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Protocolos
Compostos › Verificado em fonte primária

Cistanche (Cistanche deserticola e Cistanche tubulosa)

O estudo dos "636 para 773 ng/dL" existe, mas os dois números são placebo e cistanche no fim do teste, não antes e depois; o "+44,6%" não está nele.

Não aprovadoVerificado em fonte primária
Ilustração gerada por IA. Não é dado, nem imagem de estudo.

Material experimental. Leia antes de usar qualquer coisa daqui.

Nada nesta página é recomendação médica, prescrição ou plano de tratamento. É uma tradução organizada de protocolos que circulam em comunidades de pesquisa e, quando existe, do que ensaios publicados testaram. As duas coisas estão marcadas de forma diferente — e não são equivalentes.

A maior parte dos compostos aqui não tem aprovação da ANVISA nem da FDA para uso humano. Vários são vendidos com rótulo de "uso exclusivo em pesquisa", o que significa que não passaram por controle de pureza, esterilidade ou dosagem para consumo por pessoas. Dose descrita por comunidade não é dose validada: é o que alguém relatou ter feito.

Converse com um profissional de saúde habilitado antes de considerar qualquer um destes compostos. Se você já usa algum e sentir algo fora do previsto, procure atendimento — não espere o próximo exame de rotina.

Atenção específica deste composto: A cistanche não consta da lista de constituintes autorizados para suplemento alimentar no Brasil (IN 28/2018, consolidada até setembro de 2026). Em 2021, a agência europeia de segurança alimentar (EFSA) concluiu que a segurança de um extrato de C. tubulosa não está estabelecida, depois de examinar 12 eventos adversos relacionados ao extrato em 1.076 pacientes com demência, dois deles graves (hemorragia cerebral e epilepsia). Em camundongos, um estudo coreano viu a erva baixar espermatozoides e testosterona. Gestantes e lactantes ficaram fora até do pedido de autorização europeu.

Resumo

A cistanche é uma planta parasita do deserto usada na medicina chinesa. Para testosterona e força, há um único ensaio em homens: 48 voluntários de Wuhan, 8 semanas de musculação, extrato de C. deserticola contra placebo, patrocinado pela empresa que forneceu o extrato. Ele relata testosterona e agachamento maiores que no placebo, mas os 636 e 773 ng/dL que circulam são a comparação entre os grupos ao fim do estudo, e o "+44,6%" não aparece no artigo. Enzimas do testículo, espermatozoides e bisfenol são dados de rato. Em 2021, a agência europeia concluiu que a segurança de um extrato de C. tubulosa não está estabelecida.

Por que esta página existe

A cistanche aparece descrita em vídeos curtos sobre saúde masculina que vi publicados na internet, como a "raiz do deserto" que dobraria a testosterona sem atrofiar os testículos. A versão mais específica cita números: testosterona de 636 para 773 ng/dL, "+44,6% em semanas", 48 homens, 8 semanas, duplo-cego, "time de Wuhan" publicado na Nutrients. Em volta disso circulam outras promessas: que a planta ficou "banida do comércio internacional" por décadas, que o mesmo composto desfaz o estrago do plástico no testículo, que com um probiótico a testosterona "duplica", que ela age direto nas células do testículo sem desligar o cérebro, que dilata os vasos da pelve, e que derruba o marcador de dano muscular e "explode" a carga no agachamento.

Levantei as alegações de 4 vídeos curtos, separei as 22 verificáveis e fui atrás de cada estudo citado. Li o texto integral do ensaio de 2025, que está em acesso aberto, e os resumos dos demais. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site.

As duas espécies citadas nos vídeos são diferentes, e os vídeos trocam uma pela outra. Cistanche deserticola aparece em dois deles; Cistanche tubulosa, nos outros dois. Segundo a revisão de Song e colegas (2021), as duas são as espécies usadas na China e reconhecidas pela Farmacopeia Chinesa; a droga vegetal se chama Roucongrong. Segundo Inada e colegas (2021), a Farmacopeia Japonesa aceita como droga os caules carnosos de C. salsa, C. deserticola ou C. tubulosa. São plantas parasitas, como descreve a revisão de Zhang e colegas (2024), que trata dos mecanismos de parasitismo da C. deserticola. Os compostos mais citados são glicosídeos feniletanoides, sobretudo o equinacosídeo e o acteosídeo (também chamado verbascosídeo).

Este site trata de assunto vizinho também em Limosilactobacillus reuteri (cepa ATCC PTA 6475).

O mecanismo é de rato, e aponta para o lado contrário do que se promete

A frase dos vídeos é que a cistanche "liga" as enzimas CYP11A1 e CYP17A1, que transformam colesterol em testosterona, direto nas células de Leydig e "sem o bloqueio hipofisário". A primeira metade tem base, mas em animais.

