DIM (3,3'-di-indolilmetano)
O "−76% de estrogênio" não aparece em nenhum estudo de DIM que localizei; no maior ensaio, o DIM subiu a SHBG, a proteína que prende a testosterona no sangue.

Matériel expérimental. Lisez avant d’utiliser quoi que ce soit d’ici.
Rien sur cette page n’est une recommandation médicale, une prescription ou un plan de traitement. C’est une traduction organisée de protocoles qui circulent dans des communautés de recherche et, quand cela existe, de ce que des essais publiés ont testé. Les deux choses sont marquées différemment — et ne sont pas équivalentes.
La plupart des composés ici n’ont pas d’approbation de la FDA pour un usage humain. Plusieurs sont vendus avec l’étiquette « usage exclusivement en recherche », ce qui signifie qu’ils n’ont passé aucun contrôle de pureté, de stérilité ou de dosage pour une consommation par des personnes. Une dose décrite par la communauté n’est pas une dose validée : c’est ce que quelqu’un a rapporté avoir fait.
Parlez avec un professionnel de santé habilité avant d’envisager l’un de ces composés. Si vous en utilisez déjà un et ressentez quelque chose d’imprévu, consultez — n’attendez pas le prochain examen de routine.
Résumé
O DIM se forma no estômago a partir de um composto do brócolis e de outras crucíferas e é vendido concentrado como suplemento. Os estudos em humanos medem metabólitos de estrogênio na urina, quase sempre em mulheres com câncer ou risco de câncer de mama. Nenhum traz os 76% citados nos vídeos. Em homens, o DIM não mudou a testosterona; na próstata, empurrou o receptor de androgênio para fora do núcleo da célula, um efeito antiandrogênico. No maior ensaio, a SHBG subiu e os metabólitos ativos do tamoxifeno caíram. No Brasil, o DIM não é constituinte autorizado de suplemento alimentar.
Pourquoi cette page existe
O DIM aparece descrito em vídeos curtos sobre saúde masculina que vi publicados na internet, como "o composto do brócolis que derruba o estrogênio em 76%". O próprio vídeo corrige a manchete no meio do caminho: o DIM "não fabrica um grama de testosterona", e os 76% seriam "o quanto ele empurra" a conversão do estrogênio no fígado do caminho "forte", que "prende líquido", para o caminho "fraco", que "sai rápido". Com menos estrogênio forte, sobraria "mais espaço para a testosterona circular livre". O corpo produziria DIM ao digerir brócolis, couve-flor e repolho, mas em quantidade baixa demais para fazer diferença. E o estrogênio "errado" explicaria por que quem treina e come limpo parece "murcho e inchado ao mesmo tempo".
Conferi 7 alegações de um vídeo curto em que o DIM é o tema. Nenhum estudo é citado no vídeo. Esta página complementa a dos "dois compostos do brócolis" (ver a página compostos-do-brocolis-estrogenio), que já trata do indol-3-carbinol, do sulforafano e de parte dos estudos de DIM; aqui o foco é o DIM e os ensaios feitos com ele. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site.
Este site trata de assunto vizinho também em "Dois compostos do brócolis" contra o estrogênio (indol-3-carbinol, DIM e sulforafano).
O que o DIM é, e o que ele faz no corpo segundo os estudos
O DIM (3,3'-di-indolilmetano) é o principal produto da digestão do indol-3-carbinol, que se forma quando brócolis, repolho e outras crucíferas são cortados ou mastigados (Le 2003). Ele aparece na urina de quem come esses vegetais: num ensaio cruzado com 25 pessoas, 50 g de couve-de-bruxelas crua por dia, durante 3 dias, deixaram mais DIM na urina do que a mesma quantidade de repolho, uma diferença média de 8,73 pmol por mg de creatinina (Fujioka 2014).
O efeito sobre o estrogênio que os estudos medem é um só: a proporção entre dois metabólitos na urina, a 2-hidroxiestrona e a 16-alfa-hidroxiestrona. A primeira foi apelidada de "estrogênio bom" numa revisão de 1996 (Bradlow 1996), com base sobretudo em modelos experimentais de câncer. É daí que vem a ideia de "estrogênio bom e ruim" do vídeo. Mas a ideia não se confirmou como esperado: numa análise conjunta de 5 estudos, com 1.108 mulheres na pós-menopausa, a proporção entre os dois metabólitos não teve relação com o risco de câncer de mama; nas mais jovens, a associação foi apenas "sugestiva" (Dallal 2013). Nenhum desses estudos falou de retenção de líquido.
