Verificado em fonte primária
Sete páginas, 105 compostos, cada número levantado no PubMed e no ClinicalTrials.gov com a consulta declarada.
O que separa estas páginas do resto do site
A maior parte deste site é tradução organizada de uma fonte secundária comercial. Está declarado em cada página, e é a fraqueza estrutural do material: se a fonte errou, eu repito o erro.
As páginas listadas abaixo são diferentes. Cada número nelas foi levantado por mim diretamente no PubMed e no ClinicalTrials.gov, com a consulta usada declarada dentro da própria página, para que qualquer pessoa possa repetir e me contradizer. Cobrem 179 compostos distintos, mais 106 substâncias e tratamentos levantados na rodada de 12 de setembro de 2026, nas nove páginas abertas naquele dia, e mais 44 substâncias e 33 blends na rodada de 5 de outubro de 2026, nas 9 páginas abertas para cobrir o que ainda faltava. E há mais 109 páginas, cada uma conferindo um protocolo que vi publicado na internet, levantadas em 7 de outubro de 2026, com as contagens refeitas em 16 de outubro de 2026.
Não é uma seção de destaque por vaidade de método. É porque, das duas coisas que um site destes pode fazer — listar dose ou dizer o que a dose vale —, só a segunda é difícil de achar em português.
As páginas desta seção
| Página | Compostos | O achado central |
|---|---|---|
| O que existe no Brasil | 44 | 40 dos 44 compostos deste site não têm nenhum medicamento registrado na ANVISA. Varredura do dado aberto oficial, 43.489 registros. O resultado agora aparece em cada página de composto |
| Os GLP-1 contra a bula | 6 | A única página deste site conferida contra gabarito oficial, e a única com duas fontes regulatórias. As escadas batem com a FDA e com a ANVISA, degrau por degrau. Faltava a tarja preta, faltava a dose de 7,2 mg que só existe no Brasil, e as duas agências discordam sobre contraindicar a semaglutida |
| Mazdutida | 1 | O composto com a evidência mais madura de todo o site, e o contrário do padrão daqui: 12 ensaios de fase 3, com GLORY-1 no NEJM, GLORY-2 na JAMA e as duas DREAMS na Nature — e nenhum registro na FDA ou na ANVISA. Os 12 são de patrocinador e população chineses, e a meta-análise que reúne 2.292 participantes classifica a certeza em obesidade como muito baixa no mesmo texto em que reporta perda de peso de dois dígitos |
| Exossomos | 1 | A assimetria mais extrema do site: 45.674 artigos no PubMed e 83 ensaios randomizados, menos de 0,2%. Dos 378 registros no ClinicalTrials.gov, 142 são observacionais — medem exossomo como marcador, não tratam ninguém com ele. Abri os nove de fase 3: um é um estudo de PET/CT em câncer de próstata que entrou na busca por citar “exosome analysis”, e sete dos outros oito têm 135 participantes ou menos. A FDA diz desde 2019 que não existe exossomo aprovado, com carta de advertência nova em fevereiro de 2026 |
| Anticorpos monoclonais | 3 | Os três que aparecem junto com os GLP-1 quando o assunto é massa magra, e a escala de evidência não acompanha a conversa: o trevogrumab tem 2 artigos no PubMed, nenhum deles ensaio, e um único estudo registrado. O único com rótulo aprovado pela FDA é o garetosmab, e não para peso — é para uma doença rara, em infusão venosa de 60 minutos a cada quatro semanas. A molécula pesa cerca de 146 kDa contra 4.113,58 g/mol da semaglutida, é produzida em cultura de células e não sintetizada: não existe aqui frasco para reconstituir |
| Incretinas e amilinas de nova geração | 13 | A inversão entre literatura e desenvolvimento. O HRS-9531 tem 0 artigos no PubMed e 9 ensaios de fase 3 registrados; a liraglutida, que serve de régua, tem 5.909. Quem julga estas moléculas pela contagem de artigo conclui que metade não existe. 9 das 11 com DCI publicada não têm registro ativo na ANVISA |
| O eixo do GH fora do frasco de peptídeo | 7 | GHRP-2 e hexarelina têm zero estudos registrados no ClinicalTrials.gov, com 256 e 313 artigos no PubMed. A molécula foi estudada; o tratamento, não. Do outro lado, a somatropina tem 183 ensaios de fase 3 e 9 registros ativos na ANVISA |
| Geroprotetores | 17 | 6 das 17 linhas não têm nenhum ensaio de fase 3 registrado, entre elas o klotho recombinante e a troca plasmática. A rapamicina tem 259 — e nenhum dos que abri é sobre envelhecimento. Os 2 ensaios de fase 3 de fisetina declaram inscrição de zero participantes |
| Fígado e lipídio | 13 | O contrário do padrão do site: literatura de dezenas de artigos e ensaios de desfecho de até 17.300 participantes — os quatro maiores somam 46.047. E, das treze, só a inclisirana tem registro ativo na ANVISA |
| Calvície — o antigo e o que está chegando | 18 | A clascoterona está registrada no Brasil na classe anti-acne, não para cabelo. O PP405, que já circula como pó de pesquisa, tem 1 artigo no PubMed e 0 ensaios de fase 3; o VDPHL01 tem o oposto — 0 artigos e 3 ensaios de fase 3 com mais de mil pessoas recrutadas |