  • Em ratos, o extrato aumentou as enzimas do testículo. Wang e colegas (2016) deram extrato etanólico de C. tubulosa a ratos por 20 dias, em 0,2, 0,4 e 0,8 g por quilo de peso. Nas duas doses maiores, a contagem de espermatozoides subiu 2,3 e 2,7 vezes, a testosterona e a progesterona subiram, e a expressão de CYP11A1 e CYP17A1 aumentou. Na dose alta, os autores registraram edema leve no fígado.
  • Em camundongos estressados com hidrocortisona, os glicosídeos também funcionaram. Wang e colegas (2020) viram LH e testosterona subirem com 145 e 289 mg por quilo, junto com CYP11A1 e 3β-HSD.
  • O bisfenol A é rato. Jiang e colegas (2016) expuseram ratos a BPA por 42 dias; a C. tubulosa e o equinacosídeo normalizaram a testosterona e devolveram a expressão de StAR, CYP11A1, 3β-HSD, 17β-HSD e CYP17A1. Sobre o plástico em si, ver a página bpa-ftalatos-plasticos.

A segunda metade, "sem mexer no eixo", é desmentida pelo próprio grupo que mais estudou o equinacosídeo. Em 2018, Jiang e colegas propuseram que ele aumenta os espermatozoides de ratos bloqueando o receptor de andrógeno no hipotálamo: o cérebro deixa de "ver" a testosterona, a retroalimentação negativa cai e o LH sobe. Isso é mexer no eixo pelo topo, o oposto de agir "só no testículo". E nem todo dado de animal aponta para cima: Kim e colegas (2012), na Coreia, deram a erva a camundongos e viram a contagem de espermatozoides cair conforme a dose, a testosterona descer a cerca de 57% do controle e lesão nos túbulos do testículo.

Nenhum desses mecanismos foi medido em homens. O ensaio humano de 2025 não dosou LH, FSH, sêmen nem volume testicular.

Quanta evidência existe, de verdade

Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.

BaseConsultaResultado
PubMedcistanche696 artigos
PubMed(cistanche) AND (humans[MeSH Terms])125 artigos
PubMed(cistanche) AND (Clinical Trial[Publication Type] OR Randomized Controlled Trial[Publication Type])9 artigos
PubMed(cistanche) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type])8 artigos
PubMed(cistanche) AND (testosterone)15 artigos
PubMed(cistanche) AND (testosterone) AND (humans[MeSH Terms])4 artigos
PubMed(cistanche) AND (muscle OR strength OR exercise OR fatigue)64 artigos
PubMed(cistanche) AND (erectile OR sperm OR infertility OR spermatogenesis)35 artigos
PubMedechinacoside472 artigos
PubMed(echinacoside) AND (Clinical Trial[Publication Type] OR Randomized Controlled Trial[Publication Type])3 artigos
PubMed(cistanche OR echinacoside) AND (bisphenol)1 artigo
PubMed(cistanche) AND (reuteri)2 artigos
PubMed(cistanche) AND ("Am J Mens Health"[Journal])0 artigos
PubMed(cistanche) AND (vasodilat* OR nitric oxide OR endothel*)29 artigos
ClinicalTrials.govintervenção: cistanche18 estudos registrados
ClinicalTrials.govintervenção: (cistanche) AND AREA[Phase]PHASE31 ensaio de fase 3
ClinicalTrials.govintervenção: echinacoside3 estudos registrados

Leitura honesta desses números

  • Um ensaio só para testosterona. Dos 4 artigos com testosterona e marcação de humanos, só um testa a cistanche sozinha em homens: o ensaio de Wuhan de 2025. Os outros são um estudo em animais, um de medicina chinesa em ratos e uma fórmula chinesa antiga com vários ingredientes.
  • Os ensaios randomizados são, na maioria, de outra coisa. Dos 8 artigos marcados como ensaio randomizado ou meta-análise, há o de força de 2025, um de mobilidade em idosos japoneses, um de cognição com cistanche e ginkgo, uma fórmula para constipação, uma para zumbido, uma meta-análise sobre a medicina chinesa antiga, uma fórmula antienvelhecimento de 1999 e um fitoterápico tailandês para ereção que mistura cistanche com cártamo, Cynomorium e Epimedium (o mesmo que aparece na página epimedium-icariina).
  • Registro não é resultado. Dos 18 registros, a maioria é de fórmula chinesa com vários ingredientes. O único de fase 3 é de um comprimido para constipação que ainda não começou a recrutar. Dois registros da Universidade do Esporte de Pequim testam extrato de C. deserticola em obesidade e em desempenho anaeróbio; estão concluídos e sem resultado no registro. Nenhum título declara testosterona como desfecho.
  • A revista citada não tem nada. O PubMed não devolve nenhum artigo de cistanche no American Journal of Men's Health.
  • Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho.

