NoFap: abstinência de pornografia e masturbação ("jejum de dopamina")
Num ensaio de 7 dias sem pornografia, ninguém teve sintoma de abstinência; o estudo do "pico de testosterona no 7º dia" foi retratado em 2021.

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このページにあるものは何一つ、医学的な推奨、処方、治療計画ではありません。 研究コミュニティに流通しているプロトコルと、存在する場合には公表された試験が検証した内容を、整理して翻訳したものです。この二つは異なる形で標示されており — 同等ではありません。
ここにある化合物の大部分はヒトへの使用についてFDAの承認を得ていません。多くは「研究用途限定」のラベルで販売されており、これは人が摂取するための純度、無菌性、含量の管理を経ていないことを意味します。コミュニティが記述する用量は検証された用量ではありません。誰かがそうしたと報告したものにすぎません。
これらの化合物のいずれかを検討する前に、資格を持つ医療専門家に相談してください。すでに使用していて予期しないことを感じたら、受診してください — 次の定期検査を待たないでください。
概要
A abstinência de pornografia e masturbação aparece em vídeos curtos como um "reinício" de 30 dias para o cérebro, a ereção e a testosterona. O estudo de 1986 sobre preferência por conteúdo mais incomum existe e diz o que se afirma, num desenho de laboratório da era do videocassete. O resto não se sustenta como foi dito: os receptores de dopamina D2 não estavam reduzidos em homens com uso compulsivo, num estudo de PET; 7 dias de abstinência, num ensaio randomizado, não deram sintoma de abstinência; o "sêmen reciclado que devolve nutrientes ao sangue" não tem base. Uso problemático de pornografia se associa a disfunção erétil em estudos transversais, mas o uso em si não, e não se demonstrou causa. O estudo chinês do pico de testosterona no 7º dia de abstinência foi retratado.
このページが存在する理由
A abstinência de pornografia e masturbação, chamada de NoFap ou de "jejum de dopamina", aparece descrita em vídeos curtos sobre saúde masculina que vi publicados na internet, de duas formas.
Na primeira, o consumo diário de pornografia criaria "tolerância química" no núcleo accumbens, a região do cérebro ligada à recompensa: os receptores de dopamina D2 "desligariam", o córtex pré-frontal enfraqueceria, e o homem precisaria de conteúdo cada vez mais "fora do padrão" para ter ereção. Um estudo dos pesquisadores Zillmann e Bryant, na revista Communication Research, com 6 semanas de exposição, é citado como prova. O vídeo parte de um trecho de transmissão ao vivo em que um homem conta um encontro sexual com uma mulher trans e o atribui a "muito pornô"; o vídeo apresenta esse encontro como exemplo de "categoria bizarra" e de "vício", e promete que o jejum de dopamina e o NoFap fazem o cérebro "voltar a responder aos estímulos reais".
Na segunda, 30 dias de abstinência teriam uma cronologia: na primeira semana, dor de cabeça, irritação e compras por impulso; da segunda semana em diante, uma fase "flatline", em que a libido some e o pênis "parece encolher" enquanto os receptores "se reorganizam"; na terceira, a névoa mental some e a força no treino aumenta; na quarta, volta o contato visual, a conversa com mulheres e a ereção espontânea da manhã. O sêmen não ejaculado seria "reciclado", com os nutrientes devolvidos ao sangue, e "a retenção é combustível".
Levantei as alegações de 2 vídeos curtos e separei as 16 que são verificáveis. Fui atrás do estudo de 1986, dos estudos de imagem cerebral, do ensaio randomizado de abstinência, dos estudos sobre pornografia e disfunção erétil e dos estudos de abstinência e testosterona. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site.
