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Protocolos
Wirkstoffe › An Primärquellen geprüft

Rhodiola e ginseng siberiano (Rhodiola rosea e Eleutherococcus senticosus)

O "+12% de VO2 máximo" do ginseng siberiano vem de 9 homens em Taiwan, não de Moscou; os estudos mais rigorosos com a planta não acharam ganho no exercício.

Nicht zugelassenAn Primärquellen geprüft
KI-generierte Illustration. Keine Daten und kein Bild aus einer Studie.

Experimentelles Material. Lesen Sie, bevor Sie irgendetwas von hier verwenden.

Nichts auf dieser Seite ist eine medizinische Empfehlung, eine Verordnung oder ein Behandlungsplan. Es ist eine organisierte Übersetzung von Protokollen, die in Forschungs-Communities kursieren, und, wo vorhanden, dessen, was publizierte Studien getestet haben. Beides ist unterschiedlich gekennzeichnet — und nicht gleichwertig.

Die meisten Wirkstoffe hier haben keine Zulassung der FDA für die Anwendung am Menschen. Viele werden mit dem Etikett „nur für Forschungszwecke“ verkauft, was bedeutet, dass sie keine Kontrolle auf Reinheit, Sterilität oder Dosierung für den Konsum durch Menschen durchlaufen haben. Eine von der Community beschriebene Dosis ist keine validierte Dosis: Sie ist das, was jemand berichtet hat, getan zu haben.

Sprechen Sie mit einer approbierten Fachkraft des Gesundheitswesens, bevor Sie einen dieser Wirkstoffe in Betracht ziehen. Wenn Sie bereits einen verwenden und etwas Unerwartetes spüren, suchen Sie ärztliche Hilfe — warten Sie nicht auf die nächste Routineuntersuchung.

Atenção específica deste composto: Rhodiola e ginseng siberiano não constam da lista de constituintes autorizados para suplemento alimentar no Brasil (IN 28/2018, consolidada até setembro de 2026). A agência europeia recomenda a rhodiola só para adultos e por no máximo duas semanas sem orientação médica, e o ginseng siberiano por no máximo dois meses. O ginseng siberiano já elevou o resultado do exame de digoxina num paciente cardíaco. Num teste de DNA no Reino Unido, metade dos produtos de rhodiola com DNA da planta não era Rhodiola rosea.

Zusammenfassung

Rhodiola e ginseng siberiano são duas plantas diferentes que a medicina soviética estudou como "adaptógenos". A rhodiola tem a base mais sólida: uma meta-análise de 2025 com 26 ensaios achou efeito pequeno no VO2 máximo (tamanho de efeito 0,32), com heterogeneidade, e uma dose única reduziu um pouco a percepção de esforço num estudo de 18 pessoas. O ginseng siberiano tem um estudo de 9 homens com +12% no VO2 pico e cinco estudos rigorosos sem efeito. Nenhum estudo testou a combinação com ecdisterona, e o "cortisol −21%" não aparece nos ensaios da revista citada. Na Europa, as duas têm monografia de uso tradicional para fadiga, com limite de tempo de uso.

Warum diese Seite existiert

A rhodiola e o ginseng siberiano aparecem descritos em vídeos curtos sobre saúde masculina que vi publicados na internet, sempre juntos, como dois terços de um "pó soviético": ecdisterona, rhodiola e ginseng siberiano, que a União Soviética teria escondido nos anos 1970 e 1980 para seus atletas "destruírem o Ocidente sem cair no doping". Os vídeos dão a proporção ("250 mg de ecdisterona, 300 de rhodiola e 400 de ginseng siberiano"), prometem que a rhodiola baixa o cortisol e reduz em 15% a percepção de esforço, que o ginseng siberiano sobe o VO2 máximo em 12%, citam um estudo da revista Phytomedicine com cortisol "até 21%" menor e testes do "Instituto de Medicina Esportiva de Moscou", e garantem "zero efeito colateral".

A ecdisterona tem página própria, que já conferiu o estudo de Berlim, a dose e a situação na agência antidoping (ver a página ecdisterona). Esta página trata das duas plantas. Levantei as alegações de 2 vídeos curtos, separei as 12 verificáveis sobre rhodiola e ginseng siberiano e fui atrás de cada fonte citada. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site, que já tem uma linha sobre cada planta (proprio_fitoterapicos e proprio_nootropicos).

