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Protocolos
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Cipionato de testosterona (Deposteron) e reposição hormonal (TRT)

A cronologia de 30 dias que circula não bate com os estudos: o interesse sexual começa em 3 semanas e a massa magra muda em 12 a 16, e no Brasil é vedado prescrever testosterona para estética.

一部承認一次資料で検証済み
AI生成のイラストです。データでも、研究の画像でもありません。

実験的資料。ここにあるものを使う前に読んでください。

このページにあるものは何一つ、医学的な推奨、処方、治療計画ではありません。 研究コミュニティに流通しているプロトコルと、存在する場合には公表された試験が検証した内容を、整理して翻訳したものです。この二つは異なる形で標示されており — 同等ではありません。

ここにある化合物の大部分はヒトへの使用についてFDAの承認を得ていません。多くは「研究用途限定」のラベルで販売されており、これは人が摂取するための純度、無菌性、含量の管理を経ていないことを意味します。コミュニティが記述する用量は検証された用量ではありません。誰かがそうしたと報告したものにすぎません。

これらの化合物のいずれかを検討する前に、資格を持つ医療専門家に相談してください。すでに使用していて予期しないことを感じたら、受診してください — 次の定期検査を待たないでください。

Atenção específica deste composto: Testosterona é anabolizante da lista C5 da Portaria 344/98 e só sai com receita de controle especial. O Conselho Federal de Medicina veda prescrevê-la sem deficiência comprovada ou com finalidade estética ou esportiva. A testosterona de fora suprime a produção de espermatozoides: num estudo da OMS, 65% dos homens ficaram sem espermatozoides em 6 meses. A bula contraindica o uso em câncer de mama ou próstata e em doença grave do coração, fígado ou rim, e manda vigiar hematócrito e pressão.

概要

O cipionato de testosterona é uma forma injetável de testosterona, registrada no Brasil e nos Estados Unidos para tratar hipogonadismo comprovado. Os vídeos descrevem 30 dias de uso para músculo com uma cronologia dia a dia. Os estudos mostram outro relógio: efeito no desejo sexual a partir de 3 semanas, mudança de massa magra e força em 12 a 16 semanas, estabilização em 6 a 12 meses. Doses acima do fisiológico aumentam músculo, e também derrubam o HDL e sobem a hemoglobina conforme a dose. Em 100 usuários de academia acompanhados por um ano, todos tiveram algum efeito adverso. Em 2023, o Conselho Federal de Medicina vedou a prescrição de anabolizantes para estética e desempenho.

このページが存在する理由

O cipionato de testosterona aparece descrito em vídeos curtos sobre saúde masculina que vi publicados na internet, de dois jeitos. No primeiro, ele é o personagem de uma cronologia de 30 dias: na primeira semana, libido que "explode", energia "no teto" e foco "laser", com o ganho no espelho atribuído a "água intracelular"; do dia 8 ao 16, recuperação mais rápida e síntese de proteína "no modo turbo"; por volta do dia 20, o cérebro "desliga a fábrica"; do dia 17 ao 30, força e massa magra; entre 3 e 12 semanas, a "fase de auge", de hipertrofia máxima. O mesmo vídeo lista os colaterais (cabelo, espinhas, impotência, colesterol, ginecomastia) e recomenda "acompanhamento médico".

No segundo, a reposição de testosterona aparece como vilã, comparada a alternativas que "ligam o eixo": a injeção "atrofia os testículos", "paralisa a produção de esperma" e deixa o homem "refém" de uma aplicação que se paga "pro resto da vida".

Levantei a cronologia e as alegações de comparação, separei as 16 verificáveis e confrontei cada uma com a bula americana, com ensaios randomizados e com coortes de usuários. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site.

Esta página trata de um hormônio controlado. Ela não traz esquema de uso, por decisão. As doses mais abaixo são de bula e de estudo, e o uso para ganhar músculo não tem dose segura publicada para ser copiada.