Os estudos que sustentam as alegações

Segundo o PubMed, estes são os trabalhos concretos por trás do que se diz sobre a cistanche. Leia o que cada um mediu, e em quantas pessoas (ou animais).

EstudoNContextoO que relatouRessalva
Tao et al., 2025
Nutrients 17(18):2965 · PMID 41010491
48 homens (12 por grupo)Wuhan Sports University; 24 sem treino e 24 treinados; extrato de C. deserticola contra placebo, duplo-cego, 8 semanas de musculaçãoNão treinados: testosterona 773,77 contra 636,49 ng/dL no placebo (p < 0,01); agachamento 78,12 contra 67,70 kg; CK 78,33 contra 100,39 U/L. Treinados: testosterona 846,15 contra 732,16 ng/dL; agachamento 215,62 contra 209,16 kg; supino sem diferençaPatrocinado pela empresa que forneceu o extrato; grupos de 12; valores de fim de estudo; o equinacosídeo do extrato não foi medido; sem registro de ensaio citado
Inada et al., 2021
Nutrients 13(1):264 · PMID 33477648
26 analisadosJapão; pessoas com síndrome locomotora; 1.800 mg/dia de extrato de C. tubulosa, 12 semanasMaior passo e velocidade de marcha acima de 60 anos (p = 0,046); massa muscular sem mudançaNão mediu hormônios; amostra pequena
Chen et al., 2024
Phytother Res 38(8):4272-4285 · PMID 38972848
100China; meia-idade e idosos; cistanche + ginkgo, 90 diasMelhora em escalas de cognição e memória contra placeboMistura de duas plantas; desfecho cognitivo
Guo et al., 2013
Am J Alzheimers Dis Other Demen 28(4):363-70 · PMID 23687177
18Alzheimer moderado; cápsula de glicosídeos de C. tubulosa, 48 semanasCognição estável; reações adversas levesAberto, sem grupo controle
Punyawudho et al., 2013
Afr J Tradit Complement Altern Med 10(2):310-5 · PMID 24146455
63 randomizados, 61 concluíramTailândia; disfunção erétil leve a moderada; fitoterápico com quatro plantas, cruzado, 2 semanas por faseDomínio de função erétil do IIEF: +4,87 contra +3,44 no placebo (p = 0,032)Mistura; não isola a cistanche; tontura em 13,3% contra 9,6%
EFSA, 2021
EFSA J 19(1):e06346 · PMID 33488809
1.076 pacientes (análise de 3 estudos)Extrato aquoso de C. tubulosa (pelo menos 70% de glicosídeos feniletanoides, 25–45% de equinacosídeo); 1.800 mg/dia em demência vascular12 eventos adversos relacionados ao extrato, 2 graves; segurança "não estabelecida"Parecer regulatório, não ensaio; população doente e idosa
Wang T et al., 2016
Pharm Biol 54(3):481-7 · PMID 26004585
ratosExtrato etanólico de C. tubulosa, 0,2–0,8 g/kg, 20 diasEspermatozoides 2,3× e 2,7×; testosterona, CYP11A1 e CYP17A1 em altaAnimal; edema hepático leve na dose alta
Wang Q et al., 2020
J Ethnopharmacol 251:112500 · PMID 31881320
camundongosLesão reprodutiva por hidrocortisona; glicosídeos de C. tubulosa, 14 diasLH e testosterona em alta; CYP11A1 e 3β-HSD em altaAnimal
Jiang et al., 2016
J Ethnopharmacol 193:321-328 · PMID 27422164
ratosExposição a bisfenol A por 42 dias, com C. tubulosa ou equinacosídeoSêmen e testosterona normalizados; enzimas esteroidogênicas em altaAnimal
Jiang et al., 2018
Sci Rep 8(1):3839 · PMID 29497114
ratosEquinacosídeo isoladoMais espermatozoides por bloqueio do receptor de andrógeno no hipotálamo, com LH em altaMecanismo pelo eixo, não "direto no testículo"
Kim et al., 2012
Bull Environ Contam Toxicol 88(1):112-7 · PMID 22002114
camundongosErva de cistanche, 250 a 1.000 mg/kgEspermatozoides em queda dose-dependente; testosterona a ~57% do controle; lesão testicularAnimal; aponta no sentido contrário
Wang X et al., 2025
Phytomedicine 148:157378 · PMID 41106096
célulasCélulas musculares de camundongo (C2C12)Extrato e equinacosídeo ativaram a via IGF-1/PI3K-AKTIn vitro
Poutahidis et al., 2014
PLoS One 9(1):e84877 · PMID 24392159
camundongosMIT; Lactobacillus reuteri na água, em estudo de obesidadeTestículos maiores, mais células de Leydig, testosterona maior; efeito reproduzido com anticorpo contra IL-17ANão tem cistanche; animal

O ensaio de 2025, lido inteiro, prova menos do que os vídeos dizem

O estudo de Tao e colegas é o único que mediu testosterona em homens tomando cistanche, e é a fonte de todos os números dos vídeos. Lido inteiro, mostra os próprios limites.

