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Protocolos
Wirkstoffe › An Primärquellen geprüft

Ultraprocessados, açúcar e álcool (dieta e testosterona)

O álcool frequente baixa a testosterona em meta-análise; o "40% de queda" da toxina intestinal é de outro estudo; e não há ensaio que teste "zerar" açúcar para subir hormônio.

Nicht zugelassenAn Primärquellen geprüft
KI-generierte Illustration. Keine Daten und kein Bild aus einer Studie.

Experimentelles Material. Lesen Sie, bevor Sie irgendetwas von hier verwenden.

Nichts auf dieser Seite ist eine medizinische Empfehlung, eine Verordnung oder ein Behandlungsplan. Es ist eine organisierte Übersetzung von Protokollen, die in Forschungs-Communities kursieren, und, wo vorhanden, dessen, was publizierte Studien getestet haben. Beides ist unterschiedlich gekennzeichnet — und nicht gleichwertig.

Die meisten Wirkstoffe hier haben keine Zulassung der FDA für die Anwendung am Menschen. Viele werden mit dem Etikett „nur für Forschungszwecke“ verkauft, was bedeutet, dass sie keine Kontrolle auf Reinheit, Sterilität oder Dosierung für den Konsum durch Menschen durchlaufen haben. Eine von der Community beschriebene Dosis ist keine validierte Dosis: Sie ist das, was jemand berichtet hat, getan zu haben.

Sprechen Sie mit einer approbierten Fachkraft des Gesundheitswesens, bevor Sie einen dieser Wirkstoffe in Betracht ziehen. Wenn Sie bereits einen verwenden und etwas Unerwartetes spüren, suchen Sie ärztliche Hilfe — warten Sie nicht auf die nächste Routineuntersuchung.

Atenção específica deste composto: Esta página trata de alimentação e bebida, não de suplemento. Cortar álcool e ultraprocessados não é tratamento de hipogonadismo, e "dominância estrogênica" não é diagnóstico que um exame de rotina dê em homem. Quem bebe muito e para de repente pode ter abstinência grave e precisa de acompanhamento. Queixa de libido, ereção ou testosterona baixa pede avaliação médica.

Zusammenfassung

Os vídeos juntam açúcar, ultraprocessados e álcool numa só causa de "estrogênio bloqueando a testosterona". Separados, os dados são outros. O álcool consumido com frequência baixou a testosterona total e subiu o estradiol numa meta-análise de 21 estudos. Uma dose de 75 g de glicose baixou a testosterona em 25%, e ela seguia baixa duas horas depois. Num ensaio cruzado com 43 jovens, a dieta de ultraprocessados aumentou o peso e baixou o FSH. A "toxina que vaza do intestino" baixou a testosterona por horas num experimento, e o número de 40% vem de outro estudo. Perder peso subiu a testosterona em meta-análise; "zerar" nunca foi testado.

Warum diese Seite existiert

A dieta industrializada aparece descrita em vídeos curtos sobre saúde masculina que vi publicados na internet, como a causa de uma testosterona que "ainda está no corpo, bloqueada por estrogênio". O roteiro tem duas versões. Na primeira, açúcar, ultraprocessados e álcool "travam" o fígado, que deveria eliminar o estrogênio; uma enzima do intestino, a beta-glucuronidase, "reinjeta" no sangue o estrogênio que o fígado já tinha descartado, o que estaria "confirmado em humanos" num artigo de 2006; e "60% dos homens acima de 40 anos" teriam "dominância estrogênica comprovada por exame", segundo uma revista de 2024. Na segunda, bactérias mortas "vazam" do intestino para o sangue e "desligam" a célula que fabrica testosterona, com "40% de queda" medidos numa revista de fisiologia de 2017; a indústria saberia desde 2007 que essa dieta "multiplica a bactéria duas a três vezes". A saída seria cortar esses alimentos, "zerar" o açúcar, e usar "dois compostos do brócolis" ou um protocolo "que sela o vazamento", que não são nomeados.