O que se sabe sobre pornografia, cérebro e novidade
O estudo de 1986 existe e mostra uma mudança de preferência. Zillmann e Bryant expuseram estudantes e não estudantes, homens e mulheres, a 1 hora de pornografia comum e não violenta, ou a material inofensivo, em cada uma de 6 semanas seguidas. Duas semanas depois, cada um podia escolher, em privado, o que assistir. Quem tinha sido exposto à pornografia comum mostrou pouco interesse nela e escolheu pornografia incomum (amarração, sadomasoquismo, zoofilia); entre os homens não estudantes, quase exclusivamente. Nas mulheres, o padrão foi bem mais fraco. O estudo é de 1986, com fitas de vídeo, e o resumo não informa o número de participantes.
Preferência por novidade foi medida em quem tem comportamento sexual compulsivo. Banca e colegas (2016) compararam 22 homens com comportamento sexual compulsivo e 40 voluntários. Os primeiros tiveram preferência maior por imagens sexuais novas e mais habituação de uma região do cérebro, o cíngulo dorsal, a imagens sexuais repetidas. É o que mais se aproxima, em humanos, do "efeito Coolidge" citado no vídeo.
O cérebro de quem vê mais pornografia é diferente, mas não se sabe o que veio primeiro. Em 64 homens saudáveis, mais horas de pornografia por semana se associaram a menos volume de substância cinzenta no núcleo caudado direito, menos ativação do putâmen esquerdo diante de imagens sexuais e menos conectividade entre o caudado e o córtex pré-frontal dorsolateral (Kühn e Gallinat 2014). Os autores apresentam duas leituras: efeito do uso intenso ou uma condição anterior que torna a pornografia mais recompensadora. O estudo é transversal.
A "tolerância" não é o único achado. Em 19 homens com comportamento sexual compulsivo, vídeos sexuais ativaram mais o estriado ventral, o cíngulo anterior dorsal e a amígdala que em 19 voluntários, e o desejo foi maior, com o "gostar" igual (Voon 2014). Isso é reatividade aumentada, não resposta apagada.
Os receptores D2 foram medidos, e não estavam reduzidos. Stormezand e colegas (2021) fizeram PET com raclopride, um marcador dos receptores D2/3 de dopamina, em 15 homens com uso compulsivo de pornografia e 10 sem. Não houve diferença na disponibilidade desses receptores no estriado, nem correlação com a gravidade do uso, nem diferença no fluxo de sangue do córtex frontal. Os autores concluem que o estudo não dá suporte de imagem à ideia de que o uso compulsivo de pornografia tem as mesmas alterações descritas em outras dependências.
実際にどれだけのエビデンスが存在するか
Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.
| 根拠 | 検索式 | 結果 |
|---|---|---|
| PubMed | pornography | 3.627 artigos |
| PubMed | pornography AND (erectile dysfunction OR erectile function) | 146 artigos |
| PubMed | (pornography) AND (erectile dysfunction OR erectile function) AND (Meta-Analysis[Publication Type] OR Systematic Review[Publication Type]) | 1 artigo |
| PubMed | (pornography) AND (abstinence OR abstain OR NoFap OR rebooting) | 50 artigos |
| PubMed | (pornography) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type]) | 80 artigos |
| PubMed | (pornography) AND (fMRI OR magnetic resonance imaging OR neuroimaging) | 164 artigos |
| PubMed | (pornography) AND (dopamine receptor OR D2 receptor OR PET) | 9 artigos |
| PubMed | (sexual abstinence OR ejaculatory abstinence OR abstinence from ejaculation) AND testosterone | 52 artigos |
| PubMed | dopamine fasting | 643 artigos |
| PubMed | "dopamine fasting"[Title/Abstract] | 1 artigo |
| ClinicalTrials.gov | termo livre: pornography | 19 estudos registrados |
| ClinicalTrials.gov | condição: compulsive sexual behavior | 38 estudos registrados |
| ClinicalTrials.gov | termo livre: (pornography) AND AREA[Phase]PHASE3 | 0 ensaios de fase 3 |
この数字についての率直な読み方
- "Jejum de dopamina" quase não existe na literatura. Só 1 artigo do PubMed usa a expressão no título ou no resumo: uma revisão de 2024 que registra que críticos dizem que a ideia "não tem prova científica" e que formas extremas podem prejudicar a saúde mental e física. A busca sem aspas devolve 643 artigos, e os primeiros são estudos de jejum alimentar e dopamina, vários em camundongos.