As duas plantas não têm parentesco próximo. A Rhodiola rosea, a "raiz-de-ouro" ou "raiz ártica", cresce em altitudes elevadas e latitudes do norte, como descreve a revisão de Ishaque e colegas (2012). O Eleutherococcus senticosus (sinônimo Acanthopanax senticosus), o "ginseng siberiano", é uma planta da medicina tradicional do Extremo Oriente russo e do leste da Ásia, segundo a revisão de Gerontakos e colegas (2021). Apesar do apelido, não é do gênero Panax, o do ginseng coreano (ver a página ginseng-vermelho-coreano).

Este site trata de assunto vizinho também em Fitoterápicos e nootrópicos, Nootrópicos, Schisandra (Schisandra chinensis, wu wei zi) e Ecdisterona (20-hidroxiecdisona; inclui turquesterona).

O que é verdade na história soviética, e o que é invenção

A parte histórica tem um fundo real, documentado.

  • A URSS estudou o ginseng siberiano em escala. Segundo Gerontakos e colegas (2021), a planta entrou oficialmente na farmacopeia soviética em 1962, e um programa de pesquisa examinou substâncias que melhorassem "estamina e resistência", com mais de mil estudos publicados. Por "medidas de segurança", esses trabalhos não ficaram acessíveis ao público nem foram traduzidos. Os autores recuperaram 46 estudos, de 1962 a 1986, em bibliotecas de São Petersburgo; 29 se diziam controlados por placebo.
  • Adaptógenos foram levados ao esporte há cerca de 50 anos. É o que diz a revisão histórica de Todorova e colegas (2021), que lista Eleutherococcus, Rhodiola, Rhaponticum (fonte de ecdisterona), Panax e Schisandra como adaptógenos vegetais.
  • A pesquisa clínica da rhodiola tem raiz no mesmo ambiente. Os ensaios com o extrato padronizado SHR-5 foram feitos em cadetes, estudantes e médicos de plantão na Rússia e na Armênia, e um deles tem como coautor Alexander Panossian, que na revisão de 2010 aparece com afiliação de pesquisa e desenvolvimento no Swedish Herbal Institute, empresa sueca que patrocina ensaios registrados de misturas de adaptógenos.

O que não tem documento é o resto. Não localizei fonte que descreva uma "fórmula" soviética de ecdisterona, rhodiola e ginseng siberiano, nem que ligue uma planta ao desempenho olímpico soviético. No PubMed, a busca que junta as três devolve 1 artigo: uma revisão de 2000 sobre ervas e exercício. Nenhum ensaio.

Wie viel Evidenz es wirklich gibt

Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.

BasisSuchanfrageErgebnis
PubMedrhodiola1.576 artigos
PubMed(rhodiola) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type])74 artigos
PubMed(rhodiola) AND (exercise OR endurance OR performance OR VO2) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type])45 artigos
PubMed(rhodiola) AND (cortisol) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type])5 Artikel
PubMed(eleutherococcus OR "siberian ginseng" OR "acanthopanax senticosus")1.097 artigos
PubMed(eleutherococcus OR "siberian ginseng" OR "acanthopanax senticosus") AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type])41 artigos
PubMed(eleutherococcus OR "siberian ginseng" OR "acanthopanax senticosus") AND (exercise OR endurance OR VO2) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type])7 artigos
PubMed(rhodiola) AND (eleutherococcus OR "siberian ginseng" OR "acanthopanax senticosus")59 artigos
PubMed(rhodiola) AND (eleutherococcus OR "siberian ginseng" OR "acanthopanax senticosus") AND (ecdysterone OR 20-hydroxyecdysone OR ecdysteroids)1 artigo
PubMed(rhodiola OR eleutherococcus OR "siberian ginseng") AND (Soviet OR USSR)16 Artikel
ClinicalTrials.govintervenção: rhodiola41 estudos registrados
ClinicalTrials.govintervenção: (rhodiola) AND AREA[Phase]PHASE33 ensaios de fase 3
ClinicalTrials.govintervenção: eleutherococcus OR "siberian ginseng" OR acanthopanax25 estudos registrados
ClinicalTrials.govintervenção: (eleutherococcus OR "siberian ginseng" OR acanthopanax) AND AREA[Phase]PHASE33 ensaios de fase 3

