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Celular no bolso e notebook no colo (radiofrequência e calor)

O "−21% de concentração" do estudo suíço não está no artigo, e o celular no bolso não se associou a sêmen pior; o que o notebook no colo comprovadamente faz é esquentar o escroto.

No aprobadoVerificado en fuente primaria
Ilustración generada por IA. No es un dato ni una imagen de un estudio.

Material experimental. Lea antes de usar cualquier cosa de aquí.

Nada en esta página es recomendación médica, prescripción ni plan de tratamiento. Es una traducción organizada de protocolos que circulan en comunidades de investigación y, cuando existe, de lo que ensayos publicados probaron. Las dos cosas están marcadas de forma diferente — y no son equivalentes.

La mayor parte de los compuestos de aquí no tiene aprobación de la FDA para uso humano. Varios se venden con etiqueta de "uso exclusivo en investigación", lo que significa que no pasaron por control de pureza, esterilidad ni dosificación para consumo por personas. Dosis descrita por la comunidad no es dosis validada: es lo que alguien relató haber hecho.

Hable con un profesional de salud habilitado antes de considerar cualquiera de estos compuestos. Si ya usa alguno y siente algo fuera de lo previsto, busque atención — no espere al próximo examen de rutina.

Atenção específica deste composto: Esta página trata de exposição, não de suplemento. Afastar o celular do corpo não é tratamento de testosterona baixa ou de infertilidade, e nenhum estudo mediu se isso muda a testosterona. O efeito mais bem medido do notebook no colo é o calor, e a almofada embaixo dele não protegeu. Quem tenta engravidar sem conseguir há um ano precisa de avaliação médica do casal, não só de mudar o celular de bolso.

Resumen

Celular e Wi-Fi emitem radiofrequência; notebook no colo também esquenta. São duas exposições diferentes. As revisões sistemáticas encomendadas pela OMS em 2024 classificaram como muito incerta a evidência de efeito da radiofrequência sobre o esperma em homens; carregar o celular no bolso da frente teve pouco ou nenhum efeito. O estudo suíço de 2.886 jovens achou associação entre usar o celular mais de 20 vezes por dia e contagem menor, que diminuiu com os anos. O estudo do notebook com Wi-Fi expôs o sêmen numa placa, não homens. Com o notebook no colo, a temperatura do escroto subiu 2,6 a 2,8 °C em uma hora.

Por qué existe esta página

O celular e o notebook com Wi-Fi aparecem descritos em vídeos curtos sobre saúde masculina que vi publicados na internet, como causas escondidas da testosterona baixa e da infertilidade. O roteiro: "relatórios desde 2003" provariam que o Wi-Fi destrói a testosterona; um relatório assinado por 29 cientistas de 10 países listaria 1.800 estudos de dano celular; a OMS classificou a radiação do celular como "possivelmente cancerígena" em 2011, "na mesma prateleira do DDT e do chumbo"; um estudo na revista Fertility and Sterility teria medido 25% menos motilidade dos espermatozoides após 4 horas de notebook com Wi-Fi no colo; um estudo da Universidade de Genebra com 2.886 homens teria achado 21% menos concentração de espermatozoides em quem usa o celular mais de 20 vezes por dia; e o manual de um celular antigo mandaria mantê-lo a 1,5 cm do corpo. A saída proposta é afastar o aparelho do corpo e seguir um protocolo de "três compostos" contra o dano oxidativo, que não são nomeados.

Esta página trata de algo que se evita, não de algo que se toma. Como na página sobre plásticos (ver a página bpa-ftalatos-plasticos), a tabela de doses deu lugar às exposições usadas nos estudos e ao que de fato reduz a exposição.

Levantei as alegações de 2 vídeos curtos e conferi 19 delas. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site.