- A única "meta-análise" de pornografia e ereção é sobre outra coisa. O artigo que a busca devolve é uma meta-análise de 2011 sobre as regiões do cérebro ativadas por estímulos sexuais, não sobre disfunção erétil.
- Dos 9 artigos de pornografia com receptor de dopamina ou PET, só 1 mediu receptor D2 em quem usa pornografia — e não achou redução. Os outros medem fluxo de sangue, genética, outros neurotransmissores ou nem tratam do tema.
- Ensaio clínico de abstinência é raríssimo. Os 80 artigos com o filtro de ensaio randomizado incluem prevenção de HIV, educação sexual em escolas, estudos de excitação em laboratório que usam pornografia como estímulo e alguns tratamentos de uso problemático (terapia de aceitação e compromisso, retreinamento imaginário, estimulação elétrica do cérebro). O ensaio randomizado de abstinência que localizei é um só, de 7 dias.
- Zero fase 3. Não há ensaio de fase 3 registrado com pornografia como termo.
- Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho. Registro não é resultado.
主張を裏づける研究
Segundo o PubMed e o registro Crossref, estes são os trabalhos concretos por trás do que se diz sobre pornografia, abstinência, ereção e testosterona. Leia o que cada um mediu, e em quantas pessoas.
| 研究 | N | 背景 | 報告された内容 | 注意点 |
|---|---|---|---|---|
| Zillmann e Bryant, 1986 Commun Res 13(4):560-578 · doi:10.1177/009365086013004003 | não informado no resumo | Estudantes e não estudantes; 1 h por semana de pornografia comum ou material inofensivo, 6 semanas; escolha livre 2 semanas depois | Os expostos escolheram pornografia incomum; nos homens não estudantes, quase só ela | Fora do PubMed; conferido no Crossref; desenho de 1986 |
| Banca et al., 2016 J Psychiatr Res 72:91-101 · PMID 26606725 | 22 + 40 | Homens com comportamento sexual compulsivo contra voluntários | Mais preferência por novidade sexual; mais habituação do cíngulo dorsal a imagens sexuais repetidas | Tarefas de laboratório |
| Kühn e Gallinat, 2014 JAMA Psychiatry 71(7):827-34 · PMID 24871202 | 64 | Homens saudáveis; horas de pornografia relatadas; ressonância | Menos substância cinzenta no caudado direito e menos conectividade com o pré-frontal com mais horas | Transversal; os autores admitem causa no sentido contrário |
| Voon et al., 2014 PLoS One 9(7):e102419 · PMID 25013940 | 19 + 19 | Comportamento sexual compulsivo contra voluntários; ressonância funcional | Mais ativação de estriado ventral, cíngulo e amígdala; mais desejo, mesmo "gostar" | Reatividade maior, não tolerância |
| Stormezand et al., 2021 Psychiatry Res Neuroimaging 311:111284 · PMID 33774451 | 15 + 10 | Homens de 18 a 50 anos com e sem uso compulsivo; PET com raclopride | Receptores D2/3 do estriado sem diferença; fluxo frontal sem diferença | Pequeno |
| Fernandez et al., 2023 Arch Sex Behav 52(4):1819-1840 · PMID 36652136 | 176 (64,2% mulheres) | Universitários que usavam pornografia 3 ou mais vezes por semana; 7 dias de abstinência (86) contra uso livre (90) | Nenhum sintoma de abstinência, fissura ou mudança de humor entre os grupos; fissura maior só em análise exploratória, com uso diário e problemático | Maioria de mulheres; 7 dias |
| Fernandez et al., 2021 Arch Sex Behav 50(2):711-728 · PMID 33403533 | 104 diários | Diários de homens num fórum de "reinício" | Benefícios relatados pelos próprios membros | Qualitativo; os autores pedem estudos prospectivos para descartar outras explicações |
| Grubbs e Gola, 2019 J Sex Med 16(1):111-125 · PMID 30621919 | 147, 297 e 433 (196 ao fim de 1 ano) | Três amostras de homens sexualmente ativos que usam pornografia | Uso problemático associado a disfunção erétil no mesmo momento; uso em si, não de forma consistente; ao longo de 1 ano, nenhuma variável de pornografia previu a trajetória da ereção | Autorrelato; sem ajuste para doenças |