Ehrliche Lesart dieser Zahlen

  • A rhodiola é a mais estudada das duas no exercício. São 45 artigos de exercício marcados como ensaio randomizado ou meta-análise, contra 7 do ginseng siberiano. Boa parte dos da rhodiola usa outra espécie (Rhodiola crenulata) ou misturas com cordyceps e ginkgo (ver a página cordyceps).
  • A combinação dos vídeos não existe na literatura. Rhodiola, ginseng siberiano e ecdisterona juntos: 1 artigo, uma revisão.
  • Cortisol: 5 artigos. Dois deles são misturas, um é o ensaio de dose única em ciclistas, outro é o estudo de burnout de 2009.
  • Registro não é resultado. Os registros de fase 3 da rhodiola são de doença coronariana microvascular, covid longa e depressão; os do ginseng siberiano, de osteoartrite e covid, dois deles com misturas patrocinadas pela empresa sueca Swedish Herbal Institute AB. Nenhum é de força, VO2 ou testosterona.
  • Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho.

Die Studien hinter den Behauptungen

Segundo o PubMed, estes são os trabalhos concretos por trás do que se diz sobre as duas plantas. Leia o que cada um mediu, e em quantas pessoas.

StudieNKontextWas berichtet wurdeVorbehalt
Wang et al., 2025 (meta-análise)
Front Nutr 12:1645346 · PMID 41080184
668 (26 ECRs)Rhodiola rosea em adultos saudáveis, média de 33 diasVO2max ES 0,32 (11 estudos); tempo até exaustão ES 0,38; contrarrelógio ES −0,40; CK ES −0,84; lactato ES −0,87; maior efeito no VO2max acima de 600 mg/diaOs autores pedem "interpretação cautelosa" pela heterogeneidade
Sanz-Barrio et al., 2023 (revisão sistemática)
Phytother Res 37(10):4414-4428 · PMID 37495266
263 (13 ECRs)Rhodiola rosea e desempenhoDose aguda: efeito positivo na resistência e na percepção de esforço; uso crônico: sem efeito na resistênciaRisco de viés incerto ou alto na maioria dos estudos
Ishaque et al., 2012 (revisão sistemática)
BMC Complement Altern Med 12:70 · PMID 22643043
11 estudosFadiga física e mentalSó 2 de 6 estudos de fadiga física foram positivosTodos com risco alto de viés ou relato falho
Hung et al., 2011 (revisão sistemática)
Phytomedicine 18(4):235-44 · PMID 21036578
11 ECRsRhodiola sozinha, por via oral"Pode ter" efeito em desempenho físico e mental; poucos eventos adversos levesFalta de replicação independente
Noreen et al., 2013
J Strength Cond Res 27(3):839-47 · PMID 23443221
18Dose única de 3 mg/kg 1 h antes de contrarrelógio de bicicleta; cruzadoPercepção de esforço 6,0 contra 6,6 (p = 0,04); contrarrelógio 25,4 contra 25,8 min (p = 0,037); cortisol salivar sem diferençaDose única; o resumo não traz "15%"
Olsson et al., 2009
Planta Med 75(2):105-12 · PMID 19016404
60Fadiga por estresse (burnout); extrato SHR-5, 576 mg/dia, 28 diasMenos burnout e melhor atenção que o placebo; resposta do cortisol ao despertar diferente da do placeboPacientes, não atletas; o resumo não traz percentual de cortisol; Panossian, coautor, aparece no PubMed com afiliação no Swedish Herbal Institute (2010)
Shevtsov et al., 2003
Phytomedicine 10(2-3):95-105 · PMID 12725561
161Cadetes de 19 a 21 anos; dose única de SHR-5Índice antifadiga maior com as duas doses (p < 0,001)Teste mental; sem cortisol no resumo
Darbinyan et al., 2000
Phytomedicine 7(5):365-71 · PMID 11081987
56Médicos em plantão noturno; SHR-5 em dose baixa, cruzadoMelhora em testes mentais nas duas primeiras semanasSem cortisol no resumo
Spasov et al., 2000
Phytomedicine 7(2):85-9 · PMID 10839209
não informado no resumoEstudantes em época de provas; SHR-5 por 20 diasMelhora em aptidão física, fadiga mental e testes neuromotoresPiloto; sem cortisol no resumo
Kuo et al., 2010
Chin J Physiol 53(2):105-11 · PMID 21793317
9Homens treinados em Taiwan; ginseng siberiano 800 mg/dia, 8 semanas, cruzadoVO2 pico +12% (P < 0,05); tempo até exaustão +23%; frequência cardíaca máxima +4%Nove pessoas; é a origem provável do "+12%"
Dowling et al., 1996
Med Sci Sports Exerc 28(4):482-9 · PMID 8778554
20Corredores de alto nível; extrato de ginseng siberiano, 6 semanasNenhuma diferença em VO2, frequência cardíaca, percepção de esforço, tempo até exaustão ou lactato—
Eschbach et al., 2000
Int J Sport Nutr Exerc Metab 10(4):444-51 · PMID 11099371
9Ciclistas treinados; 1.200 mg/dia por 7 dias, cruzadoNenhuma diferença no uso de gordura nem no contrarrelógio de 10 km—
Goulet e Dionne, 2005 (revisão)
Int J Sport Nutr Exerc Metab 15(1):75-83 · PMID 15902991
8 estudosGinseng siberiano em resistência3 estudos positivos têm "falhas metodológicas graves"; os 5 rigorosos não mostram benefícioAté 1.000–1.200 mg/dia por 1–6 semanas
Gaffney et al., 2001
Life Sci 70(4):431-42 · PMID 11798012
atletas de clube6 semanas de extrato de ginseng siberiano ou ginseng coreanoCom ginseng siberiano, a razão testosterona/cortisol caiu 28,7% (p = 0,03), com tendência de +31% no cortisol (p = 0,07)O contrário de "baixar o cortisol"
Gerontakos et al., 2021 (revisão)
J Ethnopharmacol 278:114274 · PMID 34087398
46 estudos soviéticosLiteratura russa de 1962 a 1986Benefícios relatados em estamina física e mental, cognição e prevenção de resfriadoEstudos antigos, em russo, com as limitações que os autores apontam