Duas exposições diferentes: radiofrequência e calor

  • Radiofrequência é a onda que o celular, o roteador e o notebook usam para se comunicar. Ela é não ionizante. A agência de câncer da OMS a classificou em 2011 como "possivelmente carcinogênica" (Grupo 2B), com base em aumento de risco de glioma, um câncer de cérebro, em usuários de telefone sem fio; a evidência foi julgada "limitada" (comunicado da IARC de 31 de maio de 2011; Baan 2011). A classificação é sobre câncer, não sobre testosterona ou fertilidade.
  • Calor é outra coisa. O testículo funciona abaixo da temperatura do resto do corpo, e o calor no escroto é fator de risco conhecido para a produção de espermatozoides, como escrevem os autores do estudo do notebook (Sheynkin 2005). Um notebook ligado no colo esquenta o escroto pelo calor do aparelho e pela posição de pernas fechadas, com ou sem Wi-Fi.
  • Os vídeos atribuem à radiação o que, no notebook, foi medido como calor. Em 29 voluntários, uma hora de notebook no colo elevou a temperatura do escroto em 2,8 °C à direita e 2,6 °C à esquerda; só sentar de pernas fechadas, sem notebook, elevou 2,1 °C (Sheynkin 2005). O calor tem página própria nesta série (ver a página calor-testicular).

O que se sabe sobre radiofrequência e espermatozoides

  • As revisões encomendadas pela OMS acharam evidência muito incerta em homens. A revisão de estudos observacionais em humanos reuniu 9 estudos. Por hora de uso diário do celular, a diferença na concentração de espermatozoides foi de 1,6 milhão por mL a mais (IC −1,7 a 4,9), na motilidade progressiva de −0,46 ponto percentual (IC −1,04 a 0,13) e na contagem total de −0,44 milhão (IC −2,59 a 1,7), todos com certeza muito baixa pelo método GRADE. Carregar o celular no bolso da frente pode ter pouco ou nenhum efeito na concentração, na contagem, na morfologia, na motilidade e no tempo até a gravidez (Kenny 2024).
  • Em animais, há efeito; em esperma humano numa placa, efeito pequeno. A revisão gêmea, sobre 117 estudos em animais e 10 em esperma humano exposto no laboratório, achou em animais redução da taxa de gravidez (certeza moderada) e da contagem de espermatozoides (certeza baixa). No esperma humano exposto in vitro, houve pequeno efeito na vitalidade e nenhum efeito no DNA ou na cromatina, com certeza muito baixa. Os autores notam que a maioria dos estudos usou exposição acima da que as pessoas costumam ter e acima dos limites internacionais (Cordelli 2024).
  • Meta-análises anteriores achavam mais efeito, misturando placa e gente. Uma meta-análise de 2014, com 10 estudos e 1.492 amostras, achou motilidade 8,1 pontos menor (IC −13,1 a −3,2) com exposição ao celular, juntando estudos in vitro e observacionais (Adams 2014). Uma atualização de 2021, com 18 estudos e 4.280 amostras, achou associação com menos motilidade, viabilidade e concentração, e escreveu que a queda não foi significativa mesmo com mais tempo de uso (Kim 2021).
  • Os dois maiores estudos em homens reais não acharam efeito do bolso. Nas coortes dinamarquesa e norte-americana, com 751 e 2.349 homens, carregar o celular no bolso da frente quase não se associou à chance de engravidar a parceira (razão de fecundabilidade 0,94; IC 0,83–1,05) nem a parâmetros de sêmen; houve associação inversa só entre homens magros (Hatch 2021). No estudo suíço, carregar o celular no bolso da calça não se associou a sêmen pior (Rahban 2023).

A testosterona quase não foi medida

  • Em homens, os dados são poucos e em direções opostas. Num estudo retrospectivo de uma clínica de infertilidade austríaca com 2.110 homens, quem usava celular tinha mais espermatozoides de forma anormal, mas testosterona mais alta e LH mais baixo que quem não usava (Gutschi 2011). Em 12 operadores de aquecedores industriais de radiofrequência comparados a 34 homens não expostos, as diferenças de sêmen e hormônio foram pequenas, com FSH um pouco maior nos expostos (Grajewski 2000).
  • A revisão que fala em queda de testosterona se apoia sobretudo em animais. Uma revisão de 2021 concluiu que a radiofrequência de celular e Wi-Fi "pode causar" redução da testosterona, com efeito inconclusivo sobre LH e FSH, reunindo estudos em animais e em humanos sem meta-análise (Maluin 2021).

Cuánta evidencia existe, de verdad

Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.