Esta página trata de hábito, não de algo que se toma. Como na página sobre plásticos (ver a página bpa-ftalatos-plasticos), a tabela de doses deu lugar às exposições usadas nos estudos. A cronologia de "30 dias sem açúcar" tem página própria (ver a página zerar-acucar-30-dias), e os compostos do brócolis também (ver a página compostos-do-brocolis-estrogenio).

Levantei as alegações de 3 vídeos curtos e conferi 18 delas. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site.

Este site trata de assunto vizinho também em Álcool e esteatose, Zerar o açúcar por 30 dias (a cronologia dos vídeos) e Farinha de arroz no shake (carboidrato pós-treino).

Três coisas diferentes

  • Álcool. É a única das três com meta-análise de ensaios controlados sobre testosterona em homens: o consumo crônico baixou a testosterona total e subiu o estradiol (Santi 2024). O efeito do álcool no fígado tem página própria no site (ver a página proprio_alcool_esteatose).
  • Açúcar. Uma dose de glicose baixa a testosterona, que segue baixa duas horas depois (Caronia 2013). O consumo habitual de bebida açucarada não se associou à testosterona em jovens (Kiwitt-Cárdenas 2022).
  • Ultraprocessados. O Guia Alimentar do Ministério da Saúde recomenda evitá-los, pela composição e porque tendem a ser consumidos em excesso. Em homens, há um ensaio controlado com desfecho reprodutivo, de 2025 (Preston 2025).

O que liga as três à testosterona, nos estudos, é sobretudo o peso: gordura corporal maior anda com testosterona menor, e perder peso a sobe (Corona 2013).

O estrogênio "reciclado" no intestino: o mecanismo existe, a escala não

O fígado conjuga o estrogênio para que ele seja eliminado pela bile, e bactérias do intestino com a enzima beta-glucuronidase podem desfazer essa conjugação e devolver parte do estrogênio à circulação. Esse conjunto de bactérias é chamado de "estroboloma". Num estudo com 51 pessoas, sendo 25 homens, a riqueza da microbiota fecal se associou fortemente ao estrogênio na urina de homens e mulheres na pós-menopausa, e a atividade fecal da beta-glucuronidase se correlacionou com a estrona urinária (R = 0,36; p = 0,04); com o estrogênio total nas fezes, a correlação foi inversa (Flores 2012). É uma associação medida num momento, num grupo pequeno.

O artigo de 2006 citado pelos vídeos não foi localizado com esse conteúdo. Na revista indicada, em 2006, os artigos sobre estrogênio tratam de isoflavona, de genisteína e de um estudo em células de câncer de mama sobre indol-3-carbinol, um composto do brócolis (Wang 2006); nenhum mede beta-glucuronidase em gente.

"Dominância estrogênica" não é um diagnóstico usado em homens. A expressão, entre aspas e cruzada com homens, devolve 4 artigos no PubMed. A busca na revista citada, em 2024, por estradiol ou estrogênio devolve 3 artigos: câncer de mama masculino, uma planta e hormônios de homens diabéticos; nenhum traz o "60%".

A "toxina que vaza": o experimento existe, o número de 40% não é dele

A ideia tem nome e autor. Em 2016, um pesquisador australiano propôs a teoria de que a endotoxina, um pedaço da parede de bactérias do intestino, passa para o sangue em homens obesos, causa inflamação e reduz a testosterona; ele a chamou de GELDING, sigla em inglês para "endotoxina intestinal levando a declínio da função gonadal" (Tremellen 2016). É uma hipótese.

