Magnésio (treonato e cloreto P.A.)
O "+24% de testosterona livre" não está no resumo do estudo citado, o "P.A." do cloreto é grau de reagente e, no Brasil, o máximo em suplemento é 350 mg por dia.

Matériel expérimental. Lisez avant d’utiliser quoi que ce soit d’ici.
Rien sur cette page n’est une recommandation médicale, une prescription ou un plan de traitement. C’est une traduction organisée de protocoles qui circulent dans des communautés de recherche et, quand cela existe, de ce que des essais publiés ont testé. Les deux choses sont marquées différemment — et ne sont pas équivalentes.
La plupart des composés ici n’ont pas d’approbation de la FDA pour un usage humain. Plusieurs sont vendus avec l’étiquette « usage exclusivement en recherche », ce qui signifie qu’ils n’ont passé aucun contrôle de pureté, de stérilité ou de dosage pour une consommation par des personnes. Une dose décrite par la communauté n’est pas une dose validée : c’est ce que quelqu’un a rapporté avoir fait.
Parlez avec un professionnel de santé habilité avant d’envisager l’un de ces composés. Si vous en utilisez déjà un et ressentez quelque chose d’imprévu, consultez — n’attendez pas le prochain examen de routine.
Résumé
O magnésio é um mineral essencial, cofator de centenas de reações. Daí não se segue que tomar mais dê mais testosterona. O estudo turco citado nos vídeos existe, mas o resumo não traz percentual, não menciona SHBG e descreve 10 mg por quilo por dia, dose que, para um adulto, passa do teto brasileiro. A meta-análise de força não achou efeito em atletas, a revisão Cochrane não achou efeito em câimbra de idosos e as revisões sobre sono classificam a evidência como de certeza baixa ou muito baixa. O treonato foi desenvolvido em estudo com ratos e não consta da lista brasileira de fontes de magnésio. No Brasil, o máximo em suplemento é 350 mg por dia para adultos.
Pourquoi cette page existe
O magnésio aparece descrito em vídeos curtos sobre saúde masculina que vi publicados na internet, de três jeitos. No primeiro, é o mineral que falta a quase todo homem e que, reposto, baixa o cortisol e devolve a testosterona. No segundo, é o treonato de magnésio, apresentado como um composto "desenvolvido para cruzar a barreira hematoencefálica" e regular o estresse "de dentro". No terceiro, é o "cloreto de magnésio P.A.", um pó vendido em farmácia: 33 gramas diluídos em um litro de água, um copinho por dia, com uma cronologia de 30 dias que termina com força até 20% maior e testosterona livre até 24% maior.
Levantei as alegações de 7 vídeos curtos, separei as 23 que são verificáveis e procurei cada estudo citado e cada número. Quando o vídeo nomeia autor e ano, procurei o artigo; quando dá um percentual, procurei o percentual no artigo. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site.
O magnésio é o segundo cátion mais abundante dentro das células, depois do potássio. Segundo a revisão de de Baaij e colegas (2015), ele participa de mais de 600 reações enzimáticas, inclusive as do metabolismo de energia e da síntese de proteína. A revisão de Gröber e colegas (2015) fala em mais de 300 reações e diz que ele é crucial para o metabolismo do ATP. Os números variam conforme a fonte; nenhuma das duas fala em 380. Segundo o documento americano de referências de ingestão de 1997, verduras de folha verde (a clorofila tem magnésio no centro), grãos integrais e castanhas são ricos em magnésio; carnes, amidos e leite ficam no meio. Em suplemento, aparece em dezenas de sais: óxido, cloreto, citrato, bisglicinato, treonato e outros.
Essencial não quer dizer que mais seja melhor
A alegação central dos vídeos junta três passos: falta magnésio em quase todo mundo; a falta aumenta o cortisol; o cortisol derruba a testosterona. Cada passo tem uma parte verdadeira e uma parte esticada.
Falta de ingestão não é deficiência confirmada. O dado americano mais citado é o da revisão de Rosanoff e colegas (2012): em 2005–2006, 48% da população dos Estados Unidos comeu menos magnésio do que o necessário, contando só a comida. No Brasil, o Inquérito Nacional de Alimentação de 2008–2009, com 21.003 adultos, achou prevalência de ingestão inadequada de magnésio igual ou maior que 70% em homens e mulheres (Araujo e colegas, 2013). Mas consumo abaixo da referência é uma estimativa feita a partir do que as pessoas relatam comer. Quando um estudo de São Paulo com 824 pessoas mediu também o magnésio no sangue, a deficiência no sangue foi menos comum que a inadequação da dieta, e a ingestão não se associou de forma notável ao nível no sangue (Hermes Sales e colegas, 2023). Quem tinha glicose de jejum alta ou usava diurético teve mais risco de magnésio baixo no sangue.
O cortisol inibe, sim, o eixo reprodutivo. Segundo a revisão de Whirledge e Cidlowski (2010), os glicocorticoides agem em vários níveis: reduzem a liberação de GnRH no hipotálamo e a de LH e FSH na hipófise, e modulam a produção de hormônio no testículo. Essa parte do vídeo é fisiologia descrita.
O elo entre magnésio e cortisol é mais fino. A ideia de um "círculo vicioso" — estresse fazendo perder magnésio e falta de magnésio aumentando a resposta ao estresse — é apresentada como conceito, revisitado numa revisão de 2020 (Pickering e colegas). Três dos oito autores dessa revisão são empregados de uma empresa farmacêutica e um quarto declara honorários de consultoria da mesma empresa. O dado humano mais direto é o "estudo holandês de 2020" que um dos vídeos cita, e ele existe: Schutten e colegas analisaram, depois do fato, um ensaio em que 49 adultos com sobrepeso, de 45 a 70 anos, tomaram 350 mg de magnésio por dia ou placebo por 24 semanas. O cortisol na urina de 24 horas caiu 32 nmol a mais no grupo do magnésio (IC 95% −59 a −5), e a razão entre cortisol e cortisona sugeriu mais atividade da enzima que inativa o cortisol, a 11β-HSD tipo 2. É uma análise post hoc, de um ensaio desenhado para outro desfecho, em adultos de meia-idade com sobrepeso. O estudo não mediu testosterona.
