Shilajit (mumijo, resina mineral)
O "+23,5%" não é do ensaio controlado que os vídeos descrevem: é de um estudo sem placebo com homens inférteis. E parte das amostras analisadas tinha chumbo, arsênio e mercúrio acima do limite.

Experimental material. Read before using anything from here.
Nothing on this page is a medical recommendation, prescription or treatment plan. It is an organized translation of protocols circulating in research communities and, where it exists, of what published trials tested. The two are marked differently — and they are not equivalent.
Most of the compounds here have no FDA approval for human use. Several are sold labeled "research use only", which means they have not gone through purity, sterility or dosage controls for human consumption. A community-reported dose is not a validated dose: it is what someone reported having done.
Talk to a licensed health professional before considering any of these compounds. If you already use one and feel anything unexpected, seek care — do not wait for the next routine test.
Summary
Shilajit é uma resina mineral que escorre de rochas de montanha, usada no Ayurveda. Para testosterona, há um ensaio controlado: em homens de 45 a 55 anos, 250 mg duas vezes ao dia por 90 dias de um extrato purificado elevaram a testosterona total e a livre contra placebo, sem mexer em LH e FSH. O resumo não traz percentual nem número de participantes. O "+23,5%" vem de outro estudo do mesmo grupo, de 2010, sem placebo, com 28 homens com poucos espermatozoides, e é de testosterona total. O PubMed tem 7 artigos de shilajit marcados como ensaio ou meta-análise; o ClinicalTrials.gov, nenhum de fase 3. A literatura de contaminação mostra variação grande: estudos acharam chumbo, arsênio e mercúrio acima do permitido em amostras da Índia e do Paquistão, e tálio em suplementos.
Why this page exists
O shilajit aparece descrito em vídeos curtos sobre saúde masculina que vi publicados na internet, como a "resina mineral" que aumenta a testosterona em 23%: "um ensaio clínico controlado publicado na revista Andrologia avaliou o shilajit purificado por 90 dias e registrou alta de 23,5% na testosterona total e livre", "sem causar o desligamento" do eixo hormonal. O mecanismo seria o de "complexos fúlvicos raros" que "otimizam o transporte mitocondrial e ativam a esteroidogênese nas células de Leydig sem causar feedback negativo". O "protocolo exato de pureza, dosagem ideal e ciclos sinérgicos" ficaria para o perfil.
Levantei as alegações de 2 vídeos curtos (com o mesmo roteiro), separei as 10 que são verificáveis e procurei cada estudo citado e cada número. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site.
Segundo a revisão de Wilson e colegas (2011), o shilajit é uma substância mineral natural de múltiplos componentes, usada nos sistemas Ayurveda e Siddha, originária de regiões montanhosas, e chamada nesses textos de "rasayana", rejuvenescedor. Um estudo de 2016 o descreve como um "piche mineral que escorre das rochas do Himalaia". Fora da Índia, o mesmo material aparece como mumijo, mumie ou moomiyo. A revisão de Stohs (2014) aponta como constituintes principais as dibenzo-alfa-pironas e o ácido fúlvico. Os estudos clínicos de testosterona usaram um extrato purificado e padronizado comercial; um ensaio de 2019 o descreve com pelo menos 50% de ácido fúlvico. Cito o tipo de extrato porque ele é o objeto dos estudos, não como indicação.
O número dos vídeos junta dois estudos diferentes
O grupo do J. B. Roy State Ayurvedic Medical College, de Calcutá, publicou dois estudos de 90 dias na Andrologia. Os vídeos fundem os dois.
- 2010, sem placebo, homens inférteis. Biswas e colegas deram 100 mg de shilajit processado duas vezes ao dia por 90 dias a homens com contagem de espermatozoides abaixo de 20 milhões por mL. Dos 35 incluídos, 28 terminaram. A contagem total subiu 61,4%, a mobilidade de 12,4% a 17,4%, e a testosterona sérica subiu 23,5% (p < 0,001), junto com o FSH (+9,4%). É daqui que vem o "+23,5%". Não houve grupo placebo, e a testosterona livre não aparece no resumo.