Os testes vieram depois. Em 50 homens, a gordura corporal se correlacionou com um marcador de endotoxina no sangue, e esse marcador se correlacionou inversamente com a testosterona (Tremellen 2017). No estudo seguinte, publicado em 2018 na revista de fisiologia americana (o vídeo diz 2017; o identificador do artigo é de 2017), a mesma correlação apareceu em 75 homens, e uma dose baixa de endotoxina injetada em homens magros (0,8 ng/kg; 17 receberam endotoxina e 16 placebo) produziu inflamação seguida de queda da testosterona, com diferença entre os grupos em 6 horas e volta ao valor inicial em 24 horas, sem mudança de LH e FSH (Tremellen 2018). O "40%" não é resultado desse experimento: na discussão do artigo, ele aparece citado de outro estudo, sobre a administração de interleucina-6.

O "2 a 3 vezes desde 2007" também existe, mas em camundongos e em sangue. Em 2007, um grupo belga e francês mostrou que 4 semanas de dieta rica em gordura aumentaram duas a três vezes a endotoxina no plasma de camundongos e a proporção de bactérias que a contêm, e chamou isso de "endotoxemia metabólica" (Cani 2007). É pesquisa acadêmica com animal, não documento da indústria de alimentos.

Wie viel Evidenz es wirklich gibt

Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.

BasisSuchanfrageErgebnis
PubMed(ultra-processed OR ultraprocessed) AND (testosterone OR sperm OR semen)17 Artikel
PubMed("Dietary Sugars"[MeSH Terms] OR sugar-sweetened beverages OR added sugar) AND (testosterone)55 artigos
PubMed(alcohol drinking OR ethanol OR alcohol consumption) AND (testosterone) AND (men OR male) AND (humans[MeSH Terms])587 artigos
PubMed(alcohol drinking OR ethanol OR alcohol consumption) AND (testosterone) AND (Meta-Analysis[Publication Type])8 artigos
PubMed(endotoxin OR lipopolysaccharide OR endotoxemia) AND (testosterone) AND (humans[MeSH Terms])99 artigos
PubMed(estrobolome OR (beta-glucuronidase AND estrogen))695 artigos
PubMed"estrogen dominance" AND (men OR male)4 Artikel
PubMed(weight loss) AND (testosterone) AND (men OR male) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type])86 artigos
ClinicalTrials.govtermo livre (query.term): ultra-processed AND (testosterone OR sperm)9 estudos registrados

Ehrliche Lesart dieser Zahlen

  • Só um registro testa dieta ultraprocessada contra esperma. Dos 9 registros da busca, o único que compara dietas é o ensaio dinamarquês de 2025 (registro NCT05368194); os outros casaram por acaso com palavras como "ultra-raro" ou tratam de outras doenças. Registro não é resultado.
  • A busca do açúcar mistura dieta com diabetes. Muitos dos 55 artigos tratam de homens diabéticos ou de teste de glicose, não de consumo habitual de açúcar.
  • "Dominância estrogênica" quase não existe na literatura sobre homens. Quatro artigos, contra 695 sobre a enzima intestinal e o estrogênio, a maioria em mulheres e em câncer de mama.
  • A meta-análise do álcool reúne ensaios controlados, mas curtos. Os efeitos aparecem em homens saudáveis com consumo crônico, não após uma dose, como os próprios autores escrevem.
  • Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho.

Os estudos que sustentam (ou não) as alegações

Segundo o PubMed, estes são os trabalhos concretos por trás do que se diz sobre dieta industrializada, açúcar, álcool e testosterona.