O que é, e o que a bula diz que ele trata

O cipionato de testosterona é a testosterona ligada a um éster que a torna menos solúvel em água. Segundo a bula americana do Depo-Testosterone, ésteres de testosterona em óleo, injetados no músculo, são absorvidos devagar, e por isso o cipionato pode ser dado em intervalos de duas a quatro semanas. No sangue, segundo a mesma bula, cerca de 98% da testosterona circula ligada a uma globulina específica e cerca de 2% está livre.

A indicação de bula é reposição no homem com deficiência ou ausência de testosterona própria, em dois quadros: hipogonadismo primário, quando o testículo falha, e hipogonadismo hipogonadotrófico, quando falha o comando de hipotálamo ou hipófise. A bula diz que a segurança e a eficácia no chamado "hipogonadismo relacionado à idade" não foram estabelecidas. E pede que o diagnóstico seja confirmado com testosterona medida pela manhã em pelo menos dois dias diferentes, abaixo do normal.

A diretriz da Endocrine Society de 2018 vai na mesma direção: diagnóstico só em homens com sintomas e sinais de deficiência e testosterona "inequívoca e consistentemente" baixa, confirmada por repetição em jejum pela manhã, com investigação da causa.

O mecanismo que os vídeos descrevem existe, e não tem dia marcado

A testosterona injetada sinaliza ao hipotálamo e à hipófise que há hormônio suficiente. Eles reduzem o LH e o FSH. Sem LH, o testículo produz menos testosterona própria; sem FSH e sem testosterona dentro do testículo, a produção de espermatozoides cai. A bula registra que a espermatogênese pode ser suprimida por inibição de retroalimentação do FSH.

O vídeo acerta a direção. Erra na data. Não localizei estudo que marque o "dia 20" como o momento em que o eixo se desliga. O que os estudos mostram é a consequência: no ensaio da Organização Mundial da Saúde de 1990, com 200 mg de enantato de testosterona por semana em 271 homens férteis, o tempo médio até zerar os espermatozoides foi de 120 dias, e a taxa acumulada de azoospermia chegou a 65% em 6 meses. Na coorte holandesa HAARLEM, 77% dos 100 usuários de academia tinham contagem total de espermatozoides abaixo de 40 milhões durante o ciclo.

実際にどれだけのエビデンスが存在するか

Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.

根拠検索式結果
PubMedtestosterone cypionate285 artigos
PubMed(testosterone cypionate) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type])26 artigos
PubMed(testosterone) AND (hypogonadism) AND (male OR men)8.562 artigos
PubMed(testosterone) AND (hypogonadism) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type])390 artigos
PubMed(testosterone) AND (hypogonadism) AND (Meta-Analysis[Publication Type])110 artigos
PubMed(testosterone) AND (supraphysiologic OR supraphysiological) AND (muscle) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type])11 artigos
PubMed("anabolic androgenic steroids"[Title/Abstract] OR "anabolic-androgenic steroids"[Title/Abstract] OR "anabolic steroids"[Title/Abstract]) AND (adverse[Title/Abstract] OR side effects[Title/Abstract])807 artigos
PubMed(anabolic-androgenic steroid) AND (hypogonadism) AND (recovery OR withdrawal)46 artigos
PubMed(testosterone[Title/Abstract]) AND (bodybuilders[Title/Abstract] OR bodybuilding[Title/Abstract])143 artigos
ClinicalTrials.govintervenção: testosterone cypionate54 estudos registrados
ClinicalTrials.govintervenção: (testosterone cypionate) AND AREA[Phase]PHASE37 ensaios de fase 3
ClinicalTrials.govintervenção: testosterone AND AREA[Condition]hypogonadism253 estudos registrados
ClinicalTrials.govintervenção: (testosterone) AND AREA[Condition]hypogonadism AND AREA[Phase]PHASE355 ensaios de fase 3

この数字についての率直な読み方

  • A testosterona para hipogonadismo é muito estudada; o cipionato, especificamente, bem menos. Os grandes ensaios recentes usaram gel. O que vale para "testosterona em hipogonadismo" vale em parte para o cipionato, mas a forma de dar o hormônio muda o pico e o vale no sangue.
  • Ensaio randomizado com dose acima do fisiológico em músculo existe, e é pouco. São 11 artigos com essa marcação. Os mais citados duraram 10 e 20 semanas e acompanharam algumas dezenas de homens.
  • O dano do uso para estética vem quase todo de estudos observacionais. A Endocrine Society explica por quê: ensaios randomizados não podem, por ética, reproduzir as doses e as combinações usadas fora do consultório.
  • Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho.