O elo entre magnésio e SHBG é de bancada. O artigo que propõe que o magnésio solte a testosterona da SHBG (Excoffon e colegas, 2009) usou uma coluna de cromatografia com SHBG imobilizada, não pessoas. Em 399 homens italianos com 65 anos ou mais, o magnésio no sangue se associou à testosterona total (Maggio e colegas, 2011), mas associação em estudo observacional não diz que dar magnésio sobe a testosterona.
Combien de preuves existent, vraiment
Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.
| Base | Requête | Résultat |
|---|---|---|
| PubMed | magnesium | 132.825 artigos |
| PubMed | magnesium[Title/Abstract] AND (supplementation[Title/Abstract] OR supplement[Title/Abstract] OR oral[Title/Abstract]) | 6.706 artigos |
| PubMed | (magnesium[Title/Abstract] AND (supplementation[Title/Abstract] OR supplement[Title/Abstract] OR oral[Title/Abstract])) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type]) | 878 artigos |
| PubMed | (magnesium) AND (testosterone) | 279 artigos |
| PubMed | (magnesium[Title/Abstract]) AND (testosterone[Title/Abstract]) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type]) | 6 artigos |
| PubMed | (magnesium[Title/Abstract]) AND (muscle strength[Title/Abstract] OR strength[Title/Abstract]) AND (supplementation[Title/Abstract]) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type]) | 23 artigos |
| PubMed | (magnesium[Title/Abstract]) AND (sleep[Title/Abstract] OR insomnia[Title/Abstract]) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type]) | 60 artigos |
| PubMed | (magnesium[Title/Abstract]) AND (cramp[Title/Abstract] OR cramps[Title/Abstract]) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type] OR Systematic Review[Publication Type]) | 29 artigos |
| PubMed | (magnesium[Title/Abstract]) AND (cortisol[Title/Abstract]) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type]) | 24 artigos |
| PubMed | "magnesium L-threonate" OR "magnesium threonate" OR "magnesium-L-threonate" | 51 articles |
| PubMed | ("magnesium L-threonate" OR "magnesium threonate" OR "magnesium-L-threonate") AND (humans[MeSH Terms]) | 16 articles |
| PubMed | ("magnesium L-threonate" OR "magnesium threonate" OR "magnesium-L-threonate") AND (cortisol OR testosterone) | 0 article |
| PubMed | (magnesium) AND (ashwagandha OR Withania) | 8 artigos |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: magnesium | 2.135 estudos registrados |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: (magnesium) AND AREA[Phase]PHASE3 | 310 ensaios de fase 3 |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: magnesium AND AREA[BasicSearch]testosterone | 14 estudos registrados |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: magnesium AND AREA[Condition]muscle cramp | 4 estudos registrados |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: magnesium threonate OR magnesium L-threonate OR MMFS-01 | 13 estudos registrados |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: magnesium chloride | 219 estudos registrados |
Lecture honnête de ces chiffres
- O volume grande é de outra coisa. Nos 40 primeiros dos 310 registros de fase 3 que li, aparecem sulfato de magnésio em anestesia, asma e cirurgia, remédios cujo sal leva magnésio (como o pantoprazol magnésico), preparo intestinal e antiácido; ensaio de suplemento oral é minoria. No PubMed, magnesium pega também química e uso hospitalar.
- Magnésio e testosterona: 6 artigos marcados como ensaio randomizado ou meta-análise, e nenhum é ensaio de magnésio para subir testosterona em homens. Os seis tratam de gama-orizanol, de proteína de soja em ginastas, de FSH, de vitamina E em mulheres, de precursores de óxido nítrico em idosos e de magnésio em mulheres com síndrome dos ovários policísticos. O estudo turco citado nos vídeos aparece no PubMed como "Controlled Clinical Trial", não como ensaio randomizado.
- Nenhum dos 14 registros com magnésio e testosterona é de suplemento de magnésio para testosterona em homens. A maioria é de síndrome dos ovários policísticos, câncer de mama, fadiga com probióticos e outros temas.
- Treonato com cortisol ou testosterona: zero artigos. Há estudos de treonato em memória, sono e TDAH, nenhum medindo os hormônios que os vídeos prometem.
- Registro não é resultado. Dos 13 registros de treonato, dois são patrocinados por uma mesma empresa privada e dois ainda não começaram a recrutar.
- Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho.
Les études qui soutiennent les allégations
Segundo o PubMed, estes são os trabalhos concretos por trás do que se diz sobre o magnésio, a testosterona, a força, o sono e o cortisol. Leia o que cada um mediu, e em quantas pessoas.