| Reparo além do BPC e do TB-500 | 5 | A fase 3 da timosina β-4 é colírio para olho seco — 700 e 601 participantes, e não reparo de tendão. O AHK-Cu tem 1 artigo no PubMed. O único registro de fase 3 que a busca por polidesoxirribonucleotídeo devolve é de defibrotida em doença veno-oclusiva hepática |
| Neuro e cognição — o bloco russo e o que tem bula | 13 | Noopept, fenilpiracetam, bromantano e cortexina somam 0 estudos registrados no ClinicalTrials.gov, apesar de somarem 435 artigos no PubMed. No mesmo levantamento, lecanemabe e donanemabe já têm registro ativo na ANVISA |
| Músculo, osso, eixo HPG e imune | 15 | O ensaio testou doença rara; o frasco promete recomposição. Os 6 ensaios de fase 3 de afamelanotida que abri são de protoporfiria eritropoiética, e os de setmelanotida, de obesidade por variante genética. 8 das 14 buscas voltam vazias na ANVISA |
| Tratamentos que não são substância | 5 | O comparador que quase nunca aparece: a cirurgia bariátrica tem 36.916 artigos e 2.039 estudos registrados. Já a oxigenoterapia hiperbárica cruzada com envelhecimento tem 1 ensaio de fase 3, com 30 participantes |
| GnRH e gonadotrofinas — os análogos que têm bula | 5 | Triptorrelina, leuprorrelina e gosserrelina têm 86, 124 e 125 ensaios de fase 3 registrados, em câncer e fertilidade. Nos registros das cinco buscas, nenhum é sobre recuperação depois de anabolizante |
| GH e miostatina — o que ainda faltava | 7 | O PEG-MGF tem 5 artigos e 0 estudos. A folistatina vendida em frasco nunca foi testada em gente — o que existe em registro é terapia gênica. O ACE-031 parou por segurança |
| Intestino — os análogos de GLP-2 e a larazotida | 4 | A fase 3 dos análogos de GLP-2 é de síndrome do intestino curto, não de intestino permeável. O único ensaio de fase 3 da larazotida foi encerrado pelo patrocinador — e a busca por ela devolve registros de um remédio de doença de Fabry |
| Metabolismo e gordura — exenatida, AICAR, CBL-514 e outros | 6 | A exenatida tem 93 ensaios de fase 3 e zero registro ativo na ANVISA. A oxintomodulina, zero de fase 3. O CBL-514 tem 7 artigos e 16 estudos registrados, todos da mesma empresa |
| Neuro — as formas acetiladas e os que pararam na fase 3 | 5 | O Semax e o Selank "N-acetil amidato" têm 6 e 2 artigos e zero estudo registrado. O rapastinel teve 10 ensaios de fase 3 e foi abandonado; a davunetida não superou o placebo |
| Timo e Cardiogen — timulina, timopentina e o bioregulador do coração | 3 | A timulina tem 886 artigos e zero estudo registrado. A timopentina tem registros de HIV com o nome comercial Timunox. O Cardiogen divide o nome com um gerador de rubídio usado em exame do coração |
| Peptídeos de bancada — SS-20, SHLP-2, SHLP-3 e PNC-27 | 4 | Os quatro somam 77 artigos e zero estudo registrado no ClinicalTrials.gov. O PNC-27 aparece em loja descrito como antitumoral, sem um único ensaio em gente |
| Peptídeos cosméticos — argirelina, Matrixyl e companhia | 10 | A argirelina, a mais estudada, tem 50 artigos e 6 estudos — os que dizem a via no título são de creme e sérum. 6 dos 10 nomes têm 4 artigos ou menos no PubMed |
| Blends prontos — o que a combinação tem de estudo | 33 | 32 dos 33 blends vendidos prontos têm zero estudo registrado. 11 não têm nem um artigo que cite os componentes juntos |
| SARMs | 16 | Os dois únicos ensaios de fase 3 do campo nunca foram publicados — 651 pacientes que só existem como tabela no ClinicalTrials.gov, um deles postado com sete anos e meio de atraso. E antes da molécula vem a mercadoria: só 52% dos produtos continham algum SARM. Andarina, YK-11 e S-23: zero ensaios |
| Semax — a evidência | 1 | Os ensaios russos usaram 6.000 a 18.000 mcg/dia; a comunidade usa 250 a 1.000. A faixa praticada nunca foi testada. Zero registros, e um dos quatro estudos é negativo |
| KLOW — a evidência | 4 | A blend segue sem ensaio, mas BPC-157, TB-500 e GHK-Cu entraram em fase clínica em 2026 — três estudos da Hudson Biotech recrutando. Deixou de ser só pré-clínico |
| Nootrópicos | 44 | 32 têm ensaio, 12 não têm nenhum. Modafinil lidera com 425; noopept tem 115 artigos e zero ensaios. Quatro contagens estavam infladas e foram refeitas |
| Tamanho de efeito | 19 | A outra metade da página acima: o que os ensaios acharam, não quantos existem. Onde há efeito, ele fica entre SMD 0,2 e 0,4. Três compostos populares têm ensaio grande e negativo — oxiracetam (n=500), cerebrolisina (n=1779) e piracetam |
| Bioreguladores de Khavinson | 11 | Zero ensaios registrados no ClinicalTrials.gov. Oito dos onze não têm nenhum artigo de ensaio clínico. Sete não têm nem sequência química indexada. Toda a literatura clínica da família se concentra em dois compostos |