主張を裏づける研究

Segundo o PubMed, estes são os trabalhos concretos por trás do que se diz sobre a testosterona para músculo e na reposição. Leia o que cada um mediu, e em quantas pessoas.

研究N背景報告された内容注意点
Bhasin et al., 1996
N Engl J Med 335(1):1-7 · PMID 8637535
43Homens saudáveis; 600 mg/semana de enantato de testosterona ou placebo, com ou sem musculação, 10 semanas; randomizadoCom treino: massa livre de gordura +6,1 ± 0,6 kg, supino +22 ± 2 kg, agachamento +38 ± 4 kg; sem treino, testosterona também ganhou mais que placebo; humor e comportamento sem alteraçãoDose muito acima da faixa de reposição da bula (50–400 mg a cada 2–4 semanas); 10 semanas; enantato, não cipionato
Bhasin et al., 2001
Am J Physiol Endocrinol Metab 281(6):E1172-81 · PMID 11701431
61Homens de 18 a 35 anos com produção própria suprimida por análogo de GnRH; 25, 50, 125, 300 ou 600 mg/semana de enantato por 20 semanasMassa livre de gordura +3,4, +5,2 e +7,9 kg nas doses de 125, 300 e 600 mg; força e músculo acompanharam a dose; HDL caiu e hemoglobina subiu conforme a dose; função sexual, humor e PSA sem mudança em nenhuma dose20 semanas; o ganho é dependente de dose, e o dano também
Saad et al., 2011 (revisão)
Eur J Endocrinol 165(5):675-85 · PMID 21753068
—Revisão do tempo de início e de pico dos efeitos da reposiçãoInteresse sexual após 3 semanas, platô em 6; ereção pode levar até 6 meses; humor depressivo melhora após 3–6 semanas, máximo em 18–30; massa magra, gordura e força mudam em 12–16 semanas e estabilizam em 6–12 meses; eritropoese em 3 meses, pico em 9–12; lipídios após 4 semanas, máximo em 6–12 mesesRevisão narrativa de reposição, não de uso estético
Snyder et al., 2016 (Testosterone Trials)
N Engl J Med 374(7):611-24 · PMID 26886521
790Homens de 65 anos ou mais com testosterona < 275 ng/dL e sintomas; gel ou placebo por 1 anoBenefício moderado na função sexual; algum benefício no humor; sem benefício em vitalidade nem em distância caminhada no ensaio de função físicaIdosos; gel; tamanho insuficiente para concluir sobre riscos, segundo os autores
Lincoff et al., 2023 (TRAVERSE)
N Engl J Med 389(2):107-117 · PMID 37326322
5.246Homens de 45 a 80 anos com hipogonadismo e doença ou alto risco cardiovascular; gel 1,62% ou placebo; média de 21,7 meses de tratamentoEventos cardiovasculares maiores em 7,0% com testosterona e 7,3% com placebo (HR 0,96; IC 95% 0,78–1,17): não inferior; mais fibrilação atrial, lesão renal aguda e embolia pulmonar com testosteronaFinanciado por fabricante, entre outros; dose de reposição, não de academia
OMS, 1990
Lancet 336(8721):955-9 · PMID 1977002
271Homens férteis; 200 mg/semana de enantato como contraceptivoAzoospermia acumulada de 65% em 6 meses; tempo médio de 120 dias; recuperação mediana para 20 milhões/mL em 3,7 meses após pararEstudo de contracepção; mostra a força da supressão
Smit et al., 2021 (HAARLEM)
Scand J Med Sci Sports 31(2):427-438 · PMID 33038020
100Homens que iam começar um ciclo de anabolizantes por conta própria; acompanhamento de 1 anoTodos relataram mais força; todos tiveram ao menos um efeito negativo; retenção de líquido 56% e agitação 36% durante o ciclo; libido menor depois 58%; acne 28%; ginecomastia 19%; 4 eventos graves (insuficiência cardíaca, pancreatite, ideação suicida, piora de colite)Observacional; doses e combinações escolhidas pelos próprios usuários
Smit et al., 2021 (HAARLEM)
Hum Reprod 36(4):880-890 · PMID 33550376
100Mesma coorte; função do testículo77% com contagem total < 40 milhões durante o uso; testosterona voltou ao basal em 3 meses na maioria; em 1 ano, 11% ainda com testosterona baixa e 34% com contagem < 40 milhõesSeguimento curto para a recuperação do esperma, como os autores reconhecem
Horwitz et al., 2019
J Intern Med 285(3):333-340 · PMID 30460728
545 usuários e 5.450 controlesHomens flagrados com anabolizante em academias da Dinamarca, 2006–2018Mortalidade três vezes maior (HR 3,0; IC 95% 1,3–7,0); acne, ginecomastia e disfunção erétil em mais de 10%Retrospectivo; usuários podem diferir dos controles em outros hábitos
Windfeld-Mathiasen et al., 2025
Circulation 151(12):828-834 · PMID 39945117
1.189 usuários e 59.450 controlesMesma fonte dinamarquesa; seguimento médio de 11 anosInfarto aHR 3,00; cardiomiopatia aHR 8,90; insuficiência cardíaca aHR 3,63; tromboembolismo venoso aHR 2,42; arritmia aHR 2,26Observacional, ajustado; um dos autores foi da agência antidoping dinamarquesa
Wheeler et al., 2017
J Urol 197(4):1127-1131 · PMID 27984109
175 com testosteronaReposição de testosterona, retrospectivoPolicitemia em 11,2% (contra 1,7% com clomifeno)Retrospectivo; mostra risco mesmo em dose de tratamento