| Étude | N | Contexte | Ce qui a été rapporté | Réserve |
|---|---|---|---|---|
| Cinar et al., 2011 Biol Trace Elem Res 140(1):18-23 · PMID 20352370 | não informado no resumo | Três grupos: sedentários com magnésio, atletas de taekwondo com magnésio e atletas sem magnésio; 10 mg/kg/dia por 4 semanas | Testosterona livre e total subiram com o suplemento, mais em quem treinava | Marcado como "Controlled Clinical Trial", não randomizado; o resumo não traz percentual nem menciona SHBG; dose por quilo acima do teto brasileiro para a maioria dos adultos |
| Brilla e Haley, 1992 J Am Coll Nutr 11(3):326-9 · PMID 1619184 | 26 | Não treinados de 18 a 30 anos; óxido de magnésio para levar a ingestão total a 8 mg/kg/dia, ou placebo; 7 semanas de treino de força | Torque do quadríceps maior no grupo do magnésio: 211 contra 174 Nm (p < 0,05) | Óxido, não cloreto; 7 semanas, não 14 dias; o resumo não traz o "20%" |
| Wang et al., 2017 (meta-análise) Magnes Res 30(4):120-132 · PMID 29637897 | 14 ensaios | 215 atletas e ativos, 95 não treinados saudáveis, 232 idosos ou alcoolistas, como o resumo separa | Sem melhora significativa em torque, força (WMD 0,87; IC −0,12 a 1,86) ou potência; benefício aparente só em idosos e alcoolistas | Os autores concluem que não há apoio para efeito em atletas, que costumam ter bom estado de magnésio |
| Koehler et al., 2009 Eur J Clin Nutr 63(1):65-70 · PMID 17882141 | 14 | Homens de 22 a 33 anos que treinavam, com dieta já suficiente em zinco; suplemento comercial de zinco com magnésio | Zinco no sangue subiu; testosterona total e livre não mudaram | Produto combinado; dose não informada no resumo |
| Morgado et al., 2024 (revisão sistemática) Int J Impot Res 36(4):348-364 · PMID 37697053 | 52 estudos | "Reforçadores de testosterona" em atletas, hipogonadismo tardio, infertilidade e homens saudáveis | Cinco estudos de zinco/magnésio; a maioria dos produtos não sobe a testosterona total | Não lista zinco/magnésio entre as exceções eficazes |
| Janjuha et al., 2020 (meta-análise) Nutrients 12(5):1457 · PMID 32443563 | 26 ensaios | Micronutrientes em pessoas com 45 anos ou mais | Nenhum ensaio de magnésio sobre hormônio sexual localizado; sem efeito significativo dos outros micronutrientes | "Dados muito limitados", nas palavras dos autores |
| Maggio et al., 2011 Int J Androl 34(6 Pt 2):e594-600 · PMID 21675994 | 399 | Homens com 65 anos ou mais, coorte italiana | Magnésio no sangue associado à testosterona total e ao IGF-1 | Observacional: associação, não efeito de suplemento |
| Excoffon et al., 2009 J Pharm Biomed Anal 49(2):175-80 · PMID 19095394 | — | SHBG imobilizada em coluna de cromatografia | Na faixa de concentração biológica, o magnésio inibiu a ligação da testosterona à SHBG | In vitro |
| Schutten et al., 2021 Clin Endocrinol (Oxf) 94(2):150-157 · PMID 33030273 | 49 | Adultos com sobrepeso, 45 a 70 anos, Holanda; 350 mg/dia ou placebo, 24 semanas | Cortisol urinário −32 nmol/24 h (IC −59 a −5) contra placebo; atividade da 11β-HSD tipo 2 aumentada | Análise post hoc; publicado on-line em outubro de 2020; não mediu testosterona |
| Held et al., 2002 Pharmacopsychiatry 35(4):135-43 · PMID 12163983 | 12 | Idosos de 60 a 80 anos; cruzado, randomizado, com placebo | Mais sono de ondas lentas (16,5 contra 10,1 min) e cortisol noturno menor | 12 pessoas; dose de até 30 mmol/dia; não mediu hormônio do crescimento |
| Abbasi et al., 2012 J Res Med Sci 17(12):1161-9 · PMID 23853635 | 46 | Idosos com insônia primária; 500 mg/dia ou placebo, 8 semanas | Melhora no índice de insônia, latência e eficiência do sono; cortisol sérico menor | Tempo total de sono sem diferença; dose acima do teto brasileiro |
| Mah e Pitre, 2021 (meta-análise) BMC Complement Med Ther 21(1):125 · PMID 33865376 | 151 (3 ensaios) | Idosos com insônia | Latência do sono 17,36 min menor (IC −27,27 a −7,44); tempo total de sono sem significância | Qualidade da evidência "baixa a muito baixa" pelo GRADE, como declarada |
| Lopresti et al., 2026 (revisão sistemática) J Diet Suppl 23(5):553-581 · PMID 42661485 | 12 ensaios | Adultos; magnésio isolado e sono | Resultados inconsistentes; não sustenta o magnésio como tratamento de rotina da insônia | Certeza "baixa a muito baixa" pelo GRADE, como declarada |
| Garrison et al., 2020 (Cochrane) Cochrane Database Syst Rev 9(9):CD009402 · PMID 32956536 | 735 (11 ensaios) | Câimbra idiopática (sobretudo idosos), câimbra da gravidez, cirrose | Em idosos, diferença pequena e não significativa na frequência de câimbras; nenhum ensaio de câimbra do exercício | Efeitos gastrintestinais, como diarreia, em 11% a 37% dos que tomaram magnésio |
| Slutsky et al., 2010 Neuron 65(2):165-77 · PMID 20152124 | — | Ratos; o treonato de magnésio apresentado como composto novo | Mais magnésio no cérebro, melhor aprendizado e memória | Estudo em animal; é o "M.I.T. 2010" dos vídeos; não mede cortisol nem testosterona |
| Liu et al., 2016 J Alzheimers Dis 49(4):971-90 · PMID 26519439 | 44 | Adultos de 50 a 70 anos com déficit cognitivo; produto à base de treonato ou placebo, 12 semanas | Melhora da capacidade cognitiva global (p = 0,003); efeito sobre sono e ansiedade indeterminado por forte efeito placebo | Três dos cinco autores são de uma empresa privada que também patrocina ensaios registrados do composto |
| Hausenblas et al., 2024 Sleep Med X 8:100121 · PMID 39252819 | 80 | Adultos de 35 a 55 anos com queixa de sono; 1 g/dia de treonato de magnésio ou placebo, 21 dias | Melhora em escores de sono profundo e REM medidos por anel comercial e em questionários | Três dos seis autores com afiliação empresarial; desfecho por dispositivo de consumo |
| Mastrofini et al., 2026 J Int Soc Sports Nutr 23(1):2740227 · PMID 42829807 | 103 | Adultos ativos e saudáveis; manhã: 600 mg de ashwagandha + 300 mg de rhodiola; noite: 2 g de treonato de magnésio (145 mg de magnésio) + L-teanina + apigenina; quatro grupos, 2 semanas | Só o grupo da manhã melhorou estresse percebido e sono subjetivo; o grupo com manhã e noite juntos não superou o da manhã e teve pior índice de Pittsburgh que ele | Produtos com vários ingredientes; não isola o magnésio |
| Kynast-Gales e Massey, 1994 J Am Coll Nutr 13(5):467-72 · PMID 7836625 | 17 | Homens e mulheres em enfermaria metabólica; cafeína pela manhã | Aumento líquido de 0,16 mmol de magnésio na urina em 24 h | Para comparar: a recomendação americana para homens adultos é de 16,7 a 17,5 mmol por dia |
| Firoz e Graber, 2001 Magnes Res 14(4):257-62 · PMID 11794633 | não informado no resumo | Voluntários; quatro preparações comerciais, cerca de 21 mEq/dia | Óxido com absorção fracionada de 4%; cloreto, lactato e aspartato maiores e equivalentes entre si | Medida indireta, pela excreção urinária |
Doses utilisées dans des études humaines publiées
Ceci n'est pas une recommandation de dose : c'est le relevé de ce qui a été administré dans des études publiées, avec la finalité de chacune. Hors du contexte de l'étude, ces chiffres ne se transfèrent pas.