| Thymalin | 1 | 293 artigos e 13 ensaios — o outlier da família. Mas zero registros, e o estudo que sustenta toda a alegação de longevidade é assinado pelo próprio inventor |
| Meldonium | 1 | 357 artigos, 35 ensaios, 7 registros. O achado que decide o uso não é de eficácia: a janela de detecção urinária chega a 117 dias após seis dias de uso |
| Medicamentos do leste europeu | 17 | 29 ensaios registrados, vários de fase 3 — o oposto dos bioreguladores. E um sinal esquecido: o hopantenato de cálcio tem 47 casos e 11 mortes por encefalopatia relatados desde 1986 — com 7 ensaios randomizados, vários em crianças |
| Suplementos de venda livre | 43 | Contagem de ensaios item a item, com dose, nos 43. Resveratrol tem 391 ensaios e decepcionou; glicina, alpha-GPC, butirato, fisetina e o magnésio L-treonato têm entre 2 e 5 cada |
| Fitoterápicos e nootrópicos | 18 | Fadogia agrestis: zero. Nenhum ensaio, nenhum estudo humano — conferi os três artigos que o PubMed marca como humanos e nenhum é. Lion's Mane tem dois |
| Itens de tarja | 12 | Medicamentos de prescrição que apareciam misturados a vitamina D e creatina numa lista de suplementos. Única página do site sem posologia, por decisão |
A coluna não soma 179. Duas páginas são segundo corte dos mesmos compostos, não compostos novos: a de tamanho de efeito reanalisa 19 que já aparecem nas outras, e a de registro na ANVISA varre os 44 compostos de protocolo do site, que não são contados como material de fonte primária.
Protocolos publicados na internet, um por página
Cada página abaixo parte de um protocolo que vi publicado na internet, com dose, número e "estudo" citados, e confere item por item no PubMed, no ClinicalTrials.gov e na norma brasileira. Não digo onde nem de quem vi: a página trata da alegação, não de quem a fez.
| Página | O achado central |
|---|---|
| "Dois compostos do brócolis" contra o estrogênio (indol-3-carbinol, DIM e sulforafano) | Os vídeos não dizem quais são os "dois compostos"; nos candidatos mais estudados, o DIM não mexeu na testosterona de homens e, no laboratório, bloqueou o receptor de androgênio. |
| "Whey caseiro" de proteína isolada de soja | A receita entrega mesmo cerca de 25 g de proteína por dose, mas não é whey: é soja. Para músculo, a diferença é pequena quando a proteína total do dia é suficiente, e a soja não baixou a testosterona nas meta-análises. |
| Akarkara (Anacyclus pyrethrum) | Os "+150%" e "+100%" de testosterona livre não aparecem em nenhum estudo; tudo o que existe sobre hormônio e ereção com essa raiz foi feito em ratos. |
| Albumina (clara de ovo desidratada) | O único estudo de Phillips com ovo que localizei usou ovo inteiro, em 6 homens, sem carne nem whey; e a proteína do ovo cru teve digestibilidade de 51,3%, contra 90,9% cozida. |
| Alfa-GPC antes do treino ("GH 44 vezes") | O "GH 44 vezes" veio de um resumo de congresso com 7 homens em que o GH de partida do dia da alfa-GPC era dez vezes menor que o do placebo; com o mesmo treino, em 20 homens, o GH não mudou. |
| Alho preto e S-alil-cisteína | O estudo japonês de 2021 deu S-alil-cisteína por injeção na barriga de 8 camundongos; em pessoas, ninguém mediu testosterona, e a queda de pressão foi de 1,8 mmHg. |
| Ashwagandha (Withania somnifera; extrato KSM-66) | O "+17% de testosterona" não está no estudo de 57 homens citado nos vídeos; vem de 46 homens inférteis. No Brasil, a ANVISA manda apreender produtos irregulares com ashwagandha. |
| ATP oral (ATP dissódico, PEAK ATP) | O "+147% de força" é a diferença entre os ganhos de 11 e 10 homens num estudo pago em parte pela fabricante e questionado por discrepâncias; tomado por boca, o ATP não aparece no sangue. |
| Atrazina na água (herbicida) | Os sapos que "viraram fêmeas" eram 4 de 40, a 2,5 ppb; na água tratada de 22 capitais, a atrazina medida ficou entre 2 e 6 nanogramas por litro. |
| Azeite de oliva extravirgem (oleuropeína) | O "+17,4% de testosterona" vem de um estudo marroquino de 3 semanas sem grupo controle, que não mediu oleuropeína; e acidez de 0,2% não separa extravirgem de refinado. |
| Açafrão verdadeiro (Crocus sativus, extrato do estigma) | Contra antidepressivo, 8 ensaios pequenos não acharam diferença, o que não prova empate; contra placebo, o efeito aparece na escala do paciente, não na do avaliador. |
| Banho frio e imersão em água fria (LH e testosterona) | Nos estudos que mediram, o frio não subiu o LH nem a testosterona: ficaram iguais ou caíram. O "14 °C por 11 minutos" junta dois estudos que não mediram nenhum dos dois. |
| Berberina (cloridrato de berberina) | O estudo de 2008 que "empatou com a metformina" tinha 36 pacientes por 3 meses; nenhum ensaio comparou berberina com semaglutida, e ela inibe enzimas que metabolizam remédios. |