| Landripet e Štulhofer, 2015 J Sex Med 12(5):1136-9 · PMID 25816904 | 2.737 e 1.211 | Homens jovens de três países europeus, questionário online | Associação pequena e inconsistente num país; nenhuma na segunda amostra | Transversal |
| Prause e Pfaus, 2015 Sex Med 3(2):90-8 · PMID 26185674 | 280 | Homens sem busca de tratamento; horas semanais de estímulo sexual visual | Mais horas, resposta sexual maior em laboratório, nenhuma relação com a ereção com parceira e mais desejo por sexo com parceira | Faixa de horas limitada à amostra |
| Jacobs et al., 2021 JMIR Public Health Surveill 7(10):e32542 · PMID 34534092 | 3.419 (18 a 35 anos) | Questionário online internacional | 21,48% dos sexualmente ativos com algum grau de disfunção erétil; uso problemático associado a mais disfunção; frequência de masturbação, não | Amostra autosselecionada; transversal |
| Park et al., 2016 (revisão com relatos de caso) Behav Sci 6(3):17 · PMID 27527226 | relatos de caso | Revisão e casos clínicos | Propõe que a novidade ilimitada condiciona a excitação; parar a pornografia "às vezes" reverteu o problema | Hipótese, não teste; tem correção publicada em 2018 |
| Dwulit e Rzymski, 2019 (revisão) J Clin Med 8(7):914 · PMID 31247949 | revisão | Estudos observacionais | Pouca ou nenhuma evidência de que pornografia induza disfunção erétil ou ejaculação retardada; evidência mais forte é de menor satisfação sexual | Base transversal |
| Exton et al., 2001 World J Urol 19(5):377-82 · PMID 11760788 | 10 | Homens saudáveis; orgasmo por masturbação antes e depois de 3 semanas de abstinência | Testosterona mais alta depois das 3 semanas; resposta ao orgasmo igual | Tamanho do aumento não está no resumo |
| Jiang et al., 2003 (retratado) J Zhejiang Univ Sci 4(2):236-40 · PMID 12659241 | 28 | Testosterona diária depois de ejacular | Pico no 7º dia de abstinência, 145,7% do basal | Retratado em 2021; não usar como evidência |
| Jones, 2004 (revisão) Biol Reprod 71(5):1405-11 · PMID 15215193 | revisão | Destino do espermatozoide não ejaculado | "Não há evidência convincente" de absorção significativa de espermatozoides no epidídimo normal | Revisão com dados sobretudo animais |
O que foi testado em gente: quanto tempo de abstinência ou de exposição, em quem
Isto não é recomendação: é o registro do que foi feito em estudos publicados, com o que cada um mediu. Fora do contexto do estudo, esses números não se transferem.
| 研究 | Exposição ou intervenção | 期間 | Em quem | O que mediu |
|---|---|---|---|---|
| Zillmann e Bryant, 1986 | 1 h por semana de pornografia comum, contra material inofensivo | 6週間 | Estudantes e não estudantes, dos dois sexos | Escolha de conteúdo 2 semanas depois |
| Fernandez et al., 2023 | Tentar ficar sem pornografia, contra uso livre | 7 dias | 176 universitários usuários regulares | Fissura, humor, sintomas de abstinência |
| Exton et al., 2001 | Abstinência sexual | 3週間 | 10 homens | Hormônios no orgasmo |
| Kühn e Gallinat, 2014 | Horas por semana relatadas (sem intervenção) | — | 64 homens | Estrutura e função do cérebro |
| Prause e Pfaus, 2015 | Horas por semana relatadas (sem intervenção) | — | 280 homens | Excitação em laboratório e ereção com parceira |
| Grubbs e Gola, 2019 | Uso e uso problemático relatados (sem intervenção) | 1 ano em uma das amostras | Três amostras de 147, 297 e 433 homens | Função erétil |
Não localizei nenhum ensaio controlado de 30 dias de abstinência de pornografia ou de masturbação que tenha medido ereção, testosterona, imagem cerebral ou receptores.