| Étude | Dose | Durée | Finalité de l'étude |
|---|---|---|---|
| Cinar et al., 2011 | 10 mg de magnésio por quilo de peso por dia | 4 semaines | Testosterona em atletas de taekwondo e sedentários |
| Brilla e Haley, 1992 | Óxido de magnésio para levar a ingestão total (dieta + suplemento) a 8 mg/kg/dia | 7 semanas | Ganho de força com treino |
| Schutten et al., 2021 | 350 mg/dia | 24 semaines | Risco cardiovascular; cortisol em análise posterior |
| Held et al., 2002 | 10 mmol/dia por 3 dias, 20 mmol/dia por 3 dias, 30 mmol/dia por 14 dias, em comprimido efervescente | 20 dias por fase | Eletroencefalograma do sono e hormônios noturnos em idosos |
| Abbasi et al., 2012 | 500 mg/dia | 8 semaines | Insônia em idosos |
| Mah e Pitre, 2021 (faixa dos ensaios) | Menos de 1 g, até três vezes ao dia, como a revisão descreve | Variável | Insônia em idosos |
| Hausenblas et al., 2024 | 1 g/dia de treonato de magnésio (massa do composto; o resumo não diz quanto é magnésio elementar) | 21 dias | Qualidade do sono |
| Mastrofini et al., 2026 | 2 g/dia de treonato de magnésio, que o resumo diz fornecer 145 mg de magnésio, com L-teanina e apigenina, à noite | 2 semaines | Estresse e sono, com e sem ashwagandha pela manhã |
| Firoz e Graber, 2001 | Cerca de 21 mEq/dia | Não informado no resumo | Absorção comparada entre sais |
Para ler essa tabela com o limite brasileiro na mão: o teto americano para magnésio que não vem da comida é de 350 mg, ou 14,6 mmol, por dia (Institute of Medicine, 1997). A fase final do estudo de Held passou do dobro disso em mmol, e o estudo de Abbasi passou de 500 mg. No estudo de Cinar, a dose de 10 mg por quilo daria, para um homem de 80 kg, 800 mg por dia — conta minha.
O "cloreto de magnésio P.A." e a conta que o vídeo não faz
O protocolo do cloreto é o único dos vídeos que dá uma receita: um pacote de 33 g diluído em 1 litro de água, "um copinho de café por dia", por 30 dias. Três coisas ficam de fora.
Quanto magnésio cabe no copinho. O vídeo não diz o volume do copo. A conta abaixo é minha, pelas massas atômicas, e depende de o sal ser hexaidratado (a forma mais comum no comércio, que eu não conferi no produto) ou anidro:
- Hexaidratado (MgCl₂·6H₂O): o magnésio é cerca de 12% da massa. 33 g por litro dão cerca de 3,9 g de magnésio por litro, ou cerca de 39 mg a cada 10 mL. Um copinho de 50 mL teria cerca de 200 mg; um de 100 mL, cerca de 390 mg.
- Anidro (MgCl₂): o magnésio é cerca de 25,5% da massa. 33 g por litro dão cerca de 8,4 g por litro; 50 mL teriam cerca de 420 mg.
A absorção do cloreto não é o problema. Um estudo de 2001 comparou quatro preparações comerciais e achou absorção ruim do óxido (4%) e absorção maior e equivalente entre cloreto, lactato e aspartato (Firoz e Graber, 2001). Ou seja, o sal barato não é, por ser barato, o que "não faz nem cócegas". O estudo de força citado no próprio vídeo, o de Brilla e Haley, usou óxido.
O treonato foi desenhado no cérebro de ratos
O "M.I.T. 2010, Slutsky et al." que um vídeo cita existe: é um artigo da Neuron em que pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts apresentaram o L-treonato de magnésio como um composto novo, capaz de elevar o magnésio no cérebro, e mostraram melhor aprendizado e memória em ratos. O artigo não fala em cortisol, eixo do estresse nem testosterona.