  • Os 636 e os 773 não são antes e depois. O artigo escreve: placebo 636,49 ± 98,85 ng/dL contra cistanche 773,77 ± 130,01 ng/dL, ao fim das 8 semanas, nos 24 homens sem treino. São dois grupos diferentes de 12 pessoas comparados no fim. O texto não traz a testosterona de cada grupo no início, e não publica nenhuma variação percentual. O número "44,6" não aparece em lugar nenhum do artigo.
  • Nos treinados, a diferença foi menor e o ponto de partida, outro. Placebo 732,16 contra cistanche 846,15 ng/dL. Nenhum dos dois grupos de cistanche chegou ao dobro do placebo.
  • A dose está escrita de dois jeitos. O resumo diz "5 g de extrato duas vezes ao dia". Os métodos dizem que a dose diária foi calculada como 5 g de extrato, a partir de 10 g da planta crua indicados por uma enciclopédia de medicina chinesa, divididos em um sachê duas vezes ao dia. Não dá para saber, pelo artigo, se cada homem tomou 5 ou 10 g por dia.
  • O extrato não é padronizado no composto que os vídeos destacam. Foi feito com etanol a 60% da planta seca inteira, com escamas e folhas, na proporção de 2 partes de planta para 1 de extrato. O artigo não informa quanto equinacosídeo havia no produto.
  • O "pó genérico" era placebo. O controle levava maltodextrina, celulose microcristalina, corante caramelo e um amargante, para imitar o gosto. Não era cistanche barata.
  • Quem pagou. A declaração de conflito de interesse informa que a empresa Hohhot Shancheng Biotechnology patrocinou o estudo e forneceu o produto; os autores das universidades declaram não ter conflito.
  • O que não foi medido. LH, FSH, sêmen, tamanho do testículo, diâmetro de fibra, ATP, glicogênio e dor muscular. Os mecanismos que os vídeos descrevem para esses pontos estão na discussão do artigo, citando estudos em animais.
  • Nenhum evento adverso foi relatado nas 8 semanas e no mês seguinte.

É um ensaio pequeno, pago pelo fornecedor, sem registro citado, com um desfecho hormonal secundário. É um sinal, não um desfecho duro, e ainda não foi repetido por outro grupo.

Doses usadas em estudos humanos publicados

Isto não é recomendação de dose: é o registro do que foi administrado em estudos publicados, com a finalidade de cada um. Fora do contexto do estudo, esses números não se transferem.

EstudoDoseDuraçãoFinalidade do estudo
Tao et al., 2025Extrato etanólico de C. deserticola: 5 g/dia pelos métodos, divididos em dois sachês; o resumo diz 5 g duas vezes ao dia8 semanasForça e recuperação com musculação
Inada et al., 20211.800 mg/dia de extrato de C. tubulosa (17,48% de equinacosídeo)12 semanasMobilidade em síndrome locomotora
Chen et al., 20242 comprimidos/dia com 72 mg de equinacosídeo e 27 mg de glicosídeos de flavonol de ginkgo90 diasCognição em meia-idade e idosos
Estudos chineses analisados pela EFSA, 20211.800 mg/dia de extrato aquoso de C. tubulosaNão informada no resumoDemência vascular
Punyawudho et al., 2013Fitoterápico com quatro plantas; dose não informada no resumo2 semanas por faseDisfunção erétil

Nenhum vídeo informou dose. O único estudo de testosterona usou gramas de extrato por dia, não miligramas de um composto isolado.

Das 22 alegações conferidas, 2 se confirmam como foram ditas, e nenhuma delas é sobre dobrar a testosterona

Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa seis rótulos: confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.