Em homens, o efeito que mais chama a atenção é outro. Em células de câncer de próstata, o DIM impediu o DHT de se ligar ao receptor de androgênio e o receptor de entrar no núcleo; os autores o descrevem como o primeiro "antagonista puro do receptor de androgênio" de origem vegetal (Le 2003). Em 2016, isso foi visto em homens: depois de pelo menos 14 dias com 225 mg de DIM duas vezes ao dia, 96% dos pacientes operados de câncer de próstata tinham o receptor de androgênio excluído do núcleo das células da próstata, o que não acontecia em nenhuma biópsia anterior ao tratamento (Hwang 2016). Os autores chamam isso de efeito antiandrogênico. É o oposto de "dar espaço" para a testosterona agir.
Combien de preuves existent, vraiment
Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.
| Base | Requête | Résultat |
|---|---|---|
| PubMed | (diindolylmethane OR 3,3'-diindolylmethane) | 756 artigos |
| PubMed | (diindolylmethane OR 3,3'-diindolylmethane) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type]) | 11 artigos |
| PubMed | (diindolylmethane OR 3,3'-diindolylmethane) AND (Clinical Trial[Publication Type]) | 17 articles |
| PubMed | (diindolylmethane OR 3,3'-diindolylmethane) AND (testosterone) | 11 artigos |
| PubMed | (diindolylmethane[Title/Abstract]) AND (humans[MeSH Terms]) AND (men[Title/Abstract] OR male[Title/Abstract] OR prostate[Title/Abstract]) | 70 artigos |
| PubMed | (diindolylmethane[Title/Abstract]) AND (2-hydroxyestrone OR 16alpha-hydroxyestrone OR estrogen metabolism) | 84 artigos |
| PubMed | (diindolylmethane[Title/Abstract]) AND (aromatase) | 6 artigos |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: diindolylmethane | 21 estudos registrados |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: (diindolylmethane) AND AREA[Phase]PHASE3 | 3 ensaios de fase 3 |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: diindolylmethane AND AREA[BasicSearch]testosterone | 3 estudos registrados |
Lecture honnête de ces chiffres
- É uma literatura de câncer, não de testosterona. Dos 17 artigos marcados como ensaio clínico, quase todos são de câncer de mama, de próstata ou de lesões do colo do útero, ou de marcadores de exposição a vegetais. Nenhum é de homem saudável buscando mais testosterona.
- Os 11 artigos com "testosterona" incluem ratos, peixes, células e dois relatos de caso. O único dado humano que mostra testosterona subindo com DIM é um relato de caso de 2026, de um homem de 78 anos, em que a testosterona foi de 436 para 615 ng/dL em três meses, publicado por autores de nutrição funcional. O outro relato, de 2025, é de um homem cuja testosterona subiu com hCG, um hormônio injetável; o DIM entrou depois, com glucarato, para baixar o estradiol, e o artigo é assinado pelo dono e por funcionários do laboratório que vende o exame usado. Um caso não é estudo.
- Registro não é resultado. Os 3 registros de fase 3 são de alterações do colo do útero (dois) e da proporção de metabólitos de estrogênio em mulheres (um). Os 3 que citam testosterona são de câncer de próstata (dois) e de densidade mamária em portadoras de mutação BRCA (um).
- Boa parte dos ensaios usa a mesma formulação comercial, de "absorção aumentada" e "grau nutricional", segundo os próprios artigos. Isso não invalida os resultados, mas mostra que o DIM estudado é um produto comercial.
- Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho.