StudieNKontextWas berichtet wurdeVorbehalt
Santi et al., 2024
Andrology 12(4):768-780 · PMID 37705506
21 estudos, 30 ensaios, 10.199 participantesMeta-análise de ensaios controlados: álcool contra placebo ou bebida sem álcoolTestosterona total MD −4,02 (IC −6,30 a −1,73); livre −0,17; SHBG −1,94; estradiol +7,65 (IC 1,06–14,23); LH sem efeitoEfeito só no consumo crônico de homens saudáveis; não após dose aguda nem no transtorno por uso de álcool
Sierksma et al., 2004
Alcohol Clin Exp Res 28(5):780-5 · PMID 15166654
10 homens e 9 mulheresRandomizado, cruzado, dieta controlada: cerveja com 40 g de álcool por dia contra cerveja sem álcoolTestosterona −6,8% nos homens (IC −1,0 a −12,5); estradiol sem mudançaMuito pequeno; 3 semanas
Caronia et al., 2013
Clin Endocrinol (Oxf) 78(2):291-6 · PMID 22804876
74 homens75 g de glicose por via oralTestosterona média −25% (13,7 contra 16,5 nM aos 120 min, como o resumo escreve); 10 de 66 com valor normal caíram para a faixa de hipogonadismoEfeito agudo; o recado dos autores é dosar testosterona em jejum
Kiwitt-Cárdenas et al., 2022
Rev Int Androl 20 Suppl 1:S39-S47 · PMID 35545500
209 jovensTransversal, Murcia, consumo de bebida açucaradaSem relação com testosterona; estradiol e morfologia normal um pouco maiores no quartil mais altoTransversal; questionário alimentar
Preston et al., 2025
Cell Metab 37(10):1950-1960.e2 · PMID 40882621
43 homens de 20 a 35 anos (registro)Randomizado, cruzado: dieta não processada contra ultraprocessada, com e sem 500 kcal a maisUltraprocessada: mais peso e mais LDL em relação ao HDL; FSH e GDF-15 menores; tendência de pior motilidade; mais um metabólito de ftalato no sangueO resumo não relata a testosterona, que era desfecho secundário registrado
Tremellen et al., 2018
Am J Physiol Endocrinol Metab 314(3):E206-E213 · PMID 29183872
75 homens; 17 contra 16 no experimentoCorrelação e endotoxina injetada (0,8 ng/kg)Marcador de endotoxina inversamente correlacionado com testosterona; queda transitória de testosterona com diferença em 6 h e volta ao basal em 24 hO "40%" do vídeo não é deste experimento
Tremellen et al., 2017
Basic Clin Androl 27:5 · PMID 28286655
50 homensCorrelação entre gordura, endotoxina, inflamação e hormôniosTestosterona inversamente correlacionada com IL-6 (r = −0,516) e com o marcador de endotoxina após ajuste por LHTransversal
Tremellen, 2016
Basic Clin Androl 26:7 · PMID 27340554
—A teoria GELDINGPropõe a endotoxina intestinal como causa do hipogonadismo do obesoHipótese, não estudo
Cani et al., 2007
Diabetes 56(7):1761-72 · PMID 17456850
camundongosDieta rica em gordura por 4 semanasEndotoxina no plasma 2 a 3 vezes maior; mais bactérias que a contêmAnimal; não mede testosterona
Flores et al., 2012
J Transl Med 10:253 · PMID 23259758
51 (25 homens)Microbiota fecal e estrogênio na urinaRiqueza da microbiota associada ao estrogênio urinário em homens e mulheres na pós-menopausa; beta-glucuronidase fecal correlacionada com a estrona urinária (R = 0,36)Pequeno; associação
Corona et al., 2013
Eur J Endocrinol 168(6):829-43 · PMID 23482592
24 estudosMeta-análise de perda de peso por dieta ou cirurgiaTestosterona total subiu 2,87 (IC 1,68–4,07) com dieta de poucas calorias e 8,73 (IC 6,51–10,95) com cirurgia bariátrica; estradiol caiuO resumo não informa a unidade; o ganho foi maior em quem perdeu mais peso

Exposições usadas nos estudos

Isto não é recomendação: é o registro do que foi consumido ou administrado em estudos publicados, em quem e por quanto tempo.