BaseConsultaResultado
PubMed(mobile phone OR cell phone OR cellular phone) AND (sperm OR semen)184 artigos
PubMed(mobile phone OR cell phone OR cellular phone) AND (testosterone)42 artigos
PubMed(Wi-Fi OR WiFi) AND (sperm OR semen OR testis OR testosterone)45 artigos
PubMed(radiofrequency OR electromagnetic) AND (sperm OR semen OR testis OR testosterone)4.973 artigos
PubMed(radiofrequency OR electromagnetic) AND (sperm OR semen OR testis OR testosterone) AND (humans[MeSH Terms])1.267 artigos
PubMed(laptop) AND (scrotal OR sperm OR semen OR testis)24 artigos
PubMed(mobile phone OR cell phone OR radiofrequency) AND (sperm OR semen) AND (Meta-Analysis[Publication Type])8 artigos
PubMed(mobile phone OR cell phone OR radiofrequency) AND (sperm OR semen) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type])2 artículos
ClinicalTrials.govtermo livre (query.term): electromagnetic AND sperm1 estudio registrado
ClinicalTrials.govtermo livre (query.term): "mobile phone" AND sperm1 estudio registrado

Lectura honesta de esos números

  • A busca por "radiofrequência" pega tratamento médico. "Radiofrequency" também é o nome de técnicas de ablação e de aquecimento usadas em próstata e em outros órgãos. Os 4.973 artigos misturam isso com exposição a celular.
  • Os dois "ensaios randomizados" não testam celular contra esperma. Um avalia um teste de sêmen feito pelo smartphone; o outro, hipertermia por radiofrequência para prostatite. Não há ensaio randomizado de afastar o celular do corpo.
  • O único registro de estudo é de um dispositivo "contra radiação". O registro achado testa aparelhos vendidos para proteger da radiação ambiente, patrocinados pela empresa que os fabrica, em homens inférteis, com situação desconhecida. Registro não é resultado.
  • Boa parte dos estudos "em humanos" é de sêmen numa placa. O filtro de humanos do PubMed inclui estudos que expõem amostras de esperma no laboratório, como o do notebook com Wi-Fi.
  • Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho.

Os estudos que sustentam (ou não) as alegações

Segundo o PubMed, estes são os trabalhos concretos por trás do que se diz sobre celular, notebook e esperma.

EstudioNContextoQué reportóSalvedad
Avendaño et al., 2012
Fertil Steril 97(1):39-45.e2 · PMID 22112647
sêmen de 29 doadoresEsperma numa placa, 4 h sob um notebook conectado por Wi-Fi, contra controle sem notebookMenos motilidade progressiva e mais fragmentação do DNA; mortalidade igualNão é homem com notebook no colo; o resumo não traz o percentual
Rahban et al., 2023
Fertil Steril 120(6):1181-1192 · PMID 37921737
2.886 jovens suíçosTransversal, 18 a 22 anos, 2005 a 2018Mais de 20 usos por dia: concentração β −0,152 (IC −0,316 a 0,011) e contagem total β −0,271 (IC −0,515 a −0,027); risco 30% e 21% maior de ficar abaixo da referência da OMS; associação diminuiu com os anos; bolso sem associaçãoUso relatado pelo próprio participante; os autores pedem estudos prospectivos
Kenny et al., 2024
Environ Int 190:108817 · PMID 38880061
9 estudosRevisão sistemática encomendada pela OMS, humanosEfeitos muito incertos (GRADE muito baixo) por hora de uso; bolso da frente com pouco ou nenhum efeitoEstudos com risco de viés de exposição
Cordelli et al., 2024
Environ Int 185:108509 · PMID 38492496
117 estudos em animais, 10 em esperma humanoRevisão encomendada pela OMS, experimentalAnimais: menos gravidez (certeza moderada) e contagem (baixa); esperma humano: pequeno efeito na vitalidade, nenhum no DNA (muito baixa)Exposição acima da humana típica; há errata publicada
Adams et al., 2014
Environ Int 70:106-12 · PMID 24927498
10 estudos, 1.492 amostrasMeta-análise, in vitro e observacionalMotilidade −8,1 (IC −13,1 a −3,2); viabilidade −9,1 (IC −18,4 a 0,2)Mistura placa e gente
Kim et al., 2021
Environ Res 202:111784 · PMID 34333014
18 estudos, 4.280 amostrasMeta-análise atualizadaAssociação com motilidade, viabilidade e concentração menores; queda "não significativa" mesmo com mais uso, nas palavras do resumoMistura placa e gente; resumo ambíguo
Hatch et al., 2021
Hum Reprod 36(5):1395-1404 · PMID 33564831
751 e 2.349 homensDuas coortes de casais tentando engravidarBolso da frente: fecundabilidade 0,94 (IC 0,83–1,05); poucas associações com sêmen; 0,72 só em homens com IMC abaixo de 25Exposição autorrelatada
Gutschi et al., 2011
Andrologia 43(5):312-6 · PMID 21951197
2.110 homensClínica de infertilidade, retrospectivoUsuários de celular: morfologia anormal em 68,0% contra 58,1%; testosterona mais alta e LH mais baixoPacientes de infertilidade; uso sim ou não
Grajewski et al., 2000
J Occup Environ Med 42(10):993-1005 · PMID 11039163
12 expostos e 34 controlesOperadores de aquecedor industrial de radiofrequênciaDiferenças pequenas; FSH 7,6 contra 5,8 mUI/mLMuito pequeno
Sheynkin et al., 2005
Hum Reprod 20(2):452-5 · PMID 15591087
29 voluntários60 min de notebook no colo contra 60 min sentado sem notebookEscroto +2,8 °C e +2,6 °C com notebook; +2,1 °C sem notebookMede temperatura, não sêmen
Sheynkin et al., 2011
Fertil Steril 95(2):647-51 · PMID 21055743
29 voluntáriosPernas fechadas, almofada, pernas abertas a 70°A almofada não impediu o aquecimento; pernas abertas reduziram (1,41 e 1,47 °C)Mede temperatura, não sêmen

