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化合物 › 一次資料で検証済み

Atrazina na água (herbicida)

Os sapos que "viraram fêmeas" eram 4 de 40, a 2,5 ppb; na água tratada de 22 capitais, a atrazina medida ficou entre 2 e 6 nanogramas por litro.

未承認一次資料で検証済み
AI生成のイラストです。データでも、研究の画像でもありません。

実験的資料。ここにあるものを使う前に読んでください。

このページにあるものは何一つ、医学的な推奨、処方、治療計画ではありません。 研究コミュニティに流通しているプロトコルと、存在する場合には公表された試験が検証した内容を、整理して翻訳したものです。この二つは異なる形で標示されており — 同等ではありません。

ここにある化合物の大部分はヒトへの使用についてFDAの承認を得ていません。多くは「研究用途限定」のラベルで販売されており、これは人が摂取するための純度、無菌性、含量の管理を経ていないことを意味します。コミュニティが記述する用量は検証された用量ではありません。誰かがそうしたと報告したものにすぎません。

これらの化合物のいずれかを検討する前に、資格を持つ医療専門家に相談してください。すでに使用していて予期しないことを感じたら、受診してください — 次の定期検査を待たないでください。

Atenção específica deste composto: Esta página trata de exposição, não de suplemento. Filtrar a água não é tratamento de testosterona baixa, e nenhum estudo mediu se filtrar muda a testosterona. Quem tem poço perto de lavoura de milho ou cana e gestantes são os grupos com mais motivo para saber o que há na água. Queixa de libido, ereção ou fertilidade pede avaliação médica, não só filtro.

概要

A atrazina é um herbicida de milho e cana, o 7º agrotóxico mais vendido no Brasil em 2024, e aparece em rio e em água tratada. Em sapos, o laboratório de Tyrone Hayes viu machos virarem fêmeas funcionais (4 de 40, a 2,5 ppb); uma repetição exigida pela agência americana, paga pela fabricante, não viu efeito. Em homens, não achei estudo de testosterona; há um estudo de sêmen com 86 homens e associações fracas com peso ao nascer e menarca. O limite brasileiro na água potável é 2 µg/L. O tratamento convencional não remove a atrazina; carvão ativado remove.

このページが存在する理由

A atrazina aparece descrita em vídeos curtos sobre saúde masculina que vi publicados na internet, como o herbicida que "feminizou o sapo" e que o homem "bebe todo dia" na água da torneira. O roteiro: um biólogo da Universidade da Califórnia em Berkeley pôs sapos machos em água com atrazina "na mesma concentração da torneira da sua cozinha" e eles viraram fêmeas "biologicamente, completamente, com ovários funcionais"; a fabricante perseguiu o cientista; em humanos, "os estudos mostram" testosterona mais baixa, alteração fetal, puberdade precoce em meninas e atrasada em meninos; a Europa baniu e o Brasil não. Um dos vídeos admite que, em humanos, a causa "ainda não está cravada". A saída proposta é filtrar a água, junto de "cinco ajustes" e um "jeito prático" que não são revelados.

Esta página trata de algo que se evita, não de algo que se toma. Como na página sobre plásticos (ver a página bpa-ftalatos-plasticos), a tabela de doses deu lugar às exposições usadas nos estudos e ao que de fato remove a atrazina da água.

Levantei as alegações de 2 vídeos curtos e conferi 20 delas. Nenhum número desta página veio da fonte secundária do site.

Quanta exposição existe, medida no Brasil

  • É um dos herbicidas mais vendidos do país, mas não o primeiro. Em 2024, o Brasil vendeu 24.909 toneladas de atrazina, o 7º lugar entre os agrotóxicos, segundo o IBAMA. O primeiro foi o glifosato, com 231.888 toneladas (ver a página glifosato-transgenicos). Nos Estados Unidos, o grupo de Hayes a descrevia em 2002 como o herbicida mais usado do país (Hayes 2002).
  • Aparece na água tratada, em concentração muito baixa. Num levantamento nacional com 100 amostras de água potável de 22 capitais, coletadas em 2011 e 2012, a atrazina foi, ao lado da cafeína, a substância mais detectada, com concentrações de 2,0 a 6,0 ng/L na água tratada e até 15 ng/L na água bruta (Machado 2016). O limite brasileiro é 2 µg/L, e 1 µg/L equivale a 1.000 ng/L.
  • O tratamento convencional não a remove. Em Campinas, a atrazina e três produtos da sua degradação foram detectados em 100% das amostras de rio e de água tratada, entre 2 e 2.744 ng/L somando os quatro compostos, sem remoção após o tratamento convencional; a avaliação de risco pelas normas brasileiras não indicou risco (De Caroli Vizioli 2023). Em laboratório, coagulação, floculação, abrandamento e cloro não removeram as clorotriazinas; só o carvão ativado removeu (Jiang 2006).
  • NÃO VERIFIQUEI dados do sistema nacional de vigilância da qualidade da água para atrazina, nem a concentração em poços rurais brasileiros.

O que os sapos mostraram, e o que a repetição não mostrou

O estudo de 2002 existe e é na revista da Academia Nacional de Ciências americana. Larvas de rã-de-unhas-africana (Xenopus laevis) foram criadas em água com atrazina de 0,01 a 200 ppb. A partir de 0,1 ppb, apareceram animais hermafroditas; a partir de 1 ppb, a laringe dos machos ficou desmasculinizada; machos adultos expostos a 25 ppb tiveram testosterona 10 vezes menor. Os autores levantaram a hipótese de que a atrazina induz a aromatase (Hayes 2002).

O estudo de 2010 é o dos "machos que viraram fêmeas". Machos genéticos foram criados em 2,5 ppb de atrazina desde a eclosão. Na maturidade, 36 de 40 pareciam machos; 10% dos machos genéticos expostos viraram fêmeas funcionais, que copularam com machos não expostos e puseram ovos viáveis. Os machos expostos tiveram testosterona menor, menos espermatogênese e menor fertilidade (Hayes 2010). O financiamento declarado veio de uma empresa de água e de fundações.

A repetição pedida pela agência ambiental americana deu outro resultado. Em dois laboratórios independentes, larvas da mesma espécie expostas de 0,01 a 100 µg/L de atrazina não tiveram alteração na proporção de machos nem mais animais de sexo misto; o estradiol, usado como controle positivo, feminizou as larvas (Kloas 2009). Esse estudo foi financiado pela fabricante do herbicida, e um dos autores era funcionário dela, como o próprio artigo declara.

As revisões também se dividem. Uma meta-análise qualitativa de estudos com peixes e anfíbios achou efeito consistente na morfologia da gônada em 7 de 10 estudos, nos hormônios sexuais em 6 de 7 e na espermatogênese em 2 de 2, mas aumento de aromatase em só 1 de 6 estudos (Rohr e McCoy 2010). Uma revisão por peso de evidência, que tem entre os autores o funcionário da fabricante declarado no estudo de 2009, concluiu que a atrazina mexe em marcadores como hormônios e genes, mas sem efeito adverso em sobrevivência, crescimento, desenvolvimento e reprodução (Van Der Kraak 2014). Sapo não é homem: os anfíbios vivem dentro da água e fazem a diferenciação sexual nela.

O que foi medido em mamíferos e em gente

  • Em ratos, em dose alta, a testosterona cai. Ratos adultos que receberam 50, 200 e 300 mg/kg tiveram testosterona menor, estradiol maior e atrofia do testículo nas doses acima de 50 mg/kg (Victor-Costa 2010). Ratos jovens que receberam de 12,5 a 200 mg/kg tiveram a puberdade atrasada, e a testosterona dentro do testículo caiu só no grupo de dose mais alta (Stoker 2000). Uma revisão encomendada pela fabricante situa em cerca de 25 mg/kg por dia a dose sem efeito para esses desfechos em roedores (Cooper 2026).
  • Em homens, não achei estudo que medisse testosterona e atrazina. A busca por atrazina, testosterona e homens, trabalhadores ou agricultores com dosagem no sangue ou na urina devolveu só a revisão da fabricante.
  • Há um estudo de sêmen, pequeno. Em homens férteis de uma região agrícola do Missouri, comparados com homens de Minnesota (50 e 36 participantes), quem tinha metabólito de atrazina acima do limite de detecção na urina teve 11,3 vezes mais chance de estar no grupo de sêmen ruim. Outros dois agrotóxicos tiveram associação mais forte, e em Minnesota nada se associou (Swan 2003). É uma amostra de urina, no dia da coleta do sêmen.
  • Na gestação, as associações são fracas e a qualidade é baixa. Na coorte francesa PELAGIE, com 579 gestantes, ter atrazina ou metabólito quantificável na urina se associou a restrição de crescimento fetal (razão de chances 1,5; IC 1,0–2,2) e cabeça menor (1,7; IC 1,0–2,7), sem associação com malformações (Chevrier 2011). Em 24.154 nascimentos em Indiana, atrazina na água acima de 0,644 µg/L na gestação se associou a mais bebês pequenos para a idade gestacional (razão de prevalência 1,14; IC 1,03–1,24), sem efeito no parto prematuro (Ochoa-Acuña 2009). Em Kentucky, os condados de maior exposição tiveram mais partos prematuros (razões de 1,20 a 1,26), com medida de exposição por condado (Rinsky 2012). Uma revisão sistemática paga pela fabricante concluiu que os dados são de má qualidade e que nenhum desfecho mostrou associação consistente (Goodman 2014).
  • Na puberdade, um estudo em meninas e nenhum em meninos. Na coorte inglesa ALSPAC, o metabólito da atrazina na urina da mãe na gravidez não se associou de forma significativa à menarca antes de 11,5 anos (razão de chances 1,13; IC 0,82–1,55); a associação só apareceu no subgrupo sem dados faltantes (1,86; IC 1,03–3,38) (Namulanda 2017). Uma revisão sistemática sobre agrotóxicos não persistentes e puberdade classificou a qualidade da evidência como geralmente baixa (Castiello 2021). Puberdade atrasada em meninos foi vista em ratos (Stoker 2000), não em meninos.

実際にどれだけのエビデンスが存在するか

Os números abaixo foram levantados por mim em 16 de outubro de 2026, no PubMed e no ClinicalTrials.gov. A consulta de cada linha está ao lado do número, para qualquer pessoa repetir e me contradizer.

根拠検索式結果
PubMedatrazine6.465 artigos
PubMed(atrazine) AND (amphibian OR amphibians OR frog OR frogs OR Xenopus)244 artigos
PubMed(atrazine) AND (testosterone OR Leydig OR sperm OR semen OR testis)237 artigos
PubMed(atrazine) AND (testosterone OR Leydig OR sperm OR semen OR testis) AND (humans[MeSH Terms])30 artigos
PubMed(atrazine) AND (drinking water)402 artigos
PubMed(atrazine) AND (drinking water) AND (Brazil)24 artigos
PubMed(atrazine) AND (Meta-Analysis[Publication Type] OR Systematic Review[Publication Type])26 artigos
PubMed(atrazine) AND (Randomized Controlled Trial[Publication Type])1 artigo
ClinicalTrials.govtermo livre (query.term): atrazine登録された試験1件
ClinicalTrials.govintervenção: atrazine登録された試験1件
ClinicalTrials.govtermo livre (query.term): atrazine AND AREA[Phase]PHASE30 ensaios de fase 3

この数字についての率直な読み方

  • Dos 30 artigos "em humanos" sobre testículo e hormônio, quase nenhum mede um homem. A lista traz linhagens de células humanas, ratos, camundongos, revisões e uma notícia da revista Nature sobre a controvérsia. Os estudos com homens reais são o do sêmen no Missouri e os de exposição geral.
  • O único "ensaio clínico" é um estudo de urina de aplicadores. O artigo marcado como ensaio valida a medida de atrazina na urina de quem aplica o herbicida; não testa nenhuma intervenção de saúde.
  • O único registro de estudo é sobre sistema imune de agricultores. O registro, do instituto nacional do câncer americano, trata de linfoma e da lavoura de milho, não de testosterona. Registro não é resultado.
  • Quem pagou o estudo muda o resultado que se lê. O estudo positivo nos sapos tem financiamento de fundações e de uma empresa de água; a repetição negativa, a revisão negativa da gestação e a revisão dos roedores foram pagas pela fabricante.
  • Contagem de artigo mede atenção acadêmica, não evidência de desfecho.

Os estudos que sustentam (ou não) as alegações

Segundo o PubMed, estes são os trabalhos concretos por trás do que se diz sobre atrazina e saúde masculina.

研究N背景報告された内容注意点
Hayes et al., 2002
Proc Natl Acad Sci U S A 99(8):5476-80 · PMID 11960004
larvas de rã0,01 a 200 ppb durante o desenvolvimento larvalHermafroditismo a partir de 0,1 ppb; laringe desmasculinizada a partir de 1 ppb; testosterona 10 vezes menor em machos adultos a 25 ppbAnfíbio; aromatase é hipótese dos autores
Hayes et al., 2010
Proc Natl Acad Sci U S A 107(10):4612-7 · PMID 20194757
40 machos genéticos expostos2,5 ppb desde a eclosão10% viraram fêmeas funcionais que puseram ovos viáveis; testosterona e fertilidade menoresAnfíbio; financiado por fundações e uma empresa de água
Kloas et al., 2009
Toxicol Sci 107(2):376-84 · PMID 19008211
larvas de rã, 2 laboratórios0,01 a 100 µg/L, exigido pela agência americanaNenhum efeito na proporção de machos nem em sexo mistoFinanciado pela fabricante; um autor funcionário dela
Rohr e McCoy, 2010
Environ Health Perspect 118(1):20-32 · PMID 20056568
estudos com peixes e anfíbiosMeta-análise qualitativaGônada alterada em 7 de 10 estudos; hormônios em 6 de 7; aromatase aumentada em 1 de 6Efeito em população e reprodução incerto, dizem os autores
Van Der Kraak et al., 2014
Crit Rev Toxicol 44 Suppl 5:1-66 · PMID 25375889
mais de 1.290 respostas; 31 espécies de peixes, 32 de anfíbios e 8 de répteisPeso de evidênciaMexe em marcadores, sem efeito adverso em sobrevivência, crescimento e reproduçãoTem entre os autores o funcionário da fabricante declarado no estudo de 2009
Victor-Costa et al., 2010
Reprod Toxicol 29(3):323-31 · PMID 20045047
ratos adultos50, 200 e 300 mg/kgTestosterona menor, estradiol maior, testículo atrofiado acima de 50 mg/kgDoses muito acima da exposição pela água
Stoker et al., 2000
Toxicol Sci 58(1):50-9 · PMID 11053540
ratos jovens12,5 a 200 mg/kg, dos 23 aos 53 diasPuberdade atrasada; testosterona do testículo menor só na dose mais altaRato
Swan et al., 2003
Environ Health Perspect 111(12):1478-84 · PMID 12948887
86 homens (50 e 36)Caso-controle, Missouri e MinnesotaAtrazina detectável na urina: razão de chances 11,3 de sêmen ruim no MissouriPequeno; uma amostra; outros agrotóxicos juntos
Chevrier et al., 2011
Environ Health Perspect 119(7):1034-41 · PMID 21367690
579 gestantesCoorte francesaRestrição de crescimento fetal 1,5 (IC 1,0–2,2); cabeça menor 1,7 (IC 1,0–2,7)Atrazina quantificável em só 5,5% das urinas
Ochoa-Acuña et al., 2009
Environ Health Perspect 117(10):1619-24 · PMID 20019915
24.154 nascimentosIndiana, atrazina na rede públicaBebê pequeno para a idade gestacional: 1,14 (IC 1,03–1,24) acima de 0,644 µg/LExposição estimada pelo sistema de água, não medida na mãe
Goodman et al., 2014
Birth Defects Res B 101(3):215-36 · PMID 24797711
revisãoDesfechos de gravidezDados de má qualidade; nenhum desfecho com associação consistentePaga pela fabricante, como o artigo declara
Namulanda et al., 2017
Environ Res 156:420-425 · PMID 28410519
174 casos e 195 controlesCoorte inglesa, urina da mãe na gravidezMenarca precoce: 1,13 (IC 0,82–1,55), não significativaSó no subgrupo sem dados faltantes: 1,86
Machado et al., 2016
Sci Total Environ 572:138-146 · PMID 27494660
100 amostras, 22 capitaisÁgua potável, 2011 e 2012Atrazina entre as mais detectadas; 2,0 a 6,0 ng/LLevantamento preliminar, segundo os autores

Exposições usadas nos estudos

Isto não é recomendação: é o registro de quanto de atrazina foi usado em estudos publicados, em quem e por quanto tempo. Fora do contexto do estudo, esses números não se transferem para a água de casa.

研究Exposição期間Em quemO que o estudo queria medir
Hayes et al., 20020,01 a 200 ppb na águaDesenvolvimento larvalLarvas de rãGônada e laringe
Hayes et al., 20102,5 ppb na águaDa eclosão à maturidadeRãs machos genéticosFeminização e fertilidade
Kloas et al., 20090,01 a 100 µg/LDo 8º dia ao fim da metamorfoseLarvas de rãDiferenciação sexual
Stoker et al., 200012,5 a 200 mg/kg por sondaDo 23º ao 53º dia de vidaRatos jovensPuberdade e tireoide
Victor-Costa et al., 201050 a 300 mg/kgNão informado no resumoRatos adultosTestículo e hormônios
Portaria GM/MS 888/2021Atrazina + clorotriazinas até 2,0 µg/L—Água potável no BrasilLimite regulatório, não estudo
—Ingestão diária aceitável de 0,02 mg/kg de pesoVida todaPopulação brasileiraValor de referência, não estudo

O que de fato remove a atrazina da água

  • O tratamento convencional da companhia de água não remove. Coagulação, floculação, sedimentação, abrandamento com cal e desinfecção com cloro foram ineficazes contra a atrazina e seus derivados clorados; o carvão ativado em pó foi parcialmente eficaz (Jiang 2006). Em Campinas, não houve remoção depois do tratamento convencional (De Caroli Vizioli 2023).
  • O carvão ativado granular foi o melhor adsorvente testado. Num estudo brasileiro que comparou carvões em pó, granulados e nanotubos de carbono para atrazina, simazina e diurom, o carvão ativado granular foi o mais eficiente (Alves Pimenta 2022). É estudo de tratamento de água em estação, não de filtro doméstico.
  • O filtro de casa funciona no laboratório; no uso real, quase não foi medido. Uma revisão sobre filtros de ponto de uso nos Estados Unidos concluiu que muitos aparelhos foram testados e certificados em laboratório para remover contaminantes químicos, mas que a eficácia no uso real ainda não foi bem caracterizada, e que agrotóxicos quase não entram nos estudos de campo (Brown 2017).
  • Nenhum estudo mediu testosterona depois de filtrar a água. O que existe é medida de remoção do químico.

Das 20 alegações conferidas, 4 se confirmam, e nenhuma delas é sobre testosterona em homens

Cada linha é uma alegação como ela circula, sem o nome de quem a fez. O veredito usa os rótulos confirmado, parcialmente, não sustentado, sem estudo em humanos, estudo em animal ou in vitro e número não encontrado na fonte citada.

O que se dizO que os estudos mostram結論
Tyrone Hayes, biólogo de Berkeley, expôs sapos machos à atrazinaOs dois estudos existem (Hayes 2002; Hayes 2010)Confirmado
Foi publicado na revista da Academia de Ciências americana, em 2002Confirmado (Hayes 2002)Confirmado
Os sapos estavam "na mesma concentração da torneira da sua cozinha"Em 2002, efeitos a partir de 0,1 ppb; em 2010, 2,5 ppb, acima do limite brasileiro de 2 µg/L; a água tratada de 22 capitais tinha 2,0 a 6,0 ng/L (Machado 2016)Parcialmente
Os machos viraram fêmeas "biologicamente, completamente", com ovários funcionais e comportamento reprodutivo femininoEm 2010, 10% dos 40 machos genéticos viraram fêmeas funcionais; a repetição exigida pela agência americana não viu efeito na diferenciação sexual (Kloas 2009)Estudo em animal ou in vitro
Macho exposto vira fêmea; o sistema reprodutor inteiro se reorganizaGônada alterada em 7 de 10 estudos com peixes e anfíbios (Rohr e McCoy 2010); sem efeito adverso nos desfechos finais, para outra revisão (Van Der Kraak 2014)Estudo em animal ou in vitro
É o herbicida mais usado nas lavouras de milho do Brasil e dos EUANos EUA, os autores de 2002 o descrevem como o herbicida mais usado; no Brasil, foi o 7º agrotóxico mais vendido em 2024 (IBAMA); não verifiquei o uso só no milhoParcialmente
Está no lençol freático, nos rios e na água que abastece cidadesDetectada em água potável de capitais (Machado 2016) e em 100% das amostras de rio e de água tratada em Campinas (De Caroli Vizioli 2023)Confirmado
A fabricante abriu um dossiê contra o cientista, contratou investigadores e tentou destruir a reputação dele "por 10 anos"; isso foi documentadoReportagem de 2013 baseada em documentos de um processo judicial descreve detetives, perfil psicológico e monitoramento de palestras; os "10 anos" não verifiqueiParcialmente
Em humanos, os estudos mostram redução de testosteronaNão localizei estudo em homens; a queda foi vista em ratos com 50 mg/kg ou mais (Victor-Costa 2010)Sem estudo em humanos
Em humanos, há alteração do desenvolvimento fetalAssociações fracas com crescimento fetal (Chevrier 2011; Ochoa-Acuña 2009); revisão paga pela fabricante não achou associação consistente (Goodman 2014)Parcialmente
Puberdade precoce em meninasUm estudo: associação não significativa (1,13), significativa só num subgrupo (Namulanda 2017)Parcialmente
Puberdade "atrofiada" em meninosVisto em ratos (Stoker 2000); não localizei estudo em meninosEstudo em animal ou in vitro
Populações expostas mostraram queda na qualidade do espermaUm caso-controle com 86 homens, razão de chances 11,3 no Missouri e nada em Minnesota (Swan 2003)Parcialmente
Em humano, a causalidade direta "ainda não está cravada"É o que dizem as revisões: qualidade baixa e associações inconsistentes (Goodman 2014; Castiello 2021)Confirmado
A atrazina gera 2 bilhões de dólares por anoNão localizei fonte para esse númeroNúmero não encontrado na fonte citada
"Parte da Europa" já baniuA União Europeia inteira não incluiu a atrazina na lista de substâncias aprovadas e mandou retirar as autorizações até 10 de setembro de 2004 (Decisão 2004/248/CE)Parcialmente
No Brasil, o lobby segura a proibição; "sabem do risco e deixam rolar"A atrazina é autorizada, com ingestão diária aceitável de 0,02 mg/kg e limite na água de 2 µg/L; uma ação do Ministério Público do Trabalho pediu a proibição em 2023; não localizei estudo sobre lobbyNão sustentado
Atrazina não tem cor, cheiro nem gosto, e "você só percebe quando o corpo já está falhando"Não localizei estudo que ligue a concentração da água tratada a falha de órgão em adultosNão sustentado
Precisa de um filtro de águaCarvão ativado remove atrazina em estação de tratamento (Jiang 2006; Alves Pimenta 2022); o efeito do filtro doméstico no uso real é pouco medido (Brown 2017); ninguém mediu testosteronaParcialmente
Existe um "jeito prático" e "cinco ajustes" que revertem o efeito e sobem a testosteronaOs ajustes não foram revelados; não há o que conferirNão sustentado

Placar: 4 confirmadas, 8 parcialmente, 3 não sustentadas, 1 sem estudo em humanos, 3 com estudo só em animal ou in vitro e 1 com número não encontrado na fonte citada.

Quem tem mais motivo para saber o que há na água

  • Quem usa poço perto de lavoura de milho ou cana. A atrazina vai para rio e lençol, e o tratamento convencional não a remove. Água de poço sem tratamento não passa pelo controle da portaria. NÃO VERIFIQUEI medições em poços rurais brasileiros.
  • Gestantes em região de lavoura. Os sinais em humanos, ainda fracos, aparecem no crescimento fetal (Chevrier 2011; Ochoa-Acuña 2009).
  • Quem aplica o herbicida. O único registro de estudo e os estudos de urina tratam de aplicadores, a população mais exposta.
  • Homens com testosterona baixa ou problema de ereção. Não achei estudo mostrando que filtrar a água corrige isso. Filtrar pode reduzir a exposição; não substitui investigação médica.

規制上のステータス

  • Brasil, água potável: "Atrazina + S-clorotriazinas" (deetil-atrazina, deisopropil-atrazina e diaminoclorotriazina) com valor máximo permitido de 2,0 µg/L, e hidroxi-atrazina com 120,0 µg/L (Portaria GM/MS 888/2021, Anexo 9). NÃO VERIFIQUEI alterações posteriores dessa tabela.
  • Brasil, situação: autorizada. Uma ação do Ministério Público do Trabalho pediu a proibição em outubro de 2023, segundo a imprensa. NÃO VERIFIQUEI o andamento da ação nem consulta pública aberta sobre a monografia.
  • União Europeia: não incluída entre as substâncias aprovadas; autorizações retiradas até 10 de setembro de 2004, com usos limitados até 30 de junho de 2007 (Decisão 2004/248/CE). NÃO VERIFIQUEI o limite europeu atual para agrotóxico na água potável.
  • Estados Unidos: autorizada; limite máximo na água potável de 0,003 mg/L (3 µg/L), com "problemas cardiovasculares ou reprodutivos" listados como efeito de longo prazo pela agência ambiental.
  • WADA: não se aplica.

この調査が行わなかったこと

  • Não verifiquei dados nacionais de vigilância da água para atrazina, concentração em poços rurais, o andamento da ação do Ministério Público do Trabalho e o limite europeu atual para agrotóxico na água.
  • Não verifiquei os documentos judiciais sobre a campanha contra o cientista; li a reportagem que os descreve.
  • Não avaliei filtros comerciais específicos nem certificações de filtro, e não avaliei osmose reversa, que aparece em outra página da série (ver a página fluor-agua-pineal).
  • Não avaliei câncer e atrazina; o foco foi testosterona, sêmen, gestação e puberdade.
  • Não li o estudo de Paraná sobre agrotóxicos na água e câncer: o resumo não deixa claro qual limite usou para dizer que municípios estavam "acima", e por isso não o citei.

参考文献

  1. Hayes TB, Collins A, Lee M, et al. Hermaphroditic, demasculinized frogs after exposure to the herbicide atrazine at low ecologically relevant doses. Proc Natl Acad Sci U S A. 2002;99(8):5476-80. PMID 11960004 — o estudo de 2002 com rãs.
  2. Hayes TB, Khoury V, Narayan A, et al. Atrazine induces complete feminization and chemical castration in male African clawed frogs (Xenopus laevis). Proc Natl Acad Sci U S A. 2010;107(10):4612-7. PMID 20194757 — 10% dos machos genéticos viraram fêmeas funcionais a 2,5 ppb.
  3. Kloas W, Lutz I, Springer T, et al. Does atrazine influence larval development and sexual differentiation in Xenopus laevis? Toxicol Sci. 2009;107(2):376-84. PMID 19008211 — a repetição sem efeito, financiada pela fabricante.
  4. Rohr JR, McCoy KA. A qualitative meta-analysis reveals consistent effects of atrazine on freshwater fish and amphibians. Environ Health Perspect. 2010;118(1):20-32. PMID 20056568 — efeitos em gônada e hormônios; aromatase em 1 de 6.
  5. Van Der Kraak GJ, Hosmer AJ, Hanson ML, Kloas W, Solomon KR. Effects of atrazine in fish, amphibians, and reptiles: an analysis based on quantitative weight of evidence. Crit Rev Toxicol. 2014;44 Suppl 5:1-66. PMID 25375889 — marcadores alterados, sem efeito adverso final.
  6. Victor-Costa AB, Bandeira SM, Oliveira AG, Mahecha GA, Oliveira CA. Changes in testicular morphology and steroidogenesis in adult rats exposed to Atrazine. Reprod Toxicol. 2010;29(3):323-31. PMID 20045047 — testosterona menor em ratos com dose alta.
  7. Stoker TE, Laws SC, Guidici DL, Cooper RL. The effect of atrazine on puberty in male wistar rats: an evaluation in the protocol for the assessment of pubertal development and thyroid function. Toxicol Sci. 2000;58(1):50-9. PMID 11053540 — puberdade atrasada em ratos.
  8. Cooper RL, Simpkins JW, Breckenridge C. Review of the effect of atrazine on the HPG axes and steroidogenic pathways in males: relevance for testicular and prostate cancer. Front Toxicol. 2025;7:1702389. PMID 41884656 — dose sem efeito em roedores, revisão paga pela fabricante.
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  20. Brown KW, Gessesse B, Butler LJ, MacIntosh DL. Potential Effectiveness of Point-of-Use Filtration to Address Risks to Drinking Water in the United States. Environ Health Insights. 2017;11:1178630217746997. PMID 29270018 — filtro doméstico pouco medido no uso real.
  21. Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021, na Biblioteca Virtual em Saúde — padrão de potabilidade: atrazina + S-clorotriazinas 2,0 µg/L.
  22. IBAMA, os 10 ingredientes ativos mais vendidos em 2024 (planilha publicada em 18 de dezembro de 2025) — atrazina em 7º, 24.909 toneladas.
  23. Decisão 2004/248/CE da Comissão, de 10 de março de 2004, sobre a não inclusão da atrazina (texto consultado no LawPlayer, que reproduz o EUR-Lex) — retirada das autorizações até 10 de setembro de 2004.
  24. EPA, National Primary Drinking Water Regulations — atrazina com limite máximo de 0,003 mg/L.
  25. Environmental Health News, 17 de junho de 2013, reportagem de Clare Howard sobre a campanha da fabricante contra críticos da atrazina, baseada em documentos de um processo coletivo de 2004 em Illinois.
  26. Notícias Agrícolas, 5 de outubro de 2023, reprodução de reportagem da Reuters — ação do Ministério Público do Trabalho para proibir a atrazina no Brasil.
  27. Registro NCT00342121 no ClinicalTrials.gov — sistema imune de agricultores de milho, o único registro com atrazina.
  28. PubMedのE-utilities(esearch) — このページのすべての論文件数の基礎。
  29. ClinicalTrials.govの公開API、バージョン2 — このページのすべての試験数とフェーズ3件数の基盤です。

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