Muira puama (Ptychopetalum olacoides, marapuama)
O "62% em 14 dias" vem de uma apresentação em congresso de 1990 que não está no PubMed; nenhum ensaio com placebo testou a raiz sozinha, e no Brasil não há produto ativo.

Material experimental. Lea antes de usar cualquier cosa de aquí.
Nada en esta página es recomendación médica, prescripción ni plan de tratamiento. Es una traducción organizada de protocolos que circulan en comunidades de investigación y, cuando existe, de lo que ensayos publicados probaron. Las dos cosas están marcadas de forma diferente — y no son equivalentes.
La mayor parte de los compuestos de aquí no tiene aprobación de la FDA para uso humano. Varios se venden con etiqueta de "uso exclusivo en investigación", lo que significa que no pasaron por control de pureza, esterilidad ni dosificación para consumo por personas. Dosis descrita por la comunidad no es dosis validada: es lo que alguien relató haber hecho.
Hable con un profesional de salud habilitado antes de considerar cualquiera de estos compuestos. Si ya usa alguno y siente algo fuera de lo previsto, busque atención — no espere al próximo examen de rutina.
Resumen
A muira puama, ou marapuama, é uma árvore amazônica cuja raiz é usada como tônico e afrodisíaco. O PubMed tem 51 artigos com o nome da planta no título ou no resumo, nenhum ensaio randomizado e nenhuma meta-análise; quase tudo é química e teste em camundongo. O estudo francês com 262 homens e "62% de efeito na libido" é uma apresentação em congresso de 1990, aberta e sem placebo, que não consegui ler. Os estudos humanos indexados testaram misturas: com ginkgo em 202 mulheres, sem grupo controle, e com gengibre, guaraná e citrulina em 54 homens, dos quais 16 chegaram ao fim. No Brasil, onze medicamentos já tiveram a planta na fórmula; todos estão com registro inativo, e ela não é constituinte autorizado de suplemento.
Por qué existe esta página
A muira puama aparece descrita em vídeos curtos sobre saúde masculina que vi publicados na internet, como "uma raiz brasileira" que "funcionou em 62% dos homens em só 14 dias". A fonte citada é o "Instituto de Sexologia de Paris, anos 90": 262 homens, 1 a 1,5 grama por dia, duas semanas. O próprio vídeo admite que o estudo foi aberto, sem placebo, e que parte do efeito pode ser sugestão, mas acrescenta que depois veio uma "revisão clínica independente" em que "60% dos homens com baixa libido melhoraram", e que por isso o resultado "é replicado". Diz ainda que a raiz "não mexe em hormônio", que seus compostos "ativam vias nervosas ligadas a desejo e resposta física", e que quem a levou a sério foi um médico francês, "não aqui".
Esta página nasce de um único vídeo. A profundidade vem da literatura, e a literatura humana sobre a planta é muito curta. Por isso o texto é mais curto que os outros desta série, e diz isso. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site.
Ptychopetalum olacoides é uma árvore da família Olacaceae, da Amazônia. Segundo a revisão de Brunetti e colegas (2020), comunidades nativas usam raízes e cascas contra depressão, disfunção sexual e como "tônico dos nervos", em geral em infusão alcoólica. Um levantamento de 24 livros brasileiros de plantas medicinais (Mendes e Carlini, 2007) a coloca entre as 33 espécies nativas citadas em pelo menos quatro livros com usos parecidos com os de um adaptógeno, e conclui que faltam estudos, sobretudo clínicos, para confirmar essas propriedades.
Este site trata de assunto vizinho também em Gengibre e fertilidade masculina (Zingiber officinale) e L-citrulina (inclui citrulina malato).
Cuánta evidencia existe, de verdad
Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.