Les études qui soutiennent les allégations
Segundo o PubMed, estes são os trabalhos clínicos concretos com DIM em pessoas. Os estudos em células e em animais estão na página dos compostos do brócolis.
| Étude | N | Contexte | Ce qui a été rapporté | Réserve |
|---|---|---|---|---|
| Thomson et al., 2017 Breast Cancer Res Treat 165(1):97-107 · PMID 28560655 | 130 sorteadas, 98 concluíram | Mulheres em uso de tamoxifeno; DIM 150 mg 2×/dia ou placebo por 12 meses | Proporção 2/16-alfa-hidroxiestrona subiu (+3,2 contra −0,7; P < 0,001); SHBG subiu (+25 ± 22 contra +1,1 ± 19 nmol/L); densidade mamária sem mudança; metabólitos ativos do tamoxifeno caíram (P < 0,001) | O maior ensaio de DIM; mulheres; sem conflito declarado |
| Dalessandri et al., 2004 Nutr Cancer 50(2):161-7 · PMID 15623462 | 19 | Mulheres de 50 a 70 anos tratadas de câncer de mama; 108 mg/dia por 30 dias ou placebo | 2-hidroxiestrona subiu (P = 0,020); a proporção subiu 47%, de 1,46 para 2,14, sem significância (P = 0,059) | Piloto; o maior percentual que achei nesses ensaios, e ele não é 76% |
| Godínez-Martínez et al., 2023 Nutr Cancer 75(2):510-519 · PMID 36111381 | 60 | Mulheres antes da menopausa com proporção baixa; 75 mg/dia de DIM por 30 dias | A proporção não subiu (p > 0,05); gordura corporal caiu mais que no placebo (p = 0,04) | Os próprios autores concluem que a dose foi ineficaz |
| Gee et al., 2016 Eur J Cancer Prev 25(4):312-20 · PMID 26313229 | 45 homens | Câncer de próstata antes da cirurgia; DIM 100 ou 200 mg 2×/dia ou placebo, 21–28 dias | Proporção urinária mudou no grupo de 400 mg/dia; testosterona e outros marcadores do sangue sem mudança significativa; DIM achado em 7 de 28 próstatas | Homens doentes; curto |
| Hwang et al., 2016 Am J Transl Res 8(1):166-76 · PMID 27069550 | 28 avaliáveis | Câncer de próstata localizado; DIM 225 mg 2×/dia por pelo menos 14 dias antes da cirurgia | Receptor de androgênio excluído do núcleo em 96%; PSA em queda em 71% | Sem grupo placebo |
| Heath et al., 2010 Am J Transl Res 2(4):402-11 · PMID 20733950 | 12 homens | Câncer de próstata resistente à castração; DIM de 75 a 300 mg 2×/dia | Na dose de 300 mg 2×/dia, 2 de 4 pacientes tiveram hiponatremia grau 3 sem sintomas; dose recomendada para fase 2: 225 mg 2×/dia | Fase 1; pacientes graves |
| Reed et al., 2008 Cancer Epidemiol Biomarkers Prev 17(10):2619-24 · PMID 18843002 | grupos de 4 por dose | Pessoas saudáveis; dose única de 50 a 300 mg | Sem efeito adverso até 200 mg; com 300 mg, náusea e dor de cabeça em 1 de 6 e vômito em 1 | Dose única; 300 mg não aumentou a concentração máxima |
| Castañon et al., 2012 Br J Cancer 106(1):45-52 · PMID 22075942 | 551 analisadas | Mulheres com alterações leves no preventivo; 150 mg/dia de DIM ou placebo por 6 meses | Lesão CIN2 ou pior em 9% com DIM e 12% com placebo (RR 0,7; IC 95% 0,4–1,2); "improvável" efeito na citologia ou no HPV; bem tolerado | Mostra tolerância de 6 meses; não mede hormônios |
| Newman e Smeaton, 2024 BMC Complement Med Ther 24(1):405 · PMID 39578798 | 909 usuárias contra 18.385 não usuárias; 53 com exame antes e depois | Banco de dados de um laboratório de exame de urina | Proporção 2/16 maior com DIM; estrona, estradiol, estriol e 16-hidroxiestrona diferentes no subgrupo antes e depois (P < 0,001) | Retrospectivo; o primeiro autor é fundador e diretor do laboratório que vende o exame; o resumo não traz 76% |
| Fujioka et al., 2014 Cancer Epidemiol Biomarkers Prev 23(2):282-7 · PMID 24357105 | 25 | 50 g/dia de couve-de-bruxelas ou repolho crus por 3 dias, cruzado | Mais DIM na urina após a couve-de-bruxelas (diferença média de 8,73 pmol/mg de creatinina) | Mede exposição, não efeito |
Doses utilisées dans des études humaines publiées
Ceci n'est pas une recommandation de dose : c'est le relevé de ce qui a été administré dans des études publiées, avec la finalité de chacune. Hors du contexte de l'étude, ces chiffres ne se transfèrent pas.