O que se dizO que os estudos mostramVeredito
Há um estudo duplo-cego com 48 homens, 8 semanas, publicado na Nutrients por um time de Wuhan, em sangue de homem e não de ratoTao 2025: 48 homens, Wuhan Sports University, duplo-cego com placebo, 8 semanas, NutrientsConfirmado
A testosterona foi de 636 para 773 ng/dL: "+44,6% em semanas"636,49 é a média do placebo e 773,77 a do grupo da cistanche, ambas no fim do estudo, nos 24 homens sem treino; o artigo não publica variação percentual, e "44,6" não aparece no textoNúmero não encontrado na fonte citada
Foi extrato da raiz inteira contra "pó genérico"Extrato etanólico da planta seca inteira, com escamas e folhas; o controle foi placebo de maltodextrina, celulose, corante e amarganteParcialmente
O composto-chave é o equinacosídeoÉ um dos principais constituintes (Inada 2021; EFSA 2021), mas o ensaio de 2025 não mediu quanto havia no extrato; a ligação entre equinacosídeo e testosterona vem de ratosParcialmente
A planta quase foi extinta e ficou "banida do comércio internacional" por décadas, no Apêndice II da CITES "desde os anos 90"C. deserticola entrou no Apêndice II em 19 de julho de 2000 e continua lá; o Apêndice II exige licença de exportação, não proíbe o comércio; C. tubulosa não aparece listadaNão sustentado
Não havia estudo humano viável até a China cultivar 84 mil hectaresA revisão de 2021 registra 1,26 milhão de mu cultivados, o que dá cerca de 84 mil hectares na minha conversão; mas há estudos humanos bem antes, inclusive os três estudos chineses com 1.076 pacientes analisados pela EFSA e um ensaio de fase 2 com cápsula de C. tubulosa iniciado em 2002 (NCT01475578)Parcialmente
O mesmo composto reverte, em modelo animal, o estrago do bisfenol A na enzima da testosteronaJiang 2016: em ratos expostos a BPA, C. tubulosa e equinacosídeo normalizaram a testosterona e as enzimas esteroidogênicasEstudo em animal ou in vitro
A Universidade de Massachusetts descobriu que L. reuteri com cistanche "duplica" a testosterona (PLOS One, estudo de obesidade)O artigo da PLoS One de 2014 é do MIT, em camundongos, com L. reuteri sozinho; não tem cistanche. A busca por cistanche e reuteri devolve 2 artigos, nenhum sobre essa combinação e testosteronaNão sustentado
Os animais terminaram com os testículos "duplicados"Testículos maiores e mais células de Leydig; o texto integral não fala em dobroNúmero não encontrado na fonte citada
L. reuteri bloqueia a interleucina 17A que destrói as células produtoras de hormônioEm camundongos, o efeito foi reproduzido com anticorpo contra IL-17A; é a hipótese dos autoresEstudo em animal ou in vitro
A cistanche "liga" CYP11A1 e CYP17A1; equinacosídeo e acteosídeo ativam as enzimas esteroidogênicas direto nas células de LeydigWang 2016 (ratos), Wang 2020 (camundongos) e Jiang 2016 (ratos)Estudo em animal ou in vitro
"Testaram em humanos": o agachamento explodiu, o dano muscular foi ao chão e a testosterona subiu (atribuído à C. tubulosa)É o ensaio de 2025, com C. deserticola, não tubulosa; agachamento 78,12 contra 67,70 kg nos sem treino e 215,62 contra 209,16 kg nos treinadosParcialmente
Dobra a testosterona sem suprimir o eixo e sem atrofiar os testículosNenhum estudo humano mediu LH, FSH ou testículo; as médias de 2025 não chegam ao dobro do placebo; em ratos, o equinacosídeo age justamente no hipotálamo (Jiang 2018); em camundongos, a erva baixou a testosterona (Kim 2012)Não sustentado
O American Journal of Men's Health detalhou o mecanismoZero artigos de cistanche nessa revista no PubMedNão sustentado
A "pesquisa urológica" registrou aumento da espermatogênese e da qualidade das célulasSó em ratos e camundongos (Wang 2016; Jiang 2018); outro estudo em camundongos achou queda (Kim 2012); nenhum ensaio humano mediu sêmenEstudo em animal ou in vitro
É vasodilatador potente na pelve e "expande os tecidos locais"Não localizei estudo humano de fluxo sanguíneo pélvico ou peniano com cistancheSem estudo em humanos
Sem isolar as frações ativas "na porcentagem exata", é "poeira em cápsula"O único ensaio positivo de força usou extrato não padronizado em equinacosídeo; o extrato padronizado avaliado pela EFSA teve a segurança não estabelecida; outro vídeo da mesma série elogia o "extrato inteiro, não isolado"Não sustentado
"Os ensaios clínicos" mostraram aumento absurdo da carga máxima no agachamentoÉ um ensaio só; a diferença no agachamento foi significativa nos dois grupos: 78,12 contra 67,70 kg nos sem treino e 215,62 contra 209,16 kg nos treinadosParcialmente
Faz a mitocôndria produzir ATP sem parar e enche o músculo de glicogênioNão medido em humanos; o artigo de 2025 cita isso como mecanismo de estudos em animaisSem estudo em humanos
A creatina quinase pós-treino "despencou" no grupo do extrato78,33 contra 100,39 U/L nos sem treino e 71,46 contra 86,67 U/L nos treinados, p < 0,01Confirmado (num ensaio patrocinado pelo fornecedor)
A dor muscular tardia "vai para o espaço"O ensaio mediu creatina quinase, não dorNão sustentado
Ativa a via IGF-1 e aumenta o diâmetro da fibra muscularVia IGF-1/PI3K-AKT em células musculares de camundongo (Wang 2025); fibra não foi medida em humanosEstudo em animal ou in vitro

Placar: 2 confirmadas, 5 parcialmente, 6 não sustentadas, 2 com número não encontrado na fonte citada, 2 sem estudo em humanos e 5 com estudo só em animal ou in vitro.