| Beta-alanina (carnosina muscular) | A beta-alanina funciona de verdade, mas o ganho médio é de cerca de 3%, não 80%; e os 3 a 6 g por dia dos vídeos passam do teto de 2 g da ANVISA. |
| Betaína (betaína anidra, trimetilglicina) | O estudo de 2013 existe e tem os números do vídeo, mas foi pago pela fornecedora da betaína; no Brasil, a betaína não está na lista de constituintes de suplemento. |
| Beterraba em pó e nitrato dietético | O "+33% de ereção noturna" não aparece em nenhum estudo publicado que localizei; no treino, o nitrato da beterraba tem efeito real, mas pequeno. |
| Bicarbonato de sódio (como suplemento de treino) | O "+27% até a exaustão" é de uma meta-análise de 1993; as análises mais novas acham cerca de 2%, e os "7 g" que circulam ficam abaixo da dose mínima eficaz para quase todo adulto. |
| Boro (SHBG e testosterona livre) | O "+28% de testosterona livre" é atribuído a um estudo de 8 homens sem grupo placebo; no Brasil, 10 mg por dia passa do máximo permitido em suplemento. |
| BPA, ftalatos e microplástico (exposição a plástico) | Em homens, mais BPA na urina andou junto com testosterona mais alta, não mais baixa; com ftalatos há associação. Três dias sem comida embalada cortaram o BPA da urina em 66%. |
| Bulbine natalensis (Bulbine latifolia) | O "+346% de testosterona" vem de ratos, e as mesmas doses que subiram o hormônio alteraram fígado e rim. Em homens, não há um único estudo de eficácia publicado. |
| Butea superba (kwao krua vermelho) | O único ensaio publicado perdeu todo o grupo placebo em três semanas, e o único estudo contra o sildenafil achou o remédio misturado no lote "natural". |
| Cafeína (anidra pré-treino e energético diário) | O "+16% de força" é a velocidade da barra numa só carga, em 14 homens; a força máxima subiu de 4% a 7%. No Brasil, suplemento pode ter até 200 mg por dose. |
| Calor nos testículos (cueca de poliéster, banco aquecido e notebook no colo) | O estudo dos 14 homens de poliéster existe, mas usou uma funda anticoncepcional, foi reversível e não mexeu nos hormônios; o calor derruba espermatozoide, não testosterona. |
| Castanha-do-pará e selênio | Duas castanhas renderam 53 µg de selênio num ensaio, mas o teor vai de 2,07 a 68,15 mg por kg conforme a região do Brasil. |
| Celular no bolso e notebook no colo (radiofrequência e calor) | O "−21% de concentração" do estudo suíço não está no artigo, e o celular no bolso não se associou a sêmen pior; o que o notebook no colo comprovadamente faz é esquentar o escroto. |
| Chá verde (adjuvante da mucuna) | O chá verde entra no protocolo da mucuna "para o fluxo", sem dose; o que existe são catequinas que melhoram pouco a dilatação das artérias, e extrato concentrado que mexe no fígado. |
| Cipionato de testosterona (Deposteron) e reposição hormonal (TRT) | A cronologia de 30 dias que circula não bate com os estudos: o interesse sexual começa em 3 semanas e a massa magra muda em 12 a 16, e no Brasil é vedado prescrever testosterona para estética. |
| Cistanche (Cistanche deserticola e Cistanche tubulosa) | O estudo dos "636 para 773 ng/dL" existe, mas os dois números são placebo e cistanche no fim do teste, não antes e depois; o "+44,6%" não está nele. |
| CJC-1295 + ipamorelina (o "GH sem colateral") | Nenhum estudo publicado testou CJC-1295 e ipamorelina juntos em pessoas; o "+1000% de GH" vem de um ensaio de 2006 com o CJC-1295 sozinho, e a ANVISA diz que nenhum dos dois tem registro. |
| Clembuterol | Nos dois ensaios randomizados em humanos, o clembuterol aumentou massa magra e não reduziu gordura mais que o placebo; o estudo de 2025 citado como prova de "queima de gordura" diz o contrário. |
| Clomifeno (citrato de clomifeno, Clomid) | O "+146%" existe, em estudos pequenos e sem grupo controle; no homem, o clomifeno não tem indicação em bula, e a versão purificada teve o registro recusado na Europa. |
| Colostro bovino | No Brasil, suplemento de colostro pode ter no máximo 4 g por dia; os estudos de treino usaram de 10 a 60 g, e na maioria o IGF-1 do sangue não subiu. |
| Cominho-preto (Nigella sativa; timoquinona) | O estudo iraquiano existe, mas durou 3 meses, não 6, e a testosterona subiu 29%; os 59% eram da motilidade dos espermatozoides. |
| Cordyceps (Ophiocordyceps sinensis e Cordyceps militaris) | Nenhum ensaio humano testou o cordyceps em ereção ou testosterona; no treino, a meta-análise de 2025 achou ganho aeróbio pequeno, com p = 0,05 na resistência. |
| Creatina (monoidratada) | O "8% a 14% a mais de força" existe e vem de uma revisão de 2003; a saturação de 15 a 20 g por dia passa de 3 a 4 vezes o máximo diário permitido em suplemento no Brasil. |