StudieExposiçãoDauerEm quemO que o estudo queria medir
Caronia et al., 201375 g de glicose por via oral, uma vez2 horas de coleta74 homens de 19 a 74 anosTestosterona depois da glicose
Sierksma et al., 200440 g de álcool por dia, em cerveja, no jantar3 Wochen10 homens de meia-idadeHormônios sexuais
Preston et al., 2025Dieta ultraprocessada contra não processada, com e sem 500 kcal extras por diaAvaliações de 3 semanas no registro43 homens jovensEsperma, metabolismo e hormônios
Tremellen et al., 2018Endotoxina injetada, 0,8 ng/kgColetas até 24 hHomens magrosInflamação e testosterona
Cani et al., 2007Dieta rica em gordura4 WochenCamundongosEndotoxina e metabolismo
Corona et al., 2013Dieta de poucas calorias ou cirurgia bariátricaVariadaHomens com obesidadeTestosterona após perda de peso

"Zerar" ou reduzir?

Os vídeos falam em zerar o açúcar, os ultraprocessados e o álcool. Não localizei ensaio que tenha testado eliminação total de qualquer um deles com testosterona como desfecho. O que existe:

  • Perder peso sobe a testosterona total, mais quanto mais peso se perde (Corona 2013). Comer menos ultraprocessados ajuda a não ganhar peso: no ensaio de 2025, a dieta ultraprocessada aumentou o peso mesmo com as mesmas calorias (Preston 2025).
  • O álcool crônico baixa a testosterona em homens saudáveis (Santi 2024). Não achei ensaio de parar de beber com testosterona medida depois.
  • A glicose baixa a testosterona, ao menos nas duas horas seguintes, e o hábito de bebida açucarada não se associou à testosterona num estudo com jovens (Caronia 2013; Kiwitt-Cárdenas 2022). A cronologia prometida para 30 dias sem açúcar é examinada em outra página (ver a página zerar-acucar-30-dias).

Das 18 alegações conferidas, só 1 se confirma: a do álcool

Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa os rótulos confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.

O que se dizO que os estudos mostramUrteil
A testosterona perdida "ainda está no corpo, bloqueada por estrogênio"Não localizei estudo que descreva testosterona "bloqueada" por estrogênio; o que se mede é testosterona total e livreNão sustentado
60% dos homens acima de 40 anos têm "dominância estrogênica comprovada por exame" (revista de saúde masculina, 2024)Os 3 artigos da revista em 2024 sobre estradiol ou estrogênio não trazem esse número; o termo quase não aparece na literatura sobre homensNúmero não encontrado na fonte citada
Açúcar, ultraprocessados e álcool "travam" o fígado que elimina o estrogênioPara o álcool crônico, a meta-análise mostra estradiol mais alto e testosterona mais baixa (Santi 2024); para açúcar e ultraprocessados, não achei estudo de eliminação de estrogênio pelo fígadoParcialmente
A dieta moderna "foi montada" para isso; "não é descuido, é design"Nenhuma fonte citada e nenhuma localizadaNão sustentado
A beta-glucuronidase do intestino desfaz o trabalho do fígado e devolve o estrogênio ao sangueMecanismo descrito; num estudo com 25 homens e 7 mulheres na pós-menopausa, entre outros, a enzima fecal se correlacionou com a estrona urinária (Flores 2012)Parcialmente
Isso foi "confirmado em humanos" num artigo de 2006 de uma revista de bioquímica nutricionalOs artigos de 2006 da revista sobre estrogênio não tratam dessa enzima; o mais próximo é um estudo em células de câncer de mama com indol-3-carbinol (Wang 2006)Número não encontrado na fonte citada
Bactéria morta vaza do intestino para o sangue e desliga a produção de testosteronaEndotoxina injetada baixou a testosterona por algumas horas em homens magros; em homens obesos há correlação (Tremellen 2018)Parcialmente
A queda é de 40%, segundo uma revista de fisiologia de 2017O artigo existe, mas o 40% aparece na discussão citando outro estudo, sobre interleucina-6Número não encontrado na fonte citada
A toxina desliga a célula "sem reparo, sem aviso"A testosterona voltou ao valor inicial em 24 horas (Tremellen 2018)Não sustentado
Em 2007, uma pesquisa mostrou que essa dieta multiplica a bactéria 2 a 3 vezesDieta rica em gordura subiu 2 a 3 vezes a endotoxina no plasma de camundongos (Cani 2007)Estudo em animal ou in vitro
A indústria de alimentos sabia disso desde 2007O estudo de 2007 é acadêmico; não localizei documento da indústriaNão sustentado
"Em 2016, o estudo saiu com nome e tudo"Em 2016 saiu a teoria GELDING, uma hipótese, não um estudo com resultado (Tremellen 2016)Parcialmente
A indústria nunca financiou estudo para reverter o danoNenhuma fonte citada e nenhuma localizadaNão sustentado
Existe um protocolo que "sela o vazamento" e reativa a produçãoNão foi nomeado; não há o que conferirNão sustentado
O álcool reduz a testosteronaConsumo crônico em homens saudáveis: testosterona total −4,02 (Santi 2024); 40 g por dia por 3 semanas: −6,8% (Sierksma 2004)Confirmado
O açúcar reduz a testosterona75 g de glicose: −25%, ainda baixa aos 120 minutos (Caronia 2013); bebida açucarada habitual sem relação com testosterona em jovens (Kiwitt-Cárdenas 2022)Parcialmente
Ultraprocessados prejudicam a saúde reprodutivaEm 43 homens, mais peso, FSH menor e tendência de pior motilidade; testosterona não relatada no resumo (Preston 2025)Parcialmente
Cortar (ou "zerar") esses alimentos devolve a testosteronaPerder peso subiu a testosterona (Corona 2013); eliminação total nunca foi testadaParcialmente