Em pessoas, os ensaios que localizei medem memória, cognição e sono. O de 2016, com 44 adultos com déficit cognitivo, tem três dos cinco autores numa empresa privada que também patrocina ensaios registrados do composto; o próprio resumo diz que o efeito sobre sono e ansiedade não pôde ser determinado por causa do efeito placebo forte. O de 2024, com 80 adultos e 21 dias, achou melhora em escores de sono medidos por um anel comercial e em questionários; três dos seis autores têm afiliação empresarial. Num ensaio de 2026 com 103 adultos ativos, o produto da noite com 2 g de treonato (145 mg de magnésio, segundo o resumo), L-teanina e apigenina não aparece entre os efeitos significativos que o resumo relata. Treonato com cortisol ou com testosterona devolve zero artigos no PubMed.
No Brasil, o L-treonato de magnésio não consta da lista de fontes de magnésio autorizadas em suplemento. A lista tem o treonato de cálcio, como fonte de cálcio. NÃO VERIFIQUEI se o magnésio realmente atravessa a barreira hematoencefálica em pessoas na forma de treonato.
Das 23 alegações conferidas, uma se confirma inteira, e ela é sobre cortisol, não sobre magnésio
Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa seis rótulos: confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.
| O que se diz | O que os estudos mostram | Verdict |
|---|---|---|
| O magnésio participa de 380 reações enzimáticas | As revisões falam em mais de 300 (Gröber 2015) e mais de 600 (de Baaij 2015); o número 380 não aparece | Parcialmente |
| Regula sono, síntese de proteína, função muscular e controle do cortisol | Papel em síntese de proteína e em músculo é descrito nas revisões; sono e cortisol têm ensaios pequenos, sobretudo em idosos, com certeza baixa ou muito baixa | Parcialmente |
| Café, álcool e estresse eliminam magnésio | Cafeína: +0,16 mmol na urina em 24 h, em 17 pessoas (Kynast-Gales 1994); álcool: perda urinária mencionada no documento americano de 1997; estresse: hipótese de revisão com coautores ligados à indústria | Parcialmente |
| O estresse contínuo "zera o seu magnésio em dias" | Nenhum estudo localizado mostra isso | Não sustentado |
| 45% a 60% dos homens têm deficiência de magnésio "confirmada", segundo o NHANES | O dado americano mais citado é de ingestão: 48% da população, pela comida, em 2005–2006 (Rosanoff 2012); não é deficiência confirmada por exame nem só de homens. NÃO VERIFIQUEI o NHANES diretamente | Parcialmente |
| 78% dos brasileiros são deficientes em zinco, magnésio e vitamina D ao mesmo tempo | Não localizei esse número. O inquérito nacional mede ingestão (≥ 70% abaixo do necessário para magnésio); em São Paulo, a deficiência no sangue foi menos comum que a inadequação da dieta (Hermes Sales 2023) | Não sustentado |
| Cortisol crônico suprime o GnRH e o pulso de LH; sem LH, as células de Leydig param | Descrito na revisão de Whirledge e Cidlowski (2010): glicocorticoides reduzem GnRH, LH e FSH | Confirmado (fisiologia; não diz nada sobre magnésio) |
| Menos magnésio deixa o eixo do estresse mais reativo: mais cortisol, menos testosterona, "loop fechado" | O "círculo vicioso" é conceito de revisão (Pickering 2020); nenhum ensaio localizado fechou o ciclo até a testosterona | Parcialmente |
| O treonato "foi desenvolvido para cruzar a barreira hematoencefálica" (M.I.T. 2010, Slutsky) | O artigo existe e mostra mais magnésio no cérebro e melhor memória em ratos | Estudo em animal |
| O treonato "regula isso de dentro" (cortisol e testosterona) | PubMed: 0 artigos de treonato com cortisol ou testosterona | Sem estudo em humanos |
| "Estudo holandês de 2020": o magnésio ativa uma enzima que converte o cortisol ativo em inativo | O estudo existe (Schutten, Groningen e Maastricht, on-line em 2020): 49 adultos, 350 mg/dia, 24 semanas, menos cortisol urinário e mais atividade da 11β-HSD2. É análise post hoc, não "prova" | Parcialmente |
| Com ashwagandha, "sinergia biológica perfeita sem colateral" | O único ensaio que localizei com os dois, dentro de produtos com outros ingredientes (Mastrofini 2026, 103 adultos, 2 semanas), não mostrou soma: quem tomou também o produto da noite com treonato de magnésio não superou quem tomou só a ashwagandha com rhodiola, e no índice de Pittsburgh ficou pior. Efeito gastrintestinal do magnésio oral: 11% a 37% na revisão Cochrane | Não sustentado |
| Magnésio "de farmácia barato" ou com o "tipo de absorção" errado "não faz nem cócegas" | A absorção varia entre sais: óxido 4%, cloreto, lactato e aspartato maiores (Firoz 2001); o sal barato de cloreto absorve bem | Parcialmente |
| Magnésio "acalma o padrão respiratório" | Nenhum estudo localizado | Não sustentado |
| Do dia 1 ao 5, o cloreto P.A. deixa a contração "mais firme e hidratada" e regula o cálcio intracelular "na hora" | Nenhum estudo localizado de efeito imediato sobre contração com suplemento | Não sustentado |
| Do dia 6 ao 12, "qualquer câimbra some" | Revisão Cochrane: em câimbra idiopática de idosos, diferença pequena e não significativa; nenhum ensaio em câimbra do exercício | Não sustentado |
| Ativa os receptores GABA: "sono anabólico profundo" e liberação de GH à noite | O magnésio é descrito como agonista GABA nos artigos; em 12 idosos, mais sono de ondas lentas (Held 2002). GH não foi medido em nenhum estudo que localizei | Parcialmente (sono em idosos); GH sem estudo |
| No dia 14, duas repetições a mais no supino | Nenhum estudo localizado; a meta-análise de 14 ensaios não achou ganho de força em atletas (Wang 2017) | Não sustentado |
| "100% da energia rápida do seu músculo não funciona se não estiver grudada no magnésio" (Mg-ATP) | O magnésio é crucial no metabolismo do ATP (Gröber 2015); isso não mostra que suplementar quem não tem falta aumente a força | Parcialmente |
| "Brilla e Haley provou que seu ganho de força sobe até 20%" com o estoque cheio no dia 14 | O estudo existe: 26 não treinados, 7 semanas, óxido de magnésio, torque de 211 contra 174 Nm. Não é dia 14, não é cloreto, e o resumo não traz "20%" | Parcialmente |
| No dia 21, "escudo contra o cortisol": some a fadiga das 15 h | Nenhum estudo localizado | Não sustentado |
| "O estudo de Sinar": 4 semanas de treino com magnésio liberam a testosterona presa na SHBG, testosterona livre até +24% | O estudo existe (Cinar 2011) e o resumo relata alta da testosterona livre e total com 10 mg/kg/dia; não traz percentual, não menciona SHBG e não é randomizado. O efeito sobre a SHBG só foi visto em coluna de laboratório (Excoffon 2009) | Número não encontrado na fonte citada |
| Pacote de 33 g em 1 litro, "um copinho de café por dia", por 30 dias | Nenhum estudo usou essa preparação; a dose depende do volume do copo e pode passar dos 350 mg/dia permitidos em suplemento (conta acima) | Não sustentado |
Placar: 1 confirmada, 10 parcialmente, 9 não sustentadas, 1 com número não encontrado na fonte citada, 1 sem estudo em humanos e 1 só em animal.