- 2016, com placebo, homens saudáveis. Pandit e colegas fizeram o ensaio randomizado, duplo-cego e controlado por placebo: homens saudáveis de 45 a 55 anos receberam 250 mg duas vezes ao dia por 90 dias. Testosterona total, testosterona livre e DHEA-S subiram mais que no placebo (p < 0,05), e o LH e o FSH "foram bem mantidos". O resumo não traz percentual nem número de participantes. NÃO VERIFIQUEI o texto completo.
Ou seja: existe um ensaio controlado de 90 dias, e ele aponta na mesma direção do vídeo. Mas o "23,5% na total e na livre" é de outro estudo, sem placebo e em outra população, e mediu só a total.
A revisão de Morgado e colegas (2024), sobre "boosters" de testosterona vendidos ao público, classificou o extrato purificado de shilajit como "possivelmente eficaz" para homens com hipogonadismo de início tardio — uma das poucas exceções numa revisão em que a maioria dos produtos não aumentou a testosterona total.
O mecanismo dos vídeos não foi medido em pessoas
- Leydig e esteroidogênese: camundongo. Em camundongos tratados com o quimioterápico ciclofosfamida, o shilajit (100 e 200 mg/kg) ativou enzimas testiculares da produção de testosterona (3β-HSD e 17β-HSD) e protegeu a produção de espermatozoides (Rajpoot 2024).
- Mitocôndria: sem medida em humanos que eu tenha achado. A revisão de Stohs (2014) afirma que dados animais e humanos apoiam aumento de produção de ATP; não conferi os estudos originais. O estudo humano de músculo que localizei (Das 2016) mediu genes da matriz extracelular, não mitocôndria.
- "Sem feedback negativo": o que existe é o LH e o FSH sem mudança no ensaio de 2016. Isso é compatível com não suprimir o eixo, mas não mede "feedback".
How much evidence really exists
Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.
| Evidence base | Query | Result |
|---|---|---|
| PubMed | shilajit OR mumijo OR moomiyo | 161 artigos |
| PubMed | (shilajit OR mumijo OR moomiyo) AND (testosterone) | 7 artigos |
| PubMed | (shilajit OR mumijo OR moomiyo) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type]) | 7 artigos |
| PubMed | (shilajit OR mumijo OR moomiyo) AND (testosterone OR sperm OR semen OR oligospermia) AND humans[MeSH Terms] | 3 artigos |
| PubMed | (shilajit OR mumijo OR moomiyo) AND (lead OR arsenic OR mercury OR cadmium OR thallium OR "heavy metals") | 8 artigos |
| PubMed | (shilajit OR mumijo OR moomiyo) AND (fulvic acid) | 18 artigos |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: shilajit OR mumijo | 6 registered studies |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: (shilajit OR mumijo) AND AREA[Phase]PHASE3 | 0 ensaios de fase 3 |
An honest reading of these numbers
- Dos 7 ensaios ou meta-análises, só 1 é de testosterona. Os outros são de força muscular, colágeno, densidade óssea na pós-menopausa, pele, fratura de tíbia e saúde cardiometabólica. Os 3 artigos em humanos sobre testosterona ou sêmen são os dois estudos de Calcutá e a revisão de 2024.
- Nenhum ensaio de fase 3. Dos 6 registros no ClinicalTrials.gov, nenhum mede testosterona como desfecho principal; um é de saúde sexual masculina (disfunção erétil e ejaculação precoce) com um produto comercial, e outros testam misturas de shilajit com outros ingredientes. Registro não é resultado.
- O fabricante do extrato aparece na base. O ensaio de força de 2019 da Universidade de Nebraska foi financiado pelo fabricante do extrato purificado, segundo o próprio artigo; o estudo de músculo de 2016 tem um coautor do setor de pesquisa do mesmo fabricante na Índia. NÃO VERIFIQUEI o financiamento dos dois estudos de testosterona de Calcutá.
- Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho.