| DDT e DDE na dieta (os jacarés do Lago Apopka) | Os jacarés do Lago Apopka tiveram pênis 24% menor e testosterona 70% mais baixa; em homens expostos ao DDE, a testosterona apareceu mais baixa, igual ou até mais alta, conforme o estudo. |
| DHEA (deidroepiandrosterona, prasterona) | O DHEA sobe o IGF-1, mas em homens jovens que treinavam não aumentou força nem massa magra além do placebo, e num ensaio de 2 anos em idosos não melhorou músculo, desempenho nem qualidade de vida. |
| DIM (3,3'-di-indolilmetano) | O "−76% de estrogênio" não aparece em nenhum estudo de DIM que localizei; no maior ensaio, o DIM subiu a SHBG, a proteína que prende a testosterona no sangue. |
| Ecdisterona (20-hidroxiecdisona; inclui turquesterona) | O estudo alemão que deu fama à ecdisterona usou 12 e 48 mg por dia, melhorou o supino e não o agachamento; a agência antidoping a monitora, não a proíbe. |
| Epicatequina ((−)-epicatequina; extrato de cacau) | O estudo de 2013 que "derrubou a miostatina" tratou 6 pessoas por 7 dias, sem placebo; num ensaio de 4 semanas, a epicatequina não mexeu na miostatina do músculo. |
| Epimedium (icariina, "horny goat weed") | A prova de que a icariina age como a tadalafila vem de enzima isolada e de ratos; tomada por boca, ela ficou abaixo do limite de detecção no sangue em dois estudos humanos. |
| Espinafre vermelho (red spinach, Amaranthus) e nitrato | Na única meta-análise que separou as fontes, a beterraba melhorou o desempenho e o espinafre vermelho não; o extrato usado nos estudos tem cerca de 90 mg de nitrato por grama. |
| Extrato de casca de pinheiro-marítimo (procianidinas) | O "+230% de óxido nítrico" não aparece em nenhum estudo que localizei, e o 92,5% vem de um estudo de 2003 sem grupo controle e com arginina junto. |
| Fadogia agrestis (Vangueria agrestis) | Nenhum estudo em humanos; o artigo do mesmo grupo nigeriano na revista citada nos vídeos mostra efeito adverso no testículo de ratos, não aumento de testosterona. |
| Farinha de arroz no shake (carboidrato pós-treino) | Farinha de arroz é carboidrato comum e funciona como caloria; o "pico de insulina que joga aminoácidos na fibra" não aumentou a síntese de músculo quando já havia proteína suficiente. |
| Feno-grego (fenogreco, Trigonella foenum-graecum) | O "+37% acima do placebo" é testosterona na saliva; no sangue, o mesmo ensaio de 95 homens não diferiu do placebo. O "+46%" vem de estudo sem grupo controle. |
| Flúor na água e glândula pineal (filtros de água e de chuveiro) | O flúor se acumula na calcificação da pineal de idosos, num estudo de 11 cadáveres; nenhum estudo em gente mediu melatonina, e o filtro de carvão de fato não tira fluoreto. |
| Forskolina (Coleus forskohlii) | O "+33,77% de testosterona" é o desvio padrão do estudo de Kansas, não o efeito: a média subiu 16,77%, sem diferença estatística contra o placebo, em 15 homens. |
| Fosfatidilserina (cortisol e testosterona) | O "+37% de testosterona" é de 10 homens pedalando 15 minutos, numa medida em que o pico da testosterona não diferiu do placebo; a pesquisa foi paga pela empresa de dois autores. |
| Fáscia de Buck e o "protocolo de perfusão" | O vídeo não descreve a técnica. A fáscia de Buck existe e envolve os corpos do pênis, mas nenhum artigo a liga a bloquear vasos, e nenhum ensaio testou manipulação manual para ereção ou tamanho. |
| GABA oral e o "+400% de GH" | O "+400% de GH" existe: veio de 11 homens que tomaram 3 g de GABA uma vez, em jejum; no Brasil, o máximo permitido em suplemento é 300 mg por dia. |
| Gengibre e fertilidade masculina (Zingiber officinale) | O "LH +43%" existe, num estudo iraquiano sem placebo que não diz dose nem forma; o único ensaio com placebo, em 100 homens, não mudou contagem nem motilidade. |
| Ginseng vermelho coreano (Panax ginseng; ginsenosídeos) | A revisão Cochrane de 9 ensaios e 587 homens achou efeito trivial do ginseng na ereção; a "fibrose desfeita" e o "+230% de óxido nítrico" não têm estudo humano. |
| Glicerol em pó (hiper-hidratação) | A agência antidoping tirou o glicerol da lista em 2018 porque o efeito no volume de sangue era "mínimo", não porque a detecção melhorou; e o estudo de 1990 do grupo citado viu suor maior, não menor. |
| Glicina antes de dormir (sono e GH) | O "70% do GH" não é aumento: é a parte do GH do homem que sai no começo do sono; nenhum estudo de glicina antes de dormir mediu GH. |
| Glifosato e alimentos transgênicos | O "−35% de testosterona" vem de células de rato numa placa de cultura; em homens, nenhum estudo ligou glifosato ou transgênico a testosterona baixa. |
| Gordura corporal, "pênis enterrado" e aromatase | Em 778 homens, o IMC só se associou ao comprimento medido a partir da pele, não do osso: a gordura esconde, não encolhe. Os "2,3 cm" e "1 a 3 cm a cada 10 kg" não estão nas fontes citadas. |