Segurança: o limite existe porque o primeiro efeito é intestinal
- Diarreia é o primeiro sinal de excesso. Segundo o documento de 1997 do Institute of Medicine, que fixou as referências americanas, o efeito adverso inicial do magnésio que não vem da comida é diarreia osmótica, às vezes com náusea e cólica. O limite superior para adolescentes e adultos foi fixado em 350 mg por dia de magnésio de suplemento ou remédio, a partir de diarreia leve vista com 360 mg. O magnésio da comida não entra nesse limite.
- Nos ensaios, o desconforto é comum. Na revisão Cochrane sobre câimbras, efeitos gastrintestinais como diarreia apareceram em 11% a 37% de quem tomou magnésio, contra 10% a 14% no controle, conforme o estudo.
- Rim é a contraindicação que pesa. O mesmo documento de 1997 registra que hipermagnesemia aparece sobretudo quando função renal ruim se soma a magnésio de fora da comida, como antiácidos, e que houve mortes com exposições muito grandes, sobretudo em insuficiência renal. Uma revisão de 2023 aponta como grupos de risco quem tem função renal reduzida e quem usa medicamentos ou suplementos com magnésio.
- Interação com antibióticos. Antiácidos com magnésio reduzem muito a absorção das quinolonas, provavelmente por formar quelatos que não são absorvidos (Davies e Maesen, 1989). NÃO VERIFIQUEI outras interações em base de interações medicamentosas.
- Remédios que baixam o magnésio. A revisão de de Baaij e colegas lista diuréticos, inibidores de bomba de prótons, inibidores de calcineurina e inibidores de EGFR entre as causas de magnésio baixo. É uma razão para dosar, não para suplementar às cegas.
- Quem não deve usar sem médico: quem tem doença renal; quem usa quinolona ou outro remédio cuja absorção dependa do horário; quem já usa antiácido ou laxante com magnésio. Para gestantes e lactantes, a lista brasileira admite magnésio em suplemento com o mesmo máximo de 350 mg.
Statut réglementaire
- Brasil, suplemento alimentar: o magnésio é constituinte autorizado no Anexo I da IN 28/2018. Entre as fontes listadas estão cloreto de magnésio e cloreto de magnésio hexaidratado, óxido, citrato, bisglicinato, malato, taurato, sulfato e outras; o L-treonato de magnésio não consta. O mínimo por recomendação diária é 63 mg e o máximo é 350 mg para maiores de 19 anos, o mesmo para gestantes e lactantes. Versão consolidada conferida: com alterações até a IN 470, de 16 de setembro de 2026.
- Brasil, alegação de rótulo: as alegações autorizadas para magnésio no Anexo V são sobre ossos e dentes, metabolismo energético, metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras, equilíbrio dos eletrólitos, funcionamento muscular, funcionamento neuromuscular e divisão celular. Nenhuma fala em testosterona, cortisol, sono ou câimbra, e pela RDC 243/2018 (art. 16) só as alegações dessa lista podem ir ao rótulo.
- Brasil, especificação da fonte: a RDC 243/2018 (art. 8º) exige que a fonte do nutriente cumpra a especificação de identidade, pureza e composição de farmacopeia, Codex Alimentarius, JECFA, Food Chemicals Codex, compêndio da farmacopeia americana ou EFSA. A IN 28 (art. 4º) inclui os graus de hidratação, desde que previstos nessa especificação.
- Brasil, medicamento: há centenas de registros ativos com magnésio, mas em soluções de diálise e de reposição na veia, antiácidos, laxantes e sulfato de magnésio injetável. Nenhum de treonato (tabela abaixo).
- Estados Unidos: limite superior de 350 mg por dia para magnésio de fora da comida, e recomendação de 400 mg (19 a 30 anos) e 420 mg (31 a 50 anos) por dia para homens (Institute of Medicine, 1997). NÃO VERIFIQUEI a situação regulatória do treonato como ingrediente de suplemento.
- União Europeia: NÃO VERIFIQUEI o limite europeu nem a lista europeia de alegações para magnésio.