The studies behind the claims
Segundo o PubMed, estes são os trabalhos clínicos concretos por trás do que se diz sobre o shilajit. Leia o que cada um mediu, e em quantas pessoas.
| Study | N | Context | What it reported | Caveat |
|---|---|---|---|---|
| Pandit et al., 2016 Andrologia 48(5):570-5 · PMID 26395129 | não informado no resumo | Homens saudáveis de 45 a 55 anos; 250 mg de shilajit purificado 2×/dia ou placebo, 90 dias, duplo-cego | Testosterona total, livre e DHEA-S maiores que no placebo (p < 0,05); LH e FSH mantidos | Percentuais e N não estão no resumo; um único ensaio |
| Biswas et al., 2010 Andrologia 42(1):48-56 · PMID 20078516 | 28 (de 35) | Homens com oligospermia; 100 mg de shilajit processado 2×/dia, 90 dias | Contagem +61,4%; testosterona sérica +23,5% (p < 0,001); FSH +9,4% | Sem placebo; população infértil; testosterona total |
| Keller et al., 2019 J Int Soc Sports Nutr 16(1):3 · PMID 30728074 | 63 | Homens ativos de cerca de 21 anos; 250 mg, 500 mg ou placebo por dia, 8 semanas | Com 500 mg, menor queda de força após fadiga no subgrupo mais forte; 250 mg igual ao placebo | Resultado em subgrupo; financiado pelo fabricante do extrato |
| Das et al., 2016 J Med Food 19(7):701-9 · PMID 27414521 | não informado no resumo | Adultos com sobrepeso nos EUA; 250 mg 2×/dia por 8 semanas, depois mais 4 com exercício (NCT02026414) | Bem tolerado; glicose, lipídios e marcadores musculares sem mudança; genes de matriz extracelular no músculo aumentaram | Sem placebo; coautor do fabricante |
| Morgado et al., 2024 (revisão sistemática) Int J Impot Res 36(4):348-364 · PMID 37697053 | 52 estudos, 27 produtos | "Boosters" de testosterona em 4 populações | Extrato purificado de shilajit "possivelmente eficaz" no hipogonadismo de início tardio | Baseado em poucos estudos |
| Wilson et al., 2011 (revisão) J Ethnopharmacol 136(1):1-9 · PMID 21530631 | — | Shilajit na medicina tradicional indiana | Longa história de uso, mas "falta avaliação científica"; a atividade imunomoduladora "pode ser considerada não comprovada" | Revisão narrativa |
Doses used in published human studies
This is not a dose recommendation: it is a record of what was administered in published studies, with the purpose of each. Outside the study context, these numbers do not transfer.
| Study | Dose | Duration | Purpose of the study |
|---|---|---|---|
| Pandit et al., 2016 | 250 mg 2×/dia de shilajit purificado | 90 dias | Testosterona em homens saudáveis de 45 a 55 anos |
| Biswas et al., 2010 | 100 mg 2×/dia de shilajit processado | 90 dias | Sêmen em oligospermia |
| Keller et al., 2019 | 250 ou 500 mg/dia | 8 weeks | Força e fadiga muscular |
| Das et al., 2016 | 250 mg 2×/dia | 8 + 4 semanas | Genes do músculo esquelético |
Nenhum estudo testou "ciclos". Os estudos usaram extrato purificado e padronizado, não a resina bruta vendida em pote.
Das 10 alegações, 2 se confirmam, e o número central não é do estudo citado
Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa seis rótulos: confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.