Placar: 1 confirmada, 7 parcialmente, 6 não sustentadas, 1 com estudo só em animal ou in vitro e 3 com número não encontrado na fonte citada.

Quem tem mais motivo para mudar o hábito

  • Homens com obesidade e testosterona baixa. É onde a perda de peso mostrou ganho de testosterona (Corona 2013), e onde a hipótese da endotoxina foi estudada (Tremellen 2018).
  • Quem bebe todos os dias. O efeito do álcool apareceu no consumo crônico (Santi 2024). O fígado também sofre, como mostra a página do site sobre álcool e esteatose (ver a página proprio_alcool_esteatose). Quem bebe muito deve reduzir com orientação, pela abstinência.
  • Quem vai dosar testosterona. Depois de uma carga de açúcar, o valor pode cair nas horas seguintes; os autores do estudo da glicose recomendam repetir a dosagem em jejum (Caronia 2013).

Regulatorischer Status

  • Brasil, recomendação: o Guia Alimentar para a População Brasileira (Ministério da Saúde, 2ª edição, 2014) recomenda "evite alimentos ultraprocessados" e tem como regra de ouro preferir alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias.
  • Álcool: NÃO VERIFIQUEI limites ou recomendações oficiais de consumo de álcool para esta página.
  • WADA: não se aplica.

Was diese Erhebung nicht getan hat

  • Li resumos, não os artigos inteiros, salvo a parte do artigo de 2018 sobre o experimento com endotoxina (na página aberta do PMC) e o registro do ensaio de 2025 no ClinicalTrials.gov.
  • Não verifiquei se a testosterona mudou no ensaio de ultraprocessados de 2025; o resumo não traz o dado e o texto completo não abriu.
  • Não localizei o artigo de 2006 "confirmado em humanos" nem a fonte do "60% de dominância estrogênica".
  • Não verifiquei as recomendações oficiais sobre álcool e o limite da OMS para açúcar livre.
  • Não avaliei probióticos, fibras ou "seladores de intestino": os vídeos não nomeiam o protocolo.
  • Não avaliei os compostos do brócolis, o DIM, a cerveja e o lúpulo, que têm páginas próprias (ver as páginas compostos-do-brocolis-estrogenio, dim-di-indolilmetano e cerveja-lupulo-fitoestrogeno).