- WADA: o magnésio não aparece na Lista Proibida de 2026.
| Principe actif | Schéma recherché | Enregistrements actifs | Classe thérapeutique déclarée | Produits |
|---|---|---|---|---|
| magnésio (qualquer sal) | \bmagnesio\b | 716 | Hemodiálise, diálise peritoneal, antiácidos, nutrição parenteral, eletrólitos simples, laxante e outras | 80 produtos distintos: soluções de diálise e de reposição, antiácidos, sais laxantes e sulfato de magnésio |
| cloreto de magnésio | cloreto de magnesio | 268 | Hemodiálise, diálise peritoneal, reposição hidroeletrolítica, aparelho visual e outras | 32 produtos distintos, quase todos soluções compostas |
| treonato de magnésio | treonato|threonat | 0 | — | — |
Registro de uma solução de diálise com cloreto de magnésio não diz nada sobre o pó vendido para tomar em casa.
Ce que ce relevé n'a pas fait
- Li resumos, não os artigos inteiros. Em especial, NÃO VERIFIQUEI no texto completo o "até 24%" do estudo de Cinar (2011) nem o "até 20%" do estudo de Brilla e Haley (1992); nenhum dos dois está no resumo.
- Não consultei o NHANES diretamente. O dado de 48% é o que a revisão de Rosanoff (2012) publica; o intervalo de 45% a 60% dos vídeos eu não localizei.
- Não li a ficha de magnésio dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA: a página recusou o acesso. Os valores americanos vêm do capítulo de magnésio do documento de 1997 do Institute of Medicine, que eu li.
- Não conferi o enquadramento regulatório do pó "P.A." vendido em farmácia, nem se ele é hexaidratado ou anidro. A conta de miligramas por copinho é minha e depende disso e do volume do copo.
- Não conferi a passagem do treonato pelo cérebro humano, o teor de magnésio elementar do treonato usado no ensaio de 2024 (o de 2026 declara 145 mg em 2 g), nem a situação do treonato nos EUA e na União Europeia.
- Não avaliei interações em base de interações medicamentosas, além das quinolonas.
- Não avaliei as outras substâncias que aparecem combinadas com o magnésio nos vídeos (boro, zinco, vitamina D, ashwagandha, ginseng vermelho, selênio), salvo a combinação com ashwagandha, em que o único ensaio localizado usou produtos com vários ingredientes.
Références
- Cinar V, Polat Y, Baltaci AK, et al. Effects of magnesium supplementation on testosterone levels of athletes and sedentary subjects at rest and after exhaustion. Biol Trace Elem Res. 2011;140(1):18-23. PMID 20352370 — o "estudo de Sinar": 10 mg/kg/dia por 4 semanas, testosterona em alta, sem percentual nem SHBG no resumo.
- Brilla LR, Haley TF. Effect of magnesium supplementation on strength training in humans. J Am Coll Nutr. 1992;11(3):326-9. PMID 1619184 — 26 não treinados, óxido de magnésio, 7 semanas, torque 211 contra 174 Nm.
- Wang R, Chen C, Liu W, et al. The effect of magnesium supplementation on muscle fitness: a meta-analysis and systematic review. Magnes Res. 2017;30(4):120-132. PMID 29637897 — sem ganho de força em atletas; benefício aparente em idosos e alcoolistas.
- Koehler K, Parr MK, Geyer H, et al. Serum testosterone and urinary excretion of steroid hormone metabolites after administration of a high-dose zinc supplement. Eur J Clin Nutr. 2009;63(1):65-70. PMID 17882141 — suplemento de zinco com magnésio sem efeito na testosterona total e livre.
- Morgado A, Tsampoukas G, Sokolakis I, et al. Do "testosterone boosters" really increase serum total testosterone? A systematic review. Int J Impot Res. 2024;36(4):348-364. PMID 37697053 — cinco estudos de zinco/magnésio; a maioria dos "reforçadores" não sobe a testosterona.
- Janjuha R, Bunn D, Hayhoe R, et al. Effects of Dietary or Supplementary Micronutrients on Sex Hormones and IGF-1 in Middle and Older Age: A Systematic Review and Meta-Analysis. Nutrients. 2020;12(5):1457. PMID 32443563 — nenhum efeito significativo de micronutrientes sobre hormônios sexuais, com dados muito limitados.
- Maggio M, Ceda GP, Lauretani F, et al. Magnesium and anabolic hormones in older men. Int J Androl. 2011;34(6 Pt 2):e594-600. PMID 21675994 — associação observacional entre magnésio e testosterona em 399 idosos.
- Excoffon L, Guillaume YC, Woronoff-Lemsi MC, et al. Magnesium effect on testosterone-SHBG association studied by a novel molecular chromatography approach. J Pharm Biomed Anal. 2009;49(2):175-80. PMID 19095394 — o efeito na SHBG, visto em coluna de laboratório.
- Schutten JC, Joris PJ, Minović I, et al. Long-term magnesium supplementation improves glucocorticoid metabolism: A post-hoc analysis of an intervention trial. Clin Endocrinol (Oxf). 2021;94(2):150-157. PMID 33030273 — o "estudo holandês de 2020": menos cortisol urinário e mais atividade da 11β-HSD2, em análise post hoc.
- Pickering G, Mazur A, Trousselard M, et al. Magnesium Status and Stress: The Vicious Circle Concept Revisited. Nutrients. 2020;12(12):3672. PMID 33260549 — o "círculo vicioso" entre estresse e magnésio como conceito, com coautores ligados à indústria.
- Whirledge S, Cidlowski JA. Glucocorticoids, stress, and fertility. Minerva Endocrinol. 2010;35(2):109-25. PMID 20595939 — glicocorticoides reduzem GnRH, LH e FSH.
- Slutsky I, Abumaria N, Wu LJ, et al. Enhancement of learning and memory by elevating brain magnesium. Neuron. 2010;65(2):165-77. PMID 20152124 — o "M.I.T. 2010": treonato de magnésio em ratos.