O "banimento" que nunca houve, e a planta que continua controlada

O vídeo diz que a raiz ficou "banida do comércio internacional" desde os anos 1990 e que só agora, com a cultura em escala, chegou ao consumidor "sem CITES nenhum para travar".

  • A data está errada. Segundo a base Species+, mantida para a CITES, a Cistanche deserticola entrou no Apêndice II em 19 de julho de 2000, na 11ª Conferência das Partes. Continua no Apêndice II hoje, na listagem com efeito desde 5 de março de 2026, que cobre todas as partes e derivados da planta, salvo as exceções gerais da anotação.
  • Apêndice II não é proibição. Segundo o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, o Apêndice II reúne espécies que não estão ameaçadas hoje, mas podem ficar sem controle do comércio; o comércio internacional exige licença de exportação do país de origem. É o Apêndice I, das espécies ameaçadas de extinção, que só admite comércio internacional em circunstâncias excepcionais e não principalmente comercial.
  • A C. tubulosa não está listada. Na mesma base, a única espécie do gênero que aparece é a C. deserticola.
  • A escala existe. A revisão de Song e colegas (2021) descreve a cistanche como espécie que já foi ameaçada e virou uma "grande marca" da medicina chinesa, com área cultivada de 1,26 milhão de mu (a unidade agrária chinesa) e produção anual de 6.000 toneladas. Convertendo, isso dá cerca de 84 mil hectares; a conversão é minha. Segundo o artigo de 2025, até julho de 2025 havia 74 produtos de "alimento saudável" com C. deserticola registrados na China.

Ou seja: houve controle de comércio, não banimento; o controle continua; e a falta de estudo em gente nunca foi o problema, porque a China testa a planta em pacientes há anos. O que falta é estudo independente, em homens saudáveis, sobre testosterona.

Segurança, efeitos adversos e quem não deve usar sem médico

  • A agência europeia não aprovou. Em 2021, o painel da EFSA avaliou um extrato aquoso de caule de C. tubulosa, com pelo menos 70% de glicosídeos feniletanoides e 25–45% de equinacosídeo, proposto até 2 g por dia em suplemento. Numa análise de três estudos com 1.076 pacientes com demência vascular tratados com 1.800 mg por dia, 12 eventos adversos foram classificados como relacionados ao extrato, dois deles graves: hemorragia cerebral e epilepsia. O painel concluiu que esses eventos levantam preocupação de segurança e que a segurança do produto "não foi estabelecida".
  • Nos ensaios pequenos, a tolerância foi boa. Nenhum evento adverso em 8 semanas no ensaio de 2025; nenhum evento óbvio nos exames de sangue em 12 semanas no estudo japonês; reações leves no estudo aberto de 48 semanas em Alzheimer. São grupos de 12 a 100 pessoas.
  • Os dados de animal não são todos tranquilizadores. Em camundongos, a erva baixou espermatozoides e testosterona e lesou o testículo (Kim 2012). Em ratos, a dose alta de extrato deu edema leve no fígado (Wang 2016).
  • Gestantes e lactantes: foram excluídas da população-alvo do próprio pedido de autorização europeu. Não localizei estudo de segurança nesses grupos.
  • Quem usa anticoagulante, antiagregante ou remédio para convulsão: os dois eventos graves descritos pela EFSA foram hemorragia cerebral e epilepsia, em idosos com demência. Que isso importe para quem usa esses remédios é inferência minha; não achei estudo de interação.
  • Interações formais: NÃO VERIFIQUEI bases de interação medicamentosa. Não há bula de cistanche para ler.

Status regulatório

  • Brasil, suplemento alimentar: a cistanche não consta do Anexo I da IN 28/2018, a lista de constituintes autorizados, na versão consolidada com alterações até a IN 470, de 16 de setembro de 2026. Pela RDC 243/2018 (art. 4º), suplemento só pode conter os constituintes dessa lista ou os aprovados por Resolução específica após petição. NÃO VERIFIQUEI se existe Resolução avulsa para a cistanche.
  • Brasil, medicamento: nenhum registro com cistanche no dado aberto da ANVISA (tabela abaixo).
  • União Europeia: o extrato aquoso de C. tubulosa foi avaliado como novo alimento, e a EFSA concluiu em 2021 que a segurança não estava estabelecida. NÃO VERIFIQUEI a decisão formal da Comissão Europeia nem o catálogo europeu de novos alimentos.
  • Estados Unidos: NÃO VERIFIQUEI a situação da cistanche como ingrediente de suplemento.
  • China: segundo a EFSA, o extrato aquoso de C. tubulosa foi autorizado como medicamento de prescrição em 2005, para demência vascular. NÃO VERIFIQUEI no registro chinês.
  • CITES: C. deserticola no Apêndice II desde 19 de julho de 2000; o comércio internacional exige licença de exportação.
  • WADA: a cistanche não aparece na Lista Proibida de 2026, em vigor desde 1º de janeiro de 2026. Não avaliei o risco de contaminação de suplementos.