Doses usadas em bula e em estudos publicados

Isto não é recomendação de dose: é o registro do que consta da bula para a indicação aprovada e do que foi administrado em estudos publicados, com a finalidade de cada um. Fora desse contexto, esses números não se transferem.

出典用量期間Finalidade
Bula americana do Depo-Testosterone50–400 mg de cipionato a cada 2–4 semanas, intramuscular profundaContínua, conforme resposta e efeitos adversosReposição em hipogonadismo confirmado
Bhasin et al., 1996600 mg/semana de enantato10 semanasMedir músculo e força com dose acima do fisiológico
Bhasin et al., 200125 a 600 mg/semana de enantato, com supressão da produção própria20 semanasRelação entre dose e efeito
OMS, 1990200 mg/semana de enantatoAté 6 meses para chegar à azoospermia, depois 12 meses de fase de eficáciaContracepção masculina
TRAVERSE, 2023Gel 1,62% diário, ajustado para 350–750 ng/dLMédia de 21,7 mesesSegurança cardiovascular
Testosterone Trials, 2016Gel diário1 anoSintomas em homens de 65 anos ou mais

O vídeo não diz dose e critica a "dose de cavalo". O ponto é que não existe, na literatura que li, dose "de academia" segura para ser copiada: o ensaio que mostrou mais músculo usou o equivalente a várias vezes a reposição, e o de dose-resposta mostrou que o HDL cai e a hemoglobina sobe na mesma proporção em que o músculo cresce.

Das 16 alegações conferidas, 4 se sustentam como foram ditas

Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa seis rótulos: confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.