Quellen

  1. Santi D, Cignarelli A, Baldi M, et al. The chronic alcohol consumption influences the gonadal axis in men: Results from a meta-analysis. Andrology. 2024;12(4):768-780. PMID 37705506 — álcool crônico baixa a testosterona e sobe o estradiol.
  2. Sierksma A, Sarkola T, Eriksson CJ, et al. Effect of moderate alcohol consumption on plasma dehydroepiandrosterone sulfate, testosterone, and estradiol levels in middle-aged men and postmenopausal women: a diet-controlled intervention study. Alcohol Clin Exp Res. 2004;28(5):780-5. PMID 15166654 — 40 g de álcool por dia: testosterona −6,8%.
  3. Caronia LM, Dwyer AA, Hayden D, et al. Abrupt decrease in serum testosterone levels after an oral glucose load in men: implications for screening for hypogonadism. Clin Endocrinol (Oxf). 2013;78(2):291-6. PMID 22804876 — glicose: testosterona −25%.
  4. Kiwitt-Cárdenas J, Arense-Gonzalo JJ, Mendiola-Olivares J, et al. Sugar-sweetened beverage intake in relation to reproductive parameters in young men. Rev Int Androl. 2022;20 Suppl 1:S39-S47. PMID 35545500 — bebida açucarada sem relação com testosterona.
  5. Preston JM, Iversen J, Hufnagel A, et al. Effect of ultra-processed food consumption on male reproductive and metabolic health. Cell Metab. 2025;37(10):1950-1960.e2. PMID 40882621 — o ensaio de dieta ultraprocessada em homens.
  6. Tremellen K, McPhee N, Pearce K, et al. Endotoxin-initiated inflammation reduces testosterone production in men of reproductive age. Am J Physiol Endocrinol Metab. 2018;314(3):E206-E213. PMID 29183872 — endotoxina e queda transitória de testosterona.
  7. Tremellen K, McPhee N, Pearce K. Metabolic endotoxaemia related inflammation is associated with hypogonadism in overweight men. Basic Clin Androl. 2017;27:5. PMID 28286655 — correlação em 50 homens.
  8. Tremellen K. Gut Endotoxin Leading to a Decline IN Gonadal function (GELDING) - a novel theory for the development of late onset hypogonadism in obese men. Basic Clin Androl. 2016;26:7. PMID 27340554 — a teoria de 2016.
  9. Cani PD, Amar J, Iglesias MA, et al. Metabolic endotoxemia initiates obesity and insulin resistance. Diabetes. 2007;56(7):1761-72. PMID 17456850 — endotoxina 2 a 3 vezes maior em camundongos.
  10. Flores R, Shi J, Fuhrman B, et al. Fecal microbial determinants of fecal and systemic estrogens and estrogen metabolites: a cross-sectional study. J Transl Med. 2012;10:253. PMID 23259758 — microbiota, beta-glucuronidase e estrogênio.
  11. Wang TT, Milner MJ, Milner JA, Kim YS. Estrogen receptor alpha as a target for indole-3-carbinol. J Nutr Biochem. 2006;17(10):659-64. PMID 16488130 — o artigo de 2006 da revista citada sobre estrogênio, em células.
  12. Corona G, Rastrelli G, Monami M, et al. Body weight loss reverts obesity-associated hypogonadotropic hypogonadism: a systematic review and meta-analysis. Eur J Endocrinol. 2013;168(6):829-43. PMID 23482592 — perder peso sobe a testosterona.
  13. Guia alimentar para a população brasileira, Ministério da Saúde, 2ª edição, 2014 — "evite alimentos ultraprocessados" e a regra de ouro.
  14. Registro NCT05368194 no ClinicalTrials.gov — o ensaio de dieta ultraprocessada, 43 participantes, testosterona como desfecho secundário.
  15. E-Utilities von PubMed (esearch) — die Grundlage aller Artikelzahlen dieser Seite.
  16. API pública do ClinicalTrials.gov, versão 2 — a base de todas as contagens de estudo desta página.

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