In publizierten Humanstudien verwendete Dosen

Dies ist keine Dosisempfehlung: Es ist die Aufzeichnung dessen, was in publizierten Studien verabreicht wurde, mit dem Zweck jeder einzelnen. Außerhalb des Studienkontexts lassen sich diese Zahlen nicht übertragen.

StudieDosisDauerZweck der Studie
Noreen et al., 2013Rhodiola rosea, 3 mg/kg em dose única, 1 h antesDose únicaContrarrelógio e percepção de esforço
Olsson et al., 2009Extrato SHR-5 de Rhodiola rosea, 576 mg/dia28 TageFadiga por estresse
Spasov et al., 2000SHR-5 em "dose baixa repetida"20 TageFadiga em época de provas
Wang et al., 2025 (subgrupo da meta-análise)Acima de 600 mg/dia de Rhodiola rosea associado a maior efeito no VO2maxMédia de 33 diasResistência
Kuo et al., 2010Ginseng siberiano, 800 mg/dia8 WochenResistência em homens treinados
Eschbach et al., 2000Ginseng siberiano, 1.200 mg/dia7 diasUso de gordura e contrarrelógio
Dowling et al., 19963,4 mL/dia de extrato de ginseng siberiano6 WochenDesempenho aeróbio
Gaffney et al., 20018 mL/dia de extrato etanólico, equivalente a 4 g/dia de raiz seca6 WochenHormônios de estresse e imunidade

Nenhum estudo usou 300 mg de rhodiola com 400 mg de ginseng siberiano, e nenhum juntou as duas plantas com 250 mg de ecdisterona.

Das 12 alegações conferidas, nenhuma se confirma como foi dita

Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa seis rótulos: confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.