| Base | Consulta | Resultado |
|---|---|---|
| PubMed | Ptychopetalum[tiab] OR "muira puama"[tiab] OR muirapuama[tiab] OR marapuama[tiab] OR "muira-puama"[tiab] | 51 artículos |
| PubMed | (Ptychopetalum[tiab] OR "muira puama"[tiab] OR muirapuama[tiab] OR marapuama[tiab] OR "muira-puama"[tiab]) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type]) | 0 artículos |
| PubMed | (Ptychopetalum[tiab] OR "muira puama"[tiab] OR muirapuama[tiab] OR marapuama[tiab] OR "muira-puama"[tiab]) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type] OR Clinical Trial[Publication Type]) | 1 artigo |
| PubMed | (Ptychopetalum[tiab] OR "muira puama"[tiab] OR muirapuama[tiab] OR marapuama[tiab] OR "muira-puama"[tiab]) AND (humans[MeSH Terms]) | 9 artigos |
| PubMed | (Ptychopetalum[tiab] OR "muira puama"[tiab] OR muirapuama[tiab] OR marapuama[tiab] OR "muira-puama"[tiab]) AND (libido OR sexual OR erectile OR aphrodisiac) | 10 artigos |
| PubMed | (Ptychopetalum[tiab] OR "muira puama"[tiab] OR muirapuama[tiab] OR marapuama[tiab] OR "muira-puama"[tiab]) AND (testosterone OR androgen* OR hormone*) | 1 artigo |
| PubMed | (Ptychopetalum[tiab] OR "muira puama"[tiab] OR muirapuama[tiab] OR marapuama[tiab] OR "muira-puama"[tiab]) AND (mice OR rats OR rat OR mouse OR rabbit) | 27 artigos |
| PubMed | Waynberg J[Author] | 4 artículos |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: Ptychopetalum OR muira puama OR muirapuama | 2 estudos registrados |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: (Ptychopetalum OR muira puama OR muirapuama) AND AREA[Phase]PHASE3 | 0 ensaios de fase 3 |
Lectura honesta de esos números
- A busca sem o filtro de título e resumo engana. Sem
[tiab], o PubMed traduz "Ptychopetalum" para o descritor da família inteira, Olacaceae, e devolve 162 artigos. Com o nome da planta no título ou no resumo, são 51. - Zero ensaio randomizado, zero meta-análise. O único artigo marcado como ensaio clínico é de um sérum cosmético para olheiras, com muira puama, pfáfia e lírio, aplicado na pele de 21 voluntários (Eberlin 2009). Não tem nada a ver com libido.
- O estudo dos 262 homens não está no PubMed. Dos 4 artigos do autor francês no PubMed, só um é sobre a planta, e é em mulheres, com ginkgo na mesma cápsula (Waynberg e Brewer 2000). Os outros três são de demografia e anatomia, dos anos 1970 e 1980.
- O artigo com "hormônio" não mediu hormônio. É uma revisão de efeitos adversos psiquiátricos e neurológicos de plantas afrodisíacas. Nenhum estudo localizado mediu testosterona com muira puama.
- Os 2 registros no ClinicalTrials.gov são da mesma mistura de quatro ingredientes (gengibre, guaraná, muira puama e citrulina), em função de vasos, de uma universidade americana: um concluído, sem resultado publicado no registro, e um em andamento. Nenhum testa a raiz sozinha, nem libido. Registro não é resultado.
- Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho. Dos 51 artigos, 27 são em camundongo, rato ou coelho.
Os estudos que existem
Segundo o PubMed, estes são os trabalhos com pessoas e os principais em animais. Leia o que cada um mediu, em quantos, e com o que mais junto.