| O que se diz | O que os estudos mostram | Verdict |
|---|---|---|
| Um ensaio clínico controlado na Andrologia avaliou o shilajit purificado por 90 dias e a testosterona total e a livre subiram | Pandit 2016: randomizado, duplo-cego, placebo, 90 dias, testosterona total e livre maiores que no placebo | Confirmado |
| A alta foi de 23,5% na total e na livre | O 23,5% é do estudo de 2010 (Biswas), sem placebo, em homens inférteis, e só de testosterona total; o resumo do ensaio controlado não traz percentual | Número não encontrado na fonte citada |
| "Sem causar o desligamento" do eixo | LH e FSH "bem mantidos" no ensaio de 2016; FSH subiu 9,4% no estudo de 2010 | Parcialmente |
| É uma "resina mineral" | Substância mineral natural que escorre de rochas de montanha (Wilson 2011; Das 2016) | Confirmado |
| Os complexos fúlvicos "otimizam o transporte mitocondrial" | Não localizei estudo humano que meça mitocôndria; a revisão de Stohs (2014) cita ATP sem que eu tenha conferido as fontes | Sem estudo em humanos |
| Ativam a esteroidogênese nas células de Leydig | Enzimas da produção de testosterona ativadas no testículo de camundongos (Rajpoot 2024) | Estudo em animal ou in vitro |
| "A ciência pesada já validou o segredo dos antigos" | Um ensaio controlado de testosterona; revisão de 2011 diz que falta avaliação científica; revisão de 2024 fala em "possivelmente eficaz" | Não sustentado |
| É "alternativa real" à reposição de testosterona, "sem agulha" | Nenhum estudo comparou com reposição | Não sustentado |
| "Reativa a sua própria fábrica" e quebra a "dependência" de remédio contínuo | Nenhum estudo mediu isso; o ensaio durou 90 dias de uso contínuo | Sem estudo em humanos |
| Há um protocolo de "pureza, dosagem ideal e ciclos sinérgicos" | Nenhum estudo de ciclo; pureza não foi comparada | Sem estudo em humanos |
Placar: 2 confirmadas, 1 parcialmente, 2 não sustentadas, 1 com dado só em animal, 1 com número não encontrado na fonte citada e 3 sem estudo em humanos.
Contaminação: o problema está na origem do material
O shilajit vem de rocha, e os metais vêm junto. A literatura não é uniforme, e isso é parte do recado.
- Revisão de 2024: segundo Hussain e Saeed, o shilajit pode conter cerca de 65 metais, entre eles chumbo, arsênio, cádmio e mercúrio. Nos estudos revisados, os níveis ficaram abaixo dos limites da OMS e da FDA, "exceto em poucos estudos" em que foram excedidos. A conclusão: consumir shilajit sem conhecer os níveis de metais "não é seguro".
- Amostras da Índia e do Paquistão, 2022: Aldakheel e colegas acharam alumínio, níquel, cromo, chumbo, arsênio e mercúrio, entre outros, em quantidades que excederam o limite permitido; o mercúrio só foi detectado no shilajit indiano.
- Doze amostras de várias origens, 2026: Kamgar e colegas acharam metais tóxicos abaixo dos limites de toxicidade, com variação grande entre origens.
- Tálio, 2025: o mesmo grupo achou até 0,5 μg/g de tálio em suplementos de shilajit, e em alguns o teor era maior que na resina bruta.
- Mercúrio em suplementos ayurvédicos, 2013: num laboratório da FDA, suplementos ayurvédicos que incluíam shilajit tiveram de 0,002 a 56 μg/g de mercúrio; o resumo não diz qual produto teve o máximo.
- Remédios ayurvédicos em geral: produtos comprados pela internet tinham chumbo, mercúrio ou arsênio em 20,7% dos casos (Saper 2008), sem diferença entre fabricados nos EUA e na Índia.
A "purificação" que os vídeos mencionam é justamente o que separa o extrato dos estudos da resina bruta. O site já dizia, na página Fitoterápicos e nootrópicos, que o risco de metal pesado é do produto não purificado. Não verifiquei nenhuma norma brasileira que exija laudo de metais para esse produto.
Segurança, efeitos adversos e interações
- Pressão alta e potássio baixo na gravidez. Uma grávida de 37 anos que tomava mumijo havia 6 meses teve hipertensão persistente e potássio baixo, num quadro parecido com o do excesso de alcaçuz; melhorou ao parar e com reposição de potássio (Stavropoulos 2018, primeiro relato).
- Anafilaxia com exercício. Uma mulher de 43 anos teve urticária e depois anafilaxia após exercício, e o shilajit foi apontado como cofator num quadro de possível síndrome de ativação de mastócitos (Losa 2019).