O que se dizO que os estudos mostram結論
O Deposteron é cipionato de testosterona—Confirmado
Na 1ª semana, a libido "explode", a energia "bate no teto" e o foco "vira laser"Interesse sexual a partir de 3 semanas, platô em 6 (Saad 2011); em idosos, um ano de gel não melhorou a vitalidade (Snyder 2016)Não sustentado
O que se vê no espelho nos primeiros 7 dias é "água intracelular"Retenção de sódio e água está na bula e foi relatada por 56% dos usuários do HAARLEM durante o ciclo; o "intracelular" e o prazo de 7 dias não foram medidos em nenhum estudo que localizeiParcialmente
Do dia 8 ao 16, a recuperação "despenca" e a síntese de proteína "liga no modo turbo"Nenhum estudo localizado mediu isso nesses dias; massa magra e força mudam em 12–16 semanas (Saad 2011)Não sustentado
Por volta do dia 20, o cérebro "desliga a fábrica" e o eixo entra em colapsoA supressão de LH e FSH é real (bula; OMS 1990; HAARLEM); não localizei estudo que marque o dia 20Parcialmente
Do dia 17 ao 30, a força sobe e a massa magra "adensa"Ganho de massa e força está demonstrado com doses altas, mas medido em 10 e 20 semanas (Bhasin 1996 e 2001); não localizei medida em 30 diasParcialmente
Entre 3 e 12 semanas de uso contínuo vem o "auge", com hipertrofia máximaMassa magra e força estabilizam em 6 a 12 meses e podem continuar mudando por anos (Saad 2011)Não sustentado
Colaterais: cabelo "no ralo", espinhas, impotênciaCalvície de padrão masculino, acne e alteração da libido estão na bula; acne, ginecomastia e disfunção erétil em mais de 10% dos usuários dinamarqueses; acne em 28% e libido menor em 58% depois do ciclo no HAARLEMConfirmado
Colesterol "no lixo"O HDL cai conforme a dose (Bhasin 2001) e a bula diz que o colesterol pode subir; não li dado de LDL nos resumosParcialmente
Risco real de ginecomastiaNa bula; 19% no HAARLEM; acima de 10% na coorte dinamarquesaConfirmado
Os colaterais "podem se intensificar" entre 3 e 12 semanasAlguns efeitos continuam crescendo além disso: hematócrito com pico em 9–12 meses, lipídios com máximo em 6–12 meses (Saad 2011)Parcialmente
O problema é de quem toma "dose de cavalo" para ficar bem na praiaOs danos crescem com a dose (Bhasin 2001), mas a dose de tratamento também tem risco: policitemia em 11,2% (Wheeler 2017); mais fibrilação atrial, lesão renal aguda e embolia pulmonar no TRAVERSEParcialmente
É "aconselhado sempre ter acompanhamento médico" e o auge vem "sob supervisão"Para hipertrofia ou estética, o CFM veda a prescrição desde 2023; acompanhamento médico existe para quem tem deficiência comprovadaNão sustentado
A testosterona injetável "atrofia os testículos"Atrofia testicular está entre as reações relatadas em abuso, na bula; a supressão da produção de espermatozoides está demonstradaParcialmente
A testosterona de fora "paralisa a produção de esperma"Azoospermia em 65% em 6 meses (OMS 1990); 77% abaixo de 40 milhões durante o uso (HAARLEM)Confirmado
A reposição deixa o homem "dependente", pagando "pro resto da vida"Depois do uso para academia, a testosterona voltou ao basal em 3 meses na maioria, mas 11% seguiam baixos em 1 ano (HAARLEM); a bula descreve dependência e abstinência com doses supraterapêuticas; quem tem hipogonadismo de causa orgânica trata por longo prazo por causa da doençaParcialmente

Placar: 4 confirmadas, 8 parcialmente e 4 não sustentadas.