Disfunção erétil "induzida por pornografia": o que se sabe
A ideia de que a pornografia na internet explica um aumento de disfunção erétil em homens jovens foi proposta numa revisão com relatos de caso (Park 2016), cujos autores sugerem que a novidade ilimitada condiciona a excitação a algo que a parceira real não reproduz, e relatam casos em que parar resolveu. Eles mesmos pedem estudos que retirem a pornografia de forma controlada para testar a hipótese.
Os estudos que testaram a associação acham um padrão consistente: o uso de pornografia, em si, não se associa de forma consistente à disfunção erétil; o uso problemático, aquele que a própria pessoa vê como fora de controle, se associa, mas no mesmo momento, sem mostrar direção de causa. Em três amostras, de 147, 297 e 433 homens, a associação apareceu com o uso problemático; ao longo de 1 ano, nenhuma variável de pornografia previu a trajetória da ereção (Grubbs e Gola 2019). Em 3.419 homens de 18 a 35 anos, 21,48% dos sexualmente ativos tinham algum grau de disfunção, e o uso problemático se associou a mais disfunção; a frequência de masturbação, não (Jacobs 2021). Em 280 homens, mais horas de pornografia se associaram a mais desejo por sexo com parceira e a nenhuma diferença na ereção (Prause e Pfaus 2015). A revisão de estudos observacionais conclui que há pouca ou nenhuma evidência de que a pornografia induza disfunção erétil (Dwulit e Rzymski 2019).
O que essa literatura não sustenta é a ideia de que a pornografia, por si, encolhe o pênis ou "apaga" a ereção. As causas de disfunção erétil documentadas na população são idade, doença cardíaca, hipertensão, diabetes, remédios, raiva e depressão (Feldman 1994, em homens de 40 a 70 anos).
Abstinência e testosterona: o estudo mais citado foi retratado
O número mais repetido em comunidades de abstinência vem de um estudo chinês de 2003: em 28 voluntários, a testosterona teria tido um pico no 7º dia de abstinência, chegando a 145,7% do basal. O PubMed marca o artigo como publicação retratada, com nota de retratação publicada pela revista em 2021. NÃO VERIFIQUEI o motivo da retratação: a nota está atrás de cadastro na editora. Um resumo em chinês, de 2002, do mesmo autor, com os mesmos números, não aparece como retratado no PubMed.
O dado que sobra é pequeno. Em 10 homens saudáveis, a testosterona estava mais alta depois de 3 semanas de abstinência sexual que antes, e a resposta hormonal ao orgasmo não mudou (Exton 2001). O resumo não diz de quanto foi o aumento. Nenhum dos vídeos dá número para a testosterona, mas ambos vendem o NoFap junto de um protocolo "para aumentar a testosterona".
Das 16 alegações conferidas, 1 se confirma: a do estudo de 1986
Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa os rótulos confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.