- Fígado e rins em rato. Num estudo de toxicidade aguda assinado pelo fundador de uma empresa que vende shilajit, não houve morte, mas o exame dos tecidos mostrou alterações degenerativas e necróticas de leves a moderadas no fígado e nos rins (Rizun 2026).
- Bem tolerado nos ensaios. O estudo de 2010 relatou fígado e rins sem alteração; o de 2016 com sobrepeso, boa tolerância. A revisão de Stohs (2014) diz que a segurança é "bem documentada" em estudos animais e humanos.
- Quem não deve usar: não achei contraindicação formal. Gestantes têm um relato de efeito sério, e quem tem hipertensão, doença renal ou do fígado tem motivo para cautela pelos relatos acima — inferência minha.
Regulatory status
- Brasil, suplemento alimentar: shilajit, mumijo ou "ácido fúlvico de shilajit" não constam do Anexo I da IN 28/2018 (versão consolidada até a IN 470, de 16 de setembro de 2026). Pela RDC 243/2018 (art. 4º), os constituintes de suplemento se restringem a essa lista, e pelo art. 16 não há alegação autorizada fora do Anexo V.
- Estados Unidos e União Europeia: NÃO VERIFIQUEI a situação do shilajit.
- WADA: o shilajit não aparece na Lista Proibida de 2026.
| Active ingredient | Search pattern | Active registrations | Declared therapeutic class | Products |
|---|---|---|---|---|
| shilajit, mumijo, ácido fúlvico | shilajit|mumij|asphalt|asfalto|fulvic|fulvico | 0 | — | Nenhum registro, ativo ou inativo |
What this survey did not do
- Li resumos, não os artigos inteiros, salvo o texto completo do ensaio de força de 2019, que abri para conferir o financiamento. NÃO VERIFIQUEI o percentual nem o número de participantes do ensaio controlado de 2016.
- Não verifiquei o financiamento dos dois estudos de testosterona de Calcutá.
- Não verifiquei normas de metais pesados aplicáveis a esse produto no Brasil, nos EUA ou na União Europeia.
- Não conferi os estudos originais que a revisão de Stohs usa para falar de ATP e de segurança.
- Não avaliei interações com remédios.
References
- Pandit S, Biswas S, Jana U, et al. Clinical evaluation of purified Shilajit on testosterone levels in healthy volunteers. Andrologia. 2016;48(5):570-5. PMID 26395129 — o ensaio controlado de 90 dias: testosterona total e livre contra placebo, sem percentual no resumo.
- Biswas TK, Pandit S, Mondal S, et al. Clinical evaluation of spermatogenic activity of processed Shilajit in oligospermia. Andrologia. 2010;42(1):48-56. PMID 20078516 — a origem do "+23,5%": sem placebo, homens inférteis, testosterona total.
- Morgado A, Tsampoukas G, Sokolakis I, et al. Do "testosterone boosters" really increase serum total testosterone? A systematic review. Int J Impot Res. 2024;36(4):348-364. PMID 37697053 — shilajit purificado "possivelmente eficaz" no hipogonadismo de início tardio.
- Keller JL, Housh TJ, Hill EC, et al. The effects of Shilajit supplementation on fatigue-induced decreases in muscular strength and serum hydroxyproline levels. J Int Soc Sports Nutr. 2019;16(1):3. PMID 30728074 — força com 500 mg/dia; financiado pelo fabricante; extrato com pelo menos 50% de ácido fúlvico.
- Das A, Datta S, Rhea B, et al. The Human Skeletal Muscle Transcriptome in Response to Oral Shilajit Supplementation. J Med Food. 2016;19(7):701-9. PMID 27414521 — "piche mineral do Himalaia"; músculo; coautor do fabricante.
- Wilson E, Rajamanickam GV, Dubey GP, et al. Review on shilajit used in traditional Indian medicine. J Ethnopharmacol. 2011;136(1):1-9. PMID 21530631 — origem, uso tradicional e falta de avaliação científica.