| Gordura na dieta e testosterona (a "diretriz de 1977") | Em ensaios pequenos, dietas com 25% de gordura ou menos deixaram a testosterona 12% a 13% menor; o "21% em 1996" não está no estudo de 1996, e a meta de 1977 era 30% de gordura, não zero. |
| Hidrolisado de caseína (PeptoPro) | O estudo de Maastricht citado existe: o hidrolisado chegou ao sangue 27% mais rápido que a caseína inteira, mas a síntese muscular não diferiu, e em outro estudo do mesmo grupo o whey ganhou dos dois. |
| Hidrolisado de proteína de fava (PeptiStrong, NPN_1) | Os três ensaios em humanos têm funcionários da fabricante entre os autores; 47%, 136% e "4 vezes o whey" não aparecem neles, e 24,5% e 21,6% não tiveram significância. |
| Huperzina A ("dobro de força" em 7 dias) | Nenhum estudo mediu força com huperzina A; o ensaio financiado pelo instituto americano do envelhecimento, com 210 pacientes de Alzheimer, falhou no desfecho principal. |
| Ioimbina (cloridrato de ioimbina; casca de Pausinystalia) | O estudo de 86 homens com 71% contra 45% existe; o que não se diz é que, na disfunção de causa orgânica, a ioimbina mal supera o placebo. |
| Jejum de 24 horas e jejum intermitente de 16 horas (GH, autofagia e testosterona) | O "+2.000% de GH" veio de uma notícia sobre um congresso; o estudo publicado tinha 30 voluntários, só 10 homens, e o GH deles partia de quase zero. |
| L-arginina (inclui aspartato e cloridrato de arginina) | As doses de 5 a 9 g que circulam passam do máximo de 3,81 g por dia que a ANVISA permite em suplemento, e o GH extra não virou músculo em nenhum estudo que localizei. |
| L-citrulina (inclui citrulina malato) | O único ensaio de L-citrulina sozinha em disfunção erétil tem 24 homens, usou 1,5 g por dia e não mediu o tamanho do pênis. |
| L-glutamina e hormônio do crescimento | O estudo de 1995 existe: 9 pessoas, 2 g num refrigerante, sem bebida placebo; o resumo diz só que o GH estava "elevado" aos 90 minutos, e o efeito nunca virou músculo em quem treina. |
| L-ornitina (cloridrato de L-ornitina) | O estudo de 1990 citado nos vídeos deu a dose em jejum de manhã, não à noite; o "2,7 vezes" de 1981 é de arginina com lisina, sem ornitina. |
| Limosilactobacillus reuteri (cepa ATCC PTA 6475) | Os testículos maiores e a testosterona alta são de camundongos; no único ensaio com placebo em homens de 55 a 65 anos, a mesma cepa não mudou a testosterona. |
| Luz vermelha (fotobiomodulação, 660–670 nm) e luz azul de LED | O "+33,5% de testosterona" com laser não foi localizado; no único ensaio randomizado que mediu testosterona após luz no corpo inteiro, ela não mudou. |
| Lúpulo, 8-prenilnaringenina e cerveja sem álcool (fitoestrógeno) | O 8-PN do lúpulo é potente no tubo de ensaio, mas a maioria das cervejas nem tem quantidade detectável; no único ensaio comparado, a testosterona caiu com a cerveja com álcool, não com a sem álcool. |
| Maca peruana (Lepidium meyenii) | Aqui o vídeo acerta o principal: em ensaios controlados, a maca melhorou o desejo sem mexer na testosterona. Mas os ciclistas não bateram o placebo, e a fertilidade não se confirmou. |
| Magnésio (treonato e cloreto P.A.) | O "+24% de testosterona livre" não está no resumo do estudo citado, o "P.A." do cloreto é grau de reagente e, no Brasil, o máximo em suplemento é 350 mg por dia. |
| Maitake (Grifola frondosa) e glicose | Os "30% a 63%" vêm de 7 voluntários sem grupo controle, que também tomavam remédio para diabetes; não há ensaio randomizado de maitake em diabetes no PubMed. |
| Moringa (folha de Moringa oleifera) | No Brasil, alimento com moringa é proibido desde 2019, e a ANVISA reafirmou isso em setembro de 2026; a meta-análise de 9 ensaios não achou benefício consistente. |
| Mucuna pruriens (feijão-veludo; fonte de L-dopa), com vitamina B6 e chá verde | O "+878% de GH" é de 15 homens, sem placebo, com uma mistura de duas plantas, e o pico não passou de 2 ng/mL. E a vitamina B6 junto anula o efeito da L-dopa. |
| Muira puama (Ptychopetalum olacoides, marapuama) | O "62% em 14 dias" vem de uma apresentação em congresso de 1990 que não está no PubMed; nenhum ensaio com placebo testou a raiz sozinha, e no Brasil não há produto ativo. |
| NAC (N-acetilcisteína) | A FDA mandou cartas a 7 empresas de produtos "contra ressaca" em 2020, não a centenas; no Brasil, NAC é remédio e também fonte de cisteína em suplemento. |
| Niacina (ácido nicotínico) e hormônio do crescimento | O estudo de 2008 existe: 7 homens, 2 g de ácido nicotínico em 4 horas, e o GH do segundo sprint triplicou em relação ao primeiro. No Brasil, o máximo diário em suplemento é 35 mg. |
| NoFap: abstinência de pornografia e masturbação ("jejum de dopamina") | Num ensaio de 7 dias sem pornografia, ninguém teve sintoma de abstinência; o estudo do "pico de testosterona no 7º dia" foi retratado em 2021. |