| O que se diz | O que os estudos mostram | 結論 |
|---|---|---|
| Quem consome muito passa a buscar categorias cada vez mais "fora do padrão" para conseguir ereção | Mudança de preferência em laboratório (Zillmann e Bryant 1986); mais preferência por novidade em quem tem comportamento compulsivo (Banca 2016); "para conseguir ereção" não foi medido | Parcialmente |
| Não é mudança de gosto, é "tolerância química" no núcleo accumbens | Mais horas, menos volume no caudado e menos ativação no putâmen (Kühn 2014), mas em quem tem uso compulsivo a reação do estriado ventral foi maior (Voon 2014); estudos transversais | Parcialmente |
| Zillmann e Bryant, Communication Research: 6 semanas de exposição, e o grupo foi atrás de material cada vez mais incomum | O artigo de 1986 existe e relata exatamente isso, com 1 h por semana e escolha 2 semanas depois | Confirmado |
| "Efeito Coolidge" levado ao extremo: o cérebro responde à novidade visual com picos de dopamina | Preferência por novidade sexual foi medida (Banca 2016); picos de dopamina diante de pornografia não foram medidos em gente nos estudos que localizei | Parcialmente |
| Os receptores D2 "desligam para se proteger da sobrecarga" | PET com raclopride: sem diferença nos receptores D2/3 entre 15 homens com uso compulsivo e 10 sem (Stormezand 2021) | Não sustentado |
| O uso crônico altera o córtex pré-frontal, do autocontrole | Menos conectividade entre caudado e pré-frontal com mais horas (Kühn 2014); fluxo do córtex frontal sem diferença (Stormezand 2021); transversais | Parcialmente |
| O sexo real fica sem graça e o homem só consegue ereção reproduzindo a fantasia da tela | Uso problemático se associa a disfunção erétil no mesmo momento, sem causa demonstrada (Grubbs e Gola 2019; Jacobs 2021); mais horas, mais desejo por sexo com parceira (Prause e Pfaus 2015) | Parcialmente |
| Quem reproduz a fantasia na vida real tem "crise psicológica" e "confusão de identidade" | Nenhum estudo localizado | Sem estudo em humanos |
| Com jejum de dopamina e NoFap, o cérebro "volta a responder aos estímulos reais" | Só relatos de caso (Park 2016) e diários de fórum (Fernandez 2021), cujos autores pedem estudos controlados; "jejum de dopamina" tem 1 artigo no PubMed, que registra a falta de prova científica | Não sustentado |
| Nos dias 1 a 7, abstinência em choque: dor de cabeça, irritação, compras por impulso | Em 176 usuários regulares, 7 dias sem pornografia não deram sintomas de abstinência nem mudança de humor em relação ao controle (Fernandez 2023) | Não sustentado |
| O corpo "recicla" o sêmen não ejaculado e devolve nutrientes e aminoácidos ao sangue | "Não há evidência convincente" de absorção significativa de espermatozoides no epidídimo normal (Jones 2004) | Não sustentado |
| Nos dias 8 a 14, fase "flatline": a libido some e o pênis "parece encolher" enquanto os receptores se reorganizam | Nenhum estudo localizado | Sem estudo em humanos |
| "90%" dos homens entram em pânico nessa fase | Nenhuma fonte citada; não localizei o número | Número não encontrado na fonte citada |
| Nos dias 15 a 21, a névoa mental some e a "adaptação neural" aumenta a força no treino | Nenhum estudo localizado | Sem estudo em humanos |
| Nos dias 22 a 30, contato visual firme, conversa sem travar e ereção espontânea da manhã | Nenhum estudo localizado de abstinência com esses desfechos | Sem estudo em humanos |
| "A retenção é combustível" e faz parte de um protocolo para aumentar a testosterona | Testosterona mais alta depois de 3 semanas de abstinência em 10 homens, sem tamanho do efeito no resumo (Exton 2001); o estudo do pico no 7º dia foi retratado (Jiang 2003) | Parcialmente |
Placar: 1 confirmada, 6 parcialmente, 4 não sustentadas, 4 sem estudo em humanos e 1 com número não encontrado na fonte citada.
Segurança, e quando procurar ajuda
- A abstinência, em si, teve efeito adverso nulo no único ensaio. Em 7 dias, não houve piora de humor nem sintomas de abstinência (Fernandez 2023).
- O risco está na leitura moral. O comitê da Sociedade Internacional de Medicina Sexual alertou, em 2024, para o autodiagnóstico, para atitudes hostis ao prazer sexual, para a patologização de comportamento sexual não heteronormativo e de desejo sexual alto, e para a crença de que masturbação e pornografia são, por si, "não saudáveis" (Briken 2024). O vídeo que usa um encontro com uma mulher trans como exemplo de "vício" é o tipo de leitura que esse alerta descreve.