| Étude | Dose | Durée | Finalité de l'étude |
|---|---|---|---|
| Reed et al., 2008 | 50 a 300 mg, dose única | 1 jour | Farmacocinética e tolerância |
| Godínez-Martínez et al., 2023 | 75 mg/dia | 30 dias | Metabólitos de estrogênio em mulheres |
| Dalessandri et al., 2004 | 108 mg/dia | 30 dias | Metabólitos de estrogênio após câncer de mama |
| Castañon et al., 2012 | 150 mg/dia | 6 mois | Lesões do colo do útero |
| Thomson et al., 2017 | 150 mg 2×/dia | 12 mois | Marcadores de câncer de mama com tamoxifeno |
| Gee et al., 2016 | 100 ou 200 mg 2×/dia | 21–28 dias | Acúmulo na próstata e marcadores |
| Hwang et al., 2016 | 225 mg 2×/dia | pelo menos 14 dias | Atividade do receptor de androgênio na próstata |
| Heath et al., 2010 | 75, 150, 225 ou 300 mg 2×/dia | meses (fase 1) | Dose máxima tolerada em câncer de próstata |
Nenhum desses estudos buscava aumentar testosterona.
Das 7 alegações conferidas, só uma se confirma: a de que o DIM não fabrica testosterona
Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa seis rótulos: confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.
| O que se diz | O que os estudos mostram | Verdict |
|---|---|---|
| "O composto do brócolis derruba o estrogênio em 76%" | Nenhum ensaio de DIM que localizei mediu queda de estrogênio de 76%; o vídeo não cita estudo | Número não encontrado na fonte citada |
| Os 76% são "o quanto o DIM empurra" a conversão para o caminho fraco | A maior mudança percentual que achei foi +47% na proporção, sem significância (Dalessandri 2004); com 75 mg/dia, nenhuma mudança (Godínez-Martínez 2023) | Número não encontrado na fonte citada |
| O DIM "não fabrica um grama de testosterona" | Em 45 homens, a testosterona não mudou de forma significativa (Gee 2016) | Confirmado |
| O corpo produz DIM ao digerir brócolis, couve-flor e repolho, mas em quantidade baixa demais para fazer diferença | O DIM se forma do indol-3-carbinol e aparece na urina depois de comer crucíferas (Le 2003; Fujioka 2014); nenhum estudo que localizei comparou a quantidade da comida com um efeito clínico | Parcialmente |
| O fígado converte estrogênio por dois caminhos, um "forte que prende líquido" e um "fraco que sai rápido" | Os dois caminhos de hidroxilação existem e o de 2-hidroxilação foi chamado de "bom" numa revisão de 1996 (Bradlow); a proporção entre eles não se associou ao risco de câncer de mama após a menopausa (Dallal 2013); nenhum estudo localizado liga um deles à retenção de líquido | Parcialmente |
| Com menos estrogênio forte, sobra "mais espaço para a testosterona circular livre" | O DIM subiu a SHBG em 12 meses (Thomson 2017) e excluiu o receptor de androgênio do núcleo das células da próstata (Hwang 2016) | Não sustentado |
| O estrogênio "errado" explica quem treina, come limpo e parece "murcho e inchado" | Nenhum estudo de DIM mediu retenção de líquido, inchaço ou aparência muscular | Não sustentado |
Placar: 1 confirmada, 2 parcialmente, 2 não sustentadas e 2 com número não encontrado na fonte citada.
O DIM puxa a SHBG para cima, e a SHBG prende a testosterona
A promessa de "mais testosterona livre" esbarra num número do maior ensaio de DIM. Em 98 mulheres acompanhadas por 12 meses, a SHBG subiu em média 25 nmol/L com DIM e 1,1 nmol/L com placebo (Thomson 2017). A SHBG é a globulina que transporta a testosterona e o estradiol no sangue, e a fração presa a ela não é a "livre" (ver a página boro-shbg-testosterona-livre). Não conheço ensaio que tenha medido a SHBG de homens tomando DIM; o dado é de mulheres e a extrapolação é minha. Mas a direção é a contrária da prometida.