O relógio real da testosterona

A cronologia do vídeo comprime em 30 dias o que os estudos distribuem por meses. Segundo a revisão de Saad e colegas (2011), que juntou a literatura de reposição:

  • Desejo sexual: começa a mudar em 3 semanas e chega ao platô em 6.
  • Ereção e ejaculação: podem levar até 6 meses.
  • Humor depressivo: melhora detectável entre 3 e 6 semanas, máximo entre 18 e 30 semanas.
  • Massa magra, gordura e força: mudam em 12 a 16 semanas e estabilizam entre 6 e 12 meses, podendo continuar por anos.
  • Glóbulos vermelhos: efeito evidente em 3 meses, pico em 9 a 12 meses.
  • Lipídios: efeito depois de 4 semanas, máximo entre 6 e 12 meses.

Isso vale para reposição em quem tem deficiência. Para quem tem testosterona normal e injeta mais, o melhor dado é o de Bhasin e colegas: em 10 semanas, com 600 mg por semana e treino, a massa livre de gordura subiu 6,1 kg. É um efeito grande, obtido com dose alta, por mais de dois meses, em 43 homens selecionados e acompanhados. Não é o "dia 17 ao 30".

Segurança, efeitos adversos e interações

  • Sangue. A testosterona sobe a hemoglobina conforme a dose (Bhasin 2001). A policitemia apareceu em 11,2% dos homens em reposição num estudo retrospectivo (Wheeler 2017). A bula manda checar hemoglobina e hematócrito periodicamente.
  • Coração e circulação. Em homens com hipogonadismo e alto risco cardiovascular, o gel não aumentou eventos cardiovasculares maiores, mas teve mais fibrilação atrial, lesão renal aguda e embolia pulmonar (TRAVERSE). A bula registra tromboembolismo venoso na pós-comercialização, avisa que a testosterona pode subir a pressão e não recomenda o uso com hipertensão não controlada. Entre usuários de anabolizantes na Dinamarca, o risco de infarto foi três vezes maior e o de cardiomiopatia, quase nove vezes, comparados à população (Windfeld-Mathiasen 2025).
  • Morte. A mortalidade foi três vezes maior em usuários de anabolizantes flagrados em academias dinamarquesas (Horwitz 2019). A declaração científica da Endocrine Society (2014) liga o uso de drogas para desempenho a maior risco de morte e a doenças cardiovasculares, psiquiátricas, metabólicas, endócrinas, neurológicas, infecciosas, hepáticas, renais e musculoesqueléticas.
  • Fertilidade e testículo. Supressão da produção de espermatozoides (OMS 1990; HAARLEM), com recuperação que pode levar cerca de um ano e não acontecer em todos.
  • Pele, mama e cabelo. Acne, oleosidade, calvície de padrão masculino e ginecomastia, que pode persistir (bula).
  • Psiquiatria. A bula lista, em abuso, depressão maior, mania, paranoia, psicose, hostilidade e agressividade; e, na abstinência de doses supraterapêuticas, humor deprimido, fadiga, desejo intenso, insônia e libido baixa por semanas ou meses.
  • Interações de bula: a testosterona pode aumentar a sensibilidade a anticoagulantes orais e reduzir a necessidade de insulina em diabéticos. NÃO VERIFIQUEI bases de interação além da bula.
  • Contraindicações de bula: hipersensibilidade, câncer de mama no homem, câncer de próstata conhecido ou suspeito, gravidez e doença grave do coração, do fígado ou do rim. A Endocrine Society recomenda não iniciar em quem planeja ter filhos em breve, tem PSA acima de 4 ng/mL (ou acima de 3 em alto risco) sem avaliação, hematócrito elevado, apneia grave não tratada, sintomas urinários graves, insuficiência cardíaca descontrolada, infarto ou AVC nos últimos 6 meses ou trombofilia.

Monitoramento clínico e por que não usar sem médico

Para quem tem hipogonadismo e recebe testosterona, a diretriz da Endocrine Society pede um plano padronizado: avaliar sintomas, efeitos adversos e adesão; medir testosterona e hematócrito; e avaliar risco de câncer de próstata no primeiro ano. A bula americana acrescenta pressão arterial e hemoglobina periódicas. Isso não é protocolo: é o que as fontes descrevem como acompanhamento de um tratamento indicado.