- Quando o uso está fora de controle, existe diagnóstico e tratamento. Num levantamento em 42 países com 82.243 pessoas, 4,8% estavam em alto risco de transtorno do comportamento sexual compulsivo, e só 14% de quem tinha o transtorno já tinha buscado tratamento (Bőthe 2023).
- Disfunção erétil em homem jovem pede avaliação médica, porque se associa a doença cardiovascular, hipertensão, diabetes, remédios e depressão (Feldman 1994). Parar a pornografia não substitui essa investigação.
Status regulatório e classificação
- Organização Mundial da Saúde: a CID-11 classifica o transtorno do comportamento sexual compulsivo com o código 6C72, entre os transtornos do controle de impulsos. A definição exige um padrão persistente de falha em controlar impulsos sexuais intensos e repetitivos, por um período longo (por exemplo, 6 meses ou mais), com sofrimento marcado ou prejuízo importante, e diz que sofrimento ligado só a julgamento moral não basta. Conferi o texto numa cópia de terceiros da CID-11 e na revisão de Briken e colegas (2024); NÃO VERIFIQUEI no navegador oficial da OMS, que não abriu para mim.
- "Vício em pornografia" e "jejum de dopamina" não são diagnósticos da CID-11.
- WADA: não pertinente.
この調査が行わなかったこと
- Li resumos, não os artigos inteiros. O número de participantes do estudo de 1986 não está no resumo.
- NÃO VERIFIQUEI o motivo da retratação do estudo de 2003 nem o texto da CID-11 no site oficial da OMS.
- Não localizei estudo controlado de 30 dias de abstinência, nem estudo que tenha medido "flatline", encolhimento do pênis, força no treino, contato visual ou ereção da manhã depois de abstinência.
- Não avaliei a literatura sobre efeitos da pornografia em adolescentes, violência sexual ou relacionamentos, que está fora das alegações dos vídeos.
- Não avaliei tratamentos do transtorno do comportamento sexual compulsivo (psicoterapia, remédios), além de registrar que existem.
- Não conferi a classificação no DSM-5, da Associação Americana de Psiquiatria.
参考文献
- Zillmann D, Bryant J. Shifting preferences in pornography consumption. Commun Res. 1986;13(4):560-578. doi:10.1177/009365086013004003 — o estudo de 6 semanas; não indexado no PubMed, conferido no Crossref.
- Banca P, Morris LS, Mitchell S, et al. Novelty, conditioning and attentional bias to sexual rewards. J Psychiatr Res. 2016;72:91-101. PMID 26606725 — preferência por novidade sexual no comportamento compulsivo.
- Kühn S, Gallinat J. Brain structure and functional connectivity associated with pornography consumption: the brain on porn. JAMA Psychiatry. 2014;71(7):827-34. PMID 24871202 — caudado menor e menos conectividade com o pré-frontal com mais horas.
- Voon V, Mole TB, Banca P, et al. Neural correlates of sexual cue reactivity in individuals with and without compulsive sexual behaviours. PLoS One. 2014;9(7):e102419. PMID 25013940 — reatividade maior, não menor, no comportamento compulsivo.
- Stormezand GN, Doorduin J, Chaves LT, et al. No evidence for decreased D2/3 receptor availability and frontal hypoperfusion in subjects with compulsive pornography use. Psychiatry Res Neuroimaging. 2021;311:111284. PMID 33774451 — receptores D2/3 sem redução.
- Fernandez DP, Kuss DJ, Justice LV, et al. Effects of a 7-Day Pornography Abstinence Period on Withdrawal-Related Symptoms in Regular Pornography Users: A Randomized Controlled Study. Arch Sex Behav. 2023;52(4):1819-1840. PMID 36652136 — 7 dias sem pornografia, sem sintomas de abstinência.
- Fernandez DP, Kuss DJ, Griffiths MD. The Pornography "Rebooting" Experience: A Qualitative Analysis of Abstinence Journals on an Online Pornography Abstinence Forum. Arch Sex Behav. 2021;50(2):711-728. PMID 33403533 — 104 diários de fórum; benefícios relatados, sem controle.