O que se dizO que os estudos mostramUrteil
É um "pó soviético" que os russos descobriram nos anos 1970 e 1980A URSS pôs o ginseng siberiano na farmacopeia em 1962 e o estudou em mais de mil trabalhos (Gerontakos 2021); adaptógenos entraram no esporte há cerca de 50 anos (Todorova 2021). Não há registro da mistura com ecdisteronaParcialmente
A URSS escondia uma fórmula que fazia seus atletas "destruírem o Ocidente sem cair no doping"Os estudos soviéticos ficaram inacessíveis, mas não localizei documento que ligue uma fórmula vegetal ao desempenho olímpico; a busca pela combinação devolve só uma revisãoNão sustentado
A União Soviética dominou os Jogos dos anos 1980 com um segredo vegetal que a agência antidoping "quase baniu"Rhodiola e ginseng siberiano não aparecem na Lista Proibida de 2026; a ecdisterona está no programa de monitoramento, não na lista (ver a página ecdisterona)Não sustentado
A rhodiola reduz o cortisolEm pacientes com burnout, a resposta do cortisol ao despertar mudou (Olsson 2009); numa dose única antes do exercício, o cortisol salivar não mudou (Noreen 2013); a revisão de 2022 conclui que o efeito das plantas no eixo do estresse é "incerto"Parcialmente
A rhodiola derruba a percepção de esforço em 15%Numa dose única, 6,0 contra 6,6 na escala de esforço (Noreen 2013); a revisão de 2023 confirma efeito agudo na percepção de esforço; o "15%" não está no resumoParcialmente
Um estudo clínico na Phytomedicine mostrou cortisol e fadiga "até 21%" menores nos primeiros dias de estresse físicoOs três ensaios de rhodiola na Phytomedicine (2000, 2000 e 2003) mediram fadiga mental, não cortisol, segundo os resumos; o estudo com cortisol é de 2009, em outra revista, e não traz percentualNúmero não encontrado na fonte citada
O ginseng siberiano sobe o VO2 máximo em 12%VO2 pico +12% em 9 homens de Taiwan, 8 semanas (Kuo 2010); estudos rigorosos não acharam efeito (Dowling 1996; Eschbach 2000; revisão de Goulet 2005)Parcialmente
O "Instituto de Medicina Esportiva de Moscou" confirmou o salto no VO2 máximoNão localizei esse estudo; o +12% está num estudo de Taiwan; dos 46 estudos soviéticos recuperados em 2021, a revisão não destaca VO2 máximoNão sustentado
O músculo recebe mais oxigênio e o ácido lático demora a chegarRhodiola: lactato menor na meta-análise de 2025, com heterogeneidade. Ginseng siberiano: lactato igual ao placebo (Dowling 1996; Eschbach 2000)Parcialmente
250 mg de ecdisterona, 300 mg de rhodiola e 400 mg de ginseng siberiano é "a proporção certa"Nenhum estudo testou essa mistura nem essas doses juntasNão sustentado
"Zero efeito colateral"A agência europeia limita a rhodiola a duas semanas sem orientação e o ginseng siberiano a dois meses; o ginseng siberiano subiu o resultado de digoxina num paciente (McRae 1996) e a tendência do cortisol num estudo (Gaffney 2001); há troca de espécie nos produtos (Ruhsam 2018)Não sustentado
Planta adaptógena é domínio público, não se patenteia, e por isso a indústria não se interessaUma empresa sueca, a Swedish Herbal Institute AB, patrocina ensaios de fase 2/3 registrados com misturas de adaptógenos; no Brasil, há um medicamento fitoterápico de rhodiola com registro ativoNão sustentado

Placar: 0 confirmadas, 5 parcialmente, 6 não sustentadas e 1 com número não encontrado na fonte citada.

O que a rhodiola tem, e o ginseng siberiano não

Dá para separar as duas plantas pela qualidade do que existe.