| Estudio | N | Contexto | Qué reportó | Salvedad |
|---|---|---|---|---|
| Waynberg, 1990 apresentação no 1º Congresso Internacional de Etnofarmacologia, Estrasburgo · não indexada | 262, segundo o vídeo; NÃO VERIFIQUEI | Homens com queixa de libido ou ereção; 1 a 1,5 g/dia por 2 semanas, segundo o vídeo | 62% com efeito na libido, segundo o vídeo | Aberto, sem placebo; NÃO VERIFIQUEI: não li o texto original |
| Waynberg e Brewer, 2000 Adv Ther 17(5):255-62 · PMID 11186145 | 202 | Mulheres saudáveis com desejo baixo; cápsula de muira puama com ginkgo, 1 mês | Pontuação total maior que a do início em 65%; melhora em frequência de desejo, relações e fantasias, orgasmo | Sem grupo controle; mistura de duas plantas; o resumo anuncia um estudo duplo-cego "planejado" que não localizei |
| Nguyen et al., 2018 Transl Androl Urol 7(2):266-273 · PMID 29732286 | 54 recrutados; 16 no 3º mês | Homens de 33 a 77 anos com disfunção erétil; 500 mg/dia de cada um (gengibre, muira puama, guaraná) mais 1.600 mg/dia de citrulina, 3 meses | Melhora nos domínios de ereção e satisfação contra o início; cerca de 50% com melhora da ereção; desejo sexual sem diferença significativa | Sem grupo controle; um autor é acionista da empresa que forneceu o produto e tem patente pendente; 38 saíram antes do fim |
| Oliveira et al., 2005 Phytother Res 19(1):54-7 · PMID 15798997 | não informado no resumo | Voluntários saudáveis dos dois sexos; extrato com guaraná, catuaba, muirapuama e gengibre, 25 mL 2×/dia por 28 dias | Sem reações adversas graves nem mudanças no sangue | Estudo de toxicidade da mistura, não de eficácia |
| Chiavaroli et al., 2026 Phytother Res (antes da impressão) · PMID 42680212 | 59 | Homens de 50 a 75 anos com sintomas urinários e disfunção erétil leve; mistura de cinco ingredientes com muira puama, sozinha ou com remédio | Melhora de fluxo e sintomas urinários | Retrospectivo, sem sorteio; escolha do tratamento pelo médico |
| Antunes et al., 2001 Phytother Res 15(5):416-21 · PMID 11507734 | tecido de coelho | Corpo cavernoso de coelho isolado; a mistura e cada planta | Todas as quatro relaxaram o tecido; o guaraná foi o mais ativo; o relaxamento da muira puama caiu mais de 50% com bloqueio da guanilato ciclase | Tecido isolado; os autores atribuem o efeito da mistura principalmente ao guaraná |
| da Silva et al., 2002 Phytother Res 16(3):223-6 · PMID 12164265 | camundongos | Extrato etanólico, 30 a 300 mg/kg | Menos comportamento exploratório, parecido com o de um ansiogênico | Animal |
| Piato et al., 2009 Phytother Res 23(4):519-24 · PMID 19067380 | camundongos | Extrato padronizado, 15 a 100 mg/kg intraperitoneal e 300 mg/kg oral | Efeito parecido com o de antidepressivo, bloqueado por antagonistas beta-adrenérgico e dopaminérgico D1 | Animal; desfecho de imobilidade, não de desejo |
Doses usadas em estudos publicados
Isto não é recomendação de dose: é o registro do que foi administrado em estudos publicados, com a finalidade de cada um. Fora do contexto do estudo, esses números não se transferem. Nenhuma linha testa a muira puama sozinha num estudo indexado.
| Estudio | Dosis | Duración | Finalidad del estudio |
|---|---|---|---|
| Waynberg, 1990 (não indexado) | 1 a 1,5 g/dia, segundo o vídeo; NÃO VERIFIQUEI no original | 2 semanas | Libido e ereção em homens |
| Waynberg e Brewer, 2000 | Muira puama com ginkgo; a dose não está no resumo | 1 mês | Desejo sexual em mulheres |
| Nguyen et al., 2018 | 500 mg/dia de muira puama, junto com 500 mg/dia de gengibre, 500 mg/dia de guaraná e 1.600 mg/dia de citrulina | 3 meses | Segurança e função erétil em homens |
| Oliveira et al., 2005 | 25 mL 2×/dia de extrato com quatro plantas | 28 días | Toxicidade em voluntários saudáveis |
O "62%" é de 1990, e a "replicação" é do mesmo autor
O médico francês do vídeo é, pelo que tudo indica, J. Waynberg, do Instituto de Sexologia de Paris, a afiliação que ele declara no único estudo indexado com a planta. Segundo a lista de referências de uma enciclopédia on-line, ele apresentou no Primeiro Congresso Internacional de Etnofarmacologia, em Estrasburgo, em junho de 1990, uma "contribuição à validação clínica do uso tradicional de Ptychopetalum guyanna". Instituição, década e tema batem com o que o vídeo descreve. Não está no PubMed e eu não consegui ler o texto. Os 262 homens e os 62% aparecem no vídeo e em resumos de busca de fontes secundárias; NÃO VERIFIQUEI nenhum dos dois no original.
A "revisão clínica independente" com 60% de melhora em homens com baixa libido também não localizei. NÃO VERIFIQUEI: um resumo de busca atribui um número de 60% a um trabalho de 1994 do mesmo Waynberg, citado num pedido de patente americano cujo PDF é imagem e que eu não consegui ler. Se for esse, não é independente nem é revisão. O único estudo indexado desse autor com a planta é o de 2000, em 202 mulheres, com ginkgo junto e, também, sem grupo controle.