| Oximetolona (Hemogenin, Anadrol-50) | O Hemogenin é um anabolizante oral feito para anemia, sem registro ativo na ANVISA desde 2020; nos estudos, até 43% dos pacientes tiveram enzimas do fígado acima de cinco vezes o basal. |
| Parabenos e ftalatos em shampoo e cosméticos | O "99,1%" existe, mas é de urina de americanos de todas as idades, não de sangue de homens; o butilparabeno baixou testosterona em ratos, e em homens os estudos não concordam. |
| Peptídeos de colágeno para músculo (Body Balance) | O estudo de Freiburg de 2015 existe, mas a gordura caiu 5,4 kg contra 3,5 kg no placebo, não o triplo; e só em 2025 o artigo declarou que um autor tem pedido de patente do ingrediente. |
| Pfaffia paniculata ("ginseng brasileiro", Hebanthe eriantha) | Nenhum estudo em gente testou o "ginseng brasileiro" para músculo, libido ou diabetes; em camundongos, uma Pfaffia baixou a testosterona e piorou o sêmen. |
| Placebo, nocebo e a "reprogramação de crença" | Em 63 ensaios com 12.564 homens, o placebo melhorou a ereção com efeito pequeno a moderado, e o remédio com efeito grande. O nocebo é real. O "protocolo de Harvard em 4 etapas" é um roteiro publicado inteiro. |
| Pré-treino caseiro (guaraná, canela, gengibre e cafeína anidra) | Pela própria receita, uma medida de 10 g leva de 345 a 481 mg de cafeína, e o saco de 20 g de cafeína pura passa da faixa que a FDA considera potencialmente letal. |
| Respiração lenta e diafragmática (hipocapnia, efeito Bohr e ereção) | Respiração lenta reduz estresse e ansiedade em ensaios, com efeito pequeno. O "40% a menos de oxigênio" é do fluxo do cérebro em hiperventilação forte, não do pênis. |
| Respiração nasal no sono (óxido nítrico, testosterona e fita na boca) | O nariz entrega 4 a 6 vezes mais óxido nítrico que a boca, não 25, e a boca não chega a zero. Esse gás age no pulmão; nenhum estudo o liga à testosterona. |
| Retatrutida (LY3437943) | O primeiro artigo de fase 3 da retatrutida publica −25,0% de peso em 80 semanas, não 28%; ela não é aprovada em lugar nenhum e, no Brasil, a ANVISA proibiu e mandou apreender toda retatrutida à venda. |
| Rhodiola e ginseng siberiano (Rhodiola rosea e Eleutherococcus senticosus) | O "+12% de VO2 máximo" do ginseng siberiano vem de 9 homens em Taiwan, não de Moscou; os estudos mais rigorosos com a planta não acharam ganho no exercício. |
| Ronco e apneia obstrutiva do sono (testosterona, CPAP e perda de peso) | Homens com apneia têm testosterona mais baixa, e o CPAP sozinho não a sobe nas meta-análises. Mas o CPAP trata a apneia; somar perda de peso subiu a testosterona em 77,6 ng/dL. |
| Sal e potássio pré-treino (inclui sal rosa, sal integral e glicerol) | Nenhum estudo mediu "pump" com sal antes do treino de força; o sal rosa precisaria de mais de 30 g por dia para dar potássio que conte, e a pressão sobe com sal em quem treina também. |
| Schisandra (Schisandra chinensis, wu wei zi) | A visão noturna e a fome suprimida dos caçadores são tradição; os dois ensaios com a fruta sozinha mediram força de perna em mulheres e idosos, e o maior risco documentado é interação com remédio. |
| Shilajit (mumijo, resina mineral) | O "+23,5%" não é do ensaio controlado que os vídeos descrevem: é de um estudo sem placebo com homens inférteis. E parte das amostras analisadas tinha chumbo, arsênio e mercúrio acima do limite. |
| Solidão e isolamento social (cortisol, testosterona, músculo e mortalidade) | Isolamento social anda junto com 32% mais mortalidade em 90 coortes. Sobre testosterona, o dado humano é escasso, e homens com parceira fixa têm testosterona mais baixa, não mais alta. |
| Sono: temperatura do quarto, horário e telas (GH e testosterona) | Uma semana dormindo 5 horas baixou a testosterona diurna de 10 jovens em 10% a 15%; o "60% da recuperação hormonal" e a "janela de 40 minutos" não aparecem em estudo. |
| Tadalafila de uso diário (5 mg) | A tadalafila diária é remédio aprovado e funciona, mas não "limpa artéria", não supera com folga o uso sob demanda e não previne encolhimento fora da cirurgia de próstata. |
| Tirzepatida (Mounjaro) semana a semana | No estudo citado nos vídeos, quem trocou a tirzepatida por placebo voltou a ganhar peso mesmo recebendo orientação de dieta e exercício; o "14%" é do peso corporal, não do peso perdido. |
| Tongkat ali (Long Jack, Eurycoma longifolia) | O "+581% de testosterona livre" não aparece em nenhum estudo que localizei; no ensaio com 600 mg, a SHBG e o LH não mudaram e o estradiol subiu. |
| Tração peniana e aparelho de vácuo (e "soltar o ligamento suspensor") | Tração diária ganhou em média 1,3 a 2,3 cm em estudos com Peyronie, pós-prostatectomia e queixa de pênis curto; o vácuo não aumentou o tamanho. Os "2 a 5 cm" e o "37%" não estão em estudo. |