  • Rhodiola: sinal pequeno, repetido, com estudos fracos. A meta-análise de Wang e colegas (2025) reuniu 26 ensaios e 668 pessoas e achou efeitos pequenos a moderados em VO2max, tempo até exaustão e contrarrelógio, e queda de CK e lactato. Os próprios autores pedem cautela pela heterogeneidade. Revisões anteriores foram mais duras: Ishaque e colegas (2012) acharam todos os estudos com risco alto de viés ou relato falho; Hung e colegas (2011) apontaram falta de replicação independente. O efeito mais consistente é agudo: uma dose antes do exercício pode baixar um pouco a percepção de esforço.
  • Ginseng siberiano: um estudo pequeno a favor, cinco rigorosos contra. A revisão de Goulet e Dionne (2005) é explícita: os três estudos positivos tinham falhas graves, e os cinco bem desenhados não acharam benefício em doses de até 1.000–1.200 mg por dia por 1 a 6 semanas. O estudo de Taiwan de 2010, com 9 homens e +12% no VO2 pico, é posterior a essa revisão e continua sendo um estudo de 9 pessoas.
  • Cortisol: a direção não é garantida. Com ginseng siberiano, Gaffney e colegas (2001) viram a razão testosterona/cortisol cair 28,7%, com tendência de alta do cortisol: o contrário do prometido. A revisão sistemática de Lopresti e colegas (2022), que olhou 52 estudos de plantas no eixo do estresse, concluiu que o efeito é incerto para quase todas.

Segurança, efeitos adversos e quem não deve usar sem médico

  • Rhodiola: nos ensaios, poucos eventos adversos, todos leves (Hung 2011). A agência europeia aceita o uso tradicional só para adultos acima de 18 anos e não recomenda passar de duas semanas sem consultar um profissional.
  • Ginseng siberiano: a agência europeia aceita o uso tradicional acima de 12 anos, por no máximo dois meses, e manda procurar médico se os sintomas durarem mais de duas semanas. O comitê registra que a evidência clínica era insuficiente.
  • Digoxina: um homem de 74 anos que tomava digoxina teve o nível no sangue elevado enquanto usava ginseng siberiano; o valor caiu ao parar e subiu de novo quando ele voltou a tomar (McRae 1996). O autor não soube dizer se foi interação real ou interferência no exame. Quem usa digoxina não deveria tomar a planta sem o médico saber.
  • Produto trocado: Ruhsam e Hollingsworth (2018) testaram por DNA 25 produtos de ginseng siberiano e 14 de rhodiola vendidos no Reino Unido. Todos os de ginseng siberiano tinham a planta, mas 36% tinham também outra espécie do gênero. Entre os 10 produtos de rhodiola em que o DNA do gênero apareceu, só 5 eram Rhodiola rosea; em 3 outros, só havia alfafa e feno-grego.
  • Gestação, lactação e interações formais: NÃO VERIFIQUEI as seções de segurança das monografias europeias nem bases de interação medicamentosa.

Regulatorischer Status

  • Brasil, suplemento alimentar: rhodiola e ginseng siberiano não constam do Anexo I da IN 28/2018, na versão consolidada com alterações até a IN 470, de 16 de setembro de 2026. Pela RDC 243/2018 (art. 4º), suplemento só pode conter os constituintes dessa lista.
  • Brasil, medicamento: a Rhodiola rosea tem um medicamento fitoterápico com registro ativo (FISIOTON), válido até julho de 2027 segundo o dado aberto. O ginseng siberiano não tem registro (tabela abaixo).
  • Brasil, registro simplificado: nenhuma das duas está na lista brasileira de espécies vegetais para registro simplificado de fitoterápicos, a IN 412, de 17 de dezembro de 2025, que tem cinco espécies e revogou a lista anterior de 2014.
  • União Europeia: as duas têm monografia de uso tradicional da Agência Europeia de Medicamentos. Rhodiola: "alívio temporário de sintomas de estresse, como fadiga e sensação de fraqueza", adultos, revisão de 2023. Ginseng siberiano: "alívio de sintomas de astenia, como cansaço e fraqueza", acima de 12 anos, monografia de 2014. Uso tradicional quer dizer que a eficácia se apoia no tempo de uso, não em ensaio clínico.
  • Estados Unidos: NÃO VERIFIQUEI.
  • WADA: nenhuma das duas aparece na Lista Proibida de 2026, em vigor desde 1º de janeiro de 2026.
WirkstoffSuchmusterAktive ZulassungenAngegebene therapeutische KlasseProdukte
Rhodiola rosearhodiol1não informada no dado abertoum fitoterápico (FISIOTON), registro válido até julho de 2027
ginseng siberianoeleuther e acanthopanax|siberian|ginseng sib0—nenhum produto

Registro de um fitoterápico com rhodiola não transforma uma cápsula de "pó soviético" em medicamento, e não diz nada sobre a dose ou a mistura dos vídeos.