Exposições usadas nos estudos

Isto não é recomendação: é o registro de que exposição foi estudada, em quem e por quanto tempo.

EstudioExposiçãoDuraciónEm quemO que o estudo queria medir
Avendaño et al., 2012Notebook conectado por Wi-Fi sobre a amostra4 hEsperma de 29 doadores numa placaMotilidade, vitalidade e DNA
Sheynkin et al., 2005Notebook ligado no colo60 min29 homensTemperatura do escroto
Sheynkin et al., 2011Notebook no colo, com almofada e com pernas abertas3 sessões de 60 min29 homensPrevenção do aquecimento
Rahban et al., 2023Uso do celular relatado (mais de 20 vezes por dia no grupo mais alto) e posição do aparelhoHábito habitual2.886 jovensParâmetros do sêmen
Hatch et al., 2021Horas por dia com o celular em cada parte do corpoAté 12 meses de tentativa751 e 2.349 homens, em duas coortesTempo até a gravidez e sêmen
Cordelli et al., 2024Radiofrequência de 100 kHz a 300 GHz, em geral acima da exposição humana típicaVariadaAnimais e esperma in vitroFertilidade e sêmen

O que de fato reduz a exposição

  • Para a radiofrequência, distância e menos tempo de aparelho junto à cabeça. Ao anunciar a classificação de 2011, o diretor da IARC sugeriu medidas pragmáticas para reduzir a exposição, como fone de ouvido e mensagens de texto (comunicado da IARC). Nenhum estudo mediu se isso muda o esperma ou a testosterona.
  • O "1,5 cm do corpo" é a distância do teste de conformidade. Manuais de celulares informam que o uso junto ao corpo foi testado com o aparelho a no mínimo 15 mm do corpo, e que usar de outro jeito pode levar a exposição fora do limite testado. É uma condição de ensaio para o limite de absorção, não um aviso sobre fertilidade. NÃO VERIFIQUEI o manual do aparelho citado nos vídeos.
  • Para o calor do notebook, mesa e pernas abertas. A almofada embaixo do notebook não impediu o aquecimento do escroto; pernas abertas a 70° reduziram a elevação e retardaram o momento em que ela chegou a 1 °C, de 11 para 28 minutos. Os autores concluem que o aquecimento se reduz com posição de pernas abertas e uso bem mais curto do notebook no colo (Sheynkin 2011).