No Brasil, busquei no dado aberto de medicamentos registrados da ANVISA, no princípio ativo e no nome do produto, sem acento e sem diferença de caixa.

Princípio ativoPadrão buscadoRegistros ativosClasse terapêutica declaradaProdutos
cistanchecistanch0—nenhum produto, ativo ou inativo

A ausência de registro não transforma a raiz em suplemento autorizado, e um registro de medicamento, se existisse, não diria nada sobre uma cápsula de procedência desconhecida.

O que este levantamento não fez

  • Li o ensaio de 2025 inteiro e os resumos dos demais. Os números dos outros estudos são os que os resumos publicam, salvo a dose e o teor de equinacosídeo do estudo japonês, lidos no texto integral.
  • Não li os documentos da CITES na fonte: o site da convenção recusou o acesso. A data de listagem vem da base Species+ e a definição do Apêndice II, do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.
  • Não conferi a decisão da Comissão Europeia, a situação nos Estados Unidos nem o registro chinês do medicamento.
  • Não avaliei interações em base de interações medicamentosas.
  • Não li os 29 artigos da busca de vasodilatação nem os 35 de reprodução; li os que aparecem na tabela de estudos. A afirmação de que não há estudo humano de fluxo pélvico vale para o que eu localizei.
  • Não avaliei o Lactobacillus reuteri além do estudo citado no vídeo; o probiótico tem alegações próprias que merecem página separada.
  • Não conferi a conversão de mu para hectare em fonte oficial; usei a relação de 1 mu para cerca de 1/15 de hectare.