- Liu G, Weinger JG, Lu ZL, et al. Efficacy and Safety of MMFS-01, a Synapse Density Enhancer, for Treating Cognitive Impairment in Older Adults: A Randomized, Double-Blind, Placebo-Controlled Trial. J Alzheimers Dis. 2016;49(4):971-90. PMID 26519439 — 44 adultos, cognição, efeito em sono indeterminado; três dos cinco autores de empresa privada.
- Hausenblas HA, Lynch T, Hooper S, et al. Magnesium-L-threonate improves sleep quality and daytime functioning in adults with self-reported sleep problems: A randomized controlled trial. Sleep Med X. 2024;8:100121. PMID 39252819 — 80 adultos, 21 dias, escores de sono por anel comercial.
- Held K, Antonijevic IA, Künzel H, et al. Oral Mg(2+) supplementation reverses age-related neuroendocrine and sleep EEG changes in humans. Pharmacopsychiatry. 2002;35(4):135-43. PMID 12163983 — 12 idosos, mais sono de ondas lentas, GH não medido.
- Abbasi B, Kimiagar M, Sadeghniiat K, et al. The effect of magnesium supplementation on primary insomnia in elderly: A double-blind placebo-controlled clinical trial. J Res Med Sci. 2012;17(12):1161-9. PMID 23853635 — 46 idosos, 500 mg/dia, melhora subjetiva e cortisol menor.
- Mah J, Pitre T. Oral magnesium supplementation for insomnia in older adults: a Systematic Review & Meta-Analysis. BMC Complement Med Ther. 2021;21(1):125. PMID 33865376 — latência do sono 17 minutos menor, evidência de qualidade baixa a muito baixa.
- Lopresti AL, Smith SJ, Drummond PD. Magnesium Supplementation for Sleep in Adults: A Systematic Review of Randomized Controlled Trials. J Diet Suppl. 2026;23(5):553-581. PMID 42661485 — 12 ensaios, resultados inconsistentes, certeza baixa a muito baixa.
- Mastrofini GF, Romersi RF, Lombardi MG, et al. Modulating stress and sleep through a multi-compound dietary supplement: a randomized, double-blind, placebo-controlled trial. J Int Soc Sports Nutr. 2026;23(1):2740227. PMID 42829807 — ashwagandha e treonato de magnésio juntos não somaram efeito; 2 g de treonato fornecem 145 mg de magnésio.
- Garrison SR, Korownyk CS, Kolber MR, et al. Magnesium for skeletal muscle cramps. Cochrane Database Syst Rev. 2020;9(9):CD009402. PMID 32956536 — sem efeito clinicamente relevante em câimbra de idosos; nenhum ensaio em câimbra do exercício.
- de Baaij JH, Hoenderop JG, Bindels RJ. Magnesium in man: implications for health and disease. Physiol Rev. 2015;95(1):1-46. PMID 25540137 — mais de 600 reações enzimáticas; remédios que baixam o magnésio.
- Gröber U, Schmidt J, Kisters K. Magnesium in Prevention and Therapy. Nutrients. 2015;7(9):8199-226. PMID 26404370 — mais de 300 reações; papel no metabolismo do ATP.
- Rosanoff A, Weaver CM, Rude RK. Suboptimal magnesium status in the United States: are the health consequences underestimated? Nutr Rev. 2012;70(3):153-64. PMID 22364157 — 48% da população americana com ingestão abaixo do necessário em 2005–2006.
- Araujo MC, Bezerra IN, Barbosa Fdos S, et al. Macronutrient consumption and inadequate micronutrient intake in adults. Rev Saude Publica. 2013;47 Suppl 1:177S-89S. PMID 23703262 — inadequação de ingestão de magnésio igual ou maior que 70% em adultos brasileiros.
- Hermes Sales C, de Mello Fontanelli M, Macedo Rogero M, et al. Dietary inadequacies overestimate the blood deficiencies of magnesium, zinc, and vitamins A, C, E, and D among residents of Sao Paulo. Clin Nutr ESPEN. 2023;53:196-205. PMID 36657914 — deficiência no sangue menor que a inadequação da dieta.
- Kynast-Gales SA, Massey LK. Effect of caffeine on circadian excretion of urinary calcium and magnesium. J Am Coll Nutr. 1994;13(5):467-72. PMID 7836625 — cafeína e +0,16 mmol de magnésio na urina em 24 h.
- Firoz M, Graber M. Bioavailability of US commercial magnesium preparations. Magnes Res. 2001;14(4):257-62. PMID 11794633 — óxido mal absorvido; cloreto, lactato e aspartato equivalentes.
- Davies BI, Maesen FP. Drug interactions with quinolones. Rev Infect Dis. 1989;11 Suppl 5:S1083-90. PMID 2570456 — antiácidos com magnésio reduzem a absorção das quinolonas.
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- Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for Calcium, Phosphorus, Magnesium, Vitamin D, and Fluoride. Washington, DC: National Academies Press; 1997. Capítulo 6, Magnesium. doi:10.17226/5776 — limite superior de 350 mg/dia para magnésio de fora da comida, diarreia como primeiro efeito, recomendação para homens e risco em insuficiência renal.
- Registros consultados no ClinicalTrials.gov: NCT07717866, NCT02521753, NCT06893549, NCT06553963, NCT04848948, NCT02178150, NCT07104734, NCT06810765, NCT00917735, NCT03511092, NCT03617263, NCT00289926, NCT05623397, NCT04593459 — os 14 registros com magnésio e testosterona; nenhum é de suplemento de magnésio para testosterona em homens.
- Lista Proibida da WADA de 2026 (cópia mantida pela Universidade do Esporte de Colônia) — o magnésio não aparece.
- E-utilities de PubMed (esearch) — la base de tous les décomptes d'articles de cette page.
- API publique de ClinicalTrials.gov, version 2 — la base de tous les décomptes d'études et de phase 3 de cette page.