Das 19 alegações conferidas, 3 se confirmam, e nenhuma delas é sobre testosterona

Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa os rótulos confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.

O que se dizO que os estudos mostramVeredicto
Há "relatórios desde 2003 provando" que o Wi-Fi destrói a testosterona, enterrados pela indústriaNão localizei esses relatórios; as revisões de 2024 acharam evidência muito incerta sobre esperma e quase nada sobre testosterona (Kenny 2024)Não sustentado
Um relatório de 29 cientistas de 10 países listou 1.800 estudos de dano celularÉ o que o próprio relatório de 2012 diz de si, no site dos autores; não é revisão sistemática; as revisões encomendadas pela OMS chegaram a certeza baixa ou muito baixa (Cordelli 2024; Kenny 2024)Parcialmente
A primeira célula afetada "em todos os testes" é a reprodutiva masculinaNão localizei fonte para issoNão sustentado
Em 2011, a OMS classificou a radiação de celulares e roteadores como possivelmente cancerígena (Grupo 2B)A IARC classificou a radiofrequência no Grupo 2B por risco de glioma; é sobre câncer de cérebro (comunicado de 2011)Confirmado
"Na mesma lista do DDT e do chumbo", "mesma prateleira do clorofórmio"O DDT foi reclassificado como "provavelmente carcinogênico" (Grupo 2A) em 2015 (Loomis 2015); não verifiquei chumbo e clorofórmioParcialmente
Notebook com Wi-Fi reduz a motilidade dos espermatozoides após 4 horas no coloO estudo expôs sêmen numa placa sob o notebook, não homens (Avendaño 2012)Estudo em animal ou in vitro
A redução da motilidade foi de 25%O percentual não está no resumo do estudoNúmero não encontrado na fonte citada
Todo homem que trabalha com notebook no colo está "se esterilizando em câmera lenta"Não há estudo de fertilidade em homens com notebook no colo; o que foi medido é o aquecimento do escroto (Sheynkin 2005)Não sustentado
O problema do notebook no colo é a radiação do Wi-FiO que se mediu em homens foi calor: +2,6 a 2,8 °C em uma hora, e +2,1 °C só pela posição (Sheynkin 2005)Parcialmente
O manual de um celular de 2010 manda não usar o aparelho a menos de 1,5 cm do corpoManuais informam que o uso junto ao corpo foi testado a no mínimo 15 mm, como condição do limite de absorção; não verifiquei o manual citadoParcialmente
A associação da indústria gastou 9 milhões de dólares em lobby contra avisos de radiação entre 2018 e 2022Não localizei fonte para esse númeroNúmero não encontrado na fonte citada
Universidade de Genebra, 2023, 2.886 homensO estudo existe (Rahban 2023)Confirmado
Publicado na Fertility and SterilityConfirmado (Rahban 2023)Confirmado
Quem usa o celular mais de 20 vezes por dia tem 21% menos concentração espermáticaO 21% é o aumento do risco de a contagem total ficar abaixo da referência; para a concentração, o risco foi 30% maior e a diferença média não foi significativa (IC −0,316 a 0,011)Número não encontrado na fonte citada
Os pesquisadores escreveram "implicações claras" para homens em idade reprodutivaA expressão não está no resumo; os autores pedem estudos prospectivos para saber se a associação é causalNúmero não encontrado na fonte citada
A OMS "sabia em 2011" e a indústria escondeuA classificação foi anunciada em comunicado público, que recomendou medidas para reduzir a exposiçãoNão sustentado
A radiofrequência dispara radicais livres e o DNA do espermatozoide fragmentaVisto no esperma na placa (Avendaño 2012); a revisão de 2024 de esperma humano in vitro não achou efeito no DNA (Cordelli 2024)Estudo em animal ou in vitro
Carregar o celular colado ao corpo o dia todo prejudica o espermaBolso da frente: pouco ou nenhum efeito (Kenny 2024); sem associação no estudo suíço (Rahban 2023) e quase nenhuma nas coortes de casais (Hatch 2021)Não sustentado
O Wi-Fi e o celular destroem a produção de testosteronaEm homens, a testosterona foi mais alta em usuários de celular (Gutschi 2011); a revisão que fala em queda reúne sobretudo animais (Maluin 2021)Estudo em animal ou in vitro

Placar: 3 confirmadas, 4 parcialmente, 5 não sustentadas, 3 com estudo só em animal ou in vitro e 4 com número não encontrado na fonte citada. (A alegação dos "três compostos" contra o dano oxidativo não entrou na conta: os vídeos não dizem quais são.)