Segurança, interações e quem não deve usar sem médico
- Tamoxifeno. No ensaio de 12 meses, os metabólitos ativos do tamoxifeno, inclusive o endoxifeno, caíram com DIM em comparação com o placebo (P < 0,001). Os autores pedem estudos para saber se isso reduz o benefício do remédio (Thomson 2017). Quem usa tamoxifeno não deve tomar DIM por conta própria.
- Sódio baixo. Na dose de 300 mg duas vezes ao dia, 2 de 4 homens com câncer de próstata tiveram hiponatremia grau 3 descoberta em exame de rotina, sem sintomas (Heath 2010).
- Efeito antiandrogênico. Na próstata humana, o DIM tirou o receptor de androgênio do núcleo das células (Hwang 2016). Em ratos, doses altas pioraram o esperma (ver a página compostos-do-brocolis-estrogenio).
- Estômago e cabeça. Numa dose única de 300 mg, náusea, dor de cabeça e um vômito (Reed 2008). Em doses de 150 mg por dia por 6 meses, boa tolerância (Castañon 2012).
- Enzimas do fígado. O indol-3-carbinol, de onde o DIM vem, aumentou em 4,1 vezes a atividade de uma enzima que metaboliza remédios (ver a página compostos-do-brocolis-estrogenio). NÃO VERIFIQUEI se o DIM isolado faz o mesmo.
- Interações em geral: NÃO VERIFIQUEI em base de interações.
- Quem não deve usar sem médico: quem usa tamoxifeno, quem trata câncer de mama ou de próstata, e quem toma medicação contínua. A recomendação para os dois primeiros grupos vem dos ensaios acima; para o terceiro, é inferência minha.
Statut réglementaire
- Brasil, suplemento: o DIM não consta da lista de constituintes autorizados para suplementos alimentares (Anexo I da IN 28/2018, texto consolidado com alterações até a IN 470, de 16 de setembro de 2026). A busca por "indol" no texto consolidado não devolve nada.
- Estados Unidos e União Europeia: NÃO VERIFIQUEI a situação regulatória.
- WADA: o DIM não aparece na Lista Proibida de 2026. A classe S4.2 proíbe a qualquer tempo "substâncias antiestrogênicas", "incluindo, mas não limitado a" os nomes listados, e a S4.1 proíbe inibidores de aromatase com a mesma ressalva. NÃO VERIFIQUEI se a agência já se pronunciou sobre o DIM.
| Principe actif | Schéma recherché | Enregistrements actifs | Classe thérapeutique déclarée | Produits |
|---|---|---|---|---|
| di-indolilmetano | diindol|indol-3|indolilmetano | 0 | — | nenhum registro, ativo ou inativo |
Ce que ce relevé n'a pas fait
- Li resumos, não os artigos inteiros.
- Não achei a origem do "76%". Procurei nos resumos dos ensaios de DIM e numa busca na web; pode estar em material de venda ou em artigo fora do PubMed.
- Não achei ensaio de DIM em homens saudáveis que medisse testosterona livre, SHBG ou estradiol.
- Não verifiquei a situação regulatória nos Estados Unidos e na Europa, nem posição da WADA sobre o DIM.
- Não repeti os estudos em células e animais e os do indol-3-carbinol, que estão na página dos compostos do brócolis.
Références
- Thomson CA, Chow HHS, Wertheim BC, et al. A randomized, placebo-controlled trial of diindolylmethane for breast cancer biomarker modulation in patients taking tamoxifen. Breast Cancer Res Treat. 2017;165(1):97-107. PMID 28560655 — SHBG em alta e metabólitos do tamoxifeno em queda, 12 meses.
- Dalessandri KM, Firestone GL, Fitch MD, et al. Pilot study: effect of 3,3'-diindolylmethane supplements on urinary hormone metabolites in postmenopausal women with a history of early-stage breast cancer. Nutr Cancer. 2004;50(2):161-7. PMID 15623462 — +47% na proporção, sem significância.