Was diese Erhebung nicht getan hat

  • Li resumos, não os artigos inteiros. Em especial, não li o texto completo dos três ensaios da Phytomedicine; a afirmação de que não mediram cortisol vale para os resumos.
  • Não localizei o estudo do "Instituto de Medicina Esportiva de Moscou" nem o "−21%" de cortisol.
  • Não li os 46 estudos soviéticos, só a revisão que os resume.
  • Não li as seções de segurança (gestação, lactação, contraindicações) das monografias europeias; li a página-resumo de cada uma.
  • Não conferi a situação nos Estados Unidos nem a bula do fitoterápico registrado no Brasil.
  • Não avaliei interações em base de interações medicamentosas, além do relato de digoxina.
  • A ecdisterona fica na página própria. Esta página não repete o que lá foi conferido sobre o estudo de Berlim e a WADA.

Quellen

  1. Wang X, Yang X, Gao Z, et al. The effect of Rhodiola rosea supplementation on endurance performance and related biomarkers: a systematic review and meta-analysis. Front Nutr. 2025;12:1645346. PMID 41080184 — 26 ensaios, efeito pequeno no VO2max, com heterogeneidade.
  2. Sanz-Barrio PM, Noreen EE, Gilsanz-Estebaranz L, et al. Rhodiola rosea supplementation on sports performance: A systematic review of randomized controlled trials. Phytother Res. 2023;37(10):4414-4428. PMID 37495266 — efeito agudo na percepção de esforço; crônico, não na resistência.
  3. Ishaque S, Shamseer L, Bukutu C, Vohra S. Rhodiola rosea for physical and mental fatigue: a systematic review. BMC Complement Altern Med. 2012;12:70. PMID 22643043 — estudos com risco alto de viés; planta de altitude e latitudes do norte.
  4. Hung SK, Perry R, Ernst E. The effectiveness and efficacy of Rhodiola rosea L.: a systematic review of randomized clinical trials. Phytomedicine. 2011;18(4):235-44. PMID 21036578 — poucos eventos adversos leves; falta replicação independente.
  5. Noreen EE, Buckley JG, Lewis SL, et al. The effects of an acute dose of Rhodiola rosea on endurance exercise performance. J Strength Cond Res. 2013;27(3):839-47. PMID 23443221 — percepção de esforço 6,0 contra 6,6; cortisol sem diferença.
  6. Olsson EM, von Schéele B, Panossian AG. A randomised, double-blind, placebo-controlled, parallel-group study of the standardised extract shr-5 of the roots of Rhodiola rosea in the treatment of subjects with stress-related fatigue. Planta Med. 2009;75(2):105-12. PMID 19016404 — o estudo com cortisol, em burnout, sem percentual no resumo.
  7. Shevtsov VA, Zholus BI, Shervarly VI, et al. A randomized trial of two different doses of a SHR-5 Rhodiola rosea extract versus placebo and control of capacity for mental work. Phytomedicine. 2003;10(2-3):95-105. PMID 12725561 — ensaio da Phytomedicine com fadiga mental, sem cortisol no resumo.
  8. Darbinyan V, Kteyan A, Panossian A, et al. Rhodiola rosea in stress induced fatigue--a double blind cross-over study of a standardized extract SHR-5 with a repeated low-dose regimen on the mental performance of healthy physicians during night duty. Phytomedicine. 2000;7(5):365-71. PMID 11081987 — médicos em plantão, sem cortisol no resumo.
  9. Spasov AA, Wikman GK, Mandrikov VB, et al. A double-blind, placebo-controlled pilot study of the stimulating and adaptogenic effect of Rhodiola rosea SHR-5 extract on the fatigue of students caused by stress during an examination period with a repeated low-dose regimen. Phytomedicine. 2000;7(2):85-9. PMID 10839209 — estudantes em provas, sem cortisol no resumo.