| Treino acima do limiar de lactato ("finisher") e GH | Os 10 minutos acima do limiar de lactato subiram o GH de 10 homens em 1992; o estudo de 1999 citado nos vídeos achou subida em linha reta com a intensidade, sem limiar. |
| Ultraprocessados, açúcar e álcool (dieta e testosterona) | O álcool frequente baixa a testosterona em meta-análise; o "40% de queda" da toxina intestinal é de outro estudo; e não há ensaio que teste "zerar" açúcar para subir hormônio. |
| Vinagre de maçã em jejum | O vinagre baixa um pouco o pico de glicose depois de uma refeição; o ensaio que prometia grande perda de peso foi retratado em 2025, e parte da saciedade vem de náusea. |
| Vitamina B6 (piridoxina), adjuvante da mucuna | A B6 não protege a L-dopa da mucuna: acelera a perda dela. E o máximo diário em suplemento no Brasil, 98,60 mg, é mais de oito vezes o limite seguro fixado na Europa em 2023. |
| Vitamina D e exposição ao sol (testosterona) | O "+25,2% de testosterona" vem de 54 homens analisados em 2011; o mesmo grupo de Graz testou de novo, com placebo, e não achou efeito. |
| Zerar o açúcar por 30 dias (a cronologia dos vídeos) | Três dias sem refrigerante deram fissura e dor de cabeça em 25 adolescentes; mas o paladar só mudou no 2º e 3º mês num ensaio, e em outro, de 6 meses, não mudou. |
| Zinco (inclui ostra e alimentos ricos em zinco) | O estudo de 1996 existe, mas a testosterona subiu em 9 idosos com falta de zinco e sem grupo placebo; em homens sem deficiência, os ensaios não acham efeito. |
| Ácido D-aspártico (D-aspartato, DAA) | Os "+42% em 12 dias" vêm de 23 homens saudáveis com testosterona normal, não baixa; quatro ensaios depois disso não repetiram o efeito, e 6 g por dia derrubaram a testosterona. |
| Ácido ursólico (casca de maçã) | O estudo da PLOS ONE citado como prova de "−40% de gordura" foi feito em camundongos e não traz esse número; em homens que treinam, 400 mg por dia não somaram músculo. |
| Óleo de semente de abóbora (Cucurbita pepo) e beta-sitosterol | O "+40% de fios contra +10% no placebo" existe, num único ensaio coreano de 76 homens pago pelo fornecedor da cápsula; a DHT não foi medida e a extração não foi descrita. |
Três coisas que este levantamento ensinou
1. Muita literatura não é o mesmo que evidência
Os onze bioreguladores de Khavinson somam quase duzentos artigos no PubMed e zero ensaios registrados. Registro prévio é o que impede que um desfecho ruim vire outro desfecho na publicação — sem ele, não há como saber quantos estudos ficaram na gaveta. Contagem de artigo mede atividade acadêmica, não confiabilidade.
2. Volume alto não é resultado favorável
O resveratrol tem 391 ensaios randomizados e metanálises, e a promessa não se confirmou. O ginkgo tem 88 e continua não recomendado para prevenir demência, porque os grandes ensaios deram negativo. O probiótico tem 5.248 — o maior número do site — e é o mais enganoso, porque o efeito é de cepa específica e não se transfere para o frasco que você comprou.
3. Buscar pelo nome comercial infla a conta
Ao levantar os bioreguladores, um ensaio randomizado apareceu para o Ovagen. Fui ler: era um estudo de superovulação em vacas, porque Ovagen também é marca de FSH veterinário. No bloco do leste europeu, cocarboxilase e citocromo C aparecem com centenas de artigos que tratam de bioquímica do metabolismo e de apoptose — não do injetável. Quando a molécula tem função biológica própria, a contagem mede a biologia, não o remédio.
Na página de nootrópicos o mesmo problema apareceu de outra forma: o PubMed expande a busca por armodafinil para o termo MeSH modafinil, e devolve 2.437 contra 2.411 — quase o mesmo conjunto. Restrito a título e resumo, armodafinil tem 260. E quatro contagens de suplemento estavam infladas pela mesma razão: L-tirosina caiu de 199 para 14, uridina de 62 para 6, forskolina de 30 para 5 e a agmatina, de 9 para zero.
O que continua faltando
- Li resumos e metadados, não artigos completos, salvo nos casos em que o achado dependia disso — o Fadogia e o hopantenato de cálcio, que abri e conferi um a um.
- Contagem não é qualidade. Um número alto pode ser cem ensaios pequenos e mal feitos. É a limitação central do método usado aqui.
- Não há mais item sem contagem. Os 27 que estavam em branco nas páginas de suplementos, fitoterápicos e leste europeu foram fechados, e os dois da página do KLOW também. Fechá-los corrigiu um número errado meu — Cortexin tinha 26 artigos declarados e tem 127 — e mostrou que cocarboxilase, citocromo C e Etoxidol não têm nenhum ensaio randomizado.
- Literatura russa fora do PubMed não foi consultada. A escola de Khavinson publica muito em periódico não indexado — a ausência aqui não prova ausência absoluta.
- As outras 57 páginas do site continuam dependendo da fonte secundária. Este método ainda não foi aplicado a elas.