a "vitória" veio de lote com inibidor de fosfodiesterase-5 misturado (Cortés-González 2010) | Não sustentado |
| Ficou fora dos consultórios porque a indústria financia o que se prescreve | Não há como conferir intenção. O que a literatura mostra é motivo suficiente para não prescrever: um ensaio sem controle no fim e um estudo com produto adulterado | Não sustentado |
Placar: 1 confirmada, 4 não sustentadas, 3 com número não encontrado na fonte citada e 1 sem estudo em humanos.
Segurança e quem não deve usar
- Hormônio masculino em excesso, num relato. Um homem de 35 anos, sem doença conhecida, teve aumento do desejo sexual e di-hidrotestosterona de 1.512 pg/mL, acima da faixa de 250–990, depois de poucas semanas de cápsulas locais da planta, tomadas para queda de cabelo. Uma semana depois de parar, o exame estava normal (Chaiyasit 2012). É um caso só, sem LH nem FSH.
- Em ratos, a testosterona caiu. Com 150 e 200 mg/kg por dia durante 90 dias, a testosterona caiu conforme a dose; com 150 mg/kg, subiram a fosfatase alcalina e a AST, enzimas ligadas ao fígado; com 200 mg/kg, mudaram neutrófilos, eosinófilos e creatinina. Os autores pedem atenção ao risco de "superdose" (Cherdshewasart 2008).
- Dano ao material genético em dose muito alta. Com 1.000 mg/kg por dia por 9 semanas, o pó induziu micronúcleos em ratos (Pongpanparadon 2002). Outro estudo achou o extrato não mutagênico em bactérias, mas com indução de micronúcleos em animais na dose máxima, e concluiu que o consumo em dose alta não é seguro (Cherdshewasart 2010). Na dose do ensaio humano, os 17 homens não tiveram alteração nos exames de sangue em 3 meses.
- Atividade hormonal cruzada. Extratos da raiz agiram em receptores de estrogênio humanos em teste de levedura, com efeito estrogênico e antiestrogênico, e o efeito subiu depois de metabolizados por enzimas do fígado (Cherdshewasart 2010). Que isso importe para quem tem câncer ou doença sensível a hormônio é inferência minha, sem estudo localizado.
- Produto adulterado. O único estudo comparativo achou um inibidor de fosfodiesterase-5 misturado no lote (Cortés-González 2010). Quem toma um produto desses pode estar tomando remédio de prescrição sem saber a dose.
- Raízes confundidas. O kwao krua vermelho é vendido ao lado do branco, a Pueraria mirifica, de ação estrogênica; dois artigos do PubMed existem só para separá-los por DNA.
- Interações com remédios: NÃO VERIFIQUEI em base de interações.
- Quem não deve usar: não achei recomendação formal de nenhuma agência. Pelo que os estudos mostram, a cautela vale para quem tem doença sensível a hormônio, doença do fígado e para quem usa remédio que não pode ser combinado com inibidor de fosfodiesterase-5. É inferência minha a partir dos dados acima.
Statut réglementaire
- Brasil, suplemento alimentar: Butea superba não consta do Anexo I da IN 28/2018, na versão consolidada com alterações até a IN 470, de 16 de setembro de 2026. Pela RDC 243/2018 (art. 4º), suplemento só pode conter os constituintes dessa lista, e pelo art. 16 só pode trazer as alegações do Anexo V.
- Estados Unidos e União Europeia: NÃO VERIFIQUEI.
- Tailândia: um estudo em ratos cita uma dose recomendada pela agência sanitária tailandesa, sem dizer qual. NÃO VERIFIQUEI a norma tailandesa.
- WADA: a Butea superba não aparece na Lista Proibida de 2026.
| Principe actif | Schéma recherché | Enregistrements actifs | Classe thérapeutique déclarée | Produits |
|---|---|---|---|---|
| Butea superba | butea | 0 | — | nenhum produto |
Ce que ce relevé n'a pas fait
- Não li o artigo de 2000 sobre a inibição de fosfodiesterase. Ele foi publicado numa revista da Universidade Chulalongkorn que não está no PubMed; conheço o achado só pela citação no ensaio de 2003.
- Li o texto completo do ensaio de 2003 e do relato de caso de 2012; dos outros, li resumos. Em especial, não li o texto completo do estudo mexicano de 2010.
- Não localizei o estudo "da Universidade de Bonn, 2003" nem a fonte dos "mil anos". Podem existir fora do PubMed; não os achei.
- Não conferi a situação da planta nos Estados Unidos, na União Europeia e na Tailândia.
- Não avaliei interações com medicamentos.
- Não avaliei o extrato de pinheiro, que tem página própria (pinheiro-maritimo-picnogenol), salvo na combinação com a Butea, que devolveu zero.