Desde então, o que entrou no PubMed com gente foram misturas: duas plantas em mulheres, quatro ingredientes em homens, cinco ingredientes em sintomas urinários, e um sérum para olheiras. Nenhum desses desenhos permite dizer o que a muira puama fez. "Replicado", no sentido de outro grupo repetir o resultado com placebo, não aconteceu.
A pesquisa brasileira existe, mas é de laboratório
O vídeo diz que a planta foi levada a sério "lá fora, não aqui". A literatura mostra outra coisa: há uma série de trabalhos de um grupo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, entre 2002 e 2011, sobre o extrato da raiz em camundongos. Eles encontraram melhora de memória, inibição da acetilcolinesterase, efeito parecido com o de antidepressivo, efeito antiestresse e, em uma dose, efeito ansiogênico. É o "tônico dos nervos" da tradição, testado em roedor.
Nenhum desses estudos mediu desejo sexual. O mais perto de "vias nervosas ligadas a desejo" é o achado de que o efeito antidepressivo em camundongo dependeu de receptores beta-adrenérgicos e dopaminérgicos D1 (Piato 2009). Para "resposta física", existe o tecido isolado de coelho, em que o extrato relaxou o corpo cavernoso por pouco tempo (Antunes 2001). Daí até "funcionou em 62% dos homens" há um salto que nenhum estudo cobre.
Das 12 alegações, 2 se confirmam: a origem amazônica e a ressalva do próprio vídeo
Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa seis rótulos: confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.
| O que se diz | O que os estudos mostram | Veredicto |
|---|---|---|
| É uma raiz brasileira, da Amazônia | Árvore amazônica da família Olacaceae, usada como tônico e afrodisíaco (Brunetti 2020) | Confirmado |
| Instituto de Sexologia de Paris, anos 90, 262 homens, 1 a 1,5 g/dia por 2 semanas | A apresentação em congresso de 1990, de Waynberg, existe segundo listas de referência; não está no PubMed; NÃO VERIFIQUEI o número de homens, a dose e a duração no original | Parcialmente |
| 62% relataram efeito direto na libido em 14 dias | O número circula em fontes secundárias atribuído a esse trabalho; NÃO VERIFIQUEI no original | Parcialmente |
| É estudo aberto, sem placebo; parte do efeito pode ser sugestão | Correto; o único estudo indexado do mesmo autor (2000) também é aberto e sem controle | Confirmado |
| "Revisão clínica independente": 60% dos homens com baixa libido melhoraram | Não localizei revisão com esse número; um resumo de busca atribui 60% a um trabalho de 1994 do mesmo autor (NÃO VERIFIQUEI); PubMed: 0 meta-análises | Número não encontrado na fonte citada |
| "Não é rótulo, é replicado" | PubMed: 0 ensaios randomizados; os estudos humanos posteriores são misturas sem controle | Não sustentado |
| "Não mexe em hormônio" | Nenhum estudo localizado mediu hormônio com a planta | Sem estudo em humanos |
| Os compostos "ativam vias nervosas ligadas a desejo e resposta física" | Em camundongo, efeitos em memória, ansiedade e comportamento de tipo depressivo; em tecido de coelho, relaxamento do corpo cavernoso; nada medindo desejo | Estudo em animal ou in vitro |
| Quem levou a sério foi um médico na França, "não aqui" | Há uma série de estudos brasileiros em camundongos (UFRGS, 2002–2011) e onze medicamentos brasileiros já tiveram a planta na fórmula | Não sustentado |
| O brasileiro só conhece o nome no rótulo de produto combinado | — | Parcialmente |
| "Sem hormônio sintético, sem receita, sem agulha" | Sem receita porque não há produto aprovado: nenhum registro ativo de medicamento, e a planta não é constituinte autorizado de suplemento no Brasil | Não sustentado |
| "Dose errada não faz nada, tempo errado não faz nada" | Não há estudo de dose ou de duração com a planta sozinha | Sem estudo em humanos |
Placar: 2 confirmadas, 3 parcialmente, 3 não sustentadas, 1 com número não encontrado na fonte citada, 1 só em animal ou in vitro e 2 sem estudo em humanos.
Segurança e quem não deve usar
- Não há estudo de segurança da raiz sozinha em pessoas. Os dados humanos são de misturas: 28 dias de um extrato com quatro plantas sem reação grave nem mudança no sangue (Oliveira 2005), e 3 meses da mistura com gengibre, guaraná e citrulina com 5 relatos de efeito adverso em 54 homens (dispepsia, azia, enxaqueca), nenhum grave (Nguyen 2018).
- Ação no sistema nervoso em camundongos. O extrato reduziu o comportamento exploratório, de modo parecido com um ansiogênico (da Silva 2002), e inibiu a acetilcolinesterase no cérebro (Siqueira 2003). A revisão de 2020 registra prejuízo de memória e menos locomoção em estudos pré-clínicos. Que isso importe para quem tem transtorno de ansiedade ou usa remédio que age na acetilcolina é inferência minha, sem estudo localizado.
- Identidade da planta. "Marapuama" também é o nome de espécies de Croton no Nordeste (Novello 2012), e os fitoterápicos ativos no Brasil com esse histórico de uso trazem Croton. Quem compra o nome popular não sabe qual raiz recebe.
- Interações com remédios: NÃO VERIFIQUEI em base de interações.
- Quem não deve usar: não achei recomendação formal de nenhuma agência. Sem dado de gestação, lactação, infância ou doença de fígado e rim, a ausência de estudo é a informação.
Estatus regulatorio
- Brasil, suplemento alimentar: Ptychopetalum olacoides, muira puama e marapuama não constam do Anexo I da IN 28/2018, na versão consolidada com alterações até a IN 470, de 16 de setembro de 2026. Pela RDC 243/2018 (art. 4º), suplemento só pode conter os constituintes dessa lista.
- Brasil, medicamento: onze registros já tiveram a planta (ou o nome muirapuama ou marapuama) na fórmula, todos combinados com outras plantas ou vitaminas, e todos estão inativos no dado aberto (tabela abaixo).
- Brasil, listas oficiais de plantas medicinais: a planta não está na lista de registro simplificado de fitoterápicos (IN 412, de 17 de dezembro de 2025, com 5 espécies), nem na lista anterior, revogada (IN 2/2014), nem na Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus, 2009, com 71 espécies), nem no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição (RDC 463/2021, alterado em 2022). Também não está entre as espécies proibidas em medicamento tradicional fitoterápico (Anexo I da IN 410/2025).
- Estados Unidos e União Europeia: NÃO VERIFIQUEI.
- WADA: a muira puama não aparece na Lista Proibida de 2026.
| Principio activo | Patrón buscado | Registros activos | Clase terapéutica declarada | Productos |
|---|---|---|---|---|
| Ptychopetalum olacoides, muirapuama, marapuama | muira|ptychopet|marapuama | 0 | Polivitamínicos, fitoterápicos compostos e associados | 11 registros, todos inativos, com vencimentos entre 2004 e 2018 |
| Croton (a "marapuama do Nordeste") | croton | 2 | Fitoterápico (classe não informada) | Dois fitoterápicos compostos com guaraná e espécies de Trichilia, um deles também com gengibre; os outros registros com Croton são inativos ou dinamizados |
Registro de fitoterápico composto com Croton não autoriza a venda de raiz de Ptychopetalum como remédio nem como suplemento.
Lo que este recuento no hizo
- Não li o trabalho de 1990 com os 262 homens. Ele não está no PubMed; os números entram atribuídos a fontes secundárias, com NÃO VERIFIQUEI.
- Não localizei a "revisão clínica independente" nem o trabalho de 1994 do mesmo autor.
- Li o texto completo do estudo de 2018 e da revisão de 2020; dos outros, li resumos. Não li o estudo farmacognóstico de 2012 sobre o Croton: uso só o título, conferido no Crossref.
- Não conferi a situação nos Estados Unidos e na União Europeia.
- Não sei quando o fitoterápico composto descrito em 2005 com muirapuama passou a listar Croton.
- Não avaliei interações com medicamentos.
Referencias
- Waynberg J, Brewer S. Effects of Herbal vX on libido and sexual activity in premenopausal and postmenopausal women. Adv Ther. 2000;17(5):255-62. PMID 11186145 — o único estudo indexado do autor francês com a planta: 202 mulheres, com ginkgo, sem controle.
- Nguyen S, Rajfer J, Shaheen M. Safety and efficacy of daily Revactin(®) in men with erectile dysfunction: a 3-month pilot study. Transl Androl Urol. 2018;7(2):266-273. PMID 29732286 — mistura com gengibre, guaraná e citrulina; 54 homens, 16 no fim, sem controle, com conflito de interesse declarado.
- Oliveira CH, Moraes ME, Moraes MO, et al. Clinical toxicology study of an herbal medicinal extract of Paullinia cupana, Trichilia catigua, Ptychopetalum olacoides and Zingiber officinale (Catuama) in healthy volunteers. Phytother Res. 2005;19(1):54-7. PMID 15798997 — 28 dias de mistura de quatro plantas sem reação grave.
- Chiavaroli A, Acquaviva A, Simone SCD, et al. Protective Effects Induced by a Novel Food Supplement Based on Epilobium angustifolium, Ptychopetalum olacoides, Ginkgo biloba, and Equisetum arvense Extracts and Citrulline in the Lower Urinary Tract: Preclinical and Clinical Evidence. Phytother Res. 2026. PMID 42680212 — estudo retrospectivo de mistura com cinco ingredientes, 59 homens.
- Eberlin S, Del Carmen Velazquez Pereda M, de Campos Dieamant G, et al. Effects of a Brazilian herbal compound as a cosmetic eyecare for periorbital hyperchromia ("dark circles"). J Cosmet Dermatol. 2009;8(2):127-35. PMID 19527337 — o único artigo marcado como ensaio clínico: sérum para olheiras.
- Antunes E, Gordo WM, de Oliveira JF, et al. The relaxation of isolated rabbit corpus cavernosum by the herbal medicine Catuama and its constituents. Phytother Res. 2001;15(5):416-21. PMID 11507734 — relaxamento de tecido de coelho; o guaraná foi o mais ativo.
- da Silva AL, Bardini S, Nunes DS, et al. Anxiogenic properties of Ptychopetalum olacoides Benth. (Marapuama). Phytother Res. 2002;16(3):223-6. PMID 12164265 — efeito ansiogênico em camundongos.
- Siqueira IR, Fochesatto C, da Silva AL, et al. Ptychopetalum olacoides, a traditional Amazonian "nerve tonic", possesses anticholinesterase activity. Pharmacol Biochem Behav. 2003;75(3):645-50. PMID 12895682 — inibição da acetilcolinesterase no cérebro de roedores.
- Piato AL, Rizon LP, Martins BS, et al. Antidepressant profile of Ptychopetalum olacoides Bentham (Marapuama) in mice. Phytother Res. 2009;23(4):519-24. PMID 19067380 — efeito de tipo antidepressivo mediado por receptores beta-adrenérgicos e D1 em camundongos.
- Mendes FR, Carlini EA. Brazilian plants as possible adaptogens: an ethnopharmacological survey of books edited in Brazil. J Ethnopharmacol. 2007;109(3):493-500. PMID 17030478 — a planta entre as nativas de uso tradicional, com falta de estudo clínico.
- Brunetti P, Lo Faro AF, Tini A, et al. Pharmacology of Herbal Sexual Enhancers: A Review of Psychiatric and Neurological Adverse Effects. Pharmaceuticals (Basel). 2020;13(10):309. doi:10.3390/ph13100309. PMID 33066617 — uso tradicional, composição e efeitos adversos pré-clínicos.
- Novello CR, Marques LC, Miyazaki CR, et al. Morphoanatomy and pharmacognostic study of the wood of Croton echioides, the Northeastern Marapuama. Rev Bras Farmacogn. 2012;22(5):946-956. doi:10.1590/S0102-695X2012005000062 (não indexado no PubMed; metadado conferido no Crossref) — o nome marapuama aplicado a uma espécie de Croton.
- Ministério da Saúde. Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus), 2009 — 71 espécies, sem Ptychopetalum.
- Registro NCT05595915 no ClinicalTrials.gov — a mistura de quatro ingredientes em função de vasos, concluído, sem resultado no registro.
- Lista Proibida da WADA de 2026 (cópia mantida pela Universidade do Esporte de Colônia) — a planta não aparece.
- E-utilities de PubMed (esearch) — la base de todos los recuentos de artículos de esta página.
- API pública de ClinicalTrials.gov, versión 2 — la base de todos los recuentos de estudio y de fase 3 de esta página.