Fora dessa indicação, o argumento contra o uso por conta própria está nos números desta página: todos os 100 usuários do HAARLEM tiveram ao menos um efeito negativo, quatro tiveram evento grave, um em cada nove ainda tinha testosterona baixa um ano depois, e as coortes dinamarquesas mostram mais morte e mais doença do coração. No Brasil, além disso, nenhum médico pode prescrever testosterona para essa finalidade sem violar a norma do seu conselho.

規制上のステータス

  • Brasil, controle: testosterona é o item 30 da lista C5 (substâncias anabolizantes) do Anexo I da Portaria SVS/MS nº 344/1998, na redação da RDC nº 1.023, de 11 de maio de 2026, sujeita a Receita de Controle Especial em duas vias; pelo adendo da lista, ficam sob controle também os sais, éteres, ésteres e isômeros, o que inclui o cipionato. Medicamento de uso tópico com substância da lista é vendido com prescrição sem retenção de receita. Li a reprodução do texto no LegisWeb, não o Diário Oficial.
  • Brasil, ética médica: a Resolução CFM nº 2.333/2023, publicada em 11 de abril de 2023, diz que a reposição está indicada em deficiência específica comprovada e veda o uso de testosterona sem comprovação diagnóstica de deficiência e de anabolizantes com finalidade estética ou de melhora de desempenho, para atletas amadores ou profissionais. NÃO VERIFIQUEI se há decisão judicial que suspenda a resolução.
  • Brasil, registro: três registros ativos de cipionato de testosterona e 14 de testosterona em todas as formas (tabela abaixo).
  • Estados Unidos: o Depo-Testosterone é aprovado para hipogonadismo primário e hipogonadotrófico; a testosterona é substância controlada de classe III; a bula diz que a eficácia no hipogonadismo relacionado à idade não está estabelecida.
  • União Europeia: NÃO VERIFIQUEI registros europeus de cipionato.
  • WADA: testosterona está na classe S1.1 (esteroides anabolizantes androgênicos) da Lista Proibida de 2026, proibida em competição e fora dela.
有効成分検索パターン有効な登録申告された治療分類製品
cipionato de testosteronacipionato de testosterona|deposteron3Hormônio gonadotrófico (como declarado na base)Deposteron (Similar), Testocyp (Similar) e um genérico; 1 registro inativo
testosterona, todas as formastestosteron14Hormônios sexuais; andrógenos simples; associações de andrógenos; hormônio gonadotróficoGel, cipionato, undecilato e uma associação de ésteres; 17 registros inativos

Registro de testosterona para tratar hipogonadismo não é licença para usá-la para músculo.

この調査が行わなかったこと

  • Li resumos, não os artigos inteiros. Os números da tabela de estudos são os que os resumos publicam.
  • Não li a bula brasileira do Deposteron. As informações de bula são da bula americana do Depo-Testosterone, revisada em setembro de 2025.
  • Não li a Portaria 344/98 no Diário Oficial nem verifiquei atualização do Anexo I posterior a maio de 2026.
  • Não verifiquei se a Resolução CFM nº 2.333/2023 foi questionada ou suspensa na Justiça.
  • Não localizei estudo que meça o momento exato da supressão do LH depois de uma injeção de cipionato, nem estudo com medidas de músculo em 30 dias.
  • Não conferi os valores de mercado de reposição hormonal citados nos vídeos.
  • Não avaliei interações em base de interação medicamentosa.
  • Não li a diretriz da Associação Americana de Urologia, que apareceu na busca.