Références
- Cherdshewasart W, Nimsakul N. Clinical trial of Butea superba, an alternative herbal treatment for erectile dysfunction. Asian J Androl. 2003;5(3):243-6. PMID 12937809 — o único ensaio: 39 sorteados, placebo perdido inteiro, 17 analisados, 1.000 mg/dia por 3 meses, testosterona sem mudança.
- Cortés-González JR, Arratia-Maqueo JA, Gómez-Guerra LS, et al. The use of Butea superba (Roxb.) compared to sildenafil for treating erectile dysfunction. BJU Int. 2010;105(2):225-8. PMID 19624593 — o lote que empatou com o sildenafil tinha inibidor de fosfodiesterase-5; o lote limpo não teve efeito.
- Chaiyasit K, Wiwnaitkit V. Hyperandrogenemia due to ingestion of Butea superba. Indian J Endocrinol Metab. 2012;16(3):485-6. PMID 22629537 — di-hidrotestosterona acima da referência num homem de 35 anos, normal uma semana após parar.
- Tocharus C, Smitasiri Y, Jeenapongsa R. Butea superba Roxb. enhances penile erection in rats. Phytother Res. 2006;20(6):484-9. PMID 16619349 — pressão intracavernosa em ratos idosos e via do AMPc/GMPc.
- Tocharus C, Sooksaen P, Shimbhu D, et al. Butea superba (Roxb.) improves penile erection in diabetic rats. Andrologia. 2012;44 Suppl 1:728-33. PMID 22129362 — o mesmo efeito em ratos diabéticos.
- Cherdshewasart W, Bhuntaku P, Panriansaen R, et al. Androgen disruption and toxicity tests of Butea superba Roxb., a traditional herb used for treatment of erectile dysfunction, in male rats. Maturitas. 2008;60(2):131-7. PMID 18554827 — testosterona em queda e alterações no sangue com doses altas por 90 dias.
- Malaivijitnond S, Ketsuwan A, Watanabe G, et al. Luteinizing hormone reduction by the male potency herb, Butea superba Roxb. Braz J Med Biol Res. 2010;43(9):843-52. PMID 20721473 — sem mudança hormonal em ratos intactos; LH em queda em castrados.
- Malaivijitnond S, Ketsuwan AN, Watanabe G, et al. Androgenic activity of the Thai traditional male potency herb, Butea superba Roxb., in female rats. J Ethnopharmacol. 2009;121(1):123-9. PMID 19010408 — atividade parecida com a de androgênio em ratas.
- Cherdshewasart W, Mahapanichkul T, Boonchird C. Estrogenic and anti-estrogenic activities of the Thai traditional herb, Butea superba Roxb. Biosci Biotechnol Biochem. 2010;74(11):2176-82. PMID 21071866 — ação em receptores de estrogênio humanos em teste de levedura.
- Cherdshewasart W, Sutjit W, Pulcharoen K, et al. Mutagenic and antimutagenic effects of the traditional herb used for treating erectile dysfunction, Butea superba Roxb. Biosci Biotechnol Biochem. 2010;74(5):923-7. PMID 20460693 — micronúcleos em animais na dose máxima.
- Pongpanparadon A, Aritajat S, Saenphet K. The toxicology of Butea superba, Roxb. Southeast Asian J Trop Med Public Health. 2002;33 Suppl 3:155-8. PMID 12971499 — micronúcleos com 1.000 mg/kg/dia por 9 semanas em ratos.
- Wiriyakarun S, Yodpetch W, Komatsu K, et al. Discrimination of the Thai rejuvenating herbs Pueraria candollei (White Kwao Khruea), Butea superba (Red Kwao Khruea), and Mucuna collettii (Black Kwao Khruea) using PCR-RFLP. J Nat Med. 2013;67(3):562-70. PMID 23086155 — as três raízes vendidas com o mesmo nome popular.
- Bode-Böger SM, Scalera F, Ignarro LJ. The L-arginine paradox: Importance of the L-arginine/asymmetrical dimethylarginine ratio. Pharmacol Ther. 2007;114(3):295-306. PMID 17482266 — a ADMA como inibidor natural da enzima do óxido nítrico.
- Tian Y, Zhou Q, Li W, et al. Efficacy of L-arginine and Pycnogenol ® in the treatment of male erectile dysfunction: a systematic review and meta-analysis. Front Endocrinol (Lausanne). 2023;14:1211720. PMID 37908749 — a meta-análise de 2023 citada no vídeo: 3 estudos, 184 pacientes, sem Butea.
- Stanislavov R, Nikolova V. Treatment of erectile dysfunction with pycnogenol and L-arginine. J Sex Marital Ther. 2003;29(3):207-13. PMID 12851125 — a origem do 92,5%: arginina e extrato de pinheiro, sem Butea e sem controle.
- Lista Proibida da WADA de 2026 (cópia mantida pela Universidade do Esporte de Colônia) — a Butea não aparece.
- E-utilities de PubMed (esearch) — la base de tous les décomptes d'articles de cette page.
- API pública do ClinicalTrials.gov, versão 2 — a base de todas as contagens de estudo desta página.