- Fernandez DP, Kuss DJ, Griffiths MD. Short-term abstinence effects across potential behavioral addictions: A systematic review. Clin Psychol Rev. 2020;76:101828. PMID 32062303 — poucos estudos prospectivos de abstinência.
- Grubbs JB, Gola M. Is Pornography Use Related to Erectile Functioning? Results From Cross-Sectional and Latent Growth Curve Analyses. J Sex Med. 2019;16(1):111-125. PMID 30621919 — uso problemático associado, sem causa; uso em si, não.
- Landripet I, Štulhofer A. Is Pornography Use Associated with Sexual Difficulties and Dysfunctions among Younger Heterosexual Men? J Sex Med. 2015;12(5):1136-9. PMID 25816904 — associação pequena e inconsistente.
- Prause N, Pfaus J. Viewing Sexual Stimuli Associated with Greater Sexual Responsiveness, Not Erectile Dysfunction. Sex Med. 2015;3(2):90-8. PMID 26185674 — mais horas, mais desejo por parceira, ereção igual.
- Jacobs T, Geysemans B, Van Hal G, et al. Associations Between Online Pornography Consumption and Sexual Dysfunction in Young Men: Multivariate Analysis Based on an International Web-Based Survey. JMIR Public Health Surveill. 2021;7(10):e32542. PMID 34534092 — 21,48% com algum grau de disfunção; uso problemático associado.
- Park BY, Wilson G, Berger J, et al. Is Internet Pornography Causing Sexual Dysfunctions? A Review with Clinical Reports. Behav Sci (Basel). 2016;6(3):17. PMID 27527226 — a hipótese da disfunção induzida por pornografia, com relatos de caso.
- Dwulit AD, Rzymski P. The Potential Associations of Pornography Use with Sexual Dysfunctions: An Integrative Literature Review of Observational Studies. J Clin Med. 2019;8(7):914. PMID 31247949 — pouca ou nenhuma evidência de disfunção induzida.
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- Retraction Note to: A research on the relationship between ejaculation and serum testosterone level in men. J Zhejiang Univ Sci A. 2021. doi:10.1631/jzus.2003.r236 — a nota de retratação (texto não lido).
- Jones R. Sperm survival versus degradation in the Mammalian epididymis: a hypothesis. Biol Reprod. 2004;71(5):1405-11. PMID 15215193 — sem evidência convincente de reabsorção de espermatozoides.
- Desai D, Patel J, Saiyed F, et al. A Literature Review on Holistic Well-Being and Dopamine Fasting: An Integrated Approach. Cureus. 2024;16(6):e61643. PMID 38966464 — o único artigo do PubMed com "dopamine fasting" no resumo.
- Briken P, Bőthe B, Carvalho J, et al. Assessment and treatment of compulsive sexual behavior disorder: a sexual medicine perspective. Sex Med Rev. 2024;12(3):355-370. PMID 38529667 — o alerta contra patologizar sexualidade e o diagnóstico da CID-11.
- Bőthe B, Koós M, Nagy L, et al. Compulsive sexual behavior disorder in 42 countries: Insights from the International Sex Survey and introduction of standardized assessment tools. J Behav Addict. 2023;12(2):393-407. PMID 37352095 — 4,8% em alto risco; 14% buscaram tratamento.
- Feldman HA, Goldstein I, Hatzichristou DG, et al. Impotence and its medical and psychosocial correlates: results of the Massachusetts Male Aging Study. J Urol. 1994;151(1):54-61. PMID 8254833 — as causas de disfunção erétil documentadas na população.
- CID-11, código 6C72, transtorno do comportamento sexual compulsivo — cópia de terceiros da classificação da OMS, usada porque o navegador oficial não abriu.
- PubMedのE-utilities(esearch) — このページのすべての論文件数の基礎。
- ClinicalTrials.govの公開API、バージョン2 — このページのすべての試験数とフェーズ3件数の基盤です。