参考文献

  1. Bhasin S, Storer TW, Berman N, et al. The effects of supraphysiologic doses of testosterone on muscle size and strength in normal men. N Engl J Med. 1996;335(1):1-7. PMID 8637535 — 600 mg/semana por 10 semanas: +6,1 kg de massa livre de gordura com treino.
  2. Bhasin S, Woodhouse L, Casaburi R, et al. Testosterone dose-response relationships in healthy young men. Am J Physiol Endocrinol Metab. 2001;281(6):E1172-81. PMID 11701431 — músculo, HDL e hemoglobina variam com a dose.
  3. Saad F, Aversa A, Isidori AM, et al. Onset of effects of testosterone treatment and time span until maximum effects are achieved. Eur J Endocrinol. 2011;165(5):675-85. PMID 21753068 — o relógio dos efeitos: semanas para o desejo, meses para músculo e sangue.
  4. Snyder PJ, Bhasin S, Cunningham GR, et al. Effects of Testosterone Treatment in Older Men. N Engl J Med. 2016;374(7):611-24. PMID 26886521 — benefício sexual moderado, sem benefício em vitalidade.
  5. Lincoff AM, Bhasin S, Flevaris P, et al. Cardiovascular Safety of Testosterone-Replacement Therapy. N Engl J Med. 2023;389(2):107-117. PMID 37326322 — TRAVERSE: não inferior em eventos cardiovasculares maiores; mais fibrilação atrial, lesão renal e embolia pulmonar.
  6. World Health Organization Task Force on methods for the regulation of male fertility. Contraceptive efficacy of testosterone-induced azoospermia in normal men. Lancet. 1990;336(8721):955-9. PMID 1977002 — azoospermia em 65% em 6 meses com 200 mg/semana.
  7. Bhasin S, Brito JP, Cunningham GR, et al. Testosterone Therapy in Men With Hypogonadism: An Endocrine Society Clinical Practice Guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2018;103(5):1715-1744. PMID 29562364 — diagnóstico, contraindicações e plano de monitoramento.
  8. Pope HG Jr, Wood RI, Rogol A, et al. Adverse health consequences of performance-enhancing drugs: an Endocrine Society scientific statement. Endocr Rev. 2014;35(3):341-75. PMID 24423981 — danos do uso para desempenho e por que não há ensaio randomizado deles.
  9. Smit DL, Buijs MM, de Hon O, et al. Positive and negative side effects of androgen abuse. The HAARLEM study: A one-year prospective cohort study in 100 men. Scand J Med Sci Sports. 2021;31(2):427-438. PMID 33038020 — todos tiveram efeito negativo; 4 eventos graves.
  10. Smit DL, Buijs MM, de Hon O, et al. Disruption and recovery of testicular function during and after androgen abuse: the HAARLEM study. Hum Reprod. 2021;36(4):880-890. PMID 33550376 — supressão e recuperação do testículo.
  11. Horwitz H, Andersen JT, Dalhoff KP. Health consequences of androgenic anabolic steroid use. J Intern Med. 2019;285(3):333-340. PMID 30460728 — mortalidade três vezes maior em usuários.
  12. Windfeld-Mathiasen J, Heerfordt IM, Dalhoff KP, et al. Cardiovascular Disease in Anabolic Androgenic Steroid Users. Circulation. 2025;151(12):828-834. PMID 39945117 — infarto, cardiomiopatia e insuficiência cardíaca em usuários.
  13. Wheeler KM, Smith RP, Kumar RA, et al. A Comparison of Secondary Polycythemia in Hypogonadal Men Treated with Clomiphene Citrate versus Testosterone Replacement: A Multi-Institutional Study. J Urol. 2017;197(4):1127-1131. PMID 27984109 — policitemia em 11,2% na reposição.
  14. Bula do DEPO-TESTOSTERONE (cipionato de testosterona) no DailyMed — indicações, contraindicações, avisos de pressão, trombose, abuso e dependência; dose de reposição de 50–400 mg a cada 2–4 semanas.
  15. Resolução CFM nº 2.333/2023, do Conselho Federal de Medicina — veda testosterona sem deficiência comprovada e anabolizantes para estética ou desempenho.
  16. Lista Proibida da WADA de 2026 (cópia mantida pela Universidade do Esporte de Colônia) — testosterona na classe S1.1.
  17. PubMedのE-utilities(esearch) — このページのすべての論文件数の基礎。
  18. ClinicalTrials.govの公開API、バージョン2 — このページのすべての試験数とフェーズ3件数の基盤です。

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