- Godínez-Martínez E, Santillán R, Sámano R, et al. Effectiveness of 3,3'-Diindolylmethane Supplements on Favoring the Benign Estrogen Metabolism Pathway and Decreasing Body Fat in Premenopausal Women. Nutr Cancer. 2023;75(2):510-519. PMID 36111381 — 75 mg/dia sem efeito na proporção.
- Gee JR, Saltzstein DR, Messing E, et al. Phase Ib placebo-controlled, tissue biomarker trial of diindolylmethane (BR-DIMNG) in patients with prostate cancer who are undergoing prostatectomy. Eur J Cancer Prev. 2016;25(4):312-20. PMID 26313229 — testosterona sem mudança significativa em 45 homens.
- Hwang C, Sethi S, Heilbrun LK, et al. Anti-androgenic activity of absorption-enhanced 3, 3'-diindolylmethane in prostatectomy patients. Am J Transl Res. 2016;8(1):166-76. PMID 27069550 — receptor de androgênio fora do núcleo em 96%.
- Heath EI, Heilbrun LK, Li J, et al. A phase I dose-escalation study of oral BR-DIM (BioResponse 3,3'- Diindolylmethane) in castrate-resistant, non-metastatic prostate cancer. Am J Transl Res. 2010;2(4):402-11. PMID 20733950 — hiponatremia grau 3 com 300 mg 2×/dia.
- Reed GA, Sunega JM, Sullivan DK, et al. Single-dose pharmacokinetics and tolerability of absorption-enhanced 3,3'-diindolylmethane in healthy subjects. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2008;17(10):2619-24. PMID 18843002 — tolerância de dose única.
- Castañon A, Tristram A, Mesher D, et al. Effect of diindolylmethane supplementation on low-grade cervical cytological abnormalities: double-blind, randomised, controlled trial. Br J Cancer. 2012;106(1):45-52. PMID 22075942 — 150 mg/dia por 6 meses, bem tolerado, sem efeito claro.
- Newman M, Smeaton J. Exploring the impact of 3,3'-diindolylmethane on the urinary estrogen profile of premenopausal women. BMC Complement Med Ther. 2024;24(1):405. PMID 39578798 — banco de dados de laboratório, com conflito de interesse declarado.
- Fujioka N, Ainslie-Waldman CE, Upadhyaya P, et al. Urinary 3,3'-diindolylmethane: a biomarker of glucobrassicin exposure and indole-3-carbinol uptake in humans. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2014;23(2):282-7. PMID 24357105 — DIM na urina depois de comer crucíferas.
- Le HT, Schaldach CM, Firestone GL, Bjeldanes LF. Plant-derived 3,3'-Diindolylmethane is a strong androgen antagonist in human prostate cancer cells. J Biol Chem. 2003;278(23):21136-45. PMID 12665522 — DIM como produto da digestão do indol-3-carbinol e antagonista do receptor de androgênio.
- Bradlow HL, Telang NT, Sepkovic DW, Osborne MP. 2-hydroxyestrone: the 'good' estrogen. J Endocrinol. 1996;150 Suppl:S259-65. PMID 8943806 — a origem da ideia de "estrogênio bom".
- Dallal CM, Stone RA, Cauley JA, et al. Urinary estrogen metabolites and breast cancer: a combined analysis of individual level data. Int J Biol Markers. 2013;28(1):3-16. PMID 22865302 — a proporção não se associou ao risco após a menopausa.
- Arnold D, Coetzee O, LaGrutta A. DIM and PSA Reduction: Blocking Aromatization for Prostate Health: A Case Report. Altern Ther Health Med. 2026;32(1):56-59. PMID 41056390 — o único relato humano de testosterona subindo com DIM: um caso.
- Registros consultados no ClinicalTrials.gov: NCT00462813, NCT00212381 e NCT02525159 (fase 3); NCT00888654, NCT00450229 e NCT02197000 (os que citam testosterona); NCT01391689 (ensaio com tamoxifeno).
- Lista Proibida da WADA de 2026 (cópia mantida pela Universidade do Esporte de Colônia) — classes S4.1 e S4.2; o DIM não aparece.
- E-utilities de PubMed (esearch) — la base de tous les décomptes d'articles de cette page.
- API publique de ClinicalTrials.gov, version 2 — la base de tous les décomptes d'études et de phase 3 de cette page.