Referências

Esta página não veio da fonte secundária. Cada número desta página foi levantado por mim em 7 de outubro de 2026 no PubMed, no ClinicalTrials.gov, na base Species+ da CITES, no texto consolidado da IN 28/2018 e da RDC 243/2018 da ANVISA, no dado aberto de medicamentos da ANVISA e na Lista Proibida da WADA de 2026, e a consulta usada está declarada acima. Li o ensaio de 2025 inteiro e os resumos dos demais. As contagens das tabelas com consulta, no PubMed e no ClinicalTrials.gov, foram refeitas por mim em 16 de outubro de 2026.
  1. Tao B, Lian W, Min R, et al. Effects of Cistanche deserticola Y.C. Ma Supplementation on Muscle Strength and Recovery: A Randomized Controlled Trial. Nutrients. 2025;17(18):2965. PMID 41010491 — o ensaio dos 48 homens de Wuhan: 636,49 (placebo) contra 773,77 ng/dL (cistanche) no fim; patrocinado pelo fornecedor do extrato.
  2. Inada Y, Tohda C, Yang X. Effects of Cistanche tubulosa Wight Extract on Locomotive Syndrome: A Placebo-Controlled, Randomized, Double-Blind Study. Nutrients. 2021;13(1):264. PMID 33477648 — 1.800 mg/dia de extrato de C. tubulosa por 12 semanas; marcha melhor, massa muscular igual.
  3. Chen L, Liu X, Zheng J, et al. A randomized, double-blind, placebo-controlled study of Cistanche tubulosa and Ginkgo biloba extracts for the improvement of cognitive function in middle-aged and elderly people. Phytother Res. 2024;38(8):4272-4285. PMID 38972848 — mistura com ginkgo, 100 pessoas, cognição.
  4. Guo Q, Zhou Y, Wang CJ, et al. An open-label, nonplacebo-controlled study on Cistanche tubulosa glycoside capsules (Memoregain®) for treating moderate Alzheimer's Disease. Am J Alzheimers Dis Other Demen. 2013;28(4):363-70. PMID 23687177 — estudo humano anterior à "escala", 18 pacientes, sem controle.
  5. Punyawudho B, Puttilerpong C, Wirotsaengthong S, Aramwit P. A randomized, double-blind, placebo-controlled crossover study of Cappra® for the treatment of mild or mild to moderate erectile dysfunction in Thai male. Afr J Tradit Complement Altern Med. 2013;10(2):310-5. PMID 24146455 — fitoterápico de quatro plantas, uma delas cistanche, em disfunção erétil.
  6. EFSA NDA Panel, Turck D, Castenmiller J, et al. Safety of water extract of Cistanche tubulosa stems as a Novel food pursuant to Regulation (EU) 2015/2283. EFSA J. 2021;19(1):e06346. PMID 33488809 — segurança não estabelecida; 12 eventos adversos relacionados em 1.076 pacientes, 2 graves.
  7. Song Y, Zeng K, Jiang Y, Tu P. Cistanches Herba, from an endangered species to a big brand of Chinese medicine. Med Res Rev. 2021;41(3):1539-1577. PMID 33521978 — Apêndice II da CITES; 1,26 milhão de mu cultivados; espécies da Farmacopeia Chinesa.
  8. Zhang S, Ma Y, Chen J, et al. Chemical composition, pharmacological effects, and parasitic mechanisms of Cistanche deserticola: An update. Phytomedicine. 2024;132:155808. PMID 38876007 — revisão da química, da farmacologia e do parasitismo da planta.
  9. Wang T, Chen C, Yang M, et al. Cistanche tubulosa ethanol extract mediates rat sex hormone levels by induction of testicular steroidgenic enzymes. Pharm Biol. 2016;54(3):481-7. PMID 26004585 — CYP11A1 e CYP17A1 em ratos; edema hepático leve na dose alta.
  10. Wang Q, Dong J, Lu W, et al. Phenylethanol glycosides from Cistanche tubulosa improved reproductive dysfunction by regulating testicular steroids through CYP450-3β-HSD pathway. J Ethnopharmacol. 2020;251:112500. PMID 31881320 — LH e testosterona em camundongos com lesão por hidrocortisona.
  11. Jiang Z, Wang J, Li X, Zhang X. Echinacoside and Cistanche tubulosa (Schenk) R. wight ameliorate bisphenol A-induced testicular and sperm damage in rats through gonad axis regulated steroidogenic enzymes. J Ethnopharmacol. 2016;193:321-328. PMID 27422164 — a origem da alegação sobre bisfenol A: ratos.
  12. Jiang Z, Zhou B, Li X, et al. Echinacoside Increases Sperm Quantity in Rats by Targeting the Hypothalamic Androgen Receptor. Sci Rep. 2018;8(1):3839. PMID 29497114 — o mecanismo proposto passa pelo hipotálamo, não só pelo testículo.
  13. Kim SW, Yoo SH, Lee HJ, et al. Cistanches herba induces testis cytotoxicity in male mice. Bull Environ Contam Toxicol. 2012;88(1):112-7. PMID 22002114 — em camundongos, queda de espermatozoides e de testosterona.
  14. Wang X, Zhu L, Du R, et al. Cistanche deserticola extract and its active components, echinacoside, ameliorate sarcopenia by activating the IGF-1/PI3K-AKT pathway to modulate ferroptosis. Phytomedicine. 2025;148:157378. PMID 41106096 — a via IGF-1 em células musculares de camundongo.
  15. Poutahidis T, Springer A, Levkovich T, et al. Probiotic microbes sustain youthful serum testosterone levels and testicular size in aging mice. PLoS One. 2014;9(1):e84877. PMID 24392159 — o estudo de L. reuteri citado nos vídeos: MIT, camundongos, sem cistanche.
  16. Species+ (UNEP-WCMC, para a CITES), ficha de Cistanche deserticola na API pública — Apêndice II desde 19/07/2000; listagem em vigor com efeito em 05/03/2026.
  17. U.S. Fish & Wildlife Service, CITES Appendices — o Apêndice II exige licença de exportação; só o Apêndice I restringe o comércio a circunstâncias excepcionais.
  18. Instrução Normativa nº 28, de 26 de julho de 2018, da ANVISA, texto consolidado no AnvisaLegis — lista de constituintes autorizados em suplemento alimentar, sem cistanche.
  19. Resolução RDC nº 243, de 26 de julho de 2018, da ANVISA, texto consolidado no AnvisaLegis — o art. 4º restringe os constituintes de suplemento às listas da IN 28/2018.
  20. Dado aberto de medicamentos registrados da ANVISA — a mesma base usada na página O que existe no Brasil.
  21. Lista Proibida da WADA de 2026 (cópia mantida pela Universidade do Esporte de Colônia) — a cistanche não aparece.
  22. Registro NCT06740422 no ClinicalTrials.gov — o único registro de fase 3 da busca: comprimido para constipação, ainda sem recrutar.
  23. Registro NCT01475578 no ClinicalTrials.gov — cápsula de C. tubulosa (STA-1) contra mesilato de ergoloide em demência vascular, fase 2, iniciado em março de 2002.
  24. E-utilities do PubMed (esearch) — a base de todas as contagens de artigo desta página.
  25. API pública do ClinicalTrials.gov, versão 2 — a base de todas as contagens de estudo e de fase 3 desta página.

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