Ioimbina (cloridrato de ioimbina; casca de Pausinystalia)
O estudo de 86 homens com 71% contra 45% existe; o que não se diz é que, na disfunção de causa orgânica, a ioimbina mal supera o placebo.

Material experimental. Leia antes de usar qualquer coisa daqui.
Nada nesta página é recomendação médica, prescrição ou plano de tratamento. É uma tradução organizada de protocolos que circulam em comunidades de pesquisa e, quando existe, do que ensaios publicados testaram. As duas coisas estão marcadas de forma diferente — e não são equivalentes.
A maior parte dos compostos aqui não tem aprovação da ANVISA nem da FDA para uso humano. Vários são vendidos com rótulo de "uso exclusivo em pesquisa", o que significa que não passaram por controle de pureza, esterilidade ou dosagem para consumo por pessoas. Dose descrita por comunidade não é dose validada: é o que alguém relatou ter feito.
Converse com um profissional de saúde habilitado antes de considerar qualquer um destes compostos. Se você já usa algum e sentir algo fora do previsto, procure atendimento — não espere o próximo exame de rotina.
Resumo
A ioimbina é um alcaloide da casca de uma árvore africana que bloqueia receptores alfa-2 adrenérgicos. O ensaio citado nos vídeos existe: 86 homens sem causa orgânica clara, 30 mg por dia por 8 semanas, resposta de 71% contra 45%. A meta-análise de 1998, com 7 ensaios, achou vantagem sobre o placebo. Mas na disfunção de causa orgânica os resultados foram marginais ou nulos, e a associação americana de urologia não a recomendou em 1996. Em suplementos, o teor variou de nada a 12,1 mg por dose, e há mortes e um derrame cerebral relatados.
Por que esta página existe
A ioimbina aparece descrita em um vídeo curto sobre saúde masculina que vi publicado na internet, como a "casca de árvore" que médicos prescreviam antes do Viagra, "um dos remédios mais prescritos" para disfunção erétil. O vídeo cita um estudo com 86 homens, 30 mg por dia por 8 semanas e resposta de 71% contra 45% no placebo, "quase sem efeito colateral", e uma meta-análise de 7 estudos com "mais de 400 homens" em que ela "venceu o placebo com folga". A explicação dada para o sumiço é que "casca de árvore não tem patente".
Eu conferi. É um vídeo só, com 8 alegações verificáveis, e as duas fontes que ele cita existem. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site.
A ioimbina é um alcaloide indólico. Segundo a base LiverTox, dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, ela vem da casca da árvore Pausinystalia yohimbe, da África Central. Os estudos clínicos usaram o cloridrato de ioimbina, um sal purificado, em comprimidos. Isso é diferente de pó ou extrato de casca.
O mecanismo é outro, e explica os efeitos colaterais
A ioimbina não age no óxido nítrico nem na enzima que a sildenafila e a tadalafila inibem. Segundo a revisão de Nowacka e colegas (2024) e o relato de Anderson e colegas (2013), ela é antagonista dos receptores alfa-2 adrenérgicos. Bloquear esses receptores aumenta a liberação de noradrenalina. É o mesmo mecanismo que, segundo a revisão de Tam e colegas (2001), explica os efeitos mais frequentes em doses altas: pressão mais alta, um leve efeito de ansiedade e mais vontade de urinar.
A farmacocinética é muito variável. Num estudo com 16 homens saudáveis, uma dose de 7,7 mg de tartarato de ioimbina (junto com arginina) deu pico no sangue entre 2,8 e 128 ng/mL, e a meia-vida média foi de cerca de 1 hora (Kernohan 2005).
Quanta evidência existe, de verdade
Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.
| Base | Consulta | Resultado |
|---|---|---|
| PubMed | yohimbine OR yohimbe OR "Pausinystalia" | 25.224 artigos |
| PubMed | (yohimbine OR yohimbe) AND (erectile dysfunction OR impotence OR erectile) | 271 artigos |
| PubMed | (yohimbine OR yohimbe) AND (erectile dysfunction OR impotence OR erectile) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type] OR Meta-Analysis[Publication Type]) | 22 artigos |
| PubMed | (yohimbine OR yohimbe) AND (dietary supplements OR supplement) AND (adverse effects OR toxicity OR poisoning) | 52 artigos |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: yohimbine OR yohimbe | 51 estudos registrados |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: (yohimbine OR yohimbe) AND AREA[Phase]PHASE3 | 5 ensaios de fase 3 |
| ClinicalTrials.gov | intervenção: (yohimbine OR yohimbe) AND AREA[Condition]erectile dysfunction | 2 estudos registrados |
Leitura honesta desses números
- O número grande não é sobre ereção. Dos 25.224 artigos, 271 tratam de ereção ou impotência.
- A evidência em ereção é antiga. Dos 22 artigos de ereção marcados como ensaio ou meta-análise, 17 são de 1980 a 1999. Os poucos ensaios depois de 2000 testam a ioimbina misturada com arginina.
- Nenhum registro de fase 3 é de disfunção erétil. Os de fase 3 que li são de ansiedade social e fobias; dois são grandes ensaios cardiovasculares que a busca devolveu por engano. Os 2 registros de disfunção erétil são um estudo de ioimbina com naltrexona e um de bioequivalência de comprimidos de 5 mg, ambos sem resultado postado.
- Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho.
Os estudos que sustentam as alegações
Segundo o PubMed, estes são os trabalhos clínicos concretos por trás do que se diz sobre a ioimbina. Leia o que cada um mediu, e em quantas pessoas.
| Estudo | N | Contexto | O que relatou | Ressalva |
|---|---|---|---|---|
| Vogt et al., 1997 Int J Impot Res 9(3):155-61 · PMID 9315493 | 86 | Disfunção sem causa orgânica ou psicológica clara; 30 mg/dia (5 mg × 2, 3 vezes ao dia) por 8 semanas; duplo-cego | Resposta de 71% contra 45% no placebo; só 7% acharam a tolerância regular ou ruim; nenhum evento grave | É o estudo citado no vídeo; população sem causa orgânica |
| Ernst e Pittler, 1998 (meta-análise) J Urol 159(2):433-6 · PMID 9649257 | 7 ensaios | Ioimbina sozinha contra placebo | Razão de chances 3,85 (o resumo publica o intervalo como "6,67 a 2,22"); eventos graves "infrequentes e reversíveis" | O resumo não informa o número de pacientes |
| Montague et al., 1996 (diretriz da associação americana de urologia) J Urol 156(6):2007-11 · PMID 8911378 | — | Disfunção orgânica; literatura de 1979 a 1994 | Eficácia "marginal"; "não deve ser recomendada" ao paciente-padrão com disfunção orgânica | Diretriz de 1996 |
| Morales et al., 1987 J Urol 137(6):1168-72 · PMID 3295302 | 100 | Disfunção orgânica; 18 mg/dia | Resposta de 42,6% contra 27,6%, sem significância estatística | Dose menor que a do estudo de 1997 |
| Reid et al., 1987 Lancet 2(8556):421-3 · PMID 2887726 | 48 | Disfunção psicogênica; 18 mg/dia por 10 semanas | Alguma melhora em 62% contra 16% no placebo | "Alguma melhora" é critério amplo |
| Kunelius et al., 1997 Urology 49(3):441-4 · PMID 9123711 | 29 | Disfunção mista; 36 mg/dia por 25 dias, cruzado | Resposta de 44% com ioimbina e 48% com placebo; sem diferença | Dose alta, sem efeito |
| Mann et al., 1996 Arch Sex Behav 25(1):1-16 · PMID 8714425 | 31 | 15 mg/dia por 7 semanas | Melhora subjetiva só no subgrupo sem causa orgânica; ereção noturna medida não mudou | Pequeno |
| Carey e Johnson, 1996 (meta-análises) Arch Sex Behav 25(4):341-60 · PMID 8836468 | — | Quatro meta-análises (controladas e não controladas, sozinha e combinada) | "Tendência consistente" a melhorar a ereção em relação ao placebo | Os autores apontam problemas de método na literatura |
| Lebret et al., 2002 Eur Urol 41(6):608-13 · PMID 12074777 | 45 | 6 mg de ioimbina, sozinha ou com 6 g de glutamato de arginina, 1–2 h antes da relação; cruzado | Domínio erétil do IIEF: 17,2 (combinação), 15,4 (ioimbina) e 14,1 (placebo); no IIEF, só a combinação diferiu do placebo (p = 0,006); na avaliação de pacientes e investigadores, a ioimbina sozinha também foi melhor | Estudo piloto |
| Tam et al., 2001 (revisão) Pharmacol Ther 91(3):215-43 · PMID 11744068 | — | Revisão clínica | Eficácia "apenas modesta" em monoterapia; efeitos de doses altas: pressão, ansiedade, micção | Poucos estudos bem desenhados, segundo os autores; dois autores assinam também os estudos da combinação de ioimbina com arginina (Lebret 2002; Kernohan 2005) |
| Cohen et al., 2016 Drug Test Anal 8(3-4):357-69 · PMID 26391406 | 49 marcas | Suplementos com ioimbe ou ioimbina vendidos em 7 grandes redes dos EUA | Ioimbina por dose de nada a 12,1 mg; só 11 marcas informavam a quantidade, quase todas erradas (23% a 147% do rótulo); 39% sem os outros alcaloides da planta | Mercado americano |
Doses usadas em estudos humanos publicados
Isto não é recomendação de dose: é o registro do que foi administrado em estudos publicados, com a finalidade de cada um. Fora do contexto do estudo, esses números não se transferem.
| Estudo | Dose | Duração | Finalidade do estudo |
|---|---|---|---|
| Vogt et al., 1997 | 30 mg/dia de cloridrato de ioimbina (5 mg × 2, 3×/dia) | 8 semanas | Disfunção sem causa orgânica clara |
| Morales et al., 1987; Reid et al., 1987 | 18 mg/dia | 10 semanas (Reid) | Disfunção orgânica; disfunção psicogênica |
| Mann et al., 1996 | 15 mg/dia | 7 semanas | Disfunção orgânica e não orgânica |
| Kunelius et al., 1997 | 36 mg/dia | 25 dias | Disfunção mista |
| Lebret et al., 2002 | 6 mg sob demanda, com ou sem 6 g de glutamato de arginina | 2 semanas por período | Disfunção leve a moderada |
| Kernohan et al., 2005 | 7,7 mg de tartarato de ioimbina + 6 g de glutamato de arginina | Dose única | Farmacocinética e interação com nitroglicerina |
O vídeo cita a dose de 30 mg por dia do estudo de 1997 sem dizer se a recomenda.
Das 8 alegações conferidas, o estudo citado se confirma, e o resto da história, não
Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa seis rótulos: confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.
| O que se diz | O que os estudos mostram | Veredito |
|---|---|---|
| A ioimbina é extraída da casca de uma árvore africana | Casca de Pausinystalia yohimbe, da África Central (LiverTox; Cohen 2016) | Confirmado |
| Antes do Viagra, médicos a prescreviam; "um dos remédios mais prescritos" para disfunção erétil | Foi tratamento oral avaliado em diretriz (Montague 1996) e "disponível há mais tempo que o Viagra" (Tam 2001); NÃO VERIFIQUEI se estava entre os mais prescritos | Parcialmente |
| Era "remédio de receita oficial" | No Brasil, há um medicamento de cloridrato de ioimbina com registro ativo; nos EUA, a busca na base de aprovações da FDA não devolveu nenhuma aplicação; NÃO VERIFIQUEI a exigência de receita | Parcialmente |
| 86 homens, 30 mg/dia, 8 semanas: 71% de resposta contra 45% no placebo | Vogt 1997: exatamente esses números, em homens sem causa orgânica ou psicológica clara | Confirmado |
| "Quase sem efeito colateral" | Bem tolerada no estudo de 1997 (7% acharam a tolerância regular ou ruim); em doses altas, sobe a pressão e causa ansiedade (Tam 2001); há mortes por intoxicação e um derrame cerebral relatados com suplementos | Parcialmente |
| Meta-análise de 7 estudos, "mais de 400 homens", e a ioimbina "venceu o placebo com folga" | Ernst e Pittler 1998: 7 ensaios, razão de chances 3,85 a favor da ioimbina; o resumo não traz o número de homens | Parcialmente |
| Sumiu porque "casca de árvore não tem patente"; abandonaram "porque era bom e barato demais" | Em 1996, a diretriz americana a chamou de "marginal" na disfunção orgânica e não a recomendou; ensaios em disfunção orgânica ou mista não mostraram diferença (Morales 1987; Kunelius 1997) | Não sustentado |
| "Casca de árvore, 100% natural" | Os ensaios usaram cloridrato de ioimbina purificado, em comprimido; em suplementos, 39% não tinham os outros alcaloides da planta, o que sugere ioimbina muito processada ou sintética (Cohen 2016) | Não sustentado |
Placar: 2 confirmadas, 4 parcialmente e 2 não sustentadas.
A diferença entre disfunção "sem causa clara" e disfunção orgânica decide tudo
O estudo do vídeo incluiu homens sem causa orgânica ou psicológica clara para a disfunção. Nesse grupo, e no de causa psicogênica (Reid 1987), a ioimbina teve vantagem sobre o placebo. Na disfunção de causa orgânica, o quadro muda. Com 18 mg por dia em 100 homens, a resposta foi de 42,6% contra 27,6%, sem significância (Morales 1987). Com 36 mg por dia em disfunção mista, 44% contra 48% (Kunelius 1997). Com 15 mg por dia, a ereção noturna medida em laboratório não mudou (Mann 1996).
É por isso que a diretriz americana de 1996 concluiu que a ioimbina "não parece ser eficaz para disfunção erétil orgânica". A meta-análise de 1998, ao contrário, a considerou uma opção inicial razoável. As duas olham para populações diferentes. Nos ensaios, a disfunção de causa orgânica foi a que menos respondeu.
Segurança, efeitos adversos e quem não deve usar sem médico
- Pressão e ansiedade. Segundo a revisão de Tam e colegas (2001), os efeitos mais frequentes em doses altas são pressão mais alta, um leve efeito de ansiedade e mais vontade de urinar, reversíveis ao parar.
- Intoxicação e morte. Há dois casos fatais com ioimbina no sangue em 7.400 e 5.400 ng/mL (Anderson 2013) e quatro intoxicações simultâneas, com uma morte, na China (Zhu 2021).
- Hemorragia cerebral. Uma mulher de 39 anos chegou ao pronto-socorro uma hora depois de tomar um suplemento sexual rotulado com ioimbina, com pressão de 198/93 mmHg, e teve hemorragia cerebral. Ela usava clonidina, bupropiona e desvenlafaxina, que, segundo os autores, podem ter potencializado o efeito (Hodapp 2022). Os autores dizem que não dá para afirmar a relação de causa, porque o produto não foi analisado.
- Fígado. Segundo a LiverTox, a ioimbina se associa a eventos adversos graves ocasionais, mas não a lesão hepática.
- O rótulo do suplemento não diz o que tem dentro. Em 49 marcas vendidas nos EUA, a dose ia de nada a 12,1 mg, e só 2 davam informação correta de quantidade e de efeitos adversos (Cohen 2016).
- Quem não deve usar sem médico: quem tem pressão alta, doença cardíaca, transtorno de ansiedade ou pânico, ou usa clonidina e antidepressivos que mexem com noradrenalina. Isso é inferência minha a partir do mecanismo e dos relatos acima; NÃO VERIFIQUEI a bula do medicamento registrado no Brasil, que teria a lista formal de contraindicações.
- Interação com nitroglicerina: num estudo com 12 homens saudáveis, a combinação de ioimbina com arginina não aumentou a queda de pressão causada por nitroglicerina na veia (Kernohan 2005). É um estudo pequeno e de dose única.
Status regulatório
- Brasil, suplemento alimentar: a ioimbina e a Pausinystalia não constam do Anexo I da IN 28/2018, na versão consolidada até a IN 470, de 16 de setembro de 2026. Pela RDC 243/2018 (art. 4º), suplemento só pode ter constituintes dessa lista.
- Brasil, medicamento: um registro ativo de cloridrato de ioimbina, na classe "vasodilatadores periféricos", categoria Específico; outros cinco produtos com ioimbina estão inativos (tabela abaixo). NÃO VERIFIQUEI a tarja nem a bula.
- Estados Unidos: a busca na openFDA, no endpoint de aprovações de medicamentos, não devolveu aplicação com ioimbina. No DailyMed, o único rótulo é de pó a granel. A ioimbina é vendida em centenas de suplementos, segundo Cohen e colegas (2016).
- União Europeia e outros países: segundo o resumo de Cohen e colegas (2016), extratos de ioimbe são proibidos "em muitos países". NÃO VERIFIQUEI a norma europeia; a página oficial recusou o acesso.
- WADA: a ioimbina não aparece na Lista Proibida de 2026, em vigor desde 1º de janeiro de 2026.
No Brasil, busquei no dado aberto de medicamentos registrados da ANVISA, no princípio ativo e no nome do produto, sem acento e sem diferença de caixa.
| Princípio ativo | Padrão buscado | Registros ativos | Classe terapêutica declarada | Produtos |
|---|---|---|---|---|
| ioimbina | ioimbin|yohimb|iombin|pausinystalia|corynanthe|johimb | 1 | Vasodilatadores periféricos | Um medicamento de cloridrato de ioimbina; outros 5 produtos inativos, em associações com vitaminas, catuaba, muirapuama ou metiltestosterona |
O que este levantamento não fez
- Li resumos, não os artigos inteiros. Não conferi o número de pacientes da meta-análise de 1998.
- Não conferi se a ioimbina esteve entre os remédios mais prescritos para disfunção erétil, a exigência de receita no Brasil e nos EUA, nem a norma europeia.
- Não li a bula do medicamento registrado no Brasil.
- Não avaliei interações em base de interações medicamentosas.
- Não avaliei o uso da ioimbina para emagrecimento ou desempenho esportivo, que não é alegado no vídeo.
Referências
- Vogt HJ, Brandl P, Kockott G, et al. Double-blind, placebo-controlled safety and efficacy trial with yohimbine hydrochloride in the treatment of nonorganic erectile dysfunction. Int J Impot Res. 1997;9(3):155-61. PMID 9315493 — o estudo citado: 86 homens, 30 mg/dia, 71% contra 45%.
- Ernst E, Pittler MH. Yohimbine for erectile dysfunction: a systematic review and meta-analysis of randomized clinical trials. J Urol. 1998;159(2):433-6. PMID 9649257 — a meta-análise de 7 ensaios.
- Montague DK, Barada JH, Belker AM, et al. Clinical guidelines panel on erectile dysfunction: summary report on the treatment of organic erectile dysfunction. The American Urological Association. J Urol. 1996;156(6):2007-11. PMID 8911378 — eficácia marginal na disfunção orgânica; não recomendada.
- Morales A, Condra M, Owen JA, et al. Is yohimbine effective in the treatment of organic impotence? Results of a controlled trial. J Urol. 1987;137(6):1168-72. PMID 3295302 — 100 homens com disfunção orgânica, sem diferença significativa.
- Reid K, Surridge DH, Morales A, et al. Double-blind trial of yohimbine in treatment of psychogenic impotence. Lancet. 1987;2(8556):421-3. PMID 2887726 — disfunção psicogênica, 62% contra 16%.
- Kunelius P, Häkkinen J, Lukkarinen O. Is high-dose yohimbine hydrochloride effective in the treatment of mixed-type impotence? A prospective, randomized, controlled double-blind crossover study. Urology. 1997;49(3):441-4. PMID 9123711 — 36 mg/dia sem efeito sobre o placebo.
- Mann K, Klingler T, Noe S, et al. Effects of yohimbine on sexual experiences and nocturnal penile tumescence and rigidity in erectile dysfunction. Arch Sex Behav. 1996;25(1):1-16. PMID 8714425 — ereção noturna medida sem mudança.
- Carey MP, Johnson BT. Effectiveness of yohimbine in the treatment of erectile disorder: four meta-analytic integrations. Arch Sex Behav. 1996;25(4):341-60. PMID 8836468 — tendência consistente, com problemas de método.
- Lebret T, Hervé JM, Gorny P, et al. Efficacy and safety of a novel combination of L-arginine glutamate and yohimbine hydrochloride: a new oral therapy for erectile dysfunction. Eur Urol. 2002;41(6):608-13. PMID 12074777 — ioimbina sob demanda, sozinha ou com arginina.
- Tam SW, Worcel M, Wyllie M. Yohimbine: a clinical review. Pharmacol Ther. 2001;91(3):215-43. PMID 11744068 — eficácia modesta; efeitos de doses altas.
- Nowacka A, Śniegocka M, Śniegocki M, et al. Multifaced Nature of Yohimbine-A Promising Therapeutic Potential or a Risk? Int J Mol Sci. 2024;25(23):12856. PMID 39684567 — antagonista alfa-2 adrenérgico; preocupações toxicológicas em doses altas.
- Kernohan AF, McIntyre M, Hughes DM, et al. An oral yohimbine/L-arginine combination (NMI 861) for the treatment of male erectile dysfunction: a pharmacokinetic, pharmacodynamic and interaction study with intravenous nitroglycerine in healthy male subjects. Br J Clin Pharmacol. 2005;59(1):85-93. PMID 15606445 — farmacocinética variável; sem interação hipotensiva com nitroglicerina.
- Cohen PA, Wang YH, Maller G, et al. Pharmaceutical quantities of yohimbine found in dietary supplements in the USA. Drug Test Anal. 2016;8(3-4):357-69. PMID 26391406 — teor de zero a 12,1 mg; rótulos errados.
- Anderson C, Anderson D, Harre N, et al. Case study: two fatal case reports of acute yohimbine intoxication. J Anal Toxicol. 2013;37(8):611-4. PMID 23846025 — duas mortes por intoxicação; mecanismo alfa-2.
- Zhu L, Han X, Zhu J, et al. Severe acute intoxication with yohimbine: Four simultaneous poisoning cases. Forensic Sci Int. 2021;320:110705. PMID 33529997 — quatro intoxicações, uma morte.
- Hodapp B, Haggerty A, Feldman R, et al. Intracranial hemorrhage after a single dose of Yohimbine in a chronic user of clonidine. Am J Emerg Med. 2022;62:145.e1-145.e4. PMID 36115742 — hemorragia cerebral após suplemento, com clonidina e antidepressivos.
- Yohimbine. In: LiverTox: Clinical and Research Information on Drug-Induced Liver Injury. Bethesda (MD): National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases; 2012-. PMID 31644013 — origem na casca de Pausinystalia; sem lesão hepática associada.
- Registro NCT00975325 no ClinicalTrials.gov — bioequivalência de comprimidos de 5 mg de ioimbina, concluído, sem resultado postado.
- Instrução Normativa nº 28, de 26 de julho de 2018, da ANVISA, texto consolidado no AnvisaLegis — ioimbina fora da lista de constituintes.
- Resolução RDC nº 243, de 26 de julho de 2018, da ANVISA, texto consolidado no AnvisaLegis — constituintes restritos às listas da IN 28/2018.
- Dado aberto de medicamentos registrados da ANVISA — a mesma base usada na página O que existe no Brasil.
- API da openFDA, endpoint drugsfda — nenhuma aplicação aprovada com ioimbina.
- DailyMed (serviço de busca da Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA) — um único rótulo, de pó a granel de cloridrato de ioimbina.
- Lista Proibida da WADA de 2026 (cópia mantida pela Universidade do Esporte de Colônia) — a ioimbina não aparece.
- E-utilities do PubMed (esearch) — a base de todas as contagens de artigo desta página.
- API pública do ClinicalTrials.gov, versão 2 — a base de todas as contagens de estudo e de fase 3 desta página.