- Stohs SJ. Safety and efficacy of shilajit (mumie, moomiyo). Phytother Res. 2014;28(4):475-9. PMID 23733436 — constituintes (dibenzo-alfa-pironas e ácido fúlvico) e afirmação de segurança.
- Rajpoot A, Yadav K, Yadav A, et al. Shilajit mitigates chemotherapeutic drug-induced testicular toxicity: Study on testicular germ cell dynamics, steroidogenesis modulation, and Nrf-2/Keap-1 signaling. J Ayurveda Integr Med. 2024;15(4):100930. PMID 39121783 — esteroidogênese testicular em camundongos.
- Hussain A, Saeed A. Hazardous or Advantageous: Uncovering the Roles of Heavy Metals and Humic Substances in Shilajit (Phyto-mineral) with Emphasis on Heavy Metals Toxicity and Their Detoxification Mechanisms. Biol Trace Elem Res. 2024;202(12):5794-5814. PMID 38393486 — cerca de 65 metais; consumo sem conhecer os níveis "não é seguro".
- Aldakheel RK, Gondal MA, Alsayed HN, et al. Rapid Determination and Quantification of Nutritional and Poisonous Metals in Vastly Consumed Ayurvedic Herbal Medicine (Rejuvenator Shilajit) by Humans Using Three Advanced Analytical Techniques. Biol Trace Elem Res. 2022;200(9):4199-4216. PMID 34800280 — chumbo, arsênio e mercúrio acima do permitido em amostras da Índia e do Paquistão.
- Kamgar E, Angaïts A, Zembrzuska J, et al. Characterization of metal composition and molecular weight distribution in Shilajit. J Trace Elem Med Biol. 2026;96:127913. PMID 42364294 — 12 amostras com metais tóxicos abaixo dos limites.
- Kamgar E, Zembrzuska J, Zembrzuski W, et al. Quantifying of thallium in Shilajit and its supplements to unveil the potential risk of consumption of this popular traditional medicine. BMC Chem. 2025;19(1):20. PMID 39827344 — tálio em suplementos.
- Abdalla AA, Smith RE. Determination of mercury in ayurvedic dietary supplements that are not rasa shastra using the hydra-C direct mercury analyzer. Int J Anal Chem. 2013;2013:628397. PMID 23710181 — mercúrio em suplementos ayurvédicos que incluíam shilajit.
- Saper RB, Phillips RS, Sehgal A, et al. Lead, mercury, and arsenic in US- and Indian-manufactured Ayurvedic medicines sold via the Internet. JAMA. 2008;300(8):915-23. PMID 18728265 — 20,7% dos remédios ayurvédicos com metal detectável.
- Stavropoulos K, Sotiriadis A, Patoulias D, et al. Pseudohyperaldosteronism due to mumijo consumption during pregnancy: a licorice-like syndrome. Gynecol Endocrinol. 2018;34(12):1019-1021. PMID 29933704 — hipertensão e potássio baixo numa grávida.
- Losa F, Deidda M, Firinu D, et al. Exercise-induced anaphylaxis with an Ayurvedic drug as cofactor: A case report. World J Clin Cases. 2019;7(5):623-627. PMID 30863761 — shilajit como cofator de anafilaxia.
- Rizun N, Stanković V, Bradić J, et al. Biogeochemical Evaluation of Shilajit: Testosterone-Modulating Effects, In Vivo Toxicity and Lipid Profile Analysis. Pharmaceuticals (Basel). 2026;19(9):1486. PMID 42797531 — alterações no fígado e nos rins de ratos; primeiro autor dono de empresa de shilajit.
- Registro NCT02026414 no ClinicalTrials.gov — o estudo de músculo com o extrato purificado.
- Lista Proibida da WADA de 2026 (cópia mantida pela Universidade do Esporte de Colônia) — o shilajit não aparece.
- PubMed E-utilities (esearch) — the basis for all article counts on this page.
- Public ClinicalTrials.gov API, version 2 — the source for all the study and phase 3 counts on this page.