  10. Panossian A, Wikman G, Sarris J. Rosenroot (Rhodiola rosea): traditional use, chemical composition, pharmacology and clinical efficacy. Phytomedicine. 2010;17(7):481-93. PMID 20378318 — revisão cujo primeiro autor tem afiliação no Swedish Herbal Institute.
  11. Lopresti AL, Smith SJ, Drummond PD. Modulation of the hypothalamic-pituitary-adrenal (HPA) axis by plants and phytonutrients: a systematic review of human trials. Nutr Neurosci. 2022;25(8):1704-1730. PMID 33650944 — efeito das plantas no eixo do estresse "incerto".
  12. Kuo J, Chen KW, Cheng IS, et al. The effect of eight weeks of supplementation with Eleutherococcus senticosus on endurance capacity and metabolism in human. Chin J Physiol. 2010;53(2):105-11. PMID 21793317 — a origem provável do "+12%": 9 homens em Taiwan.
  13. Goulet ED, Dionne IJ. Assessment of the effects of eleutherococcus senticosus on endurance performance. Int J Sport Nutr Exerc Metab. 2005;15(1):75-83. PMID 15902991 — os estudos rigorosos não mostram benefício.
  14. Dowling EA, Redondo DR, Branch JD, et al. Effect of Eleutherococcus senticosus on submaximal and maximal exercise performance. Med Sci Sports Exerc. 1996;28(4):482-9. PMID 8778554 — 20 corredores, nenhum efeito.
  15. Eschbach LF, Webster MJ, Boyd JC, et al. The effect of siberian ginseng (Eleutherococcus senticosus) on substrate utilization and performance. Int J Sport Nutr Exerc Metab. 2000;10(4):444-51. PMID 11099371 — 9 ciclistas, nenhum efeito.
  16. Gaffney BT, Hügel HM, Rich PA. The effects of Eleutherococcus senticosus and Panax ginseng on steroidal hormone indices of stress and lymphocyte subset numbers in endurance athletes. Life Sci. 2001;70(4):431-42. PMID 11798012 — razão testosterona/cortisol caiu com ginseng siberiano.
  17. Gerontakos S, Taylor A, Avdeeva AY, et al. Findings of Russian literature on the clinical application of Eleutherococcus senticosus (Rupr. & Maxim.): A narrative review. J Ethnopharmacol. 2021;278:114274. PMID 34087398 — farmacopeia soviética em 1962, mais de mil estudos, 46 recuperados.
  18. Todorova V, Ivanov K, Delattre C, et al. Plant Adaptogens-History and Future Perspectives. Nutrients. 2021;13(8):2861. PMID 34445021 — adaptógenos no esporte há cerca de 50 anos.
  19. Bucci LR. Selected herbals and human exercise performance. Am J Clin Nutr. 2000;72(2 Suppl):624S-36S. PMID 10919969 — o único artigo que junta as duas plantas e ecdisteroides: uma revisão, não um ensaio.
  20. Ruhsam M, Hollingsworth PM. Authentication of Eleutherococcus and Rhodiola herbal supplement products in the United Kingdom. J Pharm Biomed Anal. 2018;149:403-409. PMID 29154110 — troca de espécie em produtos de rhodiola e ginseng siberiano.
  21. McRae S. Elevated serum digoxin levels in a patient taking digoxin and Siberian ginseng. CMAJ. 1996;155(3):293-5. PMID 8705908 — digoxina elevada com ginseng siberiano.
  22. Agência Europeia de Medicamentos, Rhodiolae roseae rhizoma et radix — uso tradicional para sintomas de estresse; adultos; até duas semanas sem orientação.
  23. Agência Europeia de Medicamentos, Eleutherococci radix — uso tradicional para astenia; acima de 12 anos; até dois meses.
  24. Registro NCT04795557 no ClinicalTrials.gov — ensaio de fase 2/3 de uma mistura de adaptógenos patrocinado pela Swedish Herbal Institute AB.
  25. Lista Proibida da WADA de 2026 (cópia mantida pela Universidade do Esporte de Colônia) — nenhuma das duas plantas aparece.
  26. E-Utilities von PubMed (esearch) — die Grundlage aller Artikelzahlen dieser Seite.
  27. Öffentliche API von ClinicalTrials.gov, Version 2 — die Grundlage aller Studien- und Phase-3-Zählungen dieser Seite.

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