Quem tem mais motivo para mudar o hábito

  • Quem tenta ter filho e passa horas com o notebook no colo. O calor no escroto foi medido e é fator de risco conhecido; mesa e pernas abertas reduzem o aquecimento (Sheynkin 2011).
  • Homens com testosterona baixa ou problema de ereção. Não achei estudo mostrando que afastar o celular corrige isso. Testosterona baixa tem causas que pedem investigação médica.
  • Casais que não engravidam após um ano de tentativa. As revisões mais recentes não sustentam o celular como causa provável; a investigação do casal vem antes.

Estatus regulatorio

  • Brasil: a Lei 11.934/2009 manda adotar os limites de exposição recomendados pela OMS e, enquanto não houver recomendação nova, os da comissão internacional de proteção contra radiação não ionizante (ICNIRP), para estações, aparelhos de usuário e sistemas de energia até 300 GHz. A Resolução 700/2018 da Anatel exige que o fabricante informe o valor máximo de taxa de absorção específica medido, na embalagem ou no manual, segundo uma certificadora internacional. NÃO VERIFIQUEI o texto da resolução nem o valor do limite brasileiro de absorção.
  • IARC/OMS: radiofrequência no Grupo 2B desde 2011, por glioma e neuroma acústico.
  • Estados Unidos e União Europeia: NÃO VERIFIQUEI os limites de absorção vigentes.
  • WADA: não se aplica.

Lo que este recuento no hizo

  • Li resumos, não os artigos inteiros, salvo o comunicado da IARC de 2011 e o de 2015, que li no documento oficial.
  • Não localizei os "relatórios desde 2003", o manual do aparelho citado e a fonte dos 9 milhões de dólares em lobby.
  • Não li o texto completo do estudo do notebook com Wi-Fi para conferir o percentual de queda da motilidade.
  • Não verifiquei a classificação atual do chumbo e do clorofórmio na IARC, o texto da Resolução 700/2018 da Anatel e os limites dos Estados Unidos e da Europa.
  • Não avaliei câncer e celular; a classificação da IARC é citada só porque os vídeos a usam.
  • Não avaliei o calor de outras fontes (cueca, banco aquecido), que tem página própria (ver a página calor-testicular).
  • Não avaliei os "três compostos" contra o dano oxidativo: os vídeos não os nomeiam.

Referencias

Esta página não veio da fonte secundária. Cada número desta página foi levantado por mim em 7 de outubro de 2026 no PubMed, no ClinicalTrials.gov, nos comunicados de imprensa 208 (2011) e 236 (2015) da IARC, na Lei 11.934/2009 e no site do relatório citado nos vídeos, e a consulta usada está declarada acima. Li resumos, não os artigos inteiros. As contagens das tabelas com consulta, no PubMed e no ClinicalTrials.gov, foram refeitas por mim em 16 de outubro de 2026.
  1. Avendaño C, Mata A, Sanchez Sarmiento CA, Doncel GF. Use of laptop computers connected to internet through Wi-Fi decreases human sperm motility and increases sperm DNA fragmentation. Fertil Steril. 2012;97(1):39-45.e2. PMID 22112647 — o estudo do notebook: sêmen numa placa por 4 horas.
  2. Rahban R, Senn A, Nef S, Röösli M. Association between self-reported mobile phone use and the semen quality of young men. Fertil Steril. 2023;120(6):1181-1192. PMID 37921737 — o estudo suíço com 2.886 jovens.
  3. Pw Kenny R, Evelynne Johnson E, Adesanya AM, et al. The effects of radiofrequency exposure on male fertility: A systematic review of human observational studies with dose-response meta-analysis. Environ Int. 2024;190:108817. PMID 38880061 — revisão encomendada pela OMS, estudos em humanos.
  4. Cordelli E, Ardoino L, Benassi B, et al. Effects of radiofrequency electromagnetic field (RF-EMF) exposure on male fertility: A systematic review of experimental studies on non-human mammals and human sperm in vitro. Environ Int. 2024;185:108509. PMID 38492496 — revisão encomendada pela OMS, animais e esperma in vitro.
  5. Adams JA, Galloway TS, Mondal D, Esteves SC, Mathews F. Effect of mobile telephones on sperm quality: a systematic review and meta-analysis. Environ Int. 2014;70:106-12. PMID 24927498 — motilidade −8,1 pontos.
  6. Kim S, Han D, Ryu J, Kim K, Kim YH. Effects of mobile phone usage on sperm quality - No time-dependent relationship on usage: A systematic review and updated meta-analysis. Environ Res. 2021;202:111784. PMID 34333014 — associação com sêmen pior, sem relação com o tempo de uso.
  7. Hatch EE, Willis SK, Wesselink AK, et al. Male cellular telephone exposure, fecundability, and semen quality: results from two preconception cohort studies. Hum Reprod. 2021;36(5):1395-1404. PMID 33564831 — bolso da frente e chance de gravidez.
  8. Gutschi T, Mohamad Al-Ali B, Shamloul R, Pummer K, Trummer H. Impact of cell phone use on men's semen parameters. Andrologia. 2011;43(5):312-6. PMID 21951197 — testosterona mais alta em usuários de celular.
  9. Grajewski B, Cox C, Schrader SM, et al. Semen quality and hormone levels among radiofrequency heater operators. J Occup Environ Med. 2000;42(10):993-1005. PMID 11039163 — trabalhadores expostos, diferenças pequenas.
  10. Maluin SM, Osman K, Jaffar FHF, Ibrahim SF. Effect of Radiation Emitted by Wireless Devices on Male Reproductive Hormones: A Systematic Review. Front Physiol. 2021;12:732420. PMID 34630149 — revisão sobre hormônios, sobretudo em animais.
  11. Sheynkin Y, Jung M, Yoo P, Schulsinger D, Komaroff E. Increase in scrotal temperature in laptop computer users. Hum Reprod. 2005;20(2):452-5. PMID 15591087 — notebook no colo esquenta o escroto.
  12. Sheynkin Y, Welliver R, Winer A, et al. Protection from scrotal hyperthermia in laptop computer users. Fertil Steril. 2011;95(2):647-51. PMID 21055743 — almofada não protege; pernas abertas reduzem.
  13. Baan R, Grosse Y, Lauby-Secretan B, et al. Carcinogenicity of radiofrequency electromagnetic fields. Lancet Oncol. 2011;12(7):624-6. PMID 21845765 — o resumo da classificação 2B.
  14. Loomis D, Guyton K, Grosse Y, et al. Carcinogenicity of lindane, DDT, and 2,4-dichlorophenoxyacetic acid. Lancet Oncol. 2015;16(8):891-2. PMID 26111929 — a reclassificação do DDT.
  15. IARC, comunicado de imprensa nº 208, 31 de maio de 2011 — radiofrequência no Grupo 2B por glioma; medidas pragmáticas como fone de ouvido e mensagens de texto.
  16. IARC, comunicado de imprensa nº 236, 23 de junho de 2015 — DDT no Grupo 2A.
  17. BioInitiative Report 2012, páginas inicial e de conclusões no site dos autores — 29 autores de 10 países e "1800 or so new studies".
  18. Lei nº 11.934, de 5 de maio de 2009, no Planalto — limites de exposição a campos eletromagnéticos da OMS e da ICNIRP.
  19. Bureau Veritas, nota sobre a exigência da Anatel de declarar o valor de absorção específica (Resolução 700/2018).
  20. Manual on-line de um smartphone (operadora japonesa au) — teste de uso junto ao corpo a no mínimo 15 mm.
  21. Registro NCT04541459 no ClinicalTrials.gov — dispositivo "contra radiação ambiente" em homens inférteis, o único registro achado.
  22. E-utilities de PubMed (esearch) — la base de todos los recuentos de artículos de esta página.
  23. API pública do ClinicalTrials.gov, versão 2 — a base de todas as contagens